17 junho, 2026

Da fartura à sardinha (1)


 Da fartura à sardinha (1)

Chegaram os Santos Populares, largamente anunciados pelos odores da fartura e da sardinha, que pairam no ar.

- Ups, estou com saudades desses sabores, vou até à Avenida!

A fartura é um doce tradicional feito com massa de farinha, fermento em pó, bicarbonato de sódio, água e sal, moldada através de uma seringa grossa ou funil, com ponta estrelada, que vai a óleo fervente, em forma de rolo, tomando, por vezes, a forma geométrica da espiral (Não perceberam? Assistam à preparação numa das barracas.) e finalmente polvilhada com açúcar e canela; devem ser consumidas ainda quentes, o momento ideal para a superfície crocante não ficar dura e o interior apresentar-se fofo e suave.

Fácil de confeccionar o ano todo, mas aparece sobretudo nas ruas, durante as festas populares, romarias e feiras, em caravanas coloridas e apelativas, onde se pode ver a sua preparação. É doçaria que se come em andamento pelas ruas da cidade, ou num banco de jardim, lambuzando lábios e mãos, em situação da véspera ou do dia de cada Santo.

Os mais afoitos enchem-se delas ainda antes do Sto António, matando a gulodice acumulada ao longo do ano e depois moderam-se, porque o que é demais, enjoa.

O estudo sobre as suas origens divide-se:

1 - Os portugueses, quando comercializavam no Oriente, teriam trazido com eles novas técnicas culinárias, incluindo modificar a massa de Youtiao, também conhecido como Youzagwei, no sul da China. No entanto, teriam modificado o aspecto para a forma de estrela, porque não aprenderam a habilidade chinesa de "puxar" a massa - o imperador chinês tornou crime com pena de morte a quem partilhasse o conhecimento com os estrangeiros (a confirmar). Como resultado, as farturas não são "puxadas", mas extrudidas dum molde em forma de estrela, como já foi referido.

2 - Outra teoria é que as farturas teriam sido uma adaptação dos churros espanhóis, criados por pastores como substituto de comidas feitas com massas frescas. A massa dos churros era fácil de ser produzida e frita em fogo aberto, nas montanhas, onde os pastores viviam a maioria do tempo.

E… talvez sejam primas das filhoses que fazem parte da mesa de Natal, cujos produtos variam de região para região. Segundo Maria de Lourdes Modesto, esta escreveu simplesmente que a fartura é uma espécie de filhós. E quem sou eu para a contrariar, quando já o cheiro me entontece e se me agarra aos cabelos?

Para quem não aprecia a simplicidade, temos as farturas recheadas, mais elaboradas, com doce de ovos, chocolate oreo, kinder bueno, rafaello, nutella e até chocolate do Dubai, imaginem, mas isso já são outros quinhentos…, talvez um dia virem doces ditos conventuais, ou servidas em restaurante gourmet, quiçá património da humanidade….

Aqui na Bila, as melhoras são as da Cristina. Dizem! Será? Pelo menos é a barraca que primeiro se instala na Avenida ou nas proximidades.

Sobre o seu significado, este oscila entre a abundância e a saturação, ou seja, a sensação de ter o suficiente ou até mesmo mais do que o necessário, e também quando o excesso satura.

Entre uma fartura e outra já estou enjoada e arrependida por ceder ao desejo guloso de provar só uma, que viraram duas ou três Agora vou procurar um sítio para comer as sardinhas.

“Nas ruas de festa e alegria,

A canela perfuma o ar,

As farturas trazem magia,

Vamos todos celebrar.”

Vivam as farturas, e em especial nas festas populares!

Publicado em NVR 17|06|2026

"ESTAMOS FERIDOS NA ALMA" - Anabela Quelhas


https://voca.ro/13IR1IJQ9ubk

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/245%20-%20estamos%20feridos%20ma%20alma%20AQ.mp3


15 junho, 2026

"DEDICO O MEU OLHAR" - Maria Isabel Fidalgo


https://voca.ro/18Bkqe8qUXp4

Voz. Graça Vilela

file:///E:/radio/audio/244_dedico%20o%20meu%20olhar%20%C3%A0s%20linhas_Maria%20Isabvel%20Fidalgo_voz%20Gra%C3%A7a%20Vilela.mp3

14 junho, 2026

O TOQUE DE MIDAS


 Oiça AQUI 

https://voca.ro/1h2nBxWxdmG3

Música: "California dreamin" . The Mamas and Papas 

11 junho, 2026

ANTECIPANDO






 Para admirar o Porto nos Santos Populares

Vincci Ponte de Ferro, Vila Nova de Gaia

ALABARDAS, ALABARDAS, ESPINGARDAS, ESPINGARDAS


 

10 junho, 2026

A COZINHEIRA DO DITADOR no Karranca


 a minha parceria com a Rádio Portimão no Karranca às quartas, A Cozinheira do Ditador de Afonso Cruz.

