29 março, 2007

28 março, 2007

A grande pirâmide

A grande pirâmide foi construída cerca de 2550 A.C.
Um meridiano traçado sobre Gisé divide exactamente os oceanos e os continentes em 2 partes iguais e por isso lhe chamam o umbigo do mundo. A soma dos 4 lados da base (931,22m) dividida por duas vezes o eixo vertical (148,208 X2) é igual a 3,14159ou seja pi.
A altura multiplicada por um milhão dá aproximadamente a distância da Terra ao Sol (149.400.000 quilómetros.
O raio da curvatura da face da pirâmide é igual ao raio da Terra.
…esses egípcios sabiam o que andavam a fazer!!!... conhecimento ou apenas coincidência?

27 março, 2007

24 março, 2007

Persistência da memória


As fases de sofrimento de um artista normalmente dão origem a grandes obras, a grandes escapes e concretizações de criatividade.
Dali, em ruptura com os valores do pai, inicia uma fase inigualável.

“Persistência da memória”, a pintura talvez mais conhecida de Dali, a origem da sua fortuna, foi executada, num clima de desespero, de angústia, após ter sido expulso da casa do pai. Dali escandalizava o pai e assumia atitudes de blasfémia em relação à mãe já falecida – um processo de auto-afirmação complexo, tortuoso e sofrido.

A pintura do contraste entre o "mole e o duro".

Os rochedos do cabo de Creus, fazem parte do fundo do enquadramento, o local exacto onde os Pirinéus vem morrer no mediterrâneo - local que inspirou outros artistas, Gaudi, por exemplo.
As formas, as sombras dos rochedos, metamorfoses continuadas de quem os observa, mediante o movimento de aproximação ou afastamento, interiorizadas e adaptam-se ao subconsciente do observador, que olha de novo e já imagina outras formas, outros conteúdos, outras memórias e outras realidades.
Este exercício imaginativo e criativo está presente sem dúvida em Dali e em toda a obra escultórica de Gaudi, tornando-se até lúdico, este jogo granítico/sensorial.

O mole representado pelos três relógios disformes, resultantes de uma noite de enxaqueca depois de um jantar rematado por um Camembert, inicia a reflexão contrastante entre a dureza dos rochedos e o mole, o super mole do queijo fluido.
O que representarão os relógios? Sabemos donde surgiu a inspiração, mas qual será o seu verdadeiro significado numa noite de enxaqueca?
... A tentativa ou a convicção de escapar ao controle do tempo?
... a possibilidade de o dobrar consoante o nosso desejo?
… um tempo que tanto é passado como é presente, que tanto é sonho como é realidade?
…o tempo flexível como testemunha do adormecimento do pintor?
… os vários tempos que só sobrevivem quando relacionados com alguma coisa?
O tempo é representado como entidade completamente subjectiva. Um quarto relógio fechado ao onírico, será um tempo morto em putrefacção, invadido pelas formigas, um tempo desinteressado pela dialéctica com o rochedo, com o mar e com Dali? Penso que este relógio estará relacionado com a figura paterna.

Entendo os relógios,... o mole… mas como explicar? O mole sinónimo do versátil do macio, do extravagante, do feminino.

O próprio Dali fica auto-retratado nesta pintura, como figura mole também adormecida na areia, sem boca, mas com língua que lhe sai do nariz.
O contraste entre opostos é acentuado pela relação entre o rigor e o detalhe da representação ao nível das formas, e as dimensões que não sendo reais permitem a deformação (relógios e o rosto de Dali) e ainda pelo colorido, rico e variado, mas que divide a tela em duas partes desiguais no entanto harmoniosas. Na pintura domina a horizontalidade, que se cruza com outra direcção ortogonal representada pela oliveira.

Quantos já sonharam num meio integrado no sem tempo, e que acaba por persistir apenas na nossa memória? Mas afinal porque Dali pintou os ponteiros dos relógios?

