link para ouvir: https://voca.ro/1c7PImkJi4dP
Música: "Simpathy dor Devil" - Rolling Stones
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O escritor Nuno Viana é autor do projecto “Amor em
Quarentena”, uma criação cinematográfica e literária que combina poesia, música
e cinema, convidando o público a reflectir sobre o amor em tempos de isolamento.
Inspirado numa história real ocorrida durante a pandemia.
O projecto conta com autoria de Nuno Viana, realização de
João Seugirdor e fotografia de Miro Ribeiro.
Este trabalho introduz o conceito inovador de Cinebook — um
livro transformado em filme — criado por Nuno Viana. Em “Amor em Quarentena”,
participam reconhecidos artistas nacionais, como Pedro Abrunhosa, Marisa Liz,
Paulo Pires, Adolfo Luxúria Canibal, Maria João Bastos, Sónia Tavares, Jorge
Palma, Fernando Ribeiro, Rita Redshoes, Pedro Barroso, Vera Kolodzig, Mariana
Monteiro, Prof Jam, Catarina Oliveira e Ismael Calliano. A banda sonora reúne
nomes de destaque como Rodrigo Leão, Tiago Bettencourt, Stereossauro, The Gift,
Mário Laginha, Noiserv, Ed Rocha Gonçalves, entre outros.
No Espaço Miguel Torga - 8ª Edição Festival Literário do Douro.
A Passagem Gutiérrez é uma galeria comercial coberta na cidade de Valladolid, inaugurada em 1886, localizada entre as ruas Fray Luis de León e Castelar. Este tipo de galeria teve origem em Paris como consequência da Revolução Industrial do século XIX. Foram concebidas como passagens que ligavam ruas movimentadas e visavam expandir o espaço comercial. Em Espanha, a Passagem Gutiérrez, juntamente com a Passagem Lodares em Albacete e a Passagem Ciclón em Saragoça, são os únicos três exemplos remanescentes deste tipo de galeria.
Foi construída por ordem de Eusebio Gutiérrez, que em 1886 encomendou ao arquiteto Jerónimo Ortiz de Urbina, o projectista da escola San José em Valladolid, o projeto de uma galeria comercial que ligasse as áreas em redor da Catedral e da Plaza Mayor, zonas que experimentaram um rápido crescimento económico na segunda metade do século XIX. Este dinamismo impulsionou a criação de cafés, espaços de convívio e clubes sociais, como o Círculo de Recreo, bem como de zonas burguesas como a Acera de Recoletos.
O projecto de Ortiz de Urbina foi inspirado nas galerias comerciais que já existiam em França, Itália e Alemanha. É um exemplo da arquitetura Beaux-Arts, combinando ordens clássicas com as novas tecnologias da época, como o telhado de telhas de ferro e vidro e a iluminação a gás visível nos braços dos globos de luz, que são originais. Na pequena varanda com o relógio, situada na saída para a Rua Fray Luis de León, tocou um quarteto de cordas no dia da inauguração do edifício.
A galeria divide-se em duas
secções, ligadas por uma rotunda sob uma grande cúpula de vidro que alberga uma
escultura que imita o Mercúrio renascentista de Giambologna, representando o
deus do comércio. A rica decoração pictórica e escultórica, com alegorias das
estações do ano e do comércio, mascara a fraca qualidade dos materiais
utilizados, o que tornou necessário o restauro para recuperar o seu esplendor.
Os telhados formam uma estrutura separada do resto da galeria. A estrutura de
suporte é em madeira, com exceção da cobertura da rotunda central. Os tectos
estão adornados com pinturas de Salvador Seijas, representando temas
mitológicos e alegóricos, bem como ornamentos em estuque e motivos vegetais.
A ideia por detrás desta galeria
era criar uma elegante zona comercial para as classes alta e média de
Valladolid, oferecendo-lhes produtos importados da Europa. A galeria deixou de
funcionar e de gerar receitas poucos anos após a sua inauguração e caiu em
ruínas. Após o seu restauro no final do século XX, parcialmente realizado pelos
arquitectos Javier López de Uribe e Fernando Zaparaín, a sua actividade comercial
foi revitalizada, com a abertura de várias lojas nos seus espaços interiores.
consultar https://www.valladolidweb.es/valladolid/imagesmagvall/020.htm
Classificado como IIP (Imóvel de Interesse Público) desde
1953, é o Ex-Líbris da Vila, constitui um monumento que se destaca entre
outros, não só pelo seu valor artístico, como pelo conjunto arquitectónico e
urbanístico em que está inserida. Situa-se em pleno Largo Dr. Frederico
Laranjo.
Analisando-se a planta de delimitação do bairro judeu de Castelo de Vide, pode concluir-se que a fonte estava integrada no mesmo. Este existiu desde o séc. XIV ao séc. XV. A fonte foi um foco de desenvolvimento radial de ruas que se desenvolveram à sua volta, deduzindo-se que terá sido construída no final do séc. XV, no reinado de D. João III, embora também seja provável que a sua construção seja de várias épocas, em que no início terá existido apenas uma nascente, inicialmente transformada numa pequena fonte de água potável, que no séc. XV foi mandada construir.