Oiça AQUI

O POMO DA DISCÓRDIA


 O POMO DA DISCÓRDIA

 

Em linguagem contemporânea, o pomo da discórdia é pura e simplesmente o motivo da discórdia, da desavença, da disputa ou do desacordo. A palavra pomo deriva do latim “pomum” e significa literalmente fruto, sendo frequentemente associado à maçã, pêra ou marmelo. A expressão remete-nos para a mitologia grega, para a origem do conflito entre Gregos e Troianos.

O invulgar casamento entre um simples mortal e uma deusa, ele Peleu e ela Tétis, que terão sido os pais de Aquiles, realiza-se no monte Pélion, é organizado por Zeus, que convida todos os deuses, porém, faz-se de esquecido e não convida uma entidade que ninguém gosta de ter por perto, denominada Éris, perita da discórdia, do caos, da inveja e da discussão odiosa.

Éris fica furiosa por ser rejeitada num momento tão sumptuoso, como aquele casamento, decide vingar-se e faz-se de convidada acabando com a alegria reinante na festa. Entra repentinamente na boda no seu momento mais alto, dirige-se à mesa onde se encontram os recém-casados e deposita ali uma maça dourada recolhida no Jardim das Hespérides, jardim mágico guardado pelo Titã Atlas.

A maça é lindíssima e mágica, parece iluminada por dentro e é visível uma inscrição que diz: para a mais bela.

As mulheres que se encontram perto da mesa, sentem-se tentadas a recolher a maçã, porque cada uma se considera a mais bela, nomeadamente, Hera (2ª esposa de Zeus), Atena (filha preferida de Zeus e da sua primeira esposa Métis) e Afrodite (tia).

A confusão está armada entre as três deusas poderosas. Instala-se a incómoda discórdia entre algumas entidades do Olimpo muito próximas de Zeus.

Disputa tola, mas pertinente, e como não chega a bom termo, decidem pedir a Zeus que escolha a mais bonita. Como Zeus poderia escolher entre a esposa, a filha e a tia? Estava tramado, ele não pretendia alimentar a rivalidade entre os seus familiares e nenhum dos deuses quis fazer de juiz nessa confusão.

            Então Zeus, sabiamente, resolve livrar-se do espinhoso fardo. Convoca o mensageiro Hermes, e ordena que leve as 3 deusas ao monte Ida, e encontrem alguém ingénuo e sincero, para tomar a decisão por ele.

Encontram um pastor com essas características, porém, cada uma das deusas decide manipular o jovem pastor mediante ofertas fabulosas. Hera promete-lhe um império, Atena promete-lhe que ele será vencedor de todas as disputas que travar ao longo da vida e Afrodite oferece-lhe a mulher mais bela do mundo, que se apaixonará por ele. Apesar de confuso, o jovem pastor escolhe a oferta de Afrodite.

Posteriormente descobre-se que o jovem pastor é Páris, um mortal filho do rei Príamo, de Troia. Na época, Páris trabalhava como pastor e vivia feliz ao lado de uma ninfa adorável chamada Enone. A deusa Afrodite, ignorando solenemente a presença de Enone, concretiza a sua promessa. A deusa sabe exatamente onde se encontra a mais bela mulher do mundo: é Helena, casada com o rei de Esparta, Menelau. Auxiliados por Afrodite, Helena e Páris fogem para Troia. Páris ao escolher Afrodite, além de ganhar Helena, ganhou também o ódio mortal de Hera e Atena dando origem a outras narrativas nomeadamente a maior guerra da História, a Guerra de Tróia e o confronto entre Gregos e Troianos.

