01 outubro, 2026

GALIZA


 

Galiza

Paz

Cumplicidade

Alinhamento

Um caminho

Onde o vento fala

Onde o mar tem sempre algo para contar

Renasci para ser.

30 setembro, 2026

"FEITICEIRA" - Luís Represas

 


"FEITICEIRA" - Luís Represas

https://voca.ro/1hEyYlgt5EIr

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/290%20-%20Feiticeira%20-%20Luis%20Represas.mp3

Música: 

https://www.youtube.com/watch?v=Q7v-oqBV-Yc&list=RDQ7v-oqBV-Yc&start_radio=1

O COMPLEXO DE ÉDIPO

 


O COMPLEXO DE ÉDIPO

 

De uma forma geral, todos sabem que o Complexo de Édipo se relaciona com a paixão de um rapaz pela própria mãe e o sentimento de rejeição e ódio em relação ao pai.

O Complexo de Édipo é uma teoria psicanalítica desenvolvida por Sigmund Freud no início do século XX, chocando o mundo, e descreve uma fase do desenvolvimento psicossexual infantil, geralmente entre os três e seis anos de idade. Nesse período, a criança experimenta sentimentos de desejo pelo progenitor do sexo oposto e rivalidade ou rejeição relativamente ao progenitor do mesmo sexo. Essa dinâmica é considerada uma etapa normal do crescimento, cuja resolução adequada contribui para a formação de uma identidade sexual saudável e para relacionamentos futuros mais maduros.

Na tragédia grega "Édipo Rei", escrita por Sófocles por volta do século V a.C., a história de Édipo é apresentada como uma tragédia que envolve destino, ignorância e acções inconscientes.

O rei Laio, pai de Édipo, rei de Tebas, ouviu de um Oráculo de Delfos que o filho algum dia o mataria e desposaria a própria mãe, a rainha Jocasta. Perturbado com a revelação, o rei julgou que a melhor solução seria matar o menino antes que a profecia se realizasse.

Diante da decisão tomada, um pastor é convocado pelo rei para levar Édipo, que teria os pés amarrados e seria deixado pendurado numa árvore no monte Citerão até ser atacado pelas feras. Com pena, o pastor desobedece às ordens e leva o bebé para sua casa. Por ser muito pobre, a família do pastor não consegue reunir condições para criar Édipo e acaba dando-o ao rei Políbio, o rei de Corinto, e à rainha Mérope, sua esposa, que passam a tratá-lo como próprio filho. O rapaz cresce e recebe a revelação perturbadora de que havia sido adoptado. Édipo foge para Delfos para consultar o Oráculo, e este confirma que no seu futuro matará o seu pai e se casará com a sua mãe.

Transtornado com a notícia, Édipo sai desvairado e encontra-se numa encruzilhada com o seu pai biológico (que desconhecia) e com mais alguns acompanhantes. Édipo envolve-se numa violenta disputa pelo direito de passagem, matando Laio após ser agredido. É desse modo que a primeira parte da profecia se concretiza: o filho mata o próprio pai.

Quando chega a Tebas, a sua cidade natal, Édipo depara-se com a Esfinge, um monstro com corpo de leão, asas de ave e rosto de mulher, que aterrorizava a cidade de Tebas devorando os viajantes que não conseguiam decifrar o seu enigma.

“Que criatura pela manhã tem quatro pés, ao meio-dia tem dois, e à tarde tem três?”

Édipo é o único a desvendar o enigma. A resposta para a questão da Esfinge, era o HOMEM, que gatinha com "quatro pés" quando é bebé, anda sobre dois quando é adulto e utiliza três pernas quando envelhece (as duas que já carrega mais a bengala).

Por resolver a questão colocada pela Esfinge, esta sentindo-se derrotada, atira-se de um precipício. Como recompensa por libertar a cidade, Édipo é aclamado como herói, coroado Rei de Tebas e recebe a rainha viúva, Jocasta, como esposa, concretizando a segunda parte da profecia. Juntos, Édipo e Jocasta chegam a ter quatro filhos (duas filhas e dois filhos).

Quando consultam novamente um Oráculo, Édipo percebe que o seu destino se concretizou. Desesperado, arranca as órbitas dos próprios olhos, ficando cego e afirma que não quer ser testemunha da própria desgraça e dos próprios crimes. A esposa/mãe, por sua vez, a rainha Jocasta, suicida-se.

