26 julho, 2026
12 julho, 2026
28 junho, 2026
14 junho, 2026
31 maio, 2026
13 maio, 2026
CAIR NOS BRAÇOS DE MORFEU
CAIR NOS BRAÇOS DE MORFEU
As propriedades revigorantes do sono são amplamente
conhecidas, e a ausência dele pode gerar uma série de problemas de saúde.
Muitos estudiosos continuam a investigar de que maneira essa actividade, que
ocupa praticamente um terço das nossas vidas, interfere no funcionamento do
organismo. É comum ouvirmos pessoas celebrarem uma noite de sono reparador
dizendo que “caíram nos braços de Morfeu”.
Mas, afinal, de onde vem essa expressão?
A expressão "cair nos braços de Morfeu" é uma
metáfora que descreve o acto de adormecer de forma profunda, tranquila e
reconfortante, quase como um sono hipnótico. Essa locução remete à mitologia
grega, na qual Morfeu é o deus dos sonhos. Representado com asas poderosas,
Morfeu tem a capacidade de se mover silenciosamente durante a noite, viajando
rapidamente pelo mundo para visitar os seres humanos enquanto dormem, moldando
e influenciando os seus sonhos. Ele é um dos mil filhos de Hipnos, o deus do
sono e de Pasiteia (deusa do relaxamento, do descanso ou das alucinações), e
neto da deusa primordial da noite, Nix.
Segundo a mitologia grega, Morfeu adormecia os mortais
tocando-os com uma folha de papoila, mergulhando-os num sono propício à
experiência dos sonhos. Os gregos acreditavam que uma noite bem dormida e os seus
efeitos positivos só poderiam ser explicados pela presença dessa divindade nos
sonhos.
A imagem de corpos entrelaçados ao dormir, ou de estar nos
braços de Morfeu, é uma metáfora clássica tanto na literatura quanto na nossa
vida real. Quando alguém diz que “caiu nos braços de Morfeu”, refere-se ao
momento em que a pessoa abandona a consciência para mergulhar num repouso
reparador, como se estivesse a ser acolhida pelo próprio deus. Estar sob os seus
braços significa, portanto, estar sob a protecção da divindade que governa o
mundo dos sonhos.
Voltando à mitologia, quando Hipnos, pai de Morfeu, precisa
de enviar uma mensagem a um mortal através do sonho, envia um de seus filhos.
Os filhos, Fobetor e Fantaso, imitam animais ou objetos inanimados, como
árvores ou utensílios, nos sonhos dos mortais. Contudo, Morfeu tem uma função
especial: pode assumir a forma de qualquer ser humano. Nenhum outro filho imita
tão bem, reproduzindo o andar, o rosto, a voz, as palavras e até as roupas de
cada pessoa.
Assim, Morfeu pode assumir diversas formas de cada um de nós
e de outros personagens que surgem nos nossos sonhos. Essa capacidade de
caracterizar e representar o sonho inspirou Freud ao desenvolver as suas
teorias sobre a ligação entre os personagens do inconsciente e as nossas
experiências oníricas.
Foi justamente por meio dessa expressão e da história de
Morfeu que um dos mais potentes analgésicos existentes, a morfina, recebeu esse
nome.
A associação deve-se ao facto de que a morfina é extraída da
papoila, a mesma planta que, na mitologia, Morfeu utilizava para adormecer os
mortais. Além da sua origem, a morfina possui propriedades sedativas potentes,
induzindo o sono e aliviando a dor.
Em conclusão, embora a mitologia não tenha bases científicas,
é inegável que uma noite de bom descanso é, de certa forma, divinal. Afinal, o
sono reparador é um presente que nos conecta com uma cultura que explica a
origem do mundo, fenómenos naturais e comportamentos humanos por meio de
deuses, heróis e seres sobrenaturais.
Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!
[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio
Universidade FM – 24|25|26 de Abril de 2026.]
