07 julho, 2026

28 junho, 2026

27 junho, 2026

 


Parceria com Rádio Portimão

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24 junho, 2026

Da fartura à sardinha (2)

 


Da fartura à sardinha (2)

 

A tradição de comer sardinhas assadas durante os Santos Populares tem raízes na cultura do nosso país. No início do Verão, a costa portuguesa ficava repleta de sardinhas, que eram acessíveis, abundantes e alimentavam principalmente as classes menos favorecidas. Além disso, há uma ligação religiosa especial com Santo António, conhecido pelo seu milagre de pregar aos peixes, o que reforça essa associação.

Actualmente essa tradição mantem-se, mas a realidade mudou um pouco. Nos últimos anos, o preço da sardinha subiu, impulsionado pelo aumento do consumo nesta época e por rumores de que as sardinhas escasseavam no mar. Ainda assim, Junho continua a ser a época em que as sardinhas estão no seu melhor: maiores, mais gordas, mais saborosas, perfeitas para serem o centro das atenções nas festas de rua, acompanhadas de pão, pimentos assados e um bom vinho.

O mais bonito nesta celebração é perceber que, quando comemos uma sardinha numa noite quente de Junho, cercados de amigos, música e o cheiro a carvão a fumegar, estamos a participar numa tradição que atravessa séculos, costumes populares, devoção religiosa e identidade comunitária - uma festa do Verão, da luz e da comunidade que atravessou gerações e mantém-se viva e vibrante. Poucos países celebram o início do verão com tanta alma como Portugal. São festas que celebram o Solstício de Verão, a fertilidade e a abundância - uma celebração que Portugal mantém viva com muito entusiasmo.

Por aqui, há poucos sítios onde se pode comer sardinhas, fora das festas de São João. Eu, que adoro sardinhas — sejam grandes, pequenas, gordas, magras ou mais ou menos — só as como em ambientes agradáveis ao ar livre ou em restaurantes bem arejados. Em casa, não vale “o gosto, pelo desgosto”. Odeio, quando um vizinho resolve colocar o grelhador na janela, deixando o cheiro entrar na minha habitação e ficar grudado em tudo: roupas, cortinas, sofás… Depois, são horas de limpeza e arejamento para tentar eliminar aquele odor forte. Por isso, prefiro sentar-me numa esplanada, apreciar as sardinhas no prato e deixar-me envolver pelo ambiente.

Para assar sardinhas perfeitas, o segredo é usar brasas bem fortes e uniformes. Temperar as sardinhas apenas com sal grosso, cerca de 20 a 30 minutos antes de grelhar, ajuda a realçar o sabor. A grelha deve estar bem quente, para evitar que o peixe cole, e o tempo de assadura deve ser curto, de modo a manter a suculência. Nunca vire a sardinha mais de uma vez, para que ela não perca o seu bom aspecto.

Ao servir, coloque a sardinha quente sobre uma fatia de broa de milho ou pão caseiro. O pão vai absorver toda a gordura saborosa do peixe, e é no final que se aprecia o melhor — comer tudo com calma, saboreando cada dentada. Como alternativa, pode acompanhar com batatas cozidas com casca e uma salada de pimentos assados, temperada com azeite, vinagre, alho e uma pitada de sal.

O toque final: Regar as sardinhas e as batatas com um fio de azeite virgem extra de boa qualidade, que realça ainda mais o sabor.

Para comer sardinhas assadas, o ideal é usar as mãos sem cerimónia: segure a cabeça e o rabo, dê uma dentada num dos lados do lombo até chegar à espinha, vire a sardinha e repita do outro lado. A espinha deve ficar totalmente limpa no final, um sinal de que a sardinha foi bem apreciada.

E, para completar a festa, para mim, nada melhor do que uma boa sangria, servida em boa companhia, para celebrar a vida, o Verão e as tradições que nos unem.

Deixo uma nota final para os ambientalistas, sempre ansiosos com o que devem e não devem, podem comer à vontadinha!!!  Segundo um relatório divulgado no Dia Mundial dos Oceanos, a quantidade de sardinha quadruplicou na última década, graças a mudanças nas práticas de gestão da pesca.

