31 maio, 2026
Edgar Morin
Morreu Edgar Morin.
Recuei à última parte da década
70 e ao seu livro “O PARADIGMA PERDIDO”, que me abriu algumas janelinhas para o
mundo, na verdade um livro que me ensinou a pensar.
Não é fácil falar com serenidade
daquilo que admiramos e daquilo que odiamos, por isso é sempre bom ler Edgar
Morin. Foi um pensador inquieto cruzando as ciências da natureza e as sociais e
da cultura, sempre na busca de uma compreensão mais funda do Homem.
“A humanidade vive uma época de
perigos incríveis e, ao mesmo tempo, de possibilidades de ultrapassar as
coisas. É por isso que não podemos ser cegos, não devemos ser otimistas de
maneira estúpida, mas é preciso estar presente porque esta é a nossa vida”.
Edgar Morin tem origem sefardita.
A sua relação com o judaísmo e com o Estado de Israel foi marcada por um
distanciamento crítico em relação ao sionismo, pela denúncia veemente da
opressão do povo palestiniano e por uma profunda defesa do universalismo. Até
ao fim da sua vida, manteve-se perplexo e indignado com a violência em Gaza,
denunciando o que apelidava de "silêncio do mundo" face ao sofrimento
e à humilhação da população palestiniana.
30 maio, 2026
29 maio, 2026
"O QUE FICA DO QUE PASSA" - Nuno Júdice
27 maio, 2026
DICIONÁRIO
DICIONÁRIO
Apresento-vos um livro
que passou de moda, jaz frágil e moribundo no extremo de uma prateleira pouco
acessível das nossas estantes, apenas a apanhar pó. Guarda palavras gordas e
magras, negras e brancas, loucas e criteriosas, doces e agressivas, beneméritas,
malvadas e odiosas, palavras gastas e outras quase virgens, e agora palavras
adormecidas, ou até em coma induzido pelas novas tecnologias.
O conceito de
dicionário é uma ferramenta fundamental na organização e compreensão da língua,
desempenhando um papel crucial na comunicação, no estudo e na preservação do
património linguístico.
As primeiras formas de
dicionários podem levar-nos até à Antiguidade, como os glossários e listas de
palavras utilizados por escribas na Mesopotâmia e no Egito, que buscavam
esclarecer significados e traduções de termos especializados. Durante a Idade
Média, surgiram compêndios mais sistematizados, muitas vezes ligados ao ensino
e à tradução de textos religiosos e académicos.
Sobre o primeiro
dicionário português a informação recolhida não é unânime. Diz-se que foi o
"Dictionarium Lusitanum" de João de Barros, publicado em 1555 (?).
Como primeiro grande dicionário bilingue em Portugal intitula-se Dictionarium
Latino-Lusitanicum (1569) e foi escrito por Jerónimo Cardoso. Será? Não sei. O
dicionário moderno, como o conhecemos hoje, começou a tomar forma no século
XVII, o "Dictionnaire de l’Académie Française", publicado em 1694 em
França.
A utilidade do
dicionário é vasta e multifacetada. Ele serve como uma referência confiável
para esclarecer dúvidas sobre o significado, a ortografia, a pronúncia, a
origem e o uso de palavras. Para estudantes, escritores, tradutores e
profissionais de diversas áreas, o dicionário é uma ferramenta indispensável
para aprimorar a precisão e a riqueza do vocabulário. Além disso, desempenha um
papel importante na preservação da língua, documentando mudanças linguísticas e
introduzindo novos termos ao longo do tempo.
Actualmente, o
interesse pelos dicionários permanece elevado, porém, em suporte digital.
Muitas pessoas preferem consultar dicionários online ou aplicativos de
linguagem, que oferecem acesso instantâneo a uma vasta quantidade de
informações, além de actualizações constantes e funcionalidades adicionais.