O "pomo da discórdia" é então esta invulgar e famosa maçã, um metafórico fruto ou elemento que gera algum tipo de incompatibilidade entre aqueles que o disputam, sejam eles as deusas do Olimpo ou simples mortais. O melhor é evitar o encantamento por uma maçã, para fugir à inveja, à rivalidade e ao conflito.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 29|30|31 de Maio de 2026]

Publicado em NVR 10|06|2026

"PORTUGAL" - Alexandre O'Neil


https://voca.ro/1lPUHXDEENkg

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/242%20-%20Portugal-%20Alexandre%20Oneil.mp3



03 junho, 2026

"FOZ CÔA" - Manuel Vaz de Carvalho


https://voca.ro/135zkEMTGIos

Voz: Manuela Vaz de Carvalho

file:///E:/radio/audio/239%20-%20FOZ%20COA%20-%20Manuel%20Vaz%20de%20Carvalho-2.mp3

A MAIS BELA MALDIÇÃO

 


A MAIS BELA MALDIÇÃO - livro

Autor Rui Couceiro, 2026

Foi com gula que comprei este livro, sem ler a sinopse, opiniões… nada. Apenas gesto de gula construída por gostar das obras “Baiona sem data para morrer” e Morro da Pena Ventosa”, do autor. Pensei ser outro romance fabuloso e enganei-me. Em casa, abri o livro e verifiquei que são 10 histórias que têm em comum os livros e o gosto de ler.

Estive para desistir, decepcionada, pensando que Rui Couceiro, o autor, teria dificuldade em manter o nível literário demonstrado em “Morro de Pena Ventosa”. Afinal nem todos os escritores conseguem assegurar a sua genialidade em todas as obras.

Mesmo assim dei o benefício da dúvida. Dou sempre aos livros 50 páginas para me seduzirem.  Na página 50 já ia na 2.ª história sobre o Castelo de Livros envolvendo a problemática da união das duas Alemanhas, antes separadas pelo Muro de Berlim e já tinha decidido ler até ao fim.

O autor define que são histórias de gente apaixonada por livros.

Cada história é uma surpresa e torna-se viciante saltar de uma para a outra; Rabat, Berlim, S. Miguel nos Açores, Toscana, S. Tomé e Príncipe, Pernambuco, Lucignana, Caxinas na Póvoa de Varzim, Bogotá e Nova Iorque são os sítios onde se localiza cada história, nada têm a ver umas com as outras, excepto uma verdadeira declaração de amor aos livros e à leitura realizada por parte dos protagonistas e de Rui Couceiro, que emerge de cada página. Rui Couceiro leva-nos numa viagem pelo mundo para conhecer pessoas reais, que sofrem de uma singularidade no seu amor pelos livros, revelando afectividades, reflexões sobre a vida e descrição ilustrativa de lugares de geografias diversas, exteriores e interiores.

Escrever sobre livros e os seus amantes pode parecer monótono, mas não, todas as histórias são interessantes, contendo relatos biográficos daqueles que assumem a sua relação profunda com os livros.

Foi um desassossego enquanto não li o livro todo, aconcheguei-me a cada história literária narrada de forma delicada, subtil e expressiva e dei comigo a imaginar que o autor teria material para um segundo volume.

Esperava encontrar a Libreria Aqua Alta que me encantou em Veneza, ou a Livraria Lello do Porto, a mais bonita do mundo, ou até a história dos livros que foram angariados para os hospitais de Angola, sob o nome "Um Livro, Uma Criança, Muitos Hospitais" coordenada pelo jornalista Rui Ramos. Estas 3 histórias não ficariam nada mal neste livro… ou ainda a Bibliothèque Nacional de France, as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, o Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro, a Cabine telefónica de Somerset, a Biblioteca de Fernando Savater, ou a Word on the Water de Londres. E a história daquele grupo que jogava póquer sem dinheiro, mas com livros? Rui Couceiro tem material para escrever um segundo volume.

Um pormenor curioso, quando lia sobre José Paulo Cavalcanti Filho, um apaixonado pela obra de Fernando Pessoa, acabei por interceptar uma grande exposição realizada sob a sua curadoria, “Fernando Pessoa: Plural como o Universo” que esteve patente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa em 2015, e que para mim foi um momento de referências culturais gigantesco. A leitura também tem isto, inesperadamente faz cruzar universos e de repente oferece-nos luz sobre vertentes que procurávamos ou que desconhecíamos.

Gosto desta maldição de gostar.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, este é um livro para todos os apaixonados por livros e para aqueles que não são, mas deviam ser.

Publicado em NVR 03|06|2026


02 junho, 2026

Real Coliseu Portuense


 

Os tripeiros não atinam com touradas-

Já há mais de 150 anos que, no Porto, se tem a consciência de que tourada não é espetáculo nem, muito menos, cultura, mas sim barbárie e selvajaria!

