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25 março, 2024

como se tudo no mundo fosse alquimia

 


Era a tarde mais longa de todas as tardes que me acontecia

Não esperava por ti, porque eras alguém que eu não conhecia

Era tarde, tão tarde, tardando o beijo, que não acontecia

Quando nós nos olhámos esquecemos o beijo que a boca pedia

 

E na tarde ficámos unidos ardendo na luz que morria

Em nós dois nessa tarde em que tanto tardou o sol amanhecia

Era tarde de mais para haver outra noite, para haver outro dia


Abraçados nós dois, como se tudo no mundo fosse alquimia

 

Meu amor, meu amor

Minha estrela da tarde

Que o luar te amanheça e o meu corpo te guarde

Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza

Se tu és a alegria ou se és a tristeza

Meu amor, meu amor

Eu não tenho a certeza


Foi a noite mais bela de todas as noites que se viveram

Foram noites e noites que numa só noite nos aconteceram

Era o dia da noite de todas as noites que nos precederam

Era a noite mais clara daqueles que à noite amando se deram

 

Eu não sei, meu amor, se o que digo é ternura, se é riso, se é pranto

É por ti que adormeço e acordo embalada num canto

Essa tarde em que construímos um sonho de profundo encanto

Essa tarde, essa noite que temos saudade sem mágoa nem espanto

 

Meu amor, nunca é tarde nem cedo para quem se quer tanto!


Poema adaptado de José Carlos Ary dos Santos (AQCD)

05 março, 2022

24 novembro, 2021

MONDRIANA


 Há traçados que me pertencem, que dançam comigo em tarde tropical, como se tivesse sido ontem.

Regresso ao traçado e retomo a energia que por vezes vou perdendo... recrio-me, renovo-me num gostar sem fronteiras como nós. 

A voz, a voz, a voz no meu silêncio eterno.  Uma paixão redesenhada em Cassiopeia. Até lá. 

11 maio, 2021

levei-te flores




 levei-te flores.

amarelas.

a cor que nos ilumina através dos raios solares oferecendo-nos energia e vida. A cor do ouro, da eterna juventude e do poder divino.

a cor da minha saudade.

levei-te flores singelas para junto do sítio onde repousas.

numa dimensão qualquer do tempo e do espaço, sorris.

31 março, 2021

MÁRIO VIEGAS E JORGE GINJA -----POEMAS DE LEVAR PARA A GUERRA

 


Amanhã faz 25 anos sobre a morte de Mário Viegas, e ontem tornou-se público uma bobine com poemas declamados por Mário Viegas, que Jorge Ginja evou para a guerra e conservou ao longo da vida. Depois da sua morte, a família parilha.

Dr Ginja sempre a supreender, e Mário inesquecível. Bem hajam.

A referência a Fuenteovejuna, por incrível que pareça assisti a essa peça em Luanda em 1973, representada pelo Teatro Experimental de Cascais. penso que a PIDE pensaria, que nas ex- colónias ninguém perceberia o seu conteúdo.

Clique em (passe o rato)

https://sicnoticias.pt/programas/reportagemespecial/2021-03-30-Poemas-de-levar-para-a-guerra-223a3905?fbclid=IwAR0eWfaESZe-MhSzYprFL_l00PKj6E-tVBFH5aG670bsqb5NZwFtXWHJ1EM

11 maio, 2016