Dali achou a pintura extraordinária, mas imprópria para venda. Engano mostruoso, o quadro foi logo vendido, e passou por vários mãos até chegar ao Museum of Modern Art de NY.

23 março, 2007

odnitcelfer



reflectindo... odnitcelfer...

odnitcelfer... reflectindo...

22 março, 2007

Terranovela

Não vou a Fátima, nem a Lurdes (ainda), mas curto estas coisas dos festejos pagãos dos equinócios e dos solstícios.

Há fenómenos que interferem na nossa vida: o dia, a noite, a luz do sol, o luar… nós, seres pequenos, terrenos e mortais, temos a capacidade de os sentir e de os ver, actualmente já vamos tendo a capacidade de os compreender, e são eles de facto, que imperam na nossa vida.
Saber que o planeta terra, faz a sua rota certinha direitinha, todos os anos, dá-me um certo sossêgo! Nada de abusos, de excesso de velocidade, nada de álcool, nada de street racing, nada de maluqueiras de sábado à noite. Saber que chego ao dia 20/ 21 de Março ou ao dia 22/23 de Setembro e contar com o dia igual á noite, consegue equilibrar aqui o meu trabalho no estirador e até durmo muito melhor, mais tranquila.

Não comecem a imaginar que sofri uma virose astrológica e que daqui a pouco, estou a falar de ascendentes, e os peixes em Mercúrio, e Júpiter em peixes, pois não pesco nada disso.

O sol está lá paradão, tipo rei da abóbada celeste, a admirar tudo quanto circula à sua volta.
Bem, não sei se é admirar se é mesmo controlar!!!
Sei que os planetas andam lá nas suas pistas elípicas, obedecendo a um código deontológico/astronómico, que os faz girar numa passada certita, e prontus!!!
Apenas um atrasozito (como se escreve isto?) resultante de umas miradas rápidas para a lua e para os outros planetas (que diabo, a Terra também tem que olhar para o lado, para ver se mantêm as distancias em relação aos outros… ela não tem espelho retrovisor, nem GPS!!!), prontamente corrigido com os anos bissextos que nos baralham um pouco, mas absolutamente necessários.
Admiro a Terra.
Apesar de certinha, também tem as suas emoções e paixões, estados de ansiedade talvez,… que a leva a acelerar um pouquito quando está mais perto do sol (taquicardia amorosa)…. enfim paixões antigas que desconheço, mas sei que existem. Esse estado de paixão avassaladora, chama-se Periélio.
Mas como a Terra é uma garina com personalidade, acaba por se encher dos amoques (LOLOLOL) do sol, que entretanto e para variar, continua mudo e quedo, e vai-se distanciando, arejando ideias até chegar à fase afelisante, em que reconsidera as suas carências e volta a aproximar-se.
Isto é lindo.
Um namoro descarado que se passa à frente dos nossos narizes, e nós apenas, naquela de bronzear e acertar o despertador todas as noites.
Um dia virá, que a terra se tomará de brios românticos e se atirará de cabeça para o seu amor canastrão… nem camisinha lhes valerá! Não estaremos cá para ver, a taquicardia amorosa já terá tomado conta de nós, há muito!

(Despistei-me, tinha intenção de escreter sobre Serapis, e passei mazé pra a terranovela!!!)

21 março, 2007

uffff....



ALQUILLERS
FECHAS
APARTAMENTOS
HOSTALS
CALLES
VACACIONES
DISPONIBILIDAD
ALOJAMIENTO
HABITACIÓN
EIXAMPLE
VIERNES
MOLESTIAS
FLAMENCO
CERCANOS
LEJOS
RAZZMATAZZ
BUENOS DIAS
BUENAS TARDES
GRACIAS
HOLÁS E HOLÉS




UFFFF........ ME CANSA
E SIEMPRE ME ENCANTA!!!!

