13 junho, 2017

Anita nas folias juninas

Anita nas folias juninas





         Cheira a farturas, bem ensopadas em óleo e açúcar, já há vários dias, anunciando o solstício de verão reflectido nesta modernidade dos carros de farturas estacionados nas ruas dos centros urbanos, escondendo jardins e edifícios barrocos interessantes. Ai de quem lhe enjoe o cheiro, pois terá que conviver com esta realidade durante o mês de Junho, quer queira, quer não, e passados uns dias, terá como paisagem, os doces da Teixeira fabricados em Baião, agora misturados com fatias de Resende e os pormenores púbicos de S. Gonçalo de Amarante. 
         Como som de fundo, temos o que há de mais popularucho e pimba, com letras que fazem corar o próprio Quim Barreiros, anunciando carrinhos de choque, e agora a vanguarda da diversão, resultante da tecnologia carrosseleira, onde o cinto de segurança é essencial, tal como ter o estômago vazio, como se fossemos fazer uma endoscopia digestiva no hospital mais próximo, para não fazer feio, vomitando o hambúrguer, a bifana, a bejeca, e a tal fartura que assentou mal com o café, sobre os mirones que ficam em baixo.     
         As festas juninas são mesmo assim!  
         Afastei-me propositadamente das noivas de Sto António – não vá o diabo tecê-las!!! Alguém me pode acertar com o bouquet de noiva… às vezes pareço ter um íman para atrair complicações. Vi-as ao longe, fora de alcance da maior atleta olímpica lançadora de bouquets, discos ou dardos, vestidas cada uma com 50 metros de renda de Sevilha, carregando consigo baús cheiinhos de amor para dar, cumprindo um sonho de subir ao altar nas festas de Sto António, mesmo que em grupo, com vestido a arrastar, véu e grinalda brancos ou pérola. Mas que bem!!! - agora com muita selfie, muita base, muito rimmel, muito eye liner, muito esfoliante, muito gel, muita extensão, muito silicone, muito babyliss, muito makeup, muito reafirmante, muito under bra, muito fio dental, muito fitness, muito adelgaçante, muita tatuagem, muito sérum, muita barba de 3 dias, muito jet bronze, muito laser… (ufff) realizando as fantasias mais imaginativas a que qualquer mortal tem direito e que consegue realizar com ajuda do chinês da esquina.
         Meu  Deus dai-me juízo até à hora da morte!!!
         Oh meu Santantoninho, tu divertes-te à brava, à custa destes encantamentos passageiros de nós pecadores de todos os dias… quantos pontos fazes por cada um, no reino monótono do céu? Deve haver aí competição séria, tipo caça ao Pokémon, só que transformada em caça ao casamento de Sto António. Não vês que nunca ninguém foi feliz para sempre, mesmo os abençoados por ti, e aqueles que dizem que sim, simplesmente mentem?… é muito mais fácil mentir do que assumir a verdade. Dá muito menos trabalho!
         Sabes também muito bem, que o casamento não é solução para quem tem problemas financeiros! Sempre ouvi dizer que em casa onde não há pão, todos ralham e ninguém tem razão!
….  
         O calor mantem-se depois das 19h anunciando uma noite excelente para a folia, não precisarei de carregar o casaco e sim a garrafa da água que depois de ingerida se descartará no lixo.
         Optei por comida leve ao jantar, para que o vestido acetinado cheio de brilho possa ficar justo, mas sem apertos e para que não sobre nada para fora, do tipo estou a asfixiar, deixai-me tomar ar puro do lado de fora do decote ou da cava - 3 sardinholas e pimentos, para evidenciar o tempo deles, deglutidos com um branco fresquinho de Terras da Maria Boa. (ok, pronto, uma cola zero calorias)
         Rego o manjerico, ponho a erva-cidreira à`janela, o alho-porro já está encomendado, assim como o lugar na esplanada para na noite de S. João saborear o caldo verde, e o púcaro negro para o S. Pedro, ajeito a pestana e o báton, penteio-me, deixo um cravo vermelho a navegar pelo meu cabelo sob a luz do luar e cá vai a Anita para a folia. Já que é assim, fazer o quê? Aproveito para me divertir.

