31 dezembro, 2006

Como correu o Natal? (cont)



Já que estamos nos presentes, eu prometi o Chaolin e cumpri! Não podia destruir as expectativas dos meus amigos e familiares, que andavam ansiosos, a espreitar a toda a hora as montras do Hiperchina. Se não foi o Chaolin foi o “plimo”, que é a mesma coisa!
Ainda pensei em oferecer livros, numa de promover o meu lado intelectual e o dos outros também,.. comprei até uma revista com conselhos bem adequados ao perfil dos meus amigos, … por exemplo:
…para o meu amigo Poliedro (fumador militante) eu poderia comprar”O pequeno livro para deixar de fumar”, para o Orlando Blume (vanguardista) seria “António Variações – entre Braga e Nova Iorque”; para o Vítor (namorado da minha filha), nada melhor que “Dê cabo da sua vida amorosa”, para o meu amigo Jota (que necessita de um bom modelo literário que o inspire na contagem regressiva à beira do Zulmarinho) seria, “Vou contar-te um segredo” da escritora de tão grande sucesso, Margarida Rebelo Pinto,… (ok, prontos… dou a mão à palmatória!!!! Embirro com ela!), para um compincha que vive lá na Normandia, um “prontuário da língua portuguesa” veria mesmo a calhar, para a prima Edite (que anda sempre com a carta astrológica e a desbaralhar-me com bolas de cristal, conchas, caranguejos, escorpiões, e outros que tais, que vivem à beira da agua, mas que são fogo…eu sei lá) iria levar com “O Livro das Respostas”, para o meu neto (que tem a mania q é super herói), “Capitão cuecas”, para o Naondinho (economista), “Freakonomics- o estranho mundo da economia”… e por aí fora!!!!

Se pensam que estou pra aqui a reinar, desenganem-se! Eu não inventei nada, edição numero 46 “os meus livros”….

Mas aí, pensei, pensei, repensei… afinal um livro é um amontoado de letras, algo impessoal, que se perde em qualquer estante, correndo o risco de não combinar com o tapete tipo persa… e bem espremido o que dá? Montes de pó e cotão, que dá um trabalhão a limpar! Depois são quase todos, uma seca, só letras… sem bonecos…ainda por cima letra miúda, daquela que para ler depois dos 40, só de braço estikado!!! … e pesam! se pesam antes de adormecer! acordando o leitor sempre que se esparrama no chão, quebrando a magia do iniciar dos sonhos. Por outro lado, toda esta gente está bem na vida, não têm nenhum móvel de perna bamba a necessitar de num calço literário, daí a completa inutilidade de um livro.

Olhem, revi a minha ideia, não seria uma boa prenda e decidi-me mesmo pelo Chaolin, com presentes personalizados, e com a qualidade do oriente. A estrela também não surgiu do oriente? Então!!!! Tem tudo a ver!
Sei lá… peúgas para o tio Zé, os três pastorinhos para a sogra, uma boina para a sogro, a oitava gravata para o tio Joaquim (que as estima de tal forma que nem as usa para não estragar), um suporte para telemóvel com forma de sapato de senhora, para a Miquelina, um pisa papeis, para o sobrinho António e lenços de assoar, com monograma bordado, para aqueles que já me ia faltando a imaginação.

Regressando ao repasto, pois foi uma mesa farta!
pois teve de tudo!
e pois foi com agrado e dranquilidade, que vi os menores de 10 anos, a chorar baba e ranho, por não quererem comer o bacalhau e o polvo, teimando graciosamente com os seus progenitores, que queriam pizzas e hambúrgueres.
São sempre cenas ternurentas destas que me fazem amar o Natal! E recordá-lo nos restantes dias do ano, como uma referência da harmonia familiar e do convívio ameno entre velhos e novos.

A acompanhar e a estabelecer a diferença deste natal, todos tiveram o prazer em ouvir ao longo das refeições “A noite feliz”, versão barriga de pai natal, que eu pendurei no lustre, central, e que ao mesmo tempo que emitia aquela sonoridade celestial, abanicava os braços e a cabeça – uma ternura!

Tirei fotos a todos, o mesmo cenário do ano anterior, com o barrete de pai natal na cabeça, face bem rosada e aquele sorriso de quem esta a pedir uma água das pedras com urgência. Aos menos fotogénicos, sugeri-lhes a pronúncia de “bananaaaaa” para melhorar a sua estrutura facial, e apresentarem uma xipala que não assuste a objectiva da câmara.

Os meus presentes?

Os que recebi?

Bem, voltei a receber um saleiro e um pimenteiro, um pijama, o tal livro do Dan Brown, os Ferrero Rocher (dos mais imaginativos), as luvas (já tenho seis pares e que me fazem imensas frieiras)….

Apresento o meu protesto!, ainda não foi desta q recebi ouro! Acho que tenho que divulgar melhor a estória dos três reis magros.

Entre frituras, açúcar e a canela mais conhecida por mirra, iam-me chegando sms dos mais variados sítios.
Agradeço a todos o carinho. Todo o mundo saudando a minha família em simultâneo, nem sei bem porquê, desconhecendo eu, que afinal todos se conheciam. Como o mundo é pequeno!