10 maio, 2026
06 maio, 2026
EFEITO PIGMALIÃO
EFEITO PIGMALIÃO
Em Zeus não dorme, hoje trazemos o EFEITO
PIGMALIÃO palavras muito utilizadas na nossa sociedade, especialmente nas
empresas e na escola.
O Efeito PigmaIião é um
fenómeno psicológico onde as altas expectativas de alguém sobre outra pessoa
influenciam positivamente o desempenho desta, criando uma "profecia auto-realizável".
Originado na mitologia grega e validado por estudos (Efeito Rosenthal),
demonstra que acreditar no potencial de colaboradores ou alunos gera maior
empenho e sucesso.
Baseado no mito grego
do escultor Pigmalião, que se apaixonou pela sua própria criação, e esta, pela
intensidade da crença, ganhou vida.
Na mitologia grega, Pigmalião foi um
rei da ilha de Chipre, que, segundo Ovídio, poeta romano contemporâneo de
Augusto, também era um escultor talentoso.
Pigmalião andava
desgostoso com o comportamento condenável das mulheres da sua época, que desafiavam
a deusa Vénus, Afrodite da Grécia jurando nunca se casar.
O escultor dedicou-se à
construção de uma estátua de mulher, mais bela e perfeita, que já tivesse
existido, à escala natural e de mármore alvíssimo.
A estátua parecia tão
real que por vezes Pigmaliáo tinha de a tocar para constatar que era de mármore
e não de carne e osso. Apaixonou-se pela sua criação – beijava-a, abraçava-a,
dizia-lhe palavras doces e de amor e até lhe oferecia presentes, mas ela não abria
a pestana, continuava fria e quieta. Dormia a seu lado, preparava-lhe refeições
deliciosas, mas nada. A sua ligação à estátua era tão forte que numa das cerimónias
em honra a deusa Afrodite, ele fazia oferendas à Deusa do amor (Afrodite ou Vénus)
e implorou que lhe desse uma mulher linda como a sua estátua. Afrodite, deusa
do amor ficou sensível aquele pedido, e enquanto ele estava ali a rezar,
Afrodite deu vida a estátua.
Quando chegou a casa,
abraçou e beijou a estátua como costumava fazer, e para seu espanto a carne
estava morna. A estátua ganhara vida e levantou-se. Respondeu aos seus beijos,
e abraços, abriu os olhos e viu o seu amor pela primeira vez. Pigmalião casa
com ela e foram felizes para sempre.
Alguns pedagogos da
atualidade acreditam no efeito Pigmalião. Um líder ou um professor acreditando
no potencial de um indivíduo, dando-lhe mais atenção, mais estímulo, propondo
mais desafios e feedback, aumenta a sua auto-confiança e o esforço do
indivíduo, resultando num melhor desempenho. É um conceito crucial na gestão,
liderança e educação, onde acreditar e nutrir expectativas positivas é uma
ferramenta para transformar o potencial em resultados reais.
Também há o Efeito
Inverso (Efeito Golem): Baixas expectativas por parte de gestores ou educadores
levam a um desempenho inferior, confirmando a capacidade do observador em
moldar a realidade.
Existe uma versão mais
obscura, associando Pigmalião, às origens do machismo, porque criou uma mulher à
sua medida, condicionando-a, e protegendo-a como se faz a uma boneca,
dominando-a e limitando a sua acção.
Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!
Emissão “Zeus não dorme”,
descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 10|11|12 de Abril
de 2026.
Publicado em NVR 06|05|2026
24 abril, 2026
15 abril, 2026
QUEM É ZEUS?
QUEM É ZEUS?
Zeus é o criador do
Universo.
Zeus é o rei dos deuses
na mitologia grega, governante do Monte Olimpo, deus do céu, do trovão e do
relâmpago, responsável pela justiça e ordem entre deuses e humanos, sendo filho
dos Titãs Cronos e Reia, e pai de muitos outros deuses e heróis. Conhecido pelo
seu poder e intervenção nos assuntos mortais. Ele é o mais poderoso do panteão
grego, simbolizado pelo raio e pela águia, sendo adorado através de rituais
solenes e dos Jogos Olímpicos.