Meu Santo António se tu vires passar
Algum rapaz sem par
Sozinho pela rua
Vai-lhe dizer que eu já tenho um balão
Um arco e uma canção
E a imagem tua
Faz um milagre, dá-me um lindo par…

(Cuca Roseta)

07 junho, 2017

…daria uma exposição para o mundo

…daria uma exposição para o mundo  

            A visita à exposição “ A cidade global” que decorre no Museu Soares dos Reis no Porto, despertou a minha curiosidade para a pintura que deu origem a toda a ideia da exposição.
            Trata-se da pintura adquirida por Dante Gabriel Rossetti, dividida em 2 partes, representando uma rua renascentista, supostamente a Rua Nova dos Mercadores, localizada na Lisboa manuelina dos séculos XV e XVI e que já levantou dúvidas sobre a sua autenticidade alimentando uma polémica que parece não ter fim.
            A história oficial é que esta(s) pintura(s) terá sido descoberta pelas  historiadoras inglesas, Kate Lowe e Anne Marie Jordan Gschwend numa mansão do século XIX, em Oxford  cujo proprietário era o conhecido William Morris, com quem trabalhou Rossetti.
            Quanto à “Rua Nova dos Mercadores”, está dividida em dois painéis, é propriedade da Society of Antiquaries of London e deu origem a esta exposição, "A Cidade Global", que exibe cerca de 250 obras da época, entre mobiliário, pintura, tapeçaria, livros, esculturas em marfim, manuscritos, animais embalsamados e outros objectos em uso na época. É interessante a ideia de nos transportarem a cinco séculos atrás, através das obras expostas, porém descodifica pouco a pintura referida sobre a Rua Nova dos Mercadores – o vídeo exibido, sabe a pouco.
            A representação expressa imensos pormenores sobre aquela Lisboa que era um grande centro europeu e falta uma análise detalhada da pintura de uma rua onde passava o mundo através dos produtos vendidos, a mais rica da europa naquela época. Falta a história da construção da rua, a explicação sobre a grade que divide a área dos cambista, a característica dos edifícios com 3 ou 4 pisos, as colunas duplas, a concentração de comerciantes de todas as partes do mundo, os produtos exóticos vendidos e os modelos de negócio, a sua organização, a ocupação dos espaços que se adivinha no desenho dos edifícios (apesar da referência à Casa de Guiné e da Índia), o elevado número de escravos, o que transportavam, o traje dos portugueses e de outras pessoas com diferentes origens, as pedras de bezoar, etc..
            Unir a informação contida nesta(s) pintura(s) à informação escrita existente sobre essa época, daria uma exposição para o mundo, uma exposição também global, a partir novamente de Portugal, tal como aquela rua, justificando o nome da exposição. Infelizmente temos apenas um “cheirinho”-  uma exposição com informação insuficiente, gerando pelo menos aos visitantes, a curiosidade que levará a investigar posteriormente. As pinturas originais não as vi e a mega ampliação que fizeram das mesmas, está colocada ao longo de uma comunicação horizontal da exposição e não possui espaço suficiente para se realizar uma leitura global da mesma.
            Gostei de ver o rinoceronte embalsamado que pertencia a D. Sebastião. Percebi à posteriori que não era o mesmo que foi oferecido a D. Manuel e que talvez tenha sido a fonte de informação para o desenho de Albrecht Dürer –primeiro rinoceronte vivo que esteve na Europa desde o Império Romano.