Voltando ao complexo de Édipo, evocado tantas vezes de forma gratuita, aconselha-se prudência, porque a comparação é em sentido figurado, aplicada por vezes a um apego emocional excessivo ou uma dependência extrema em relação a um dos pais, que se reflecte na vida adulta, mas não tem certamente a evolução da tragédia grega.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 28|29|30 de Agosto de 2026]

Publicado em NVR 30|08|2026

27 setembro, 2026

O DESENGANO


 Il Disinganno (O Desengano), criada pelo artista italiano Francesco Queirolo entre 1753 e 1754. 

Está no Museu Cappella Sansevero em Nápoles, Itália.

 A rede detalhada que cobre o homem foi esculpida directamente num único bloco de mármore - trabalho solitário, pois nenhum assistente quis ajudar com medo de estragar a peça.

ALTO ALENTEJO


 ALTO ALENTEJO



BELO COMO APOLO




OUVIR AQUI

 https://voca.ro/1f2c1PwORCUU


23 setembro, 2026

O EMBURRECIMENTO DA SOCIEDADE (2)


 

O EMBURRECIMENTO DA SOCIEDADE (2)

Falta saber se o emburrecimento é uma consequência, ou se é planeamento.

O emburrecimento das pessoas é um excelente instrumento para derrubar democracias. A sociedade moderna parece condicionar as pessoas a pensar de forma superficial e distraída com fofoca de situações menores.  Como a atenção se fragmenta, a curiosidade se perde e a profundidade do pensamento se torna cada vez mais rara? A Cultura do Emburrecimento revela os mecanismos por trás dessa transformação.

A questão é: se o emburrecimento das pessoas é uma consequência natural de processos sociais ou se é um resultado deliberado de estratégias de manipulação complexas e multifacetadas. De um lado, podemos argumentar que a sociedade moderna, com a sua constante exposição a informações fragmentadas, tecnologias de distração e uma cultura de superficialidade, contribui para um empobrecimento do pensamento crítico e profundo. Nesse sentido, o emburrecimento seria uma consequência das próprias dinâmicas sociais, económicas e tecnológicas que favorecem a rápida troca de informações superficiais, dificultando a reflexão aprofundada.

Eu diria que pensar dói!

Por outro lado, há quem defenda a ideia de que esse processo de emburrecimento é, em parte, planeado ou incentivado por interesses específicos. Alguns teóricos sugerem que certos grupos ou instituições podem beneficiar-se de uma população menos crítica, mais facilmente manipulável e menos inclinada a questionar a sociedade e as múltiplas questões que a envolvem. O emburrecimento das massas torna-se uma ferramenta para facilitar a manutenção do poder e a derrubada de democracias, que dependem de cidadãos informados, activos, interventivos e capazes de pensar de forma autónoma.

A cultura do emburrecimento, portanto, revela-se como um mecanismo consciente ou inconsciente que actua na formação de uma sociedade cada vez mais superficial, onde a atenção se fragmenta, a curiosidade se perde e a profundidade do pensamento se torna uma exceção. A proliferação de conteúdos rápidos, o estímulo ao consumo imediato de informações e a banalização do conhecimento contribuem para esse cenário, tornando a sociedade moderna cada vez mais distraída e menos capaz de refletir criticamente sobre os eventos e as ideias que moldam o mundo.

Reconhecer esses mecanismos é fundamental para compreender os desafios actuais e buscar estratégias que promovam uma cultura de reflexão, aprofundamento e pensamento crítico, essenciais para a preservação das democracias e do desenvolvimento humano.

Mais dois exemplos do emburrecimento (1- consequência. 2 – planeado para manter o poder):

“1 - Há alguns anos todos se orientavam pelas vias de comunicação através da sinalização das estradas e com um mapa. Hoje se não tiverem o GPS perdem-se. Um dia destes fui abordada por um automobilista que procurava a saída para a A4, e eu perguntei:

- Dirige-se para nascente ou para poente?

Pois, desconheciam!…”

“2 - O Ministro da Educação disse que, evidência científica diz que até aos 30 alunos a qualidade do ensino não sai prejudicada.

Basta fazer contas, a atenção do professor dividida por 30 alunos é inferior quando dividida por 20.

Algumas pessoas acreditam.”

QUE EMBURRECIMENTO!

Publicado em NVR 23|09|2026

"REVOLUÇÃO" - Agostinho da Silva


https://voca.ro/1bI2GX4bohsP

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/287%20-%20Revolu%C3%A7%C3%A3o%20Agostinho%20da%20Silva.mp3

20 setembro, 2026

NIGRAN nunca cansa


NIGRAN nunca cansa - por de sol sentados na La Genuina. 