Essa substituição gradual faz com que os dicionários impressos sejam
considerados quase obsoletos ou de uso mais restrito, muitas vezes reservados a
colecções, estudos académicos ou àqueles que valorizam o método tradicional de
pesquisa.
Assim, a secundarização
do dicionário-livro reflecte uma mudança cultural e tecnológica na forma como
acedemos e utilizamos o conhecimento linguístico nos dias de hoje. Quem não
conhece o dicionário Priberam da Língua Portuguesa e o Google Tradutor?
Quando era jovem, ai de
quem aparecesse na aula de Português sem o famoso dicionário, mais conhecido
por calhamaço, que funcionava como lastro da minha pasta e a transformava com
sucesso em arma de arremesso e desenvolvia-me os bíceps.
Mesmo na era digital, o
seu valor académico permanece inalterado, continuando a ser um aliado
indispensável na jornada da aprendizagem.
Além do dicionário
tradicional, existem outros tipos de dicionários, cada um com funções
específicas: Dicionário de Línguas, de Sinónimos e Antónimos, Dicionário
Etimológico, Dicionário de Rimas, Dicionário Visual, Dicionário Técnico ou
Especializado e outros mais, alguns muito apelativos contendo imagens,
facilitando a consulta e a memorização.
Eu ainda tenho o velho
dicionário de Eduardo Pinheiro publicado pela Livraria Figueirinhas, que
cumpriu a função, comigo e com as minhas irmãs, em dois continentes, os dois
volumes da Lello Universal e vários de línguas. Também tenho um dicionário
minúsculo de Francês-Português, que me livrou de algumas faltas de material com
a Madame Lamy. Preciso deles? Não! Quero vendê-los? Também não! Eles são a
prova de que a aprendizagem não se processa por osmose, pois há muitas palavras
que nunca utilizei, nem pretendo. UFA! UFA! Sobrevivi.
Publicado em NVR 27|05|2026
26 maio, 2026
25 maio, 2026
"TRAGO" - Rita Vian
Voz: Anabela Quelhas
file:///E:/radio/audio/235-%20trago%20rita%20vian
Música: https://www.youtube.com/watch?v=WEeF5hPdaX8&list=RDNKZktO0rU2A&index=2
24 maio, 2026
22 maio, 2026
21 maio, 2026
20 maio, 2026
A CAIXADE PANDORA
A CAIXA DE PANDORA
Na mitologia grega, a
Caixa de Pandora (na verdade, um jarro) era um presente de Zeus para Pandora, a
primeira mulher, criada por Hefesto a mando de Zeus. O presente constava de uma
caixa
E o que continha a
caixa?
Continha todos os males
e desgraças do mundo, como doenças, dor, a guerra, a fome, o ódio, a discórdia,
a inveja, as doenças do
corpo e da alma, mas continha também a esperança, que ficou retida no fundo. A
caixa estava lacrada, e Zeus deu ordem expressa de nunca a abrir, pois continha
os males destinados à humanidade como punição.
Vencida pela
curiosidade, e desconhecendo o seu conteúdo Pandora abriu o recipiente, libertando
uma nuvem de todos os males (doenças, miséria, discórdia, etc.) que passaram a
afligir toda a humanidade.
Assustada, Pandora
fechou a tampa rapidamente, mas já era tarde. Apenas a esperança ficou presa na
caixa, que deu aos humanos a força para suportar as adversidades.
Este mito explica a
origem do sofrimento humano e a importância da esperança para enfrentá-lo,
tornando-se uma metáfora para atos que desencadeiam consequências
imprevisíveis. Adverte também sobre os perigos da curiosidade excessiva e as
consequências irreversíveis das acções humanas, especialmente quando há
desobediência a ordens divinas.
Hoje, a expressão "abrir a caixa de
Pandora" por vezes é utilizada de forma leviana, e parece conter algo de
mágico, na verdade significa "a origem de todos os males" é usada
para descrever acções que geram consequências negativas, imprevistas e
incontroláveis.
