20 junho, 2026
19 junho, 2026
"O ELEFANTE" - João de Melo
17 junho, 2026
Da fartura à sardinha (1)
Da fartura à sardinha (1)
Chegaram os Santos Populares,
largamente anunciados pelos odores da fartura e da sardinha, que pairam no ar.
- Ups, estou com saudades desses
sabores, vou até à Avenida!
A fartura é um doce tradicional feito
com massa de farinha, fermento em pó, bicarbonato de sódio, água e sal, moldada
através de uma seringa grossa ou funil, com ponta estrelada, que vai a óleo
fervente, em forma de rolo, tomando, por vezes, a forma geométrica da espiral (Não
perceberam? Assistam à preparação numa das barracas.) e finalmente polvilhada
com açúcar e canela; devem ser consumidas ainda quentes, o momento ideal para a
superfície crocante não ficar dura e o interior apresentar-se fofo e suave.
Fácil de confeccionar o ano todo, mas
aparece sobretudo nas ruas, durante as festas populares, romarias e feiras, em
caravanas coloridas e apelativas, onde se pode ver a sua preparação. É doçaria
que se come em andamento pelas ruas da cidade, ou num banco de jardim, lambuzando
lábios e mãos, em situação da véspera ou do dia de cada Santo.
Os mais afoitos enchem-se delas ainda
antes do Sto António, matando a gulodice acumulada ao longo do ano e depois
moderam-se, porque o que é demais, enjoa.
O estudo sobre as suas origens divide-se:
1 - Os portugueses, quando
comercializavam no Oriente, teriam trazido com eles novas técnicas culinárias,
incluindo modificar a massa de Youtiao, também conhecido como Youzagwei, no sul
da China. No entanto, teriam modificado o aspecto para a forma de estrela,
porque não aprenderam a habilidade chinesa de "puxar" a massa - o
imperador chinês tornou crime com pena de morte a quem partilhasse o
conhecimento com os estrangeiros (a confirmar). Como resultado, as farturas não
são "puxadas", mas extrudidas dum molde em forma de estrela, como já
foi referido.
2 - Outra teoria é que as farturas
teriam sido uma adaptação dos churros espanhóis, criados por pastores como
substituto de comidas feitas com massas frescas. A massa dos churros era fácil
de ser produzida e frita em fogo aberto, nas montanhas, onde os pastores viviam
a maioria do tempo.
E… talvez sejam primas das filhoses que
fazem parte da mesa de Natal, cujos produtos variam de região para região. Segundo
Maria de Lourdes Modesto, esta escreveu simplesmente que a fartura é uma espécie
de filhós. E quem sou eu para a contrariar, quando já o cheiro me entontece e
se me agarra aos cabelos?
Para quem não aprecia a simplicidade,
temos as farturas recheadas, mais elaboradas, com doce de ovos, chocolate oreo,
kinder bueno, rafaello, nutella e até chocolate do Dubai, imaginem, mas isso já
são outros quinhentos…, talvez um dia virem doces ditos conventuais, ou
servidas em restaurante gourmet, quiçá património da humanidade….
Aqui na Bila, as melhoras são as da
Cristina. Dizem! Será? Pelo menos é a barraca que primeiro se instala na
Avenida ou nas proximidades.
Sobre o seu significado, este oscila
entre a abundância e a saturação, ou seja, a sensação de ter o suficiente ou até mesmo mais do
que o necessário, e também quando o excesso satura.
Entre uma fartura e outra já estou
enjoada e arrependida por ceder ao desejo guloso de provar só uma, que viraram
duas ou três Agora vou procurar um sítio para comer as sardinhas.
“Nas ruas de festa e alegria,
A canela perfuma o ar,
As farturas trazem magia,
Vamos todos celebrar.”
Vivam as farturas, e em especial nas
festas populares!
Publicado em NVR 17|06|2026
15 junho, 2026
"DEDICO O MEU OLHAR" - Maria Isabel Fidalgo
Voz. Graça Vilela
file:///E:/radio/audio/244_dedico%20o%20meu%20olhar%20%C3%A0s%20linhas_Maria%20Isabvel%20Fidalgo_voz%20Gra%C3%A7a%20Vilela.mp3
14 junho, 2026
12 junho, 2026
"STO ANTÓNIO" - Fernando Pessoa
11 junho, 2026
10 junho, 2026
A COZINHEIRA DO DITADOR no Karranca
a minha parceria com a Rádio Portimão no Karranca às quartas, A Cozinheira do Ditador de Afonso Cruz.