20 março, 2007

19 março, 2007

DIA DO PAI


Conforme ia envelhecendo, ia-se tornando uma pessoa cada vez mais interessante.
Sem a pressão da responsabilidade, da seriedade e dos compromissos laborais, a sua personalidade foi-se libertando e foi assumindo matizes que viveram resguardados durante muito tempo, como o sentido de humor, a autenticidade e a criatividade.
Vivia os problemas dos descendentes de uma forma cada vez mais descontraída. Quando presenciava aqueles comentários que todos nós fazemos sobre os filhos, do tipo “ …aos três anos é que eles são giros, depois cada vez surgem mais problemas… e em adolescentes? Perdem a piada toda… e depois? Arranjam namorados, olha nunca mais são nossos! Ahhh os bébés, que idade bonita!!!”, dizia apenas: “ Nos filhos todas as idades são bonitas!”

Esteja onde estiver a energia que se libertou de ti… hoje saúdo-te: Bom dia, Jacinto!

18 março, 2007

Ainda sobre A. Lobo Antunes


( texto publicado no site www.sanzalangola.com em 10/01/2006)


Não sou a pessoa mais indicada ou habilitada, nesta sanzala para escrever sobre Lobo Antunes - a minha formação académica é um pouco distante das áreas das letras/literaturas. Mas, aqui vai!... quem quiser acrescentar algo ou corrigir, se for o caso, à vontade!


Além da história em si, que o escritor pretende comunicar, do agrado ou não do leitor, mais ou menos imaginativa, invulgar ou corriquiera, suportada por mais ou menos referências, que se relacionam com as vivências reais ou ficcionadas por cada um de nós (aborda normalmente a guerra colonial em Angola, e as sequelas psicológicas que marcaram muitos ex-combatentes), Lobo Antunes, num dado momento do seu percurso, conseguiu romper de forma brilhante, com a escrita romanceada tradicional portuguesa (a partir dos anos oitenta).


Para mim foi amor à primeira vista! Amor que se tem enriquecido a cada nova leitura.


Qual Saramago, qual quê!... também aprecio, mas este é incomparávelmente superior!Conseguiu construir uma obra estéticamente diferente e original, através dos diferentes mecanismos da escrita, que ele evoca, atribuindo-lhe um lugar de grande mérito na nossa literatura contemporânea (atrever-me-ia até a chamar-lhe vanguardista). Estabelecendo um paralelo com as artes plásticas (estas coisas andam sempre de "braço dado"), poderia comparar, dizendo que a sua atitude, consegue tangenciar o desconstrutivismo na arquitectura.


A escrita de Lobo Antunes funciona como um espelho dos nossos esquemas mentais, que assistem permanentemente ao nosso pensamento, tantas vezes desfragmentado; consegue transpôr para o papel, a desorganização /confusão de pensamentos que habitam em simultâneo na nossa mente.


O nosso pensamento não é linear como um manual de botãnica! ....não se conjuga no singular; é interceptado por muitos outros, por emoções, paragens, ausências, interrogações, recordações, premonições, feed backs, paradoxos, desvios constantes no tempo e no espaço.


Lobo Antunes, consegue escrever assim, ... como se pensa!


É necessário lê-lo atentamente, apesar de utilizar uma linguagem acessível e fluente, é preciso estar atento a todas as "nuances" da sua narrativa, entender as pausas, as virgulas que usou, ou não,... e deveria ter usado, as reticências, os inícios de frases em maiúsculas ou minúsculas...


Toda esta forma criativa de escrever está carregada de simbolismos, de afectos, que tecem uma teia redimensionada que envolve o leitor tornando-o facilmente seu cúmplice, até atingir o seu íntimo.


Nada é deixado ao acaso, tudo possui um fio condutor feito de liberdade e lucidez!


O intercalar constante, a intersepção de assuntos, a descontinuidade dentro da continuidade da história principal, a repetição por vezes exaustiva de uma ideia, torna a sua escrita riquíssima e única.