Simmmm, correu bem, parecia mais um exercício de restauração numa cantina de estudantes, do que refeições familiares caseiramente servidas por je. De bata caveada, socas nos pés e soquetes, foi assim que apurei os paladares gastronómicos.

Não acreditam? A esta hora, nem eu! São 23 horas e 45 minutos do dia 31 de Dezembro dde 2007 da era do Senhor (como o Senhor tá kota!!!).

Mas que ganza! Vou mazé para o reveillon e conversar com Iemanjá.

BOM ANO PARA TODOS E EU NA VOSSA COMPANHIA.

30 dezembro, 2006

Como correu o Natal? (cont)

Aproveitei o cima do aparador, para colocar o presépio, enquadrado entre as rabanadas, filhoses, sonhos e tudo aquilo que põe o colesterol saciado, o que foi enriquecer a perspectiva da manjedoura e das palhas do menino, num bom gosto, que se requinta ano após ano.

Engraçado que nem o menino Jesus cresce, nem a Nossa Senhora envelhece, nem o S. José adoece das cruzes, nem a consoada muda de dia. Tudo sempre igual, naquela monotonia recheada de azevinho e muito pinheiro de natal!
A vaca continua vaca, o burro continua burro com duas orelhas, e os três reis “magros”, marados pela astronomia, continuam naquela perseguição astronómica da estrela com cauda, convencidos que vão presenciar um encontro imediato de vários graus, e que tem a xateza da repetição anual, tendo de dar pelo nome de, Baltasar, Belchior e Gaspar… e de carregar o ouro, o incenso e a mirra, sempre de lado, em cima de um camelo, que percorre o deserto, seguindo a loucuro do seu dono. O ouro, o incenso e a mirra ninguém sabe para que servia aquilo, pois o trio precisava mesmo duns biberons de leite, umas fraldas, e uma gase para o umbigo do filho de Deus … seguiram a tal estrela, mas cá pra mim, o que os orientou mesmo, foi o cheiro a caril ou a açafrão!

Sobre o ouro…que eu me lembre nunca ninguém me ofereceu ouro pelo Natal, o que está mal!!!! afinal deviam, isso é que é presente de reis?… incenso e mirra, desconheço! Nem sei se é vegetal, animal ou mineral.

… será que era aquela jarreta que a tia Hemengarda me ofereceu há dois anos, e que eu coloquei no sitio mais perigoso e desiquilibrante da casa, cai não cai, teria incenso? Não reparei quando atirei com os cacos no lixo. Ou terá sido aquele perfume “já cheguei, estou aqui” que eu rapidamente reofereci, à prima Ofélia que tem a sorte de ter perdido o olfacto? nã!!!! os livros do Dan Brown, que a cunhada acha que eu leio em repetição, tipo rodísio, varias vezes ao ano…esses regressam à livraria para outros incautos compradores, normalmente só leio um livro, uma única vez…desconheço por falta de apresentação desses presentes da tal mirra etc e tal! Quando muito um licorzito dentro dum baci!
Ahhh estou a ver, a mirra é aquela cena de polvilhar as filhoses!!! Será que substitui o pó de talco e o halibut? (acho que continua)

Como correu o Natal? (cont)



(as imagens publico agora, apenas porque está dificil inserir imagens juntamente com texto)

Como correu o Natal?

Como correu o Natal?
BEMMMMM!!!!!! Correu bem! Tudo naquela medianazinha a que já me habituei!!!! Sem surpresas de maior, sempre aquela monotonia dos zero graus centígrados, ou mais ou menos por aí.
O Natal é aquele acontecimento que se repete todos os anos - a maior concentração de família por metro quadrado.
Verdade!
Ora a sala de jantar, tem aproximadamente 20m2, deduzindo a esta área, o aparador Queen Anne, as duas mesas adquiridas em Paços de Ferreira, extensíveis com 2,20 X 0,90m, o louceiro dos Limoges, a cristaleira para ostentar os cristais d’ Arques, e os dois dálmatas imobilizados para sempre junto à porta da entrada… fazendo as contas por alto… as andorinhas da parede não contam, o lustre da feira de paris, pago a peso de ouro na caixa de pandora, também não, a ceia de Cristo, idem, o menino a verter a lágrima, aussi… portanto resta aproximadamente e com números redondos… 1,98X2+ 0,6X1,50X3….= 3,96+2,70= 6,66 (que número!!!!)… logo 20-6,66=13,34.
Vá 13m2
13m2 a dividir pela família, com características flutuantes, mas que se aproxima sempre dos 22, temos sensivelmente 0,5m2 por individuo! Desprezando as diferenças…. Sim já sabemos que o tio Zé Maria, calça 47 e que a bunda da prima Esperança ronda os 56 do pronto a vestir… mas também os putos estando quietinhos, ocupam menos espaço. Ora na China é muito pior, e não é por isso que eles deixam de ser amarelinhos e ter olhos em bico!
A(s) mesa(s) foi decorada a preceito! Alinhada como convém no eixo da ceia de Cristo, colocada no extremo da sala, toalha vermelha, centro de mesa dourado, pratos vermelhos, colocados naquela geometria original, um seguir ao outro, copos em frente, faca de um lado, garfo do outro e guardanapo na esquerda como exige a Bobone, mas de papel, pois eu não tenho pastel para depois andar a fazer limpezas de babas de canela e vinho tinto, em 66 guardanapos. Sim porque o Natal, em casa minha, rende ao pessoal no mínimo 3 refeições à borliu. …muita vela, muito pastel de bacalhau, muita batata doce, para elevar o astral até ao hemisfério sul, muito anjo barroco, muita bola de vidro, suspensa entre os reposteiros adamascados que limitam as janelas de alumínio, com muita estrela colada nos vidros, estrelas polares e outras que tais, de cinco pontas, sempre.
(continua)