18 setembro, 2026

sem título - José Luís Peixoto

 


sem título - José Luís Peixoto

https://voca.ro/1n2N16ySbHz8

Voz: Graça Vilela

file:///E:/radio/audio/285%20-%20Sem%20t%C3%ADtulo_Jos%C3%A9%20Lu%C3%ADs%20Peixoto_voz%20Gra%C3%A7a%20Vilela.mp3

DESENHOS


 

16 setembro, 2026

"HOMENS QUE SÃO COMO LUGARES MAL SITUADOS" - Daniel Faria


https://voca.ro/13m7qdxXhaMR

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/284%20-%20Homens%20que%20s%C3%A3o%20como%20lugares%20mal%20situados%20-%20Daniela%20Faria.mp3


O EMBURRECIMENTO DA SOCIEDADE (1)

 

O EMBURRECIMENTO DA SOCIEDADE (1)

No século da informação, estamos imersos num mundo onde dados, notícias e conteúdos circulam incessantemente, muitas vezes fora do alcance da reflexão profunda. Vivemos na era em que o acesso à informação é quase instantâneo, a internet e as redes sociais a geram um fluxo constante de novidades. No entanto, essa abundância de dados muitas vezes distancia-nos do verdadeiro entendimento, transformando o conhecimento numa colecção de factos dispersos e superficiais. Nem sei se chame a isso de conhecimento.

O que é realmente o conhecimento? O conhecimento vai além de simplesmente acumular informações. O conhecimento é a compreensão crítica e contextualizada dessas informações, a capacidade de relacionar conceitos, questionar e reflectir sobre o que aprendemos. É uma construção mental que envolve interpretação, análise e aplicação prática, permitindo-nos usar a informação de forma consciente e significativa em diversos contextos. Assim, enquanto o século da informação nos oferece recursos incríveis, o conhecimento verdadeiro reduz-se— aquele que nos faz pensar, questionar e transformar a nossa visão do mundo. Ou seja, a sociedade está a emburrecer e o mais caricato não se dá conta disso. A informação “vive” fora da nossa cabeça, enquanto o conhecimento “vive” dentro.

Muitos argumentam que, devido ao crescimento do consumo dos meios digitais, redes sociais e entretenimento de baixo nível, as pessoas têm perdido a capacidade de pensar criticamente, reflectir profundamente e valorizar conhecimentos mais complexos. Esse suposto "emburrecimento" pode ser percebido na diminuição do interesse pela leitura, na superficialidade das discussões públicas, na aceitação de informações sem questionamento e na redução de capacidade em resolver problemas e tomar decisões.

O acesso facilitado à informação, mesmo que às vezes superficial, também pode ser visto como uma ferramenta de democratização da mesma, mas “não há bela sem senão”. O papel da educação será capaz de enfrentar os desafios do mundo contemporâneo e travar o emburrecimento? Aqui fica o desafio para a reflexão e deixo um exemplo, mas há muitos.

A tabuada é informação que já não se decora. A escola ensina a encontrar o caminho para essa informação – a máquina de calcular, o computador e a internet; e tudo após de ter havido compreensão dos conceitos matemáticos.

Porém, a importância de decorar e saber a tabuada é fundamental para o desenvolvimento das habilidades matemáticas das crianças e estudantes em diferentes contextos. Quando a tabuada é memorizada, as operações básicas de multiplicação e divisão tornam-se mais rápidas e automáticas, facilitando o entendimento de conceitos mais complexos. Além disso, a memorização da tabuada ajuda a aumentar a confiança e a autonomia na resolução de problemas matemáticos, além de promover o raciocínio lógico e a agilidade mental. Essa habilidade também serve como base para aprender operações com números maiores e para avançar em áreas como álgebra, geometria e outras disciplinas relacionadas. Portanto, decorar e saber a tabuada é uma etapa importante no processo de aprendizagem matemática, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo e para o sucesso escolar dos estudantes.

Hoje, num supermercado, um jovem tinha comprado 6 unidades de um refrigerante e não entendia o registo da caixa. O verdadeiro problema é que não sabia a tabuada e estava sem telemóvel. Que emburrecimento!

Publicado em NVR 16|09|2026

12 setembro, 2026

09 setembro, 2026

ACESSO AO ENSINO SUPERIOR

 


ACESSO AO ENSINO SUPERIOR

Os alunos de contextos socioeconómicos mais desfavorecidos enfrentam múltiplos obstáculos interligados, que dificultam o seu acesso e permanência no ensino superior – 3% na 1ª fase.

