31 janeiro, 2008

Todas as cartas de amor

(clique para ampliar)

Quantas vezes eu já manipulei esta poesia? Não tem conta.
Já a escrevi em todas as cores, já lhe coloquei diversos fundos, já a publiquei em diversos blogs, já a sobrepuz em diversos Fernandos Pessoas... ah porque depois aproveito e manipulo também as imagens que possuo do poeta naquele momento.
Tenho uma paixão rídícula, por este poema. Acho-o sempre actual, perfeito na configuração das paixões, rigoroso na auto-critica, verdadeiro e lindo de morrer. Tenho um especial prazer em observá-lo, lê-lo recriando diferentes cenários, e lê-lo de novo.
Continuarei a repetir-me. Continuarei ridiculamente a inventar suportes para estas palavras.

29 janeiro, 2008

Parcour


Isto é a tradução real de muitos dos meus sonhos. Flutuar, saltar de um lado para o outro, possuindo um dom de agilidade invulgar. Subir e descer edificios pelo lado exterior, saltar muros, sem nunca me aleijar.

Sonho, mas não chego lá.

OK!!!! Lá vem o Freud!!!!!!

28 janeiro, 2008

Colher, copo ou balde


Durante a visita a um hospital psiquiátrico um dos visitantes perguntou ao director:

"Qual é o critério pelo qual vocês decidem quem precisa ser hospitalizado aqui?"

Respondeu o director: "Nós enchemos uma banheira com água e oferecemos ao doente uma colher , um copo e um balde e pedimos que a esvazie. De acordo com a forma que ele decida realizar a missão, nós decidimos se o hospitalizamos ou não."

"Entendi" disse o visitante " uma pessoa normal usaria o balde , que é maior que o copo e a colher."

"Não" respondeu o director, "uma pessoa normal tiraria a "tampa do ralo".

O que o senhor prefere?

Quarto particular ou enfermaria ?"


Dedicado a todos que escolheram o balde....

26 janeiro, 2008

Órgão de Mar




http://www.oddmusic.com/clips/sea_organ.mp3

Na arquitectura há muitas boas surpresas.
Há por vezes obras que se tornam simbólicas, devido à sua genialidade, e que marcam definitivamente o sitio onde se implantam, para o bem e para o mal. Normalmente prevalece o bem.
Geniais não são só as pirâmides do Egipto! Na contemporaneadade temos vários exemplos. Veja-se o Museu Guggenheim em Bilbau, que conseguiu dar visualidade mundial ao país basco, invertendo o destino de uma cidade industrial, degradada e convertendo-a num núcleo turístico.
Hoje vou escrever sobre uma situação invulgar, que todo mundo gostaria de conhecer: Zadar e o seu órgão de mar.
Em Zadar, cidade croata banhada pelo mar adriático, foi construído em 2005 um órgão do mar. Consiste numa série de degraus cravados na rocha, com um sistema de tubos de polietileno e cavidades com ressonância, transformando o espaço num grande instrumento musical, tocado pelo vento e pelo mar. Quando o mar avança, força o ar, e dependendo da velocidade e tamanho da onda, cria notas musicais, formando uma sonoridade aleatória.
Desenhado pelo arquitecto Nikola Basic, ganhou o "European Prize for Urban Public Space", o Órgão do Mar recebe turistas de várias partes do mundo que vêm escutar uma música original, invulgar, que traz muita paz.
O lugar também é conhecido por ter um belo pôr-do-sol, o que agrada ainda mais as pessoas que visitam a localidade. Zadar é uma bela cidade litoral da Croácia e foi duramente castigada durante a 2º Guerra Mundial.
A criação do Órgão é também uma iniciativa para devolver um pouco do que o lugar perdeu com tanta destruição e sofrimento durante a 2ª Guerra Mundial.






25 janeiro, 2008

PARABÉNS






















PARABÉNS, PARABÉNS E PARABÉNS






Moisés



24 janeiro, 2008

ménage criativa

Será que endoidei?
Lamento informar a quem interessar, que não endoidei, ainda não é desta!.
Ando arquitectanto e desta vez na área do PH.
Eu não disse que colocaria aqui no estirador aquilo em que ocupo a mente no dia a dia?


Voilá!


Aturem-me!

Nestes dias ocupo-me de farmácias!