Reconheço a extrema dificuldade em organizar um romance com todos estes parâmetros, que não se somam, interligam-se e que no fundo traduzem uma operação tão simples e fácil, que é pensar.
Anabela Quelhas
(Hoje continuo a pensar assim.)

17 março, 2007

Sem título

Técnica: Guache

16 março, 2007

Romeo e Giulietta




Procurei por Romeo, procurei por Giulietta, pelas ruas de Verona.

No caminho encontrei a casa de Goethe, que me distraiu do meu objectivo trágico-romântico. Desconhecia que o escritor alemão, setecentista e alemão, tivesse vivido por estas paragens…não viveu em nenhum destes palazzi, mas viveu meio incógnito numa casinha à beira-rua.

Fui seguindo o fluxo humano até à via Capello, numa abstracção constante, dotada de outras euforias, divergentes de Shakespeare: os apelos arquitectónicos veramente interessantes, e a vitrine proibitiva de Versage.

Distraí-me de novo ao entrar para o pátio da casa de Giulietta.
O vão da entrada, completamente recheado de pequenas assinaturas grafítticas, coloridas, sobre fundo negro, do tipo, "Io sono Rafaella, me piaca Romeo", ou "Mamma, sono qui!" Só por isso vale a pena visitar. Nunca vi um painel, com uma textura tão interessante… a uns metros de distância vê-se um mesclado de cores, delicadas, de malha fina, que não parece nada tratar-se de milhares de pequenas assinaturas. Uma beleza!

Fotografei aquelas paredes como se uma obra de arte se tratasse, como se um cartão de tapeçaria cobrisse aquele vão! Que espanto!
Todos fotografavam, não percebia bem o que, mas fotografavam mais à frente, menosprezando aquilo que eu acabava de apreciar e valorizar.

Continuava distraída e obcecada com a entrada.

Fotografei outras varandas, que não eram as da Guilietta, esqueci-me que os dois apaixonados, se enamoravam e parlavam de uno picolo balcone.
Através do zoom fotográfico, encontrei um belo ragazzo, que me observava e sorria per me, espelhando-se na minha lente fotográfica.
Sorria duma vidraça entreaberta, duma outra varanda, um andar mais acima do quarto da Giulietta… sorria, pensando e troçando, talvez por me ver divergente e distraída do meu ângulo de visão turístico, não percebendo que não se tratava de miopia, mas sim da vontade em fotografar um Romeo de verdade.


Diário de viagem, Verona, Abril de 2001

15 março, 2007

PRÉMIO CAMÕES 2007


TINHA QUE SER!!!!!!
(se estes livros não existissem, eu não seria a mesma pessoa)



















