 

Dia 24 de Junho

É dia de São João

Pimentos e vinho

Sardinhas no pão.

 

Com a sardinha na brasa,

Dou a cheirar o manjerico

Ninguém fica hoje em casa,

Vamos todos p’ró bailarico

 

O S. Pedro lá nas alturas

Tem as chaves do Céu na mão

Já lhe cheira a sardinhada

Como manda a tradição.


Publicado em NVR 24|06|2026

"O BALÃOZINHO" - Raúl Ferrão, José Galhardo, Raul Portela


 "O BALÃOZINHO" - Raúl Ferrão, José Galhardo, Raul Portela

https://voca.ro/1l2gYzNKa08K

Voz: Anabela Quelhas

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 Poema Cantado por Beatriz Costa

https://www.youtube.com/watch?v=p-U8btHeGoY&list=RDp-U8btHeGoY&start_radio=1

17 junho, 2026

Da fartura à sardinha (1)


 Da fartura à sardinha (1)

Chegaram os Santos Populares, largamente anunciados pelos odores da fartura e da sardinha, que pairam no ar.

- Ups, estou com saudades desses sabores, vou até à Avenida!

A fartura é um doce tradicional feito com massa de farinha, fermento em pó, bicarbonato de sódio, água e sal, moldada através de uma seringa grossa ou funil, com ponta estrelada, que vai a óleo fervente, em forma de rolo, tomando, por vezes, a forma geométrica da espiral (Não perceberam? Assistam à preparação numa das barracas.) e finalmente polvilhada com açúcar e canela; devem ser consumidas ainda quentes, o momento ideal para a superfície crocante não ficar dura e o interior apresentar-se fofo e suave.

Fácil de confeccionar o ano todo, mas aparece sobretudo nas ruas, durante as festas populares, romarias e feiras, em caravanas coloridas e apelativas, onde se pode ver a sua preparação. É doçaria que se come em andamento pelas ruas da cidade, ou num banco de jardim, lambuzando lábios e mãos, em situação da véspera ou do dia de cada Santo.

Os mais afoitos enchem-se delas ainda antes do Sto António, matando a gulodice acumulada ao longo do ano e depois moderam-se, porque o que é demais, enjoa.

O estudo sobre as suas origens divide-se:

1 - Os portugueses, quando comercializavam no Oriente, teriam trazido com eles novas técnicas culinárias, incluindo modificar a massa de Youtiao, também conhecido como Youzagwei, no sul da China. No entanto, teriam modificado o aspecto para a forma de estrela, porque não aprenderam a habilidade chinesa de "puxar" a massa - o imperador chinês tornou crime com pena de morte a quem partilhasse o conhecimento com os estrangeiros (a confirmar). Como resultado, as farturas não são "puxadas", mas extrudidas dum molde em forma de estrela, como já foi referido.

2 - Outra teoria é que as farturas teriam sido uma adaptação dos churros espanhóis, criados por pastores como substituto de comidas feitas com massas frescas. A massa dos churros era fácil de ser produzida e frita em fogo aberto, nas montanhas, onde os pastores viviam a maioria do tempo.

E… talvez sejam primas das filhoses que fazem parte da mesa de Natal, cujos produtos variam de região para região. Segundo Maria de Lourdes Modesto, esta escreveu simplesmente que a fartura é uma espécie de filhós. E quem sou eu para a contrariar, quando já o cheiro me entontece e se me agarra aos cabelos?

Para quem não aprecia a simplicidade, temos as farturas recheadas, mais elaboradas, com doce de ovos, chocolate oreo, kinder bueno, rafaello, nutella e até chocolate do Dubai, imaginem, mas isso já são outros quinhentos…, talvez um dia virem doces ditos conventuais, ou servidas em restaurante gourmet, quiçá património da humanidade….

Aqui na Bila, as melhoras são as da Cristina. Dizem! Será? Pelo menos é a barraca que primeiro se instala na Avenida ou nas proximidades.