20 dezembro, 2006

Noite de Natal


Atravessei a rua, naquele passo que não tem pressa de chegar, mas num ritmo acelerado de fuga ao frio, e de engano ao nevoeiro, que teimava atravessar-nos de uma ponta à outra.
A respiração se transformava rapidamente em nuvem de vapor, que eu aproveitava para fazer efeitos visuais, que saíam por entre o cachecol e me distraiam o olhar, das vitrines cheias de agasalhos, e das ruas decoradas e brilhantemente em festa.
Atravessei mais uma rua e entrei pelo mercado da praça de Lisboa… olhei o início da noite a desertificar o espaço urbano sob aquela nuvem amarela que paira sobre a baixa, e ia-me perdendo num jogo de andar e colocar as passadas, exactamente em sítios determinados, numa geometria de pauta musical, que me habituei a construir no espaço multidimensional, que é a mente.
Os eléctricos já passavam quase vazios, com o trinca a consultar o relógio e ansiando pela ceia melhorada.
E eu caminhava… ia partindo o frio, com essa caminhada lúdica e embalada por esta cidade de cor de prata, contornando a faculdade de ciências, com intenção de me dirigir para Carlos Alberto… escutando a noite de Inverno a valer, voltando-me, para admirar mais uma vez, a lua cheia por trás dos Clérigos, alegremente imaginando o calor da lareira e os odores que já estariam a ser fabricados com a canela, e que certamente, já me esperavam àquela hora, sob a forma de ceia de Natal.


No vão de uma porta, encostado ao granito da ombreira, permanecia imóvel um corpo em volume, com jornais como tapetes, que eu olhei, inesperadamente, em diagonal, naquele meu jogo pedestre.

Parei, fiquei imóvel também!

Senti a aorta a latejar, conseguindo facilmente calcular as pulsações sem qualquer aritmética ou máquina de calcular.

Identifiquei aquele velho casaco, gasto e mesclado a cinza.

Não sei rezar, mas naquele momento rezei com convicção.

Rezei para que, por baixo do chapéu, eu não conseguisse avistar uma barba, com longos fios de cabelo alvos, alvos como a neve.
O meu coração de repente se recusou a bater com as imagens que lhe chegavam do olhar.
Os fios alvos como a neve, despontavam por entre o casaco sujo, nos intervalos dos botões e por debaixo do chapéu. Não havia dúvidas, pois eles eram únicos.

Os cabelos, que eu tanta vez contornei e penteei sobre os meus papéis, desenhando-os a várias cores, por serem alvos. Os cabelos, que tanta beleza davam a um corpo alquebrado de ancião... estavam ali, permaneciam ali, abandonados num corpo enfrentando uma noite sem fim à vista.
Quantos lápis se perderam naquele cabelo? Quantos esfumados se diluíram entre as suas mãos angulosas, com unhas bem desenhadas? Quantas aguarelas se misturaram no olhar doce daquele rosto? Quanto carvão contou as suas rugas, que se iam adicionando com a idade, até se tornarem septuagenárias… octogenárias talvez?
Ele foi Zeus, ele foi Júpiter, ele foi Neptuno, ele foi Moisés, ele foi João de Deus, ele foi Marx, ele foi Engels, ele foi Eiffel, ele foi Antero de Quental, ele foi Guerra Junqueiro… ele foi José, ele foi tudo, o que nós queríamos que ele fosse.
Posicionava-se como cada um queria: nu, vestido, de verão ou de inverno, sentado, de pé, contorcendo-se… ora facilitando o esquisso, ora valorizando a torção do tronco, ora distinguindo a luz sobre um músculo, ora disfarçando a imperfeição dos nossos traços através do melhor ângulo da anatomia de seu corpo...
Conheceu mestres e aprendizes, e estes, quando se tornaram mestres, também, num rodopiar de anos e décadas, alternando com diversas gerações numa escola de artistas.
Ele era o modelo anatómico perfeito.
Era o nosso homem vitruviano, inscrito simultaneamente, num circulo e num quadrado! Com o seu crâneo estampado antropométricamente no nosso lápis, aprendíamos a proporcionar os traços, repetindo-o mais sete vezes, tal como um módulo, até chegar aos pés… um esquemazinho de linhas paralelas, essencial para orientar e estruturar toda a construção de um corpo ainda sem alma, com centro no umbigo, harmonizando e redescobrindo as razões de ouro.
Foi esboço, ele foi esquisso, foi retrato, foi escultura, foi tela, foi cenário, foi emoldurado, foi inaugurado, sempre com alma de alguém importante… ao sabor do naturalismo ou deformado e decompostamente cubista.
Ele foi Apolo, foi Adónis… e foi mudando de identidade conforma os anos se lhe iam entranhando na pele e embaciando a vivacidade do olhar.
Horas e horas á nossa frente, destilando dias, sem horário, em troca da refeição e de um mísero salário, que minguava, conforme envelhecia, inversamente proporcional às muitas horas que já não conseguia posar em pé.