Apesar dos males, a
Esperança que ficou na caixa simboliza a resiliência humana e a capacidade de
perseverar diante das adversidades. Por isso dizemos que a Esperança é a última
a morrer.
A esperança é
considerada uma força inesgotável que sustenta o ser humano, ajudando a superar
momentos de crise, dor ou desespero. Antes da desistência total (desesperança),
a pessoa mantém a expectativa de que o amanhã trará algo melhor, agindo como
uma protecção contra o desânimo profundo.
Que os
deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!
[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a
mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 08|09|10 de Maio de
2026.]
O silêncio do kisanji na Rádio Portimão
"TIMOR" - Luís Represas (Trovante)
19 maio, 2026
Ruinenberg
O Ruinenberg, ou “morro das ruínas”, é uma colina histórica em Potsdam com ruínas artificiais do século XVIII que ainda atraem visitantes pela sua beleza e vistas do Palácio Sanssouci.
Localização: bairro Bornstedt, ao norte do Parque Sanssouci em Potsdam.
A colina foi
transformada por Frederico II da Prússia em 1748, quando mandou construir um
reservatório de água no topo para fornecer água às fontes e jardins do palácio.
Para decorar a área, foram criadas ruínas artificiais inspiradas em estilos
clássicos e romanos, incluindo um coreto, um portal e restos de uma parede que
lembram um teatro romano.
Durante o
século XVIII e início do XIX, tornou-se moda na Europa construir ruínas
artificiais nos jardins aristocráticos, como reflexo do neoclassicismo e do
romantismo. O Ruinenberg exemplifica essa tendência com:
Monopteros
(templo circular)
Colunas dóricas
e jónicas
Pequenas
pirâmides e paredes em ruínas, simulando estruturas antigas
No século XIX,
Frederico Guilherme IV melhorou o projeto paisagístico, adicionando a Torre
Normanda, referência à arquitetura medieval, completada em 1846
Muitas das
estruturas foram destruídas durante a Segunda Guerra Mundial, mas foram
meticulosamente reconstruídas no século XX, mantendo o visual das ruínas
originais.
Conclusão:
Quando não há cão, caça-se com um gato. Adorei.
In Diário de
Viagem – Anabela Quelhas
18 maio, 2026
16 maio, 2026
15 maio, 2026
"O HOMEM DO LEME" - Xutos & Pontapés.
"O HOMEM DO LEME" - Xutos & Pontapés.
Voz: Anabela Quelhas
file:///E:/radio/audio/231%20-%20O%20homem%20do%20leme-%20Xutos%20&%20pontap%C3%A9s.mp3
Música: https://www.youtube.com/watch?v=zbs06__3378&list=RDGMkB3bZP96k&index=2
14 maio, 2026
13 maio, 2026
OS LIVROS MAJORA
"A HISTÓRIA DA CAROCHINHA” e os livros MAJORA no
programa Karranca às quartas, na Rádio Portimão.
Podem ouvir AQUI
CAIR NOS BRAÇOS DE MORFEU
CAIR NOS BRAÇOS DE MORFEU
As propriedades revigorantes do sono são amplamente
conhecidas, e a ausência dele pode gerar uma série de problemas de saúde.
Muitos estudiosos continuam a investigar de que maneira essa actividade, que
ocupa praticamente um terço das nossas vidas, interfere no funcionamento do
organismo. É comum ouvirmos pessoas celebrarem uma noite de sono reparador
dizendo que “caíram nos braços de Morfeu”.
Mas, afinal, de onde vem essa expressão?
A expressão "cair nos braços de Morfeu" é uma
metáfora que descreve o acto de adormecer de forma profunda, tranquila e
reconfortante, quase como um sono hipnótico. Essa locução remete à mitologia
grega, na qual Morfeu é o deus dos sonhos. Representado com asas poderosas,
Morfeu tem a capacidade de se mover silenciosamente durante a noite, viajando
rapidamente pelo mundo para visitar os seres humanos enquanto dormem, moldando
e influenciando os seus sonhos. Ele é um dos mil filhos de Hipnos, o deus do
sono e de Pasiteia (deusa do relaxamento, do descanso ou das alucinações), e
neto da deusa primordial da noite, Nix.