Sobre o seu significado, este oscila entre a abundância e a saturação, ou seja, a sensação de ter o suficiente ou até mesmo mais do que o necessário, e também quando o excesso satura.

Entre uma fartura e outra já estou enjoada e arrependida por ceder ao desejo guloso de provar só uma, que viraram duas ou três Agora vou procurar um sítio para comer as sardinhas.

“Nas ruas de festa e alegria,

A canela perfuma o ar,

As farturas trazem magia,

Vamos todos celebrar.”

Vivam as farturas, e em especial nas festas populares!

Publicado em NVR 17|06|2026

"ESTAMOS FERIDOS NA ALMA" - Anabela Quelhas


https://voca.ro/13IR1IJQ9ubk

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/245%20-%20estamos%20feridos%20ma%20alma%20AQ.mp3


15 junho, 2026

"DEDICO O MEU OLHAR" - Maria Isabel Fidalgo


https://voca.ro/18Bkqe8qUXp4

Voz. Graça Vilela

file:///E:/radio/audio/244_dedico%20o%20meu%20olhar%20%C3%A0s%20linhas_Maria%20Isabvel%20Fidalgo_voz%20Gra%C3%A7a%20Vilela.mp3

14 junho, 2026

O TOQUE DE MIDAS


 Oiça AQUI 

https://voca.ro/1h2nBxWxdmG3

Música: "California dreamin" . The Mamas and Papas 

11 junho, 2026

ANTECIPANDO






 Para admirar o Porto nos Santos Populares

Vincci Ponte de Ferro, Vila Nova de Gaia

ALABARDAS, ALABARDAS, ESPINGARDAS, ESPINGARDAS


 

10 junho, 2026

A COZINHEIRA DO DITADOR no Karranca


 a minha parceria com a Rádio Portimão no Karranca às quartas, A Cozinheira do Ditador de Afonso Cruz.

Oiça AQUI

O POMO DA DISCÓRDIA


 O POMO DA DISCÓRDIA

 

Em linguagem contemporânea, o pomo da discórdia é pura e simplesmente o motivo da discórdia, da desavença, da disputa ou do desacordo. A palavra pomo deriva do latim “pomum” e significa literalmente fruto, sendo frequentemente associado à maçã, pêra ou marmelo. A expressão remete-nos para a mitologia grega, para a origem do conflito entre Gregos e Troianos.

O invulgar casamento entre um simples mortal e uma deusa, ele Peleu e ela Tétis, que terão sido os pais de Aquiles, realiza-se no monte Pélion, é organizado por Zeus, que convida todos os deuses, porém, faz-se de esquecido e não convida uma entidade que ninguém gosta de ter por perto, denominada Éris, perita da discórdia, do caos, da inveja e da discussão odiosa.

Éris fica furiosa por ser rejeitada num momento tão sumptuoso, como aquele casamento, decide vingar-se e faz-se de convidada acabando com a alegria reinante na festa. Entra repentinamente na boda no seu momento mais alto, dirige-se à mesa onde se encontram os recém-casados e deposita ali uma maça dourada recolhida no Jardim das Hespérides, jardim mágico guardado pelo Titã Atlas.

A maça é lindíssima e mágica, parece iluminada por dentro e é visível uma inscrição que diz: para a mais bela.

As mulheres que se encontram perto da mesa, sentem-se tentadas a recolher a maçã, porque cada uma se considera a mais bela, nomeadamente, Hera (2ª esposa de Zeus), Atena (filha preferida de Zeus e da sua primeira esposa Métis) e Afrodite (tia).

A confusão está armada entre as três deusas poderosas. Instala-se a incómoda discórdia entre algumas entidades do Olimpo muito próximas de Zeus.

Disputa tola, mas pertinente, e como não chega a bom termo, decidem pedir a Zeus que escolha a mais bonita. Como Zeus poderia escolher entre a esposa, a filha e a tia? Estava tramado, ele não pretendia alimentar a rivalidade entre os seus familiares e nenhum dos deuses quis fazer de juiz nessa confusão.