São menos inteligentes? Não, provavelmente até poderão ter capacidades superiores e competências para resolver problemas, já que a sua experiência de vida lida com carências, o motor que desperta o interesse, a vontade e a determinação.

Existem dois problemas para análise desta realidade, recheados de diversos factores estruturais e socioeconómicos.

De onde vêm e para onde vão estes alunos?

No ensino básico e secundário, as escolas são próximas ao local de origem destes alunos, o que facilita económicamente a sua frequência. Quando concluem o 3º ciclo e transitam para o ensino secundário, o nível de exigência aumenta e a competição entre alunos é desenfreada. O processo de selecção para entrada na universidade é um muro inultrapassável para os alunos carenciados.

No ensino secundário não se luta por uma classificação de 14, que poderá identificar um bom aluno, a luta é pelo 20. Apesar de as escolas proporcionarem apoios, é necessário muito mais. O apoio da família sensível a este processo é fundamental. É necessário ter condições de estudo em casa, não perder tempo em transportes escolares e usufruir de boas explicações extra-escola, com o foco de um bom treino para os exames. São três anos intensos e decisivos.

Alunos da classe média alta têm maior acesso a explicações particulares (apoio escolar privado e individual), materiais escolares complementares e actividades extracurriculares que enriquecem o currículo e a preparação para os exames nacionais e de ingresso, favorecendo a participação desses estudantes nos processos selectivos

Considere-se também o fenómeno de auto-exclusão - os jovens de meios desfavorecidos auto-excluem-se por considerarem que a universidade "não é para eles", optando mais cedo pelas vias profissionais. Antigamente a universidade funcionava como elevador de desenvolvimento social, agora, é considerado por muitos, uma perda de tempo – “para ter um emprego, o que interessa é ter uma boa cunha ou estar num partido político”. O conhecimento, só por si, não é valorizado, nem entendido. Não é dado como certo, que mais conhecimento pode abrir outras portas na empregabilidade.  Os modelos de sucesso divulgados na comunicação social induzem os jovens a descredibilizar a formação superior. Histórias de bilionários sem diploma ganham destaque – Cristiano Ronaldo, Bill Gates, Mark Zuckerberg, Amancio Ortega, Rui Nabeiro, Américo Amorim, Salvador Caetano, Jorge Mendes, Paulo Futre, Lionel Messi… - esquecem-se de alertar os mais ingénuos, que são uma minoria. 

Na universidade surge a segunda parte do problema – propinas, alojamento e deslocações.

Para alunos que precisam de mudar de cidade, o preço dos quartos ou residências universitárias constitui a maior barreira financeira. A escassez de alojamento público acessível agrava este cenário. Muitas famílias dependem da entrada rápida dos jovens no mercado de trabalho para complementar o rendimento familiar. Escolher estudar significa abdicar de um salário imediato. Embora, existam bolsas de estudo e contingentes de acesso para beneficiários da Ação Social Escolar, os critérios de atribuição baseados nos rendimentos declarados nem sempre reflectem a pobreza real ou o custo de vida actual das grandes cidades. Os transportes são mais um obstáculo: metro, autocarro, barco, trotinetes, tudo se transforma em euros… Ter um carrinho à porta e ir para a faculdade é outro andamento!!!!

Depois há que contar com os atrasos. O tempo que decorre entre a candidatura a uma bolsa de estudo e o primeiro pagamento financeiro obriga a um investimento inicial que muitas famílias simplesmente não conseguem suportar.

Essa disparidade evidencia a necessidade de acções mais incisivas para promover a equidade no acesso ao ensino superior, garantindo que estudantes de todas as classes sociais tenham oportunidades reais de ingresso e permanência na universidade. Não está a acontecer!

Publicado em NVR 09|09|2026

"DEZ RÉIS DE ESPERANÇA" - António Gedeão


https://voca.ro/1gpxVqjiIV86

Voz: Anabela Quelhas 

file:///E:/radio/audio/281%20-%20Dez%20r%C3%A9is%20de%20esperan%C3%A7a%20-%20Ant%C3%B3nio%20Gede%C3%A3o.mp3

06 setembro, 2026

05 setembro, 2026

VILA GARCIA DE AROUSA




VILA GARCIA DE AROUSA - GALIZA 


27 agosto, 2026

LEITURAS DE VERANO

 

*****



*****


*****