10 maio, 2026

CAIXA DE PANDORA


 link para ouvir: https://voca.ro/1c7PImkJi4dP

Música: "Simpathy dor Devil" - Rolling Stones

08 maio, 2026

AMOR EM QUARENTENA


 AMOR EM QUARENTENA

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O escritor Nuno Viana é autor do projecto “Amor em Quarentena”, uma criação cinematográfica e literária que combina poesia, música e cinema, convidando o público a reflectir sobre o amor em tempos de isolamento. Inspirado numa história real ocorrida durante a pandemia.

O projecto conta com autoria de Nuno Viana, realização de João Seugirdor e fotografia de Miro Ribeiro.

Este trabalho introduz o conceito inovador de Cinebook — um livro transformado em filme — criado por Nuno Viana. Em “Amor em Quarentena”, participam reconhecidos artistas nacionais, como Pedro Abrunhosa, Marisa Liz, Paulo Pires, Adolfo Luxúria Canibal, Maria João Bastos, Sónia Tavares, Jorge Palma, Fernando Ribeiro, Rita Redshoes, Pedro Barroso, Vera Kolodzig, Mariana Monteiro, Prof Jam, Catarina Oliveira e Ismael Calliano. A banda sonora reúne nomes de destaque como Rodrigo Leão, Tiago Bettencourt, Stereossauro, The Gift, Mário Laginha, Noiserv, Ed Rocha Gonçalves, entre outros.

No Espaço Miguel Torga - 8ª Edição Festival Literário do Douro. 

"OLHAR PARA TI QUIETA" - Graça Vilela


https://voca.ro/1mjf7lXel3vU

Voz: Graça Vilela

file:///E:/radio/audio/228%20-%20Olhar%20para%20ti%20quieta%20-%20GV.mp3


07 maio, 2026

PASSAGEM GUTIÉRREZ

 A Passagem Gutiérrez é uma galeria comercial coberta na cidade de Valladolid, inaugurada em 1886, localizada entre as ruas Fray Luis de León e Castelar. Este tipo de galeria teve origem em Paris como consequência da Revolução Industrial do século XIX. Foram concebidas como passagens que ligavam ruas movimentadas e visavam expandir o espaço comercial. Em Espanha, a Passagem Gutiérrez, juntamente com a Passagem Lodares em Albacete e a Passagem Ciclón em Saragoça, são os únicos três exemplos remanescentes deste tipo de galeria.









Foi construída por ordem de Eusebio Gutiérrez, que em 1886 encomendou ao arquiteto Jerónimo Ortiz de Urbina, o projectista da escola San José em Valladolid, o projeto de uma galeria comercial que ligasse as áreas em redor da Catedral e da Plaza Mayor, zonas que experimentaram um rápido crescimento económico na segunda metade do século XIX. Este dinamismo impulsionou a criação de cafés, espaços de convívio e clubes sociais, como o Círculo de Recreo, bem como de zonas burguesas como a Acera de Recoletos.

O projecto de Ortiz de Urbina foi inspirado nas galerias comerciais que já existiam em França, Itália e Alemanha. É um exemplo da arquitetura Beaux-Arts, combinando ordens clássicas com as novas tecnologias da época, como o telhado de telhas de ferro e vidro e a iluminação a gás visível nos braços dos globos de luz, que são originais. Na pequena varanda com o relógio, situada na saída para a Rua Fray Luis de León, tocou um quarteto de cordas no dia da inauguração do edifício.
















As fachadas exteriores são construídas em tijolo e apresentam varandas em ferro forjado. Os portões de entrada são em ferro forjado e ostentam a inscrição com as datas de construção e o nome da galeria: 1885-86 Pasaje Gutiérrez.

A galeria divide-se em duas secções, ligadas por uma rotunda sob uma grande cúpula de vidro que alberga uma escultura que imita o Mercúrio renascentista de Giambologna, representando o deus do comércio. A rica decoração pictórica e escultórica, com alegorias das estações do ano e do comércio, mascara a fraca qualidade dos materiais utilizados, o que tornou necessário o restauro para recuperar o seu esplendor. Os telhados formam uma estrutura separada do resto da galeria. A estrutura de suporte é em madeira, com exceção da cobertura da rotunda central. Os tectos estão adornados com pinturas de Salvador Seijas, representando temas mitológicos e alegóricos, bem como ornamentos em estuque e motivos vegetais.

A ideia por detrás desta galeria era criar uma elegante zona comercial para as classes alta e média de Valladolid, oferecendo-lhes produtos importados da Europa. A galeria deixou de funcionar e de gerar receitas poucos anos após a sua inauguração e caiu em ruínas. Após o seu restauro no final do século XX, parcialmente realizado pelos arquitectos Javier López de Uribe e Fernando Zaparaín, a sua actividade comercial foi revitalizada, com a abertura de várias lojas nos seus espaços interiores.

consultar https://www.valladolidweb.es/valladolid/imagesmagvall/020.htm

FONTE DA VILA

 



Classificado como IIP (Imóvel de Interesse Público) desde 1953, é o Ex-Líbris da Vila, constitui um monumento que se destaca entre outros, não só pelo seu valor artístico, como pelo conjunto arquitectónico e urbanístico em que está inserida. Situa-se em pleno Largo Dr. Frederico Laranjo.