Zeus é a figura central da mitologia grega. Ele
é identificado com o deus Júpiter na mitologia romana, e a sua importância
reside em supervisionar as leis divinas e o funcionamento do Estado, garantir a
ordem, segundo as narrativas, proteger suplicantes e estrangeiros, a embora nem
sempre aja de acordo com o nosso conceito de justiça.
Zeus vive e governa o
Monte Olimpo, o lar dos doze deuses olímpicos. Casado, primeiro com Métis, gera
a deusa Atena (deusa da sabedoria e das artes)e, depois, com Hera, gera Ares
(deus da guerra), Hefesto (deus do fogo e da metalurgia), Hebe (deusa da
juventude) e Ilítia (deusa do parto).
Pai de outros deuses (como Apolo,
Ártemis, Hermes) e heróis (como Hércules, Perseu, Helena de Troia), fruto dos
seus muitos casos amorosos, o que cria ciúmes na sua esposa Hera.
Monte Olimpo, o lar dos
doze deuses olímpicos, governado por Zeus, a montanha mais alta da Grécia,
localizada no norte da Grécia, na Tessália, perto do Mar Egeu, é lugar místico,
reino celestial acima da Terra, um ponto de ligação entre o mundo mortal e o
divino, envolto em nuvens, com palácios de cristal construídos por Hefesto,
acessível por um portão de nuvens guardado pelas Horas, onde vivem, alimentando-se
com néctar e ambrósia e envolvem-se nos assuntos humanos. No lar de Zeus e
Hera, vivem, Poseidon Deméter (irmãos de Zeus) e os filhos Atena, Apolo,
Ártemis, Ares, Hermes, Hefesto e Dionísio e ainda a tia Afrodite.
E por que Zeus não
dorme?
Os deuses do Olimpo não
têm as mesmas necessidades biológicas dos humanos, não precisando de dormir
para descansar. Não sofrem de fadiga como os humanos; eles podem ficar sem
dormir por longos períodos, mas podem escolher dormir para relaxar.
Como Rei dos Deuses e
governante do Olimpo, Zeus está sempre atento aos assuntos do mundo, às
intrigas dos outros deuses e aos problemas dos mortais, precisando de estar
desperto. Zeus é frequentemente descrito como aquele que tudo vê e que mantém a
ordem no universo. Embora seja o governante supremo e quase todo-poderoso, ele
não está imune às forças fundamentais como o sono. A relação entre Zeus e o
sono é marcada pelo equilíbrio entre a sua omnipotência e as forças primordiais
do universo que ele não consegue controlar totalmente.
Hypnos (o deus Sono) é
a única divindade que consegue dominar Zeus através do sono, e fê-lo em duas
ocasiões importantes a pedido de Hera: A primeira vez para castigar Hércules, a
segunda, aconteceu durante a Guerra de Troia. Hera pediu a Hypnos que
adormecesse Zeus para que ela pudesse interferir na guerra sem ele perceber. A
soneca de Zeus, será o seu ponto frágil, adormecendo em momentos estratégicos,
permitindo que outros deuses ajam contra a sua vontade, deixando-o furioso.
Actualmente, existe um
sistema anti-ronco chamado Zeus “Sleep” que utiliza estimulação elétrica para
ajudar pessoas que não conseguem dormir bem, devido ao ronco. Há também
suplementos como o “Zeus Dormiben” que ajudam a regular o sono através da
melatonina.
Que os deuses te sorriam. Alegra-te!
Kairé!
Emissão
“Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade
FM – 27|28|29 de Março de 2026
Publicado em NVR 15|04|2026
Musica: Tarkus – Emerson, Lake & Palm