Silencioso.

Discreto.

Como se exige a uma estátua!

Por vezes esquecido.

Frequentemente substituído, curiosamente por ele mesmo, ou do que ele sobrava numa folha de papel, abandonada anos e anos, numa pasta amarrada por uma fita azul.

Nessa noite, soube que era sozinho e que tinha doado o seu corpo à Ciência.

Chamei por ele!

_ Senhor António???!!!...

19 dezembro, 2006

feliz natal



ESTOU QUASE QUASE A PARTIR PARA A LAPÓNIA!!!!!!!!!
Um feliz natal para todos.

18 dezembro, 2006

17 dezembro, 2006

GOSTO DE+

Armanda Passos
goossssstttttttooooo!

16 dezembro, 2006

Lindíssima


Que espanto de fotografia! Apeteceu-me mudar o fundo do blog, para negro, só para publicar esta foto.
Lindíssima!
Não sei quem a fez, a única referência é, "AP".
A moldagem do ferro ao fogo, numa concentração realçada no martelo e no local onde ele bate, sobre a bigorna.
Uma profissão dura, a de ferreiro!

15 dezembro, 2006

Infância

Lembram-se destas imagens na tv?
Afeganistão.
Estas crianças não estão a brincar, estão a trabalhar de sol a sol, numa fabrica de tijolos. A sua tarefa é virar tijolos em contínuo para possibilitar a sua secagem ao sol.
Dizem que a adolescência nasceu com a entrada tardia dos jovens no mundo do trabalho. A partir do momento que o jovem entra na luta pela sobrevivência, a adolescência termina. Isto são as teorias do ocidente e dos países ricos.
Não esqueçam que há crianças que nem infância tem!!!!!!!
Ser jovem não implica ser adolescente e ser criança não implica ter infância. Há crianças que mal saem do colo da mãe, se convertem em adultos. TRÁGICO!!!!

14 dezembro, 2006

A Foto da Sra Professora


A foto da senhora professora
(depois de duas dezenas de tentativas para publicar, e teve que ser separada do texto.... oh este mundo digital!!!!! quando dá para se negar ao trabalho!!!!::::)