14 março, 2007

13 março, 2007

12 março, 2007

O beijo, de Gustav Klimt

(republico este texto, ao receber um diaporama sobre a obra quase completa de Klimt, e que encaminharei para todos os meus amigos)
Oiço Abrunhosa, embalada na cadência das suas palavras, que emanam sedução, cumplicidades, sentires profundos, capazes de criar interligações com registos visuais... e deixo-me navegar em mares de cetim....
Viagens que se perdem no tempo,
viagens sem princípio nem fim,
beijos entregues ao vento,
e amor em mares de cetim.
Gestos que riscam o ar,
e olhares que trazem solidão,
pedras e praias e o céu a bailar,
e os corpos que fogem do chão.
...enquanto escrevo, sobre o "O Beijo" de Gustav Klimt (1862 - 1918 pintor simbolista austríaco), grande tela pintada em 1908, uma das obras mais sensuais da história da pintura. Representa o símbolo de união.
Leva os meus braços,
Esconde-te em mim,
Que a dor do silêncio
Contigo eu venço
Num beijo assim.
O erotismo do casal de apaixonados é transmitido através de linhas sensuais que emergem no eixo de simetria com a figura feminina.
A exploração dos desenhos decorativos das roupagens de ambos, jogando com os violentos acordes cromáticos, fazendo o contraste entre quadriláteros e circulos, num simbolismo desmedido dum jogo de sedução, inundado de dourado - antagonismo ou complementaridade?
Quero que saibas
Que sem ti não há lua,
Nem as árvores crescem,
Ou as mãos amanhecem
Entre as sombras da rua.
Curiosamente, a única parte realista desta pintura, tão subtilmente erótica, é o espaço ocupado pelos rostos.
Tenho tantos segredos
Que te quero contar
E uma noite não chega,
Diz que podes ficar.
Klimt inspirou-se na sua relação com Emile, sua namorada ou amante, e alguns críticos salientam que esta é uma mulher submissa, devido à inclinação do seu rosto, e ao nível inferior em que é representada.
Diz-se que é o homem que domina e que toma a iniciativa do beijo, e que a mulher abandona-se, o rosto é passivo, e as suas mãos crispam-se.
Enfim nós os dois,
Os teus gestos nos meus,
.... quem vai adivinhar os mistérios do amor?
Quem me dera poder conhecer
Esse silêncio que trazes em ti,
Quem me dera poder encontrar
O silêncio que trazes por mim.
A mulher aparece envolvida na roupagem masculina, num abraço apaixonado, e numa posição efectivamente inferior, mas perfeitamente equilibrada com o seu rosto, extremamente feminino e belo, sendo o único visível na sua totalidade.
eu não sei, que mais te posso dar
um dia jóias noutro dia o luar
gritos de dor,
gritos de prazer
que um homem também chora
quando assim tem de ser
No amor, é tão dificil distinguir submissão, de entrega, de sedução consentida, de erotismo, de sinalética de paixão......
O beijo, aquele momento que sucede aos olhares que se olham, dialogando no silêncio.
Tudo o que eu te dou
tu de das a mim
tudo o que eu sonhei
tu serás assim
tudo o que eu te dou
tu me das a mim
tudo o que eu te dou*
O Beijo de Klimt e Mona Lisa comparam-se, em relação ao fascínio que exercem, e ao seu simbolismo que nunca foi completamente descodificado.
* poemas de Pedro Abrunhosa
Anabela Quelhas (22/02/06)
Publicado em www.sanzalangola.com em 05/03/2006

11 março, 2007

10 março, 2007

Espectáculos marginais


"Tangos e tragédias", uma paródia musical, oscilando entre dois personagens, e por fim com todo o público envolvido.
Dois homens apenas, um de panteado eriçado e olhos arregalados, que toca violino e pandeiro, e um sedutor, pingamor, romântico que veste colete, ébrio, e acordiona mais que bem – ambos óptimos comunicadores.
Aquarela da Sbornia
A verdadeira maionese
Ana Cristina
Berlim Bom Fim
Copérnico
Coração materno
Noite cheia de estrelas
Desgrazzia ma non troppo
O drama de Angélica
O ébrio
Romance de uma caveira
Roxane
Tango da mãe
The eleven's train
(as músicas)

Num espectáculo, não liberto o riso com facilidade!
Bem, eu sorri, eu ri, eu chorei a rir, eu bati palmas, eu cantei, eu cantarolei, eu bati o pé, eu entrei no jogos de interacção, eu me surpreendi, eu aplaudi, …. eu diverti-me imenso, eu pedi bis. Adorei!
Um espectáculo um pouco marginal, que foi lentamente tomando conta do público de uma forma muito original, com um humor subtil, mas poderoso, até à apoteose final: o momento em que ninguém queria abandonar a sala. Dois espectáculos num só: o verdadeiro e o outro que começou, quando o espectáculo acabou.
BRAVO!!!!!

09 março, 2007

08 março, 2007

dia internacional da mulher

ESTIMA-SE QUE NA EUROPA 1 EM CADA 5 MULHERES, É VÍTIMA, PELO MENOS UMA VEZ NA VIDA, DE AGRESSÕES NO ESPAÇO DOMÉSTICO.