Segundo a mitologia grega, Morfeu adormecia os mortais
tocando-os com uma folha de papoila, mergulhando-os num sono propício à
experiência dos sonhos. Os gregos acreditavam que uma noite bem dormida e os seus
efeitos positivos só poderiam ser explicados pela presença dessa divindade nos
sonhos.
A imagem de corpos entrelaçados ao dormir, ou de estar nos
braços de Morfeu, é uma metáfora clássica tanto na literatura quanto na nossa
vida real. Quando alguém diz que “caiu nos braços de Morfeu”, refere-se ao
momento em que a pessoa abandona a consciência para mergulhar num repouso
reparador, como se estivesse a ser acolhida pelo próprio deus. Estar sob os seus
braços significa, portanto, estar sob a protecção da divindade que governa o
mundo dos sonhos.
Voltando à mitologia, quando Hipnos, pai de Morfeu, precisa
de enviar uma mensagem a um mortal através do sonho, envia um de seus filhos.
Os filhos, Fobetor e Fantaso, imitam animais ou objetos inanimados, como
árvores ou utensílios, nos sonhos dos mortais. Contudo, Morfeu tem uma função
especial: pode assumir a forma de qualquer ser humano. Nenhum outro filho imita
tão bem, reproduzindo o andar, o rosto, a voz, as palavras e até as roupas de
cada pessoa.
Assim, Morfeu pode assumir diversas formas de cada um de nós
e de outros personagens que surgem nos nossos sonhos. Essa capacidade de
caracterizar e representar o sonho inspirou Freud ao desenvolver as suas
teorias sobre a ligação entre os personagens do inconsciente e as nossas
experiências oníricas.
Foi justamente por meio dessa expressão e da história de
Morfeu que um dos mais potentes analgésicos existentes, a morfina, recebeu esse
nome.
A associação deve-se ao facto de que a morfina é extraída da
papoila, a mesma planta que, na mitologia, Morfeu utilizava para adormecer os
mortais. Além da sua origem, a morfina possui propriedades sedativas potentes,
induzindo o sono e aliviando a dor.
Em conclusão, embora a mitologia não tenha bases científicas,
é inegável que uma noite de bom descanso é, de certa forma, divinal. Afinal, o
sono reparador é um presente que nos conecta com uma cultura que explica a
origem do mundo, fenómenos naturais e comportamentos humanos por meio de
deuses, heróis e seres sobrenaturais.
Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!
[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio
Universidade FM – 24|25|26 de Abril de 2026.]
"ESCRAVA" - Florbela Espanca
Voz: Manuela Vaz de Carvalho
file:///E:/radio/audio/230%20-Escrava%20-%20Florbela%20Espancamanuela%20Vaz%20de%20Carvalho.mp3
11 maio, 2026
"SE EU PUDESSE TRINCAR A TERRA TODA" - Alberto Caeiro
Voz: Anabela Quelhas
Música: https://www.youtube.com/watch?v=e5943G3cF0U&list=RDe5943G3cF0U&start_radio=1
10 maio, 2026
08 maio, 2026
AMOR EM QUARENTENA
AMOR EM QUARENTENA
*****
O escritor Nuno Viana é autor do projecto “Amor em
Quarentena”, uma criação cinematográfica e literária que combina poesia, música
e cinema, convidando o público a reflectir sobre o amor em tempos de isolamento.
Inspirado numa história real ocorrida durante a pandemia.
O projecto conta com autoria de Nuno Viana, realização de
João Seugirdor e fotografia de Miro Ribeiro.