13 dezembro, 2006

Senhora Professora

Já lá vai uma vida!
Conheci-a numa altura algo controversa e indefinida da minha existência.
Confesso que tive sorte. Uma imensa sorte!
Ensinou-me o valor da mais pura e simples amizade.
Inequívoca!
Sentida!
Verdadeira!
Ela sabe apaixonar-se facilmente pela vida e, entregar-se totalmente a ela. Com amor e dedicação. Sabe apreciar as coisas, as pessoas e os actos quando são belos, assumidamente perfeitos, onde tudo, infelizmente soa a falso e a imperfeito.
Tem um sentido de oportunidade preciso e intenso, bem guardado em si.
Revela um companheirismo e uma presença constantes nos instantes difíceis, penosos e dolorosos.
É inqualificável na ternura solidária, pois, abraça os momentos com o que pode dar e não dar! É um portento de alegria e satisfação na ajuda solidária a tudo o que a envolve e a tudo o que a rodeia. Preocupa-se e reage sempre como sente e vê as coisas, fiel ao seu pensamento que nunca atraiçoa e nunca o violenta.
-Cala-te! Estás a exagerar!
- Só consigo dizer: -Nunca estive a ser o mais sincero em toda a minha Vida! E,faço questão que se congele esta afirmação no livro da vida para que nunca se perca! Tomem nota: bem congelada porque é visível. É real. Não! Não é uma professora qualquer. É uma Professora Especial que se aprende a gostar, sem a qual a Educação, a autêntica Educação e, falo de Seres Humanos que são os alunos, ficariam mais pobres, mais desamparados.
Quem disser que é uma professora como qualquer outra, não sabe, ignora, o que de mais puro e belo é uma entrega incondicional aos alunos, ao futuro destes, num mundo tão competitivo e exigente que lhes vai surgir pela frente. A conquistarem o direito pleno a serem felizes e a viverem a sua própria felicidade!
Esqueceram-se que a felicidade existe?
A felicidade existe na escola e fora dela! Perguntem-lhe porque ela é assim. Porque age assim? É um convite! Façam-no!
Aprendi com ela a preservar um carácter. Aprendi a guardar e a lutar pelos valores e os ideais que transporto em mim. Por tudo isto a que sempre me habitou e faz parte do que sou. Do que penso! Do que sinto!O valor da pedagogia! O valor da magia de ensinar e educar! O valor de me transcender quando é preciso e quando não é preciso! O imenso valor da entrega à Arte de Ser! O valor de viver num abraço a todos os que se agitam e movem num estabelecimento escolar, minimamente organizado, cuidado, respeitado.
A estimar tudo o que mexe ali!
O valor de inovar!
O valor de criar!
O valor de imaginar!
Até o valor de sonhar!
E, eu tenho de fazer uma pausa. Prolongada. Reflexiva.
Comecei a olhar. Comecei a apurar o olhar para tudo à minha volta. Matutei e matutei! Comecei a ver tudo feito de crianças, a compreender e a conquistar o seu encanto! A ajudá-las no seu sofrimento, porque às vezes sofrem, na angústia, nos momentos menos bons.
Ali tudo respira. Tudo tem sentimentos. Ali tudo ama.
Como tudo ali poderia ser BELO! Ela ensinou-me a ser eu próprio. Sim! A ser livre de pensar! A acabar com o alheamento e a minha forma de vivenciar uma personalidade amargamente silenciosa e remetida ao meu interior, como a minha personalidade era feita.
Ela descobriu-me algo.
Sempre vivi de livros.
Sempre me escrevi e escrevi os outros.
Ela descobriu que havia algo. Algo na minha conduta que valia a pena apurar. Perscrutar. Esclarecer. E, eu descobri-me! Descobri-me a olhar os corações das crianças repletos de bondade, ansiosos por serem amados, aconchegados, estimados e escutados. Descobri-me a ensinar, a ouvir atentamente porque contam uma vida? Porque contam imensas vidas?
Fizemos ambos isto tudo.
Tiramos o adesivo da boca em que estávamos amordaçados num eterno silêncio de há muito e inspirámos-lhes o amor de viver! A realizarem sonhos. A realizarem os seus mais belos sonhos escondidos e por concretizar. Inacabados!Sofridos!Sonhos de heróis incompreendidos, por serem como são. Verdadeiros lutadores inconsequentes e de fibra! Pequenos Heróis que lambem e limpam o suor com a manga da camisa que não têm, com o desejo de serem compreendidos e amados. Afagados num abraço desmedido e sem fronteiras de qualquer espécie.
Só compreendidos e amados!
Sim!
Ficariam satisfeitos e eternamente agradecidos.
Sentir-se-iam bem, creio.
Ela tudo isto me ensinou. Sim! Ensinou. Sorrindo!
Com um sorriso inesquecível!
Se fosse quem de direito: PREMIAVA-A! Dava-lhe um louvor! Dava-lhe um certificado de compreensão de vida! Não que ela o desejasse ou quisesse, mas sim porque merece. Merece, PLENAMENTE! Ela sabe fazer as pessoas estarem de bem consigo próprio! Ela sabe o que é a amizade! Ela sabe amar as crianças como ninguém. Não rindo, mas sorrindo! Entregue a uma capa oculta por ser bela. E, acima de tudo sabe dar tudo o que tem e o que não tem!Enche-me de orgulho conhecê-la!
-Quem é? - Perguntam, apenas com curiosidade. E, eu respondo, convicto de que nem todas a merecem:-Ela sabe!- E, isso é o que importa! Isso é que me importa! Considero-a como da minha família. Com a ternura de uma irmã. Lado a lado.
OBRIGADO, Senhora Professora por ser assim!
OBRIGADO por me ensinar a eu ser como sou! Penso que fui um bom aluno e posso dizer o que disse. Repetir, se for imperioso, tudo outra vez ou mais vezes, as vezes que forem necessárias, para que não a tomem como uma Professora qualquer, que não é! Um bem-haja, Senhora Professora! E, perdoe-me a franqueza! A franqueza de uma imensa amizade que não confunde as coisas, não as mistura, mas respeita-as!
De forma inconfundivelmente sincera!
Pode crer!
By Poliedro Dezembro de 2006

12 dezembro, 2006

SALVADOR ALLENDE


A primeira vez na vida que cumpri um minuto de silêncio, foi por Salvador Allende, em 12 de Setembro de 73.
Viajava de comboio, ainda não havia comboios alfa, a CP apenas dispunha de foguetes e rápidos. Era uma tarde quente de final de verão, e eu fazia a viagem Porto - Lisboa, de regresso a Luanda; permanecia em pé, no corredor junto à janela, a apanhar as lufadas de ar fresco, no meu rosto de adolescente.
Apercebi-me que o comboio desacelerou, entrou numa marcha cada vez mais lenta, até que se imobilizou.
Alguém que se deslocava rapidamente se cruzou comigo, e passou-me para a mão um panfleto, apelando para eu fazer um minuto de silêncio.
Surpreendida, seguindo com o olhar aquela personagem que rapidamente desaparecia no final do corredor, senti a mão do meu pai, a puxar-me delicadamente para dentro da cabine e a correr a porta de vidro.
Não foi preciso explicar nada a ninguém! Rapidamente escondi o panfleto e sentei-me.
Momentos mais tarde, quando dois indivíduos vestindo totalmente de preto se acercaram da nossa cabine e espreitaram, todos nós fingimos dormir.