Frasquinhos, pipetas, provetas, almofarizes, medicamentos, cosmética… sei lá, tenho que organizar isso tudo de forma funcional, esteticamente atraente, original, ergonómica, segura para os utentes, respondendo a todas as regras do jogo, que são mais que muitas, e no fim ainda tenho que gostar.
Este último parâmetro é aquele que se apresenta cada mais difícil de cumprir.
E é por isso que penso, investigo, proponho soluções, desarrumo as estantes, revisto de livros as mesas de trabalho, interneto a rasgar, sonho, rabisco, auto-critíco, rasgo papeis … o caixote do lixo, nesta fase não tem descanso, nem o digital nem o real.
Vivo uma ansiedade solitária e silenciosa, uma angustia não partilhada, onde os neurónios são postos à prova, a paciência estica, o desejo por chocolate triplica,… e por vezes sento-me na minha poltrona (long chaise para alguns) e fico a olhar o infinito, quase sem respirar, não transparecendo a amálgama de conceitos, ideias, modelos, referências, exigências, o real, o imaginário, os conflitos estéticos, as operações geométricas que habitam dentro de mim de forma anárquica e que precisam de uma urgente e rigorosa organização.
Pareço calma, tranquila, por vezes até me dou ao luxo de fechar os olhos e ouvir música, situada num mutismo imóvel de ménage criativa.


Quem me observa pensa para os seus botões: bela vida que esta leva!!!!



22 janeiro, 2008

Farmácias do tempo do PH





















Hoje penso em prateleiras, frascos, caixas de medicamentos, alfazemas, mercurio-cromo, sulfamidas, betadines, pensos rápidos, xanaxs, valiuns, mutiliuns, pomada para os calos, almofarizes.... eu sei lá, farmácias, boticas e pharmácias. Farmácias pelo lado de dentro, vistas de cima, de lado, de baixo, de frente etc.

21 janeiro, 2008

Homenagem a 5 africanos + 1 papagaio

Texto transferido já de muitos lugares, e que publico também aqui para quem não adivinha em mim, o ritmo dos batuques, as cores e os cheiros da savana.



Luanda além de ser morfologicamente bonita, fotogenicamente bela, tem história, tem cheiro, tem contrastes, tem sentimento, tem sangue nas veias, é o ortocentro de África... e é essencial que contenha a minha infância e adolescência, para que se converta numa expressão matemática Verdadeira, traduzida nos eixos xis e ipsilone dos meus afectos, através de uma curva parabólica que supostamente deveria limitar um oceano, mas que afinal se circunscreve apenas no eixo z. Complicado?... afinal a terra é redonda!...
é o cordão umbilical a gritar mais alto!

...são as corridas de criança por entre os mangais,
...é a flor de acácia no cabelo,
...é a pesca à linha na Restinga,
...é o churrasco no Kuanza,
...são os meninos do Panguila,
...é o preto Jerónimo (1),
...são os mergulhos na Barracuda,
...é a turma da Vila Alice,
...é a esplanada do Mónaco,
...é o gelado na SAPU,
...é o lanche na Versailles,
...é a onda inesquecível do pessoal da rádio,
...é o merengue mornamente dançado,
...é a musica da Bonzão,
...é a desatada da sangria,
...são os westerns do Kipaka,
..são as estreias do Império,
...é a Fuentovejuna no Avenida,
...é o figo da índia da Eugénio de Castro,
...são as apaixonites da Combatentes,
...é o beijo no Miramar,
...são as meninas LGL nas suas minis,
...é o abandonar do soutien,
...é a idade das escolhas e da politização,
...é o poster do Che,
...são as novidades vindas de Paris,
...é a Alliance Française,
...são os carrinhos de rolamentos,
...é a rampa das Ingombotas,
...são as idas ao fardex da Casa Branca,
...é a matacanha no dedão,
...é a subida ao coqueiro,
...são os livros proibidos,
...é o Carnaval na marginal,
...são as esperas no aeroporto,
...é o aroma forte de fuel de avião,
...é o jogo do abafa,
...Oi JACARÉ, JACARÉ,
...é o néon da Tamar,
...é o rock dançado na Adão,
...são os autógrafos na Tara,
...é o imaginário do BO,
...é o observatório da Mulemba,
...é a colega Vandunem,
...é o aterrar constante dos helicópteros,
...é o hospital militar,
...são as loiras do Punta del Paso,
...são as calças com boca de sino,
...é o missionário italiano,
...são as queimadas de capim,
...são as visitas a Massangano,
...é a estrada de Catete,
...é o cheiro do Cacuaco,
...é a Dodge estacionada,
...é a gincana do 9 de Junho,
...é uma osga no tecto,
...é o camaleão na parede,
...é adrenlina em cima de um Buggy,
...são as BDs em 2ª mão,
...é a dança do Jacob (2),
...é o prego do Majestic,
...é a rebita na cubata do Gasolina,
...éhh bananéeee, bananéeee!!!!
...é a muamba do fundo de quintal,
...é a conversa com Segunda Jamba (3),
...é o misturar de areia e cimento numa obra qualquer,
...é o esticar do aço no Kikolo,
...é a moagem da farinha,
...é o desconfiar que nem tudo corre bem,
...é o despertar da justiça social,
...são os Vampiros proibitivamente escutados,
...é o sapato mata barata ao canto,
...é o arame farpado do Grafanil,
...é o desfilar da quitandeira,
...é o adorno de missanga,
...é o cigarro fumado para dentro,
...são os temperos de Beatriz(4),
...é a buganvília laranja,
...é a girafa embalsamada do museu,
...são os aceleras na rotunda da alameda,
...é a saída das traineiras,
...são os snipes na baía,
...são os calcinhas de Luanda,
...é a Sra. da Muxima,
...é a formiga salalé,
...é a terra vermelha na sapatilha,
...é a lixeira a céu aberto,
...são as cascas de banana no chão do porto,
...é o sinaleiro da Mutamba,
...é o suor da 1 hora da tarde,
...é o magro salário de Gingolita(5),
...é o prédio azul da Cuca,
...é o poeta visitado na cadeia,
...é o jogo da bola sobre a areia,
...é o cacimbo de Agosto,
...é o espreitar de uma varanda,
... o despertar da puberdade,
...é o "je t'aime moi, non plus",
...é o óleo de dendém,
...são as montanhas de laranjas,
...são as fotos de Catalacassala,
...é a água do Bengo,
...são as enxurradas nas Barrocas,
...é a conversa mole de Conceição(6),
...é trepar a um coqueiro,
...é a alforreca da Corimba,
...é a caldeirada ao domingo,
...é a sombra dum cajueiro,
...é chupar cana no mercado de S. Paulo,
...são as makas do bairro Prenda,
...é o sangue negro igualmente vermelho,
...é a goma do kiabo,
...é a casca da ginguba,
...é gindungo na vez do sal,
....é o amor de coração aberto,
....é o tempo que não volta nunca e por isso me atrevo a localizá-lo numa cidade bela.