            Esqueci de relatar que o único elemento informativo existente na entrada e na loja do museu, é um calhamaço escrito pelas historiadoras, de custo avultado, que pesa cerca de 3 kg, o que desmotiva qualquer um - Irão sobrar no final.
Publicado em NVR - 7/06/2017

30 maio, 2017

O FATO QUE NUNCA VESTIMOS

Anabela Quelhas—nasceu em Luanda, arquitecta, licenciada pela Escola Superior de Belas Artes do Porto, discípula do arquitecto José Maria Pulido Valente.
 Desenvolve regularmente actividade relacionada com arquitectura, pintura, vitral, fotografia e artes gráficas, nomeadamente ilustração.
Professora profissionalizada do ensino básico e secundário. Autora de, diversos projectos pedagógicos /artísticos – seis premiados a nível nacional – exposições pedagógicas e registos digitais
Pratica o exercício da escrita criativa e da poesia.

Livro publicado:
"O FATO QUE NUNCA VESTIMOS"
ISBN: 978-972-8546-65-6
Depósito Legal: 424472/17
Capa: Anabela Quelhas
Impressão e Acabamento: Minerva Transmontana, Tip., Lda




Antigamente é que era bom?
            São retratos dum país rural, esquecido do mundo, localizados no tempo da “outra senhora” e por quem muita gente ainda suspira, passados mais de cinquenta anos, revelando memória curta e coração pouco ginasticado.
             O registo de episódios enquadrados num regime político asfixiante é descrito na primeira pessoa, inspirado nos olhares interrogativos de uma garota curiosa e atenta a uma década entre 63 e 73. O privilégio de ter crescido dividida entre duas províncias desse Portugal imenso, uma do Portugal Continental e outra do Portugal Ultramarino, Trás-os-Montes e Angola, deu-lhe uma visão aberta multifacetada, sem preconceitos, sem amarras, sem pretensões de qualquer espécie e permanentemente questionadora da vida e do mundo que a rodeava. É um testemunho aligeirado de “como era” aqui no Portugal Continental, possibilitando uma leitura dinâmica e descomprometida.
            A ordem apresentada é próxima à ordem cronológica da memória, mas sem um fio condutor real, permitindo assim e também, uma leitura desorganizada e desconstruída.
            Leia e compare este país com o resto do mundo, e a sua dimensão temporal completamente desajustada e fracturante. As contínuas referências presentes em rodapé, são janelas que se vão abrindo, para contextualizar de forma ainda mais visível este olhar juvenil.
            Alguns leitores talvez activem a memória e se revejam em algumas destas histórias.
            Esta obra é a primeira de uma possível trilogia, que constitui uma narrativa triplicada, localizada em tempos e espaços diferentes, possibilitando ao leitor presenciar o amadurecimento crítico do seu olhar, sobre o que a rodeava, onde a realidade se sobrepõe ao imaginário ou ao contrário, consoante os casos e a inspiração.

24 maio, 2017

… que estratégia foi essa?