11 dezembro, 2006

10 dezembro, 2006

Chema Madoz



Esta foto tem habitado o meu arquivo, sem identificação. Guardei-a para ilustrar um poema, mas acabei por não a utilizar, pois entendi que uma foto tão invulgarmente bonita como esta, deveria ser identificada com o seu autor. Hoje, recebo um mail em power point, de fotos surreais e cá está ela.

CHEMA MADOZ, o nome do autor, fotografo castelhano, possuidor de um vasto curriculum, curiosamente da minha idade.

http://www.chemamadoz.com/

Vão gostar de visitar.

06 dezembro, 2006

Que força é essa



Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro

Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer

Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 3]

Não me digas que não me compr'endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr'endes

(Que força...)

(Vi-te a trabalhar...)

Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 10]

Sérgio Godinho, in Sobreviventes




FORUM INTERNACIONAL DE TÓQUIO, projectado por Rafael Vinoly.
A utopia cada vez mais próxima de nós, só falta mesmo resolver o problema da gravidade... quando for possível utilizar uma escada em ambas as faces, vai haver uma revolução na arquitectura... tanto problema que será resolvido apenas com esse pormenor.

05 dezembro, 2006

António Gedeão


Tenho sofrido a poesia
como quem anda no mar.
Um enjoo.
Uma agonia.
Sabor a sal.
Maresia.
Vidro côncavo a boiar.
António Gedeão

04 dezembro, 2006

03 dezembro, 2006

VAZIO em continuação


Convém distinguir entre o vazio, o nada e o vácuo – três “figurinhas” que nos dão cabo dos neurónios, quando acordamos à 4 horas da manhã, com a boca a saber a papel de música.
O vácuo é mais que vazio, e vazio é mais do que nada, o nada não existe.
Reparem,

- o vácuo é um espaço não ocupado por matéria, mas ocupado por energia e luz.
- o vazio é um espaço que nada contém mas existe como espaço.

- do nada nem se pode dizer que está esvaziado de tudo, porque no nada, nada existe, em sítio nenhum, assim o nada, fisicamente não existe pura e simplesmente, no entanto existe processado pela nossa mente.


António Gedeão referia que o Universo é feito de coisa nenhuma.
Heidegger e Sartre defendiam que o nada afinal seria uma entidade de existência real oposta ao ser.
Afinal, com tanta gente a reflectir sobre o vazio, leva-nos a ter a certeza que existe e deve ter um grande peso, para atrair tanto neurónio.
Já que se fala de vazio ou seja de quase nada, importa lembrar Gilles Lipovetsky que escreveu um ensaio sobre “A Era do Vazio”.

Talvez o vazio das mentes e das consciências nos diga mais, do que as experiências físicas de universos de electrões, protões e neutrões.
Toda a mediocridade produzida pelo capitalismo e pela sociedade consumista, empurra-nos para uma despersonalização humana, ausente de valores e traduzida numa apatia politica, autentica ditadura do vazio, que se expressa no dia a dia através do deixa andar, do não tomar partido, do não ser politico, do não discutir, do não questionar, do não votar,… do olhar apenas para o nosso umbigo instalado num espaço vazio.

01 dezembro, 2006

O VAZIO ou filosofia de sex ta-feira, postada numa 5ª, repescada num sábado e para reflectir em qualquer dia da semana


Quanto pesa o vazio?
Se existe vazio é porque ocupa espaço, tem dimensões…
…então posso enchê-lo!!!
E posso esvaziá-lo!
Posso manipulá-lo!
Delimitá-lo, atribuir-lhe quantidades e qualidades, mesmo que sejam de vazio. Não interessa de que, mas tem a qualidade de conter…
...será?
Se tem essa função é porque estará implícito um espaço interior e outro exterior, que pode ou não ser vazio. Touché!!!
O que delimita, o que fará fronteira…???

Quanto pesa o vazio? Será que pesa zero?
Zero é aquele limite, aquela referência entre o positivo e o negativo, o ponto de encontro de algo que se auto-anula.
Que outras características terá o vazio?
Será que o vazio é igual ao vácuo?
Há uma máquina (utilidade doméstica) de fazer vácuo, será que existe uma para fazer o vazio.
Os filósofos da antiguidade embrenharam-se nesta reflexão - não da máquina mas das questões do vazio e do não vazio.
A aceitação da existência do vazio implica a não aceitação de Deus. A omnipresença de Deus é insustentável com um espaço vazio….
Mas o vazio existe de facto?

O vazio é o oposto ao cheio, é o não ser que se opõe ao ser, ao existir… então o vazio não existe!!!???
Em 1656 o físico Otto von Guericke obteve a primeira prova experimental da existência do vácuo. Com uma bomba de ar modificada que ele mesmo havia inventado, Guerick tirou o ar de dois hemisférios de metal que tinham sido postos em união. A seguir ele atrelou um grupo de oito cavalos a cada um dos hemisférios e fez com que eles tentassem separar o conjunto.
Apesar de todo o esforço, os cavalos foram incapazes de separá-los.
O que impedia a separação era a pressão exercida pelo ar sobre a superfície externa dos hemisférios. Esta experiência foi feita na cidade alemã de Magdeburg e os hemisférios passaram a ser conhecidos como "hemisférios de Magdeburg".
(continua)

Dia mundial de luta contra a SIDA

2001–2010 continua a ser
«Stop AIDS. Keep the Promise»,
«Acaba com a Sida. Mantém a promessa».