Depois há aquele ditado: quem feio ama, bonito lhe parece!
Serão os sentidos que procedem às escolhas?


O registo saudosista pode entorpecer a mente......acabo o chá, que já esfriou!


...afinal, todas as cidades são bonitas pois inscrevo nelas o melhor de mim.

1) Jerónimo - preto de Luanda, limpador de escadas dos prédios dos brancos, sempre atencioso para as crianças.

2) Jacob - ilustre papagaio, verdadeiro multiplicador de sons, autor de diversas zaragatas animais no bairro Salazar.
(3) Segunda Jamba - preto bailundo de pés duros, esclarecido politicamente, consciente do seu desempenho proletário, e que primeiro (precocemente, talvez) me fez reflectir sobre as assimetrias sociais.
(4) Beatriz - preta quase cega, sem idade definida, óptima a cozinhar e dona de um lindo sorriso, mesmo que desnudado de dentes.

(5) Gingolita - operário de sol a sol, descendente de escravos embarcados para o Brasil, timidamente honesto, humildemente trabalhador fabril.(6) Conceição - o preto mais malandro de Luanda, gingão, homem de muitas mulheres e de múltiplas dívidas.
6) Conceição - o preto mais malandro de Luanda, gingão, homem de muitas mulheres e de múltiplas dívidas.

Anabela Quelhas

20 janeiro, 2008

Estranha contabilidade

As escolhas envolvem um processo de decisão que implica sempre perdas.
Impossível evitar isto.
Quando eu decido caminhar no campo, tenho a oportunidade de ver flores, ouvir os passarinhos, respirar ar puro, … isto forma o meu ganho.
Mas como decidi caminhar no campo, recusando a outra opção que seria caminhar numa cidade, eu perdi a cidade. Com esta decisão eu perdi o fervilhar urbano, o café na esplanada, o grito do pregão …. Isto são as perdas.
Se tivesse optado por passear na cidade, as perdas inverter-se-iam com os ganhos.
(A contradança de perdas e ganhos. Parece balancete de contabilista.)
O problemático é nem sempre ganharmos e não podermos evitar as perdas. Estas estão sempre garantidas.
Se eu tenho dois caminhos à minha frente e me decido por um, estou a rejeitar o outro, ou estou a decidir não seguir o outro. E, ao seguir esse caminho deixo de ter a possibilidade de avaliar no final, se a minha decisão foi correcta, pois passo a ignorar tudo que me aconteceria pelo outro caminho, e assim deixo de ter termo de comparação, para avaliar correctamente, o mais e o menos.
Se perdi alguma coisa, não sou feliz.
E se não perder? Será que sou feliz?
Para não perder basta-me não escolher?
Mas posso perder na mesma.
A recusa de decidir e a recusa em fazer opções, não afecta o que nos rodeia: o tempo não pára, nem o mundo. Tudo continua a acontecer e apenas nos limitamos a deixar o universo, e a força que provoca o movimento do tempo, a decidir por nós. Porque mesmo que eu não escolha um caminho, eu estou num caminho, diferente de todos os outros, dentro da máquina do tempo que não pára de girar . ... e ... ainda existe tudo o resto que está fora desse caminho.
Não decidir é mais cómodo, desresponsabiliza-nos. Entramos na onda determinista, o que tiver que acontecer acontecerá e daí lavamos as nossas mãos. Sentimo-nos confortáveis, úterinamente protegidos, pelo menos por algum tempo, pois não tivemos que fazer escolhas, nem rejeições, e isso de certa forma anima-nos... mas as pangeias cá continuam a habitar dentro de nós, martirizando-nos com as perdas efectuadas, sem a nossa escolha, numa contabildade infinitesimal que nos afecta muito mais: o
desespero de não podermos escolher, de não podermos decidir, de nos retirarem a capacidade de sermos donos de nós.


