29 maio, 2012

A arte é ou não é importante?


A arte é ou não é importante?

  
 A arte ajuda a realizar a integração da identidade de cada um em relação ao mundo que o rodeia. Provavelmente já me ouviram dizer algumas vezes que para mim, mais importante que ensinar conteúdos na educação visual, é facilitar a cada a aluno na procurado seu mundo interior e facilitar a sua expressão exterior. Que interessa cumprir o programa se a autoestima do aluno não foi estimulada?  Vou sempre buscar como exemplo negativo aqueles que nunca mais esqueceram o pesadelo dos borrões provocados pelo velho tira-linhas.
    A arte liberta a alma, porque ensina a ver o mundo à nossa volta, entender os seus conflitos e recriar os acontecimentos consoante o confronto que cada um faz consigo mesmo. A arte enriquece o desenvolvimento integral do aluno, desenvolve a imaginação e torna mais consciente a sensibilidade de cada um, favorecendo a autonomia, a capacidade de intervenção sobre o meio e construindo uma maior consciência sobre as suas escolhas..
    A arte desenvolve o raciocínio lógico abstrato, porque ensina a pensar, a equacionar e resolver problemas e a projetar saídas para além do mundo real. A arte reduz a agressividade, pois facilita a exteriorização de emoções e canaliza-as para a concretização artística, onde o impossível não existe.
    Não quero alunos formatados e todos iguais. A arte permite ir ao encontro de cada um e aproveitar o que há de melhor na sua personalidade e trazer essas potencialidades para o plano do consciente. Nenhuma outra área do saber trabalha de forma tão eficaz o ego e a autoestima dos nossos alunos. Alunos alegres e confiantes, são alunos capazes de aprender melhor.

28 maio, 2012

26 maio, 2012

FRANKIE CHAVEZ


Quem perdeu, perdeu muito.

22 maio, 2012

Florença 2001


A tal fotografia de 2001, que tem uma história, tirada em Florença a um casal desconhecido.

14 maio, 2012

13 maio, 2012

12 maio, 2012

08 maio, 2012

06 maio, 2012

ETERNA E TERNA PROCURA


Mãe

Mãe, hoje desconsigo escrever-te. 

05 maio, 2012

04 maio, 2012

O GRITO



Hoje um aluno meu perguntou-me porque alguém queria uma pintura como o grito do Munch dentro da sua casa e como alguém pagava tanto dinheiro por ela.
Eu prometi que escreveria sobr isso.
Edvard Munch ao pintar o seu “O grito” nunca imaginou que essa obra poderia valer 91,3 milhões de euros – record mundial que ultrapassou Picasso – passados 117 anos.
Pensa-se que depois de Mona Lisa, esta seja a pintura mais conhecida do mundo.
O que tem de especial esta obra?
O grito expresso naquela figura esquálida, que se desconhece o sexo, de olhos e boca bem abertos e mãos a rodear a face, é a reação da espécie humana perante o desespero e o horror. È uma figura sem cabelo, débil fisicamente, envolta em várias linhas cinéticas que conferem à imagem, desequilíbrio  e caos psicológico, onde se poe em contraste o frio e o quente, colocando os nervos em situação limite. Penso que é uma pintura premonitória sobre o que se passou posteriormente, um século repleto de dramas onde a ansiedade existencial afecta cada vez mais pessoas.
É o espelho também da vida pessoal Munch, caracterizada por dramas familiares e perda de entes queridos
Esta pintura não deixa qualquer ambiguidade na comunicação com o observador, e talvez por isso, devido à sua mensagem monossémica, que ela é entendida por todos e mundialmente conhecida. O grito transporta consigo ainda outras histórias relacionado com a sua sobrevivência.
Mas vejam o que Pedro Correia escreveu
 http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4378664.html