Analisando-se a planta de delimitação do bairro judeu de Castelo de Vide, pode concluir-se que a fonte estava integrada no mesmo. Este existiu desde o séc. XIV ao séc. XV. A fonte foi um foco de desenvolvimento radial de ruas que se desenvolveram à sua volta, deduzindo-se que terá sido construída no final do séc. XV, no reinado de D. João III, embora também seja provável que a sua construção seja de várias épocas, em que no início terá existido apenas uma nascente, inicialmente transformada numa pequena fonte de água potável, que no séc. XV foi mandada construir. 

A forma do tanque principal é rectangular e delimitado por lajes graníticas dispostas na vertical do qual saem seis colunas de mármore que sustentam uma cobertura piramidal que remata em pinha. Ao centro do tanque ergue-se um corpo discóide com quatro bicas simétricas e sobre este, um outro paralelepípedo, decorado com as Armas de Portugal, as do Concelho e com duas figuras de meninos. Este conjunto é rematado por uma pinha em forma de flor de acanto ou tulipa.

Após o decreto de conversão forçada de 1497, início do reinado de D. Manuel I, muitos judeus de Castelo de Vide foram baptizados simbolicamente nesta fonte, passando a viver na zona da Rua Nova como "cristãos-novos", obviamente forçados.

Castelo de Vide - Judiaria

25 abril, 2026

Festejando ABRIL





 Festejando ABRIL

22 abril, 2026

"A FORMIGA NO CARREIRO"- Zeca Afonso


https://voca.ro/1mxpr4q9glUH

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/221-%20A%20formiga%20no%20carreiro%20-%20Zeca%20Afonso.mp3

Música: 

https://www.youtube.com/watch?v=GMkB3bZP96k&list=RDGMkB3bZP96k&start_radio=1

Rebaldaria, não obrigada.

Rebaldaria, não obrigada.

O financiamento político é um tema central no funcionamento de qualquer sistema democrático, pois influencia directamente a transparência, a integridade e a legitimidade das instituições e dos processos eleitorais.

Em Portugal, recentes mudanças promovidas pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP) representam um retrocesso preocupante na transparência do efeito do dinheiro, que sustenta os partidos e campanhas eleitorais.

Historicamente, a divulgação dos doadores permitia à sociedade compreender quem financiava o quê, ajudando a identificar possíveis interesses ocultos e essencialmente a evitar a influência indevida de grandes financiadores. Essa prática convertia este monstro da política em algo mais confortável para todos (se calhar sou ingénua) e mais transparente. No entanto, a decisão actual, de tornar confidencial a consulta pública dos doadores, rompe com essa tradição e abre espaço para a opacidade, que eu chamaria rebaldaria.

A ocultação põe em risco a integridade do processo eleitoral ao facilitar doações de grandes empresários, que podem ficar ocultas, e ao permitir que interesses específicos influenciem as decisões políticas sem a devida fiscalização. A ocultação entorta a democracia!

Deve-se à transparência sabermos o que interessava à Mota-Engil grupo Barraqueiro e à família Salgado e muitos outros… e por quê Cavaco Silva foi como foi. Só assim se consegue unir as pontas do labirinto de interesses, doa a quem doer.

No contexto europeu, outros países continuam a divulgar os doadores na internet, reforçando o compromisso com a transparência e o combate à corrupção. Nós aqui em Portugal queremos dar vez ao “Chico-espertismo” e legalizá-lo.

O argumento de que a confidencialidade protegeria os doadores de possíveis represálias (ai coitadinhos, ai coitadinhos) é contestado por muitos democratas tentando evitar que os partidos possam tornar-se dependentes de financiamentos obscuros ou de interesses particulares, distorcendo a representação democrática. Numa sociedade verdadeiramente democrática, deveria eliminar-se a influência do dinheiro privado.

Na minha modesta opinião, na fase madura da democracia, até eliminaria o financiamento directo dos partidos e das campanhas eleitorais. Quem quer exercer o seu direito altruísta no campo das eleições democráticas deveria fazer doações para a Comissão geral de eleições e estaria o assunto arrumado. O raciocínio é sempre o mesmo, quem tem dinheiro financia os partidos mais próximos da sua ideologia e interesses, ou seja, os partidos que defendem o dinheiro e não as pessoas, sendo algo secreto facilita ainda mais a gestão de interesses obscuros. É urgente inverter esta lógica e apoiar sem interesse por qualquer ideologia política. 

A proposta de limitar ou eliminar o financiamento privado visa reduzir a influência de interesses económicos na política, promovendo uma democracia mais justa, onde a participação não seja condicionada por recursos financeiros. Assim, é fundamental repensar o modelo de financiamento político, buscando uma alternativa que priorize o interesse público, promova a transparência e fortaleça a confiança na democracia e não o contrário.

É importante também, sabermos se num país pobre como o nosso, é isto que queremos, campanhas eleitorais exuberantes, exageradas, sem qualquer criatividade, com cartazes gigantes, debates televisivos maçadores e intermináveis, entrada nas escolas e outros locais de trabalho, o domínio completo da Notícia nos meios de comunicação social, e depois, ainda mais grave, não se obrigar a retirar toda a poluição visual utilizada e nós cidadãos comuns termos de levar todos os dias com a tromba daquele que nunca digo ou escrevo o nome.

Publicado em NVR 22|04|2026