19 janeiro, 2008

profs

: Profs....a culpa é deles!

Texto notável de Ricardo Araújo Pereira

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles.
E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.

O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria,
tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.

O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.

Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.

Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.

Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.



Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

18 janeiro, 2008

Duociclar



Quantos já deitaram fora uma banheira?

Afinal!!!!!! com um bocadinho de
imaginação.....temos uma banheira convertida em duas poltronas. Uma terá ralo, outra não... mas isso são apenas pormenores!

17 janeiro, 2008

16 janeiro, 2008

Quando o céu vira tela









Estava num laboratório de de físico-químicas, neste sábado à tarde, algures por aí, entre experiências acústicas, vibrações, timbres e outras coisas que tais e assim num repente senti um feeling de sair - aquelas sensações que nem física, nem quimica sabem explicar através de fórmulas matemáticas ou tubos de ensaio. Não há Big Bangs, pontos Alfa e pontos Omega que nos impeçam de sair de fininho, mesmo correndo o risco de alguém nos julgar de modo menos conveniente.
Cheguei cá fora e olhei o céu...

15 janeiro, 2008

14 janeiro, 2008

Me faltou o azul

(clique para ampliar)

10 janeiro, 2008

Entre umas e outras

Entre umas e outras, num momento de pausa, estava eu explicando os caminhos por mim percorridos entre milhares de agulhas de acupuntura, tentando explicar as minhas razões por esta opção oriental… assim, meridianos para aqui, paralelos para acoli, analogia com o processo da divisão das células da origem da vida, tentativas em explicar cientificamente, aquilo que nunca entendi, muito bem, que nem Mártir S. Sebastião…. Alguém me diz:
- Assim tipo quando abrimos o forno e espetamos palito, para ver se o bolo está bom!!!!
Fiquei de desarmada! Ganhei a tarde!
Vesti o sorriso de Mona Lisa o resto do dia!!!!!!!!!!!!!!!!


09 janeiro, 2008

Entre o verde...


Fotografia: Robert Alvarez

08 janeiro, 2008

Ainda sobre Vieira da Silva



Vieira da Silva casou com Arpad Szenes, pintor hungaro que conheceu em Paris, tendo portanto perdido a nacionalidade portuguesa.
Arpad além de húngaro era também judeu, o que provocou a sua fuga à perseguição nazi, para Portugal, durante a segunda guerra mundial. Decidiram viver em Portugal em 1939, fugindo aos horrores da ocupação nazi da França, e Vieira da Silva tentou recuperar a nacionalidade portuguesa.
Salazar recusou sucessivamente os vários pedidos, entendendo ser demasiado perigosa a sua ligação marital com Arpad, julgando-o comunista. Ficaram em Portugal por pouco tempo. Não deixou de participar num concurso de montras, realizado no âmbito da Exposição do Mundo Português, que também lhe encomendou um quadro, mas cuja encomenda lhe foi retirada em consonância com a regeição de Salazar.
As notícias acerca da guerra agravaram-se cada vez mais e em Junho de 1940, Vieira e Arpad embarcaram para o Brasil.
Apesar de compreender a língua deste país e de ter feito amizades graças a cartas de recomendação de amigos portugueses, ela nunca perdeu o sentimento de desenraizamento que desde o início a assaltara, no exílio. Por outro lado a sua pintura não foi valorizada no Brasil, pois o estilo figurativo dominava nessa época a arte brasieleira.

Voltou a Paris em 1947. Em 1956, Vieira e Arpad naturalizaram-se franceses.

07 janeiro, 2008