. 70% das mulheres assassinadas foram mortas pelos seus parceiros no ano de 2002.
· 5 mulheres, por semana, foram mortas pelo parceiro ou algum membro da família na Zâmbia (2003).
· A cada 15 segundos uma mulher é espancada pelo parceiro nos EUA.
· 36000 mulheres são espancadas diariamente na Federação Russa.
· 147 mulheres são violadas diariamente na África do Sul.
· A cada 90 segundos uma mulher é violada nos EUA.
· Em 85% das zonas de conflito armado registou-se tráfico de mulheres e raparigas.
· 250 000 a 500 000 mulheres foram violadas durante o genocídio de Ruanda.
· 400 mulheres e raparigas com pouco mais de 8 anos foram violadas no Iraque desde Abril de 2003.
· A cada 14 dias uma colombiana é vítima de “desaparecimento” forçado.
· 20 000 a 50 000 mulheres foram violadas na Bósnia e Herzegovina durante os 5 meses de conflito em 1992.
· Mais de 135 milhões de raparigas foram sujeitas à mutilação genital. 2 milhões estão todos os anos em risco.
· 82 milhões de raparigas com idades entre os 10 e 17 anos, casarão antes de completarem 18 anos.
· 45 mulheres foram assassinadas num período de 2 meses no Irão em virtude dos “crimes de honra”.
· A mutilação genital continua a ser praticada nas comunidades emigrantes na França, Holanda, Dinamarca, Suíça , Itália, Suécia e Reino Unido.
· 15000 mortes por ano na Índia, causadas por estranhos fogos acidentais desencadeados em cozinhas.
· 51% da população mundial infectada com HIV/SIDA (mais de 20 milhões) são mulheres.
· Mais de metade das novas infecções com HIV ocorrem entre jovens dos 15 aos 24 anos, e mais de 60% destes jovens seropositivos, são mulheres.
· Em 2003, pelo menos 54 países tinham leis discriminatórias contra as mulheres.
· A violação marital é reconhecida como crime em apenas 51 países.
· Os códigos penais de países como o Peru, Bangladesh, Argentina, Equador, Egipto, Guatemala, Irão, Israel, Jordão, Síria, Líbano, Turquia e Venezuela prevêem as chamadas “defesas de honra” (parciais ou completas).
· Na África do Sul a percentagem de condenação por violação permanece nos 7%. Apenas um terço do número estimado de violações foi denunciado em 2003.
· Nos EUA 16% das mulheres denunciaram a violação à polícia; daquelas que não o fizeram, 50% teriam relatado o seu caso se lhe tivessem sido dadas garantias de sigilo.
· No ano de 2003, a legislação sobre a violência doméstica era inexistente ou desconhecida em 79 países.

07 março, 2007

AMARELO







Para esquecer a chuva, no estir@dor, hoje, sirvo-vos o amarelo, uma das minhas cores preferidas:
- A cor mais luminosa das cores
- cor do sol, das férias, dos tempos livres, da evasão
- cor da prosperidade, da riqueza, dos tesouros, do trigo,
do milho e do ouro
- cor dos poderosos, a cor do imperador da China
- a cor dos vencedores, da energia, do vigor da mente
- a cor que melhora a concentração, facilita a comunicação, reforça a inteligência e agiliza o raciocínio


Porém…



- a cor do enxofre, da má reputação
- a cor da loucura, da extravagância e do disfarce
- a cor dos maridos
enganados
- a cor de Judas e da sinagoga
- a cor da mentira e da traição
- a cor dos fura greves
- a cor imposta aos excluídos

A cor amarela, deve ser utilizada em zonas de permanência de dia e em espaços de comunicação. Não utilize amarelo em quartos e wcs.
OLHÓOOSAMARELOS

Amarelo primário, amarelo cádmio, amarelo limão, amarelo indiano, amarelo ocre, amarelo Nápoles, amarelo ouro, amarelo âmbar, amarelo caju,....