Nesta imagem temos o Real Coliseu Portuense, localizado na actual Rotunda da Boavista construído em 1889 e demolido em 1894. Foi sol de pouca dura. O local quase que nunca serviu para fazer touradas, porque por aqui esta tradição e "cultura" atrofia e não dá frutos. Nesse período foi utilizado para espectáculos circenses e desportivos.

Quem quer ver touradas que vá à Póvoa.

ANTECIPANDO

 






AZEITÃO DAMAS VILLA

Rua João Vaz nº 68, Azeitão

31 maio, 2026

IRMÃS


 TODOS OS DIAS

Edgar Morin

 


Morreu Edgar Morin.

Recuei à última parte da década 70 e ao seu livro “O PARADIGMA PERDIDO”, que me abriu algumas janelinhas para o mundo, na verdade um livro que me ensinou a pensar.

Não é fácil falar com serenidade daquilo que admiramos e daquilo que odiamos, por isso é sempre bom ler Edgar Morin. Foi um pensador inquieto cruzando as ciências da natureza e as sociais e da cultura, sempre na busca de uma compreensão mais funda do Homem.

“A humanidade vive uma época de perigos incríveis e, ao mesmo tempo, de possibilidades de ultrapassar as coisas. É por isso que não podemos ser cegos, não devemos ser otimistas de maneira estúpida, mas é preciso estar presente porque esta é a nossa vida”.

Edgar Morin tem origem sefardita. A sua relação com o judaísmo e com o Estado de Israel foi marcada por um distanciamento crítico em relação ao sionismo, pela denúncia veemente da opressão do povo palestiniano e por uma profunda defesa do universalismo. Até ao fim da sua vida, manteve-se perplexo e indignado com a violência em Gaza, denunciando o que apelidava de "silêncio do mundo" face ao sofrimento e à humilhação da população palestiniana.

O POMO DA DISCÓRDIA


Ouvir AQUI

https://voca.ro/157pn1ej4pEw

Música: "Child in Time" - Deep Purple.

27 maio, 2026

DICIONÁRIO


DICIONÁRIO

Apresento-vos um livro que passou de moda, jaz frágil e moribundo no extremo de uma prateleira pouco acessível das nossas estantes, apenas a apanhar pó. Guarda palavras gordas e magras, negras e brancas, loucas e criteriosas, doces e agressivas, beneméritas, malvadas e odiosas, palavras gastas e outras quase virgens, e agora palavras adormecidas, ou até em coma induzido pelas novas tecnologias. 

O conceito de dicionário é uma ferramenta fundamental na organização e compreensão da língua, desempenhando um papel crucial na comunicação, no estudo e na preservação do património linguístico.

As primeiras formas de dicionários podem levar-nos até à Antiguidade, como os glossários e listas de palavras utilizados por escribas na Mesopotâmia e no Egito, que buscavam esclarecer significados e traduções de termos especializados. Durante a Idade Média, surgiram compêndios mais sistematizados, muitas vezes ligados ao ensino e à tradução de textos religiosos e académicos.

Sobre o primeiro dicionário português a informação recolhida não é unânime. Diz-se que foi o "Dictionarium Lusitanum" de João de Barros, publicado em 1555 (?). Como primeiro grande dicionário bilingue em Portugal intitula-se Dictionarium Latino-Lusitanicum (1569) e foi escrito por Jerónimo Cardoso. Será? Não sei. O dicionário moderno, como o conhecemos hoje, começou a tomar forma no século XVII, o "Dictionnaire de l’Académie Française", publicado em 1694 em França.

A utilidade do dicionário é vasta e multifacetada. Ele serve como uma referência confiável para esclarecer dúvidas sobre o significado, a ortografia, a pronúncia, a origem e o uso de palavras. Para estudantes, escritores, tradutores e profissionais de diversas áreas, o dicionário é uma ferramenta indispensável para aprimorar a precisão e a riqueza do vocabulário. Além disso, desempenha um papel importante na preservação da língua, documentando mudanças linguísticas e introduzindo novos termos ao longo do tempo.

Actualmente, o interesse pelos dicionários permanece elevado, porém, em suporte digital. Muitas pessoas preferem consultar dicionários online ou aplicativos de linguagem, que oferecem acesso instantâneo a uma vasta quantidade de informações, além de actualizações constantes e funcionalidades adicionais. Essa substituição gradual faz com que os dicionários impressos sejam considerados quase obsoletos ou de uso mais restrito, muitas vezes reservados a colecções, estudos académicos ou àqueles que valorizam o método tradicional de pesquisa.