… que estratégia foi essa?
- O que vai ser esta semana? (ACM)
- Talvez a onda dos produtos naturais e o sarampo sarampelo… (AQ)
- Oh isso já passou! (ACM)
- Pois!!! e esta semana há muito assunto para abordar… (AQ)
                Sobre Fátima, com todo o respeito, nem liguei a televisão, porém alguém levou a fotografia da família para benzer, não vá o diabo tece-las, apesar que adorei os cartoons de João Vaz de Carvalho.
                Sobre a victória do Benfica… os festejos à volta de uma escultura que foi imaginada por um sportinguista… prefiro o azul.
                Resta-me o Salvador Sobral. Lembro-me dele num dos programas “Ìdolos”, ainda um menino de 19 anos, mas já com muita pedalada, mas muito imaturo. Agora isto! Admiro-o porque persegue os seus sonhos e vai à luta, e ele foi à luta apesar que agora tem um sabor segundo ele é agridoce. Passou por Madrid, Maiorca, Barcelona, …
                Poderia ter tirado o seu cursinho de psicologia, ser tradutor, fechado em casa com o dicionário do lado esquerdo, a gramática do lado direito e computador ao centro, contabilizando palavras, mas foi á luta, para fazer aquilo que gosta, que é cantar…. E quando se gosta é mais provável haver sucesso.
                Um músico amigo, que tal como eu navega em contra-corrente,  classificou o poema como delico-azeiteirote, e eu concordei, pois é fraquinho, fraquinho, comparado com os poemas de  Guinot 
“Às vezes é no meio de tanta gente
Que descubro afinal aquilo que sou
Sou um grito
Ou sou uma pedra
De um lugar onde não estou”
                                                                                                              ou de Ary dos Santos,
“Olhos de amêndoa
cisterna escura
onde se alpendra
a desventura.”
                                                                                                                             que foram à Eurovisão e perderam. E essa de amar pelos dois, tem muito que se lhe diga, tirando pais e irmãos, normalmente não resulta, mais ano, menos ano, a relação claudica e sucumbe estrondosamente, gerando chorudos honorários aos psiquiatras. Não aconselho mesmo! No amor tem que ser como as contas à moda do Porto, tu pagas o teu e eu pago o meu e pronto, ficamos amigos para sempre
                A figura de Sobral contrariou o estereótipo festivaleiro – casaco engelhado e de defunto falecido de 3 números acima, onde os ombros não encaixam, sobrando forma e tecido, cabelo em tótó, barba em desalinho, voz meiga, doce e expressão de olhar de ursinho de peluche – assim como a melodia, na onda cibernauta… convenceu e venceu. Mas oh Salvador tens de explicar melhor essa história, pois o puzzle ainda não está completo! O que é que aconteceu mesmo? Tops, sondagens, versões noutras línguas… que estratégia foi essa tão bem sucedida?
                É uma canção bonita, mas não é maravilhosa – uma la la land da música que derreteu os corações empedernidos, que sempre valorizam o lado dramático da vida do cantor, e este infelizmente parece que tem um melodrama na sua vida. Temos uma canção simples, genuína, intimista. Cantas bem, tens voz de anjo, com sentimento e com expressão, transmites emoção, nós sabemos, mas normalmente não chega…. Tu dás tudo, mas recebes nada. 
                Penso que a máquina “FESTIVAL da EUROVISÂO” quis dar uma arejada, não ficando atrás da máquina do prémio nobel da literatura, sorte a do Salvador, porque para o Dylan, tanto fez como faz. E o nosso primeiro já lhe deu os parabéns com sorriso de orelha a orelha. Oh Costa isto não é só tomar conta dos miúdos do outro, num sábado de manhã, agora é preciso organizar o festival do próximo ano, muito brilho, muita luz, muito glamour, muito botox, muito plástico, muitas horas extraordinárias, muitos efeitos especiais, muito IRS a rolar…. Depois queixem-se.

- PARABÈNS SALVADOR ao menos tu estás na maior, é assim mesmo!!! (MEC).

Publicado em NVR - 24/05/2017

20 maio, 2017

CONVITE


CASA DE ANGOLA
LISBOA, 20 DE MAIO DE 2017
19H

CONVITE


Anabela Quelhas tem o prazer de convidar V. Exa para o lançamento do seu livro "O fato que nunca vestimos".
Anabela Quelhas, arquitecta e professora, aventura-se nos caminhos da escrita e brevemente apresentará o seu primeiro livro como escritora. Será um caminho novo entre vários que gosta de percorrer em simultâneo, arriscando criticas e comentários em contramão. O seu território são as artes plásticas, porém a sedução pelas palavras levam-na a ser ousada e criar uma trilogia autobiográfica de ensaios de escrita, da qual a primeira parte “O FATO QUE NUNCA VESTIMOS” será brevemente partilhada com a comunidade vila-realense, a 11 de Maio de 2017, pelas 21h15m no Centro Cultural Regional de Vila Real e com a comunidade angolana, no dia 20 de Maio de 2017, pelas 19h na Casa de Angola em Lisboa

10 maio, 2017

Mas que aventura é esta, Madame?



Mas que aventura é esta, Madame?