30 novembro, 2006

mudar de página


"Começava a escrever sem saber o que ia escrever. Acreditava que eram as palavras que se iam escrevendo umas às outras, cada uma trazendo consigo a seguinte, pois que a vontade e a premeditação me impediriam de atingir o meu objectivo, que desconhecia, que só se revelaria pouco a pouco conforme as frases, o parágrafos, se fossem escrevendo. Qualquer frase pensada antes de se escrever não prestava para nada, disso tinha a certeza. O que mais importava era o que transportava sem que pudesse saber para onde. Tinha também a superstição de que o tamanho da história que escrevia não podia ultrapassar um página, simplesmente porque o ter de mudar de página quebrava a magia de que ela, a história, precisava para viver. Eram, por isso, histórias do tamanho de uma mão."

Pedro Paixão, in " Asfixia"


29 novembro, 2006

28 novembro, 2006

INVESTIGAÇÃO INICIAL PARA PROJECTO DE ANEL





Shirley Bassey - Diamonds Are Forever


Diamonds are forever
They are all I need to please me
They can stimulate and tease me
They won't leave in the night, I've no fear that they
might desert me
Diamonds are forever
Hold one up and then caress it
Touch it, stroke it and undress it
I can see every part, nothing hides in the heart to
hurt me
I don't need love
For what good will love do me?
Diamonds never lie to me
For when love's gone
They'll lustre on
Diamonds are forever
Sparkling round my little finger
Unlike men, the diamonds linger
Men are mere mortals who are not worth going to your
grave for
I don't need love
For what good will love do me?
Diamonds never lie to me
For when love's gone
They'll lustre on
Diamonds are forever, forever, forever
Diamonds are forever, forever, forever
Forever and ever


MY NAME IS BOND,
JAMES BOND!

27 novembro, 2006

26 novembro, 2006

DE QUE É FEITO O SILÊNCIO?

De que é feito o silêncio
que navega no mar?
… carrega certezas insuspeitas
deixando-se cruzar
mansamente com a solidão
e o frio da espuma das águas
de uma noite de Novembro…
será feito de poemas inacabados?
Poemas que se perderam no tempo
e no espaço de outros lugares?
Será feito com metáforas
de vazios imaginados
que sempre habitaram em nós?
Terá formas de olhares
trocados e escondidos
num jogo permanente
que se estenderá à eternidade?
Será uma explosão de sentidos
delineada a cores tropicais
cheirando a maresia de Outono?
Será um raio de luz
que persiste
apesar
dos obstáculos
e das distâncias?
Por trás das palavras
recebo o silêncio
que se interrompe por vezes,
onde tudo será nada,
onde o nada será sempre?
… as dúvidas do silêncio.
Ana d' Or

25 novembro, 2006

Fumando um cigarro e depois outro...


Fumando um cigarro e depois outro...
Assim te encontrei em Setembro, numa pequena sala de trabalho.
Olhamo-nos e medimo-nos desconfiados, temendo que um invadisse o território do outro.
Não te consegui ler os pensamentos e achei-te estranho, confesso. Provavelmente raciocinaste de forma idêntica, o meu visual meio freak, delineado com um corte de cabelo estranho, não se apresentava de fácil digestão.
E tu fumavas mais um cigarro.
Com um projecto profissional comum, ultrapassamos barreiras e convergimos numa cumplicidade para a ventura e para a desgraça… para o bem e para o mal… e fomos inteligentes nessa atitude; rapidamente nos descobrimos e evitamos o confronto da enorme teimosia de ambos, contornamos diplomaticamente divergências, rejeitamos a competição entre nós e fomo-nos conquistando numa camaradagem construída no empenho, na perseverança, numa característica que nos une – dar o nosso melhor.
Passei a ter orgulho em partilhar contigo a história, a filosofia e a sociologia. Os nossos apontamentos e notas tomadas em escrita corrida, circulavam em circuito, mas fechado. Construímos uma estratégia comum com sucesso, completamente imbatível por parte daqueles que tentavam competir connosco. Nunca me senti defraudada, ou desapontada nas expectativas que fui processando, antes pelo contrário, descobri alguém, inteligente, muito humano, honesto, verdadeiro, com aquela ingenuidade que apenas aquelas pessoas autênticas são capazes de possuir.
Entramos pela porta da frente numa escalada de estudo e trabalho, pontilhado às vezes por alguma ansiedade da minha parte.
E tu e a tua amada tinham uma pachorra para me aturar!!!
Mas continuavas a fumar!!!
Persistias em me caracterizar com tendência de líder, confundindo liderança, com a minha suprema falta de paciência em perder tempo. Lembras-te?
Essa falta de paciência que se clonava amargamente, sempre que batia de frente com a incompetência, o oportunismo ou a irresponsabilidade de alguns. Defeito meu que por vezes me corrói de arrependimento posterior, pois torna-me um pouco insensível perante as fragilidades humanas. Defeito que soubeste sempre contornar e amenizar, devolvendo-me uma certa tranquilidade, imprescindível para concretizar o sucesso pretendido.
As reviravoltas da existência, trouxe-nos uma separação, felizmente temporária. Nesse intervalo matemático, expressava a minha interrogação sobre a tua imobilidade, na tua inércia de permanecer no sítio errado. Errado para mim, ainda hoje odeio aquelas curvas que percorria todas as manhãs, completamente ensonada e nauseada.
Finalmente prevaleceu a racionalidade em ti, e trilhamos novamente o mesmo caminho, ou se não é o mesmo, caminhamos em paralelo. Definitivamente paralelo, ou … já nem sei! Ás tantas teremos que novamente construir novo pacto de sucesso, quem sabe? É para aí que tudo aponta.
Neste novo trilho, foi passando o tempo, com os nossos companheiros, estranhando o discurso de empatia que exercitamos no dia a dia, mesmo quando discordamos de forma aguerrida, desconhecendo, até há bem pouco tempo, os antecedentes que solidificam a nossa camaradagem, que caminha de mãos dadas quase há duas décadas.
Ideias contrárias, conceitos polémicos, não resistem ao nosso olhar crítico e mordaz, diluindo-se naturalmente num sorriso mútuo, doce, bem- humorado, espelhando aquilo que há de belo numa verdadeira amizade.
Hoje ainda fumas!
A. Quelhas