            Então Zeus, sabiamente, resolve livrar-se do espinhoso fardo. Convoca o mensageiro Hermes, e ordena que leve as 3 deusas ao monte Ida, e encontrem alguém ingénuo e sincero, para tomar a decisão por ele.

Encontram um pastor com essas características, porém, cada uma das deusas decide manipular o jovem pastor mediante ofertas fabulosas. Hera promete-lhe um império, Atena promete-lhe que ele será vencedor de todas as disputas que travar ao longo da vida e Afrodite oferece-lhe a mulher mais bela do mundo, que se apaixonará por ele. Apesar de confuso, o jovem pastor escolhe a oferta de Afrodite.

Posteriormente descobre-se que o jovem pastor é Páris, um mortal filho do rei Príamo, de Troia. Na época, Páris trabalhava como pastor e vivia feliz ao lado de uma ninfa adorável chamada Enone. A deusa Afrodite, ignorando solenemente a presença de Enone, concretiza a sua promessa. A deusa sabe exatamente onde se encontra a mais bela mulher do mundo: é Helena, casada com o rei de Esparta, Menelau. Auxiliados por Afrodite, Helena e Páris fogem para Troia. Páris ao escolher Afrodite, além de ganhar Helena, ganhou também o ódio mortal de Hera e Atena dando origem a outras narrativas nomeadamente a maior guerra da História, a Guerra de Tróia e o confronto entre Gregos e Troianos.

O "pomo da discórdia" é então esta invulgar e famosa maçã, um metafórico fruto ou elemento que gera algum tipo de incompatibilidade entre aqueles que o disputam, sejam eles as deusas do Olimpo ou simples mortais. O melhor é evitar o encantamento por uma maçã, para fugir à inveja, à rivalidade e ao conflito.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 29|30|31 de Maio de 2026]

Publicado em NVR 10|06|2026

"PORTUGAL" - Alexandre O'Neil


https://voca.ro/1lPUHXDEENkg

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/242%20-%20Portugal-%20Alexandre%20Oneil.mp3



03 junho, 2026

"FOZ CÔA" - Manuel Vaz de Carvalho


https://voca.ro/135zkEMTGIos

Voz: Manuela Vaz de Carvalho

file:///E:/radio/audio/239%20-%20FOZ%20COA%20-%20Manuel%20Vaz%20de%20Carvalho-2.mp3

A MAIS BELA MALDIÇÃO

 


A MAIS BELA MALDIÇÃO - livro

Autor Rui Couceiro, 2026

Foi com gula que comprei este livro, sem ler a sinopse, opiniões… nada. Apenas gesto de gula construída por gostar das obras “Baiona sem data para morrer” e Morro da Pena Ventosa”, do autor. Pensei ser outro romance fabuloso e enganei-me. Em casa, abri o livro e verifiquei que são 10 histórias que têm em comum os livros e o gosto de ler.

Estive para desistir, decepcionada, pensando que Rui Couceiro, o autor, teria dificuldade em manter o nível literário demonstrado em “Morro de Pena Ventosa”. Afinal nem todos os escritores conseguem assegurar a sua genialidade em todas as obras.

Mesmo assim dei o benefício da dúvida. Dou sempre aos livros 50 páginas para me seduzirem.  Na página 50 já ia na 2.ª história sobre o Castelo de Livros envolvendo a problemática da união das duas Alemanhas, antes separadas pelo Muro de Berlim e já tinha decidido ler até ao fim.

O autor define que são histórias de gente apaixonada por livros.

Cada história é uma surpresa e torna-se viciante saltar de uma para a outra; Rabat, Berlim, S. Miguel nos Açores, Toscana, S. Tomé e Príncipe, Pernambuco, Lucignana, Caxinas na Póvoa de Varzim, Bogotá e Nova Iorque são os sítios onde se localiza cada história, nada têm a ver umas com as outras, excepto uma verdadeira declaração de amor aos livros e à leitura realizada por parte dos protagonistas e de Rui Couceiro, que emerge de cada página. Rui Couceiro leva-nos numa viagem pelo mundo para conhecer pessoas reais, que sofrem de uma singularidade no seu amor pelos livros, revelando afectividades, reflexões sobre a vida e descrição ilustrativa de lugares de geografias diversas, exteriores e interiores.