A forma do tanque principal é rectangular e delimitado por
lajes graníticas dispostas na vertical do qual saem seis colunas de mármore que
sustentam uma cobertura piramidal que remata em pinha. Ao centro do tanque
ergue-se um corpo discóide com quatro bicas simétricas e sobre este, um outro
paralelepípedo, decorado com as Armas de Portugal, as do Concelho e com duas
figuras de meninos. Este conjunto é rematado por uma pinha em forma de flor de
acanto ou tulipa.
Após o decreto de conversão forçada de 1497, início do
reinado de D. Manuel I, muitos judeus de Castelo de Vide foram baptizados
simbolicamente nesta fonte, passando a viver na zona da Rua Nova como
"cristãos-novos", obviamente forçados.
Castelo de Vide - Judiaria
"O ÚLTIMO AVÔ" no programa Karranca às quartas, na Rádio Portimão.
Podem ouvir a minha apreciação AQUI
Rebaldaria, não obrigada.
O financiamento político é um tema
central no funcionamento de qualquer sistema democrático, pois influencia directamente
a transparência, a integridade e a legitimidade das instituições e dos processos
eleitorais.
Em Portugal, recentes mudanças
promovidas pela Entidade das Contas e Financiamentos Políticos (ECFP)
representam um retrocesso preocupante na transparência do efeito do dinheiro,
que sustenta os partidos e campanhas eleitorais.
Historicamente, a divulgação dos
doadores permitia à sociedade compreender quem financiava o quê, ajudando a
identificar possíveis interesses ocultos e essencialmente a evitar a influência
indevida de grandes financiadores. Essa prática convertia este monstro da política
em algo mais confortável para todos (se calhar sou ingénua) e mais
transparente. No entanto, a decisão actual, de tornar confidencial a consulta
pública dos doadores, rompe com essa tradição e abre espaço para a opacidade,
que eu chamaria rebaldaria.
A ocultação põe em risco a
integridade do processo eleitoral ao facilitar doações de grandes empresários,
que podem ficar ocultas, e ao permitir que interesses específicos influenciem
as decisões políticas sem a devida fiscalização. A ocultação entorta a
democracia!
Deve-se à transparência sabermos o
que interessava à Mota-Engil grupo Barraqueiro e à família Salgado e muitos
outros… e por quê Cavaco Silva foi como foi. Só assim se consegue unir as
pontas do labirinto de interesses, doa a quem doer.
No contexto europeu, outros países
continuam a divulgar os doadores na internet, reforçando o compromisso com a
transparência e o combate à corrupção. Nós aqui em Portugal queremos dar vez ao
“Chico-espertismo” e legalizá-lo.
O argumento de que a
confidencialidade protegeria os doadores de possíveis represálias (ai
coitadinhos, ai coitadinhos) é contestado por muitos democratas tentando evitar
que os partidos possam tornar-se dependentes de financiamentos obscuros ou de
interesses particulares, distorcendo a representação democrática. Numa
sociedade verdadeiramente democrática, deveria eliminar-se a influência do
dinheiro privado.
Na minha modesta opinião, na fase
madura da democracia, até eliminaria o financiamento directo dos partidos e das
campanhas eleitorais. Quem quer exercer o seu direito altruísta no campo das
eleições democráticas deveria fazer doações para a Comissão geral de eleições e
estaria o assunto arrumado. O raciocínio é sempre o mesmo, quem tem dinheiro
financia os partidos mais próximos da sua ideologia e interesses, ou seja, os
partidos que defendem o dinheiro e não as pessoas, sendo algo secreto facilita
ainda mais a gestão de interesses obscuros. É urgente inverter esta lógica e
apoiar sem interesse por qualquer ideologia política.
A proposta de limitar ou eliminar o
financiamento privado visa reduzir a influência de interesses económicos na
política, promovendo uma democracia mais justa, onde a participação não seja
condicionada por recursos financeiros. Assim, é fundamental repensar o modelo
de financiamento político, buscando uma alternativa que priorize o interesse
público, promova a transparência e fortaleça a confiança na democracia e não o
contrário.
É importante também, sabermos se num
país pobre como o nosso, é isto que queremos, campanhas eleitorais exuberantes,
exageradas, sem qualquer criatividade, com cartazes gigantes, debates
televisivos maçadores e intermináveis, entrada nas escolas e outros locais de
trabalho, o domínio completo da Notícia nos meios de comunicação social, e
depois, ainda mais grave, não se obrigar a retirar toda a poluição visual
utilizada e nós cidadãos comuns termos de levar todos os dias com a tromba
daquele que nunca digo ou escrevo o nome.
Publicado em NVR 22|04|2026