24 novembro, 2006

23 novembro, 2006

Já seeeiiii! quem procura.....




Aqui tão perto e eu entrei lá pela Koreia, ufff.
Ora aí vai:

Graz, Áustria possui uma nova referência na arquitectura mundial.
KunstHaus Graz, Centro Cultural e de Exposições, desenhado pelos arquitectos britânicos Peter Cook e Colin Fournier.
Uns chamam-lhe bolha azul, e assume completamente a tal integração por ruptura. Visualmente é uma forma orgânica, cheia de clarabóias, que se assemelham a olhos…

.”O conjunto arquitetônico està situado sobre um estacionamento que se une a Câmara da Áustria, um edifício restaurado e integrado ao conjunto. A concepção é muito simples, formada por um revestimento triangular de aço sobre a qual descansa uma lâmina do mesmo material sendo que sobre ela se situam os painéis de metacrilato, que é o acabamento que dá esta impressão de escamas e delimita a forma orgânica. Por baixo deste painéis, um sistema de iluminação computadorizada formada por lâmpada em forma circular criam imagens em movimento, dessa forma a fachada do edifício cria um sistema de comunicação que se incorpora a cidade.”
O espaço útil destinado a exposições é de 11.100 m2.
Visita virtual
http://www.kunsthausgraz.at/


Informações Técnicas:
Escolha do projecto de Cook e Fournier ocorreu em Abril de 2000, o início da construção em Julho de 2001 e finalmente o evento de abertura no dia 27 de Setembro de 2003.
Foram utilizadas 1068 placas de acrílico na cobertura, com dimensões de 2 x 3m e espessuras de 20 mm, todas moldadas individualmente em formas tri-dimensionais e presas à estrutura metálica por cerca de 6.000 suportes.
Outras 185 placas foram utilizadas no interior no prédio, também com dimensões de 2 x 3 m, porém, com 8 mm de espessura.
Possui 16 narizes, um deles destinado para saída de fumaça em caso de incêndio, outro oferece uma vista maravilhosa de Graz e os 14 restantes fornecem luz do sol ou luz artificial para os espaços superiores de exibição.
Toda a estrutura pesa 3,9 milhões de kgs. , sendo 225.000 kgs. da estrutura metálica.
A VISITAR

22 novembro, 2006

olhar



"Um professor universitário japonês criou, recentemente, um computador onde é possível escrever com a simples acção de olhar para os caracteres presentes no monitor.
Kohei Arai é o nome do criador do protótipo, docente do ciências da computação na Universidade de Saga, no sul do Japão. O seu principal objectivo foi criar uma ferramenta que possa vir a mostrar-se útil na medicina, nomeadamente em pessoas que não consigam verbalizar e tenham problemas motores ou que tenham sofrido acidentes que impliquem a incapacidade de usar as mãos" - Rui Formiga
... deve ter contemplado também o tipo de olhar. Há olhares e há olhares!!! há o olhar azul, o olhar apaixonado, o olhar de cão, o olhar sofrido, o olhar oriental, o olhar à bandeira à meia haste, o olhar frio, o olhar quente, o olhar que ri, o olhar tipo gume de faca, o olhar cristalino, o olhar de peixe, o olhar de carneiro mal morto, o olhar de lince,o olhar à volkswagen, o olhar convergente mais conhecido por, estrábico ou de umbigo, o olhar divergente conhecido por ver o canal um e dois em simultâneo, o olhar ramelado, o olhar TS, o olhar à Garfield... estaria aqui toda a tarde a identificar olhares.
Isto traduzido em linguagem computadorizada e utilizando a nomenclatura actual, deve dar no mínimo diversos tipos de letras.
Aguardo pela possibilidade traduzida no inserir imagem, que alem do clip art e do ficheiro, tenha tambem a via cerebral.