Escrever sobre livros e os seus amantes pode parecer monótono, mas não, todas as histórias são interessantes, contendo relatos biográficos daqueles que assumem a sua relação profunda com os livros.

Foi um desassossego enquanto não li o livro todo, aconcheguei-me a cada história literária narrada de forma delicada, subtil e expressiva e dei comigo a imaginar que o autor teria material para um segundo volume.

Esperava encontrar a Libreria Aqua Alta que me encantou em Veneza, ou a Livraria Lello do Porto, a mais bonita do mundo, ou até a história dos livros que foram angariados para os hospitais de Angola, sob o nome "Um Livro, Uma Criança, Muitos Hospitais" coordenada pelo jornalista Rui Ramos. Estas 3 histórias não ficariam nada mal neste livro… ou ainda a Bibliothèque Nacional de France, as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, o Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro, a Cabine telefónica de Somerset, a Biblioteca de Fernando Savater, ou a Word on the Water de Londres. E a história daquele grupo que jogava póquer sem dinheiro, mas com livros? Rui Couceiro tem material para escrever um segundo volume.

Um pormenor curioso, quando lia sobre José Paulo Cavalcanti Filho, um apaixonado pela obra de Fernando Pessoa, acabei por interceptar uma grande exposição realizada sob a sua curadoria, “Fernando Pessoa: Plural como o Universo” que esteve patente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa em 2015, e que para mim foi um momento de referências culturais gigantesco. A leitura também tem isto, inesperadamente faz cruzar universos e de repente oferece-nos luz sobre vertentes que procurávamos ou que desconhecíamos.

Gosto desta maldição de gostar.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, este é um livro para todos os apaixonados por livros e para aqueles que não são, mas deviam ser.

Publicado em NVR 03|06|2026


02 junho, 2026

Real Coliseu Portuense


 

Os tripeiros não atinam com touradas-

Já há mais de 150 anos que, no Porto, se tem a consciência de que tourada não é espetáculo nem, muito menos, cultura, mas sim barbárie e selvajaria!

Nesta imagem temos o Real Coliseu Portuense, localizado na actual Rotunda da Boavista construído em 1889 e demolido em 1894. Foi sol de pouca dura. O local quase que nunca serviu para fazer touradas, porque por aqui esta tradição e "cultura" atrofia e não dá frutos. Nesse período foi utilizado para espectáculos circenses e desportivos.

Quem quer ver touradas que vá à Póvoa.

ANTECIPANDO

 






AZEITÃO DAMAS VILLA

Rua João Vaz nº 68, Azeitão

31 maio, 2026

IRMÃS


 TODOS OS DIAS

Edgar Morin

 


Morreu Edgar Morin.

Recuei à última parte da década 70 e ao seu livro “O PARADIGMA PERDIDO”, que me abriu algumas janelinhas para o mundo, na verdade um livro que me ensinou a pensar.

Não é fácil falar com serenidade daquilo que admiramos e daquilo que odiamos, por isso é sempre bom ler Edgar Morin. Foi um pensador inquieto cruzando as ciências da natureza e as sociais e da cultura, sempre na busca de uma compreensão mais funda do Homem.

“A humanidade vive uma época de perigos incríveis e, ao mesmo tempo, de possibilidades de ultrapassar as coisas. É por isso que não podemos ser cegos, não devemos ser otimistas de maneira estúpida, mas é preciso estar presente porque esta é a nossa vida”.

Edgar Morin tem origem sefardita. A sua relação com o judaísmo e com o Estado de Israel foi marcada por um distanciamento crítico em relação ao sionismo, pela denúncia veemente da opressão do povo palestiniano e por uma profunda defesa do universalismo. Até ao fim da sua vida, manteve-se perplexo e indignado com a violência em Gaza, denunciando o que apelidava de "silêncio do mundo" face ao sofrimento e à humilhação da população palestiniana.

O POMO DA DISCÓRDIA


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https://voca.ro/157pn1ej4pEw

Música: "Child in Time" - Deep Purple.