Este trabalho introduz o conceito inovador de Cinebook — um
livro transformado em filme — criado por Nuno Viana. Em “Amor em Quarentena”,
participam reconhecidos artistas nacionais, como Pedro Abrunhosa, Marisa Liz,
Paulo Pires, Adolfo Luxúria Canibal, Maria João Bastos, Sónia Tavares, Jorge
Palma, Fernando Ribeiro, Rita Redshoes, Pedro Barroso, Vera Kolodzig, Mariana
Monteiro, Prof Jam, Catarina Oliveira e Ismael Calliano. A banda sonora reúne
nomes de destaque como Rodrigo Leão, Tiago Bettencourt, Stereossauro, The Gift,
Mário Laginha, Noiserv, Ed Rocha Gonçalves, entre outros.
No Espaço Miguel Torga - 8ª Edição Festival Literário do Douro.
07 maio, 2026
PASSAGEM GUTIÉRREZ
A Passagem Gutiérrez é uma galeria comercial coberta na cidade de Valladolid, inaugurada em 1886, localizada entre as ruas Fray Luis de León e Castelar. Este tipo de galeria teve origem em Paris como consequência da Revolução Industrial do século XIX. Foram concebidas como passagens que ligavam ruas movimentadas e visavam expandir o espaço comercial. Em Espanha, a Passagem Gutiérrez, juntamente com a Passagem Lodares em Albacete e a Passagem Ciclón em Saragoça, são os únicos três exemplos remanescentes deste tipo de galeria.
Foi construída por ordem de Eusebio Gutiérrez, que em 1886 encomendou ao arquiteto Jerónimo Ortiz de Urbina, o projectista da escola San José em Valladolid, o projeto de uma galeria comercial que ligasse as áreas em redor da Catedral e da Plaza Mayor, zonas que experimentaram um rápido crescimento económico na segunda metade do século XIX. Este dinamismo impulsionou a criação de cafés, espaços de convívio e clubes sociais, como o Círculo de Recreo, bem como de zonas burguesas como a Acera de Recoletos.
O projecto de Ortiz de Urbina foi inspirado nas galerias comerciais que já existiam em França, Itália e Alemanha. É um exemplo da arquitetura Beaux-Arts, combinando ordens clássicas com as novas tecnologias da época, como o telhado de telhas de ferro e vidro e a iluminação a gás visível nos braços dos globos de luz, que são originais. Na pequena varanda com o relógio, situada na saída para a Rua Fray Luis de León, tocou um quarteto de cordas no dia da inauguração do edifício.
A galeria divide-se em duas
secções, ligadas por uma rotunda sob uma grande cúpula de vidro que alberga uma
escultura que imita o Mercúrio renascentista de Giambologna, representando o
deus do comércio. A rica decoração pictórica e escultórica, com alegorias das
estações do ano e do comércio, mascara a fraca qualidade dos materiais
utilizados, o que tornou necessário o restauro para recuperar o seu esplendor.
Os telhados formam uma estrutura separada do resto da galeria. A estrutura de
suporte é em madeira, com exceção da cobertura da rotunda central. Os tectos
estão adornados com pinturas de Salvador Seijas, representando temas
mitológicos e alegóricos, bem como ornamentos em estuque e motivos vegetais.
A ideia por detrás desta galeria
era criar uma elegante zona comercial para as classes alta e média de
Valladolid, oferecendo-lhes produtos importados da Europa. A galeria deixou de
funcionar e de gerar receitas poucos anos após a sua inauguração e caiu em
ruínas. Após o seu restauro no final do século XX, parcialmente realizado pelos
arquitectos Javier López de Uribe e Fernando Zaparaín, a sua actividade comercial
foi revitalizada, com a abertura de várias lojas nos seus espaços interiores.
consultar https://www.valladolidweb.es/valladolid/imagesmagvall/020.htm





















