(Publicado em NVR)
            Deveria escrever sobre as eleições francesas, mas vou ser um pouquinho egoísta, egocêntrica, narcisista e escreverei sobre mim. Não é todos os dias que se publica um livro…
            A mala do meu carro está cheia de livros e agora tenho que lhes dar rumo, soltá-los no mundo. Publiquei o meu primeiro livro como escritora. Esta designação não me assenta bem, pois sou uma humilde aprendente da arte de escrever, que me tem encantado ao longo dos anos, sem estilo, fragmentada e em contramão. Costumo estar no lado dos desenhos, mas agora… Ser escritora sugere algo de profissional, que não sou. Não resisto a um desafio, tenho a mania de meter o nariz onde não sou chamada e não me intimido o suficiente, em percorrer caminhos que não domino.
            Enfim, sou mesmo assim!
            Poderia estar quietinha a viver a maturidade, sentada num sofá, olhando a televisão, fazendo tricot para olear as artroses das mãos, chupar rebuçados para a tosse, cortando os dias no calendário um após outro e queixando-me todos os dias, desta vida madrasta. Levaria uma vida mansa cheirando a mofo, mas santa, sem trambolhões, respirando todos os dias da mesma forma, conservando o batimento cardíaco na mediana, rezando a Deus para me manter a tensão arterial estável e substituindo as gargalhadas por um mero esgar dorido da mandíbula.
            Pois, mas essa não sou eu.
            Tenho uma mala cheia de livros de cor azul-cueca, com um título polissémico e uma fotografia minha, com rosto que oscila entre o desconfiado e o aborrecido, como se estivesse no tal sofá da vida mansa - fotografia de adolescente incompreendida em idade do armário, sempre a descobrir uma forma de questionar, de protestar contra tudo e contra todos-
            Tenho um filho maravilhoso, nunca plantei uma árvore, pois a botânica dá-se mal comigo e o livro não passa da primeira parte de uma aventura, que nem sei como irá terminar. O que dirão os verdadeiros escritores que muito respeito, deste “projecto de livro”?
            Nestes dias, permaneço meia obtusa, quando percebo que criei grandes expectativas naqueles que me estão próximos…. E agora? A responsabilidade cresce e desgasta. Sou assaltada pela insegurança. Onde arrumei os Kompensan? E se eles não gostarem? ou forem indiferentes, o que é muito pior? A obra deixará de ser minha e passará a ser pública. Cada um lerá e interpretará do seu jeito, que poderá não coincidir com o meu.
            Porque não criei mais um pseudónimo, que me assegurasse o anonimato, livrando-me deste desconforto que me acelera o ritmo cardíaco? Lá está o meu nome, a fotografia, a biografia e o conteúdo, multiplicados por muitos exemplares – todos seguidinhos azuis; á espera de destino. Não bastava um!!!…
            Socorro quero sair em andamento!!!!! Tirem-me deste filme!!!! Grito para mim mesma, nesta postura de conversar de mim para mim, olhando os livros agrupados em pacotes plastificados, aguardando decisões e apelando para o bom senso que emigrou da minha vida há muito tempo.
            Mas que aventura é esta, Madame? Meto-me em trabalhos e agora? Ando sem filtro, sem airbag, sem rede, sem cinto de segurança e estiquei-me demais…  
            E agora o que fazer com a adrenalina em excesso?
            - Coloco chapéu e óculos escuros e vou fingir que não me conheço. E os espelhos cá de casa?
            - Aproveito e vou de fim-de-semana para a Islândia durante 30 dias? Todos sabem que nunca fugirei para norte.
            - Invento doença contagiosa, daquelas de pintar a pele com bolhas gigantes? Certamente me irão esperar na saída do hospital
            - Salto da ponte? Colocar-me-ão um elástico à cinta e gritarão: SALTA! SALTA! S-A-L-T-A!
            Fazer o quê?
            - Transformar os livros numa bela escultura azul cueca?

“O fato que nunca vestimos”
No Centro Cultural e Regional de Vila Real, dia 11 de maio pelas 21h15m.

Vestirei coragem e lá estarei. J