Assim, a secundarização do dicionário-livro reflecte uma mudança cultural e tecnológica na forma como acedemos e utilizamos o conhecimento linguístico nos dias de hoje. Quem não conhece o dicionário Priberam da Língua Portuguesa e o Google Tradutor?

Quando era jovem, ai de quem aparecesse na aula de Português sem o famoso dicionário, mais conhecido por calhamaço, que funcionava como lastro da minha pasta e a transformava com sucesso em arma de arremesso e desenvolvia-me os bíceps.

Mesmo na era digital, o seu valor académico permanece inalterado, continuando a ser um aliado indispensável na jornada da aprendizagem.

Além do dicionário tradicional, existem outros tipos de dicionários, cada um com funções específicas: Dicionário de Línguas, de Sinónimos e Antónimos, Dicionário Etimológico, Dicionário de Rimas, Dicionário Visual, Dicionário Técnico ou Especializado e outros mais, alguns muito apelativos contendo imagens, facilitando a consulta e a memorização.

Eu ainda tenho o velho dicionário de Eduardo Pinheiro publicado pela Livraria Figueirinhas, que cumpriu a função, comigo e com as minhas irmãs, em dois continentes, os dois volumes da Lello Universal e vários de línguas. Também tenho um dicionário minúsculo de Francês-Português, que me livrou de algumas faltas de material com a Madame Lamy. Preciso deles? Não! Quero vendê-los? Também não! Eles são a prova de que a aprendizagem não se processa por osmose, pois há muitas palavras que nunca utilizei, nem pretendo. UFA! UFA! Sobrevivi. 

Publicado em NVR 27|05|2026



 

"OBSESSÃO DO MAR OCEANO" - Mário Quintana

 


"OBSESSÃO DO MAR OCEANO" - Mário Quintana

https://voca.ro/1fTfDbrFF6O9

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/236-%20obsess%C3%A3o%20do%20mar%20ocenao-%20Mario%20Quintana.mp3

26 maio, 2026

24 maio, 2026

21 maio, 2026

20 maio, 2026

A CAIXADE PANDORA

 


A CAIXA DE PANDORA

Na mitologia grega, a Caixa de Pandora (na verdade, um jarro) era um presente de Zeus para Pandora, a primeira mulher, criada por Hefesto a mando de Zeus. O presente constava de uma caixa

E o que continha a caixa?

Continha todos os males e desgraças do mundo, como doenças, dor, a guerra, a fome, o ódio, a discórdia, a inveja, as doenças do corpo e da alma, mas continha também a esperança, que ficou retida no fundo. A caixa estava lacrada, e Zeus deu ordem expressa de nunca a abrir, pois continha os males destinados à humanidade como punição.

Vencida pela curiosidade, e desconhecendo o seu conteúdo Pandora abriu o recipiente, libertando uma nuvem de todos os males (doenças, miséria, discórdia, etc.) que passaram a afligir toda a humanidade.

Assustada, Pandora fechou a tampa rapidamente, mas já era tarde. Apenas a esperança ficou presa na caixa, que deu aos humanos a força para suportar as adversidades.

Este mito explica a origem do sofrimento humano e a importância da esperança para enfrentá-lo, tornando-se uma metáfora para atos que desencadeiam consequências imprevisíveis. Adverte também sobre os perigos da curiosidade excessiva e as consequências irreversíveis das acções humanas, especialmente quando há desobediência a ordens divinas.

 Hoje, a expressão "abrir a caixa de Pandora" por vezes é utilizada de forma leviana, e parece conter algo de mágico, na verdade significa "a origem de todos os males" é usada para descrever acções que geram consequências negativas, imprevistas e incontroláveis.

Apesar dos males, a Esperança que ficou na caixa simboliza a resiliência humana e a capacidade de perseverar diante das adversidades. Por isso dizemos que a Esperança é a última a morrer.

A esperança é considerada uma força inesgotável que sustenta o ser humano, ajudando a superar momentos de crise, dor ou desespero. Antes da desistência total (desesperança), a pessoa mantém a expectativa de que o amanhã trará algo melhor, agindo como uma protecção contra o desânimo profundo.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

 

[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 08|09|10 de Maio de 2026.]

O silêncio do kisanji na Rádio Portimão

 


Hoje fui surpreendida por João Carlos Carranca no seu programa Karranca às Quartas. Palavras sobre o silêncio, afectuosas que gostei de ouvir. Grata à Rádio Portimão que me proporciona estas viagens semanais.
Livro "O silêncio do kisanji" - edição de autor.♥

Antecipando








 THE ST. REGIS CAIRO

Corniche El Nile 99999, Cairo