06 março, 2007

04 março, 2007

ARQUITECTURAS IMPOSSÍVEIS cont.

A solidez da primeira escada, perfeitamente equilibrada e estável, assente no número par dos seus 12 degraus e o número impar tripartido, que cadencia o amparo do braço dos seus utilizadores (que apenas sobem), contrasta com a fragilidade e instabilidade da segunda escada; escada de mão com 19 degraus, (impar e primo), que simultaneamente sobe do interior, mas se apoia ao exterior.
Esta última não será fácil de utilizar pela dama de olhar distante, nem pelo mercador de chapéu de pluma e capa larga.
A escada de mão não tem um bom convívio, com saias pesadas e múltiplas, casacos andrajosas, sapatinhos de cetim, penteados bicórneos e chapéus de penachos. As mãos têm de estar livres, o equilíbrio perfeito, e a agilidade é fundamental, para galgar degrau a degau.

Quem estiver a meio dessa escada, estará dentro? Estará fora? Estará coberto, estará a descoberto de uma das pequenas cúpulas suportadas pelos delicados pilares?

O homem do penacho, onde poderá apoiar a sua mão direita, sem ter um torcicolo?

Afinal o segredo desta complicada estrutura, está na sua base. Calmamente sentado num banco exterior, um jovem segura nas mãos e examina, um cubo especial, um cubo transparente que se vê de cima, mas também se vê debaixo, comparando-o com o esquema que repousa no papel, colocado no pavimento mesmo à sua frente.... resultante deste, imaginada da ortogonalidade dos quadriláteros.
Foi ele o construtor, ou nem sequer reparou no que está atrás de si?

Casa-fantasma, porquê? Será pela presença do prisioneiro furioso que é insensível à vista do vale? Mas quem lhe liga?

03 março, 2007

ARQUITECTURAS IMPOSSÌVEIS

Arquitecturas impossíveis

Aquilo que ocupa o espaço entre linhas em esquadria ou não, e permanece na zona do descontentamento e da insatisfação/frustração da nossa capacidade imaginária, nem sempre se converte em arquitecturas possíveis.


Estou a reanalisar Belvédère.

Durante muito tempo, Belvédère foi conhecida como casa-fastasma - representação tridimensional da não-realidade - que afinal não assustava ninguém, degenerando em Belvédère*.

Construção de três pisos, localizada no tempo renascentista, implantada numa colina, talvez Abruzos, na Itália meridional, rodeada de muitas outras e com vista para um vale imaginário de Escher.
Belvédère será um mirante, um miradouro, aqui seria mais própriamente um miravale, coberto, aberto, aparentemente elegante, mas profundamente disfuncional, repare-se no contraste entre os acessos.
(cont.)

* Belvédère - estrutura construída com o objectivo de se poder usufruir da vista. Uma belvédère pode ser construída na parte superior de um edifício, podendo assumir a forma de torre ou de cúpula.

02 março, 2007

Outros labirintos


Janelas abertas nº2



Sim, eu poderia abrir as portas que dão pra dentro

Percorrer correndo, corredores em silêncio

Perder as paredes aparentes do edifício

Penetrar no labirinto

Um labirinto de labirintos dentro do apartamento

Sim, eu poderia procurar por dentro a casa

Cruzar uma por uma as sete portas, as sete moradas

Na sala receber o beijo frio em minha boca

Beijo de uma deusa morta

Deus morto, fêmea língua gelada, língua gelada como nada

Sim, eu poderia em cada quarto rever a mobília

Em cada um matar um membro da família

Até que a plenitude e a morte coincidissem um dia

O que aconteceria de qualquer jeito

Mas eu prefiro abrir as janelas

Pra que entrem todos os insetos


Bethânia e Caetano