Oiça AQUI
O POMO DA DISCÓRDIA
O POMO DA DISCÓRDIA
Em linguagem
contemporânea, o pomo da discórdia é pura e simplesmente o motivo da discórdia,
da desavença, da disputa ou do desacordo. A palavra pomo deriva do latim “pomum”
e significa literalmente fruto, sendo frequentemente associado à maçã, pêra ou
marmelo. A expressão remete-nos para a mitologia grega, para a origem do
conflito entre Gregos e Troianos.
O invulgar casamento
entre um simples mortal e uma deusa, ele Peleu e ela Tétis, que terão sido os
pais de Aquiles, realiza-se no monte Pélion, é organizado por Zeus, que convida
todos os deuses, porém, faz-se de esquecido e não convida uma entidade que
ninguém gosta de ter por perto, denominada Éris, perita da discórdia, do caos,
da inveja e da discussão odiosa.
Éris fica furiosa por
ser rejeitada num momento tão sumptuoso, como aquele casamento, decide
vingar-se e faz-se de convidada acabando com a alegria reinante na festa. Entra
repentinamente na boda no seu momento mais alto, dirige-se à mesa onde se
encontram os recém-casados e deposita ali uma maça dourada recolhida no Jardim
das Hespérides, jardim mágico guardado pelo Titã Atlas.
A maça é lindíssima e
mágica, parece iluminada por dentro e é visível uma inscrição que diz: para a
mais bela.
As mulheres que se
encontram perto da mesa, sentem-se tentadas a recolher a maçã, porque cada uma
se considera a mais bela, nomeadamente, Hera (2ª esposa de Zeus), Atena (filha
preferida de Zeus e da sua primeira esposa Métis) e Afrodite (tia).
A confusão está armada
entre as três deusas poderosas. Instala-se a incómoda discórdia entre algumas
entidades do Olimpo muito próximas de Zeus.
Disputa tola, mas
pertinente, e como não chega a bom termo, decidem pedir a Zeus que escolha a
mais bonita. Como Zeus poderia escolher entre a esposa, a filha e a tia? Estava
tramado, ele não pretendia alimentar a rivalidade entre os seus familiares e
nenhum dos deuses quis fazer de juiz nessa confusão.
Então
Zeus, sabiamente, resolve livrar-se do espinhoso fardo. Convoca o mensageiro
Hermes, e ordena que leve as 3 deusas ao monte Ida, e encontrem alguém ingénuo
e sincero, para tomar a decisão por ele.
Encontram um pastor com
essas características, porém, cada uma das deusas decide manipular o jovem
pastor mediante ofertas fabulosas. Hera promete-lhe um império, Atena
promete-lhe que ele será vencedor de todas as disputas que travar ao longo da
vida e Afrodite oferece-lhe a mulher mais bela do mundo, que se apaixonará por
ele. Apesar de confuso, o jovem pastor escolhe a oferta de Afrodite.
Posteriormente
descobre-se que o jovem pastor é Páris, um mortal filho do rei Príamo, de
Troia. Na época, Páris trabalhava como pastor e vivia feliz ao lado de uma
ninfa adorável chamada Enone. A deusa Afrodite, ignorando solenemente a
presença de Enone, concretiza a sua promessa. A deusa sabe exatamente onde se
encontra a mais bela mulher do mundo: é Helena, casada com o rei de Esparta,
Menelau. Auxiliados por Afrodite, Helena e Páris fogem para Troia. Páris ao
escolher Afrodite, além de ganhar Helena, ganhou também o ódio mortal de Hera e
Atena dando origem a outras narrativas nomeadamente a maior guerra da História,
a Guerra de Tróia e o confronto entre Gregos e Troianos.
O "pomo da
discórdia" é então esta invulgar e famosa maçã, um metafórico fruto ou
elemento que gera algum tipo de incompatibilidade entre aqueles que o disputam,
sejam eles as deusas do Olimpo ou simples mortais. O melhor é evitar o
encantamento por uma maçã, para fugir à inveja, à rivalidade e ao conflito.
Que os deuses te
sorriam. Alegra-te! Kairé!
[Emissão “Zeus não
dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM –
29|30|31 de Maio de 2026]
Publicado em NVR 10|06|2026
"PORTUGAL" - Alexandre O'Neil
09 junho, 2026
08 junho, 2026
"UM HOMEM NUNCA CHORA" - José Craveirinha
Voz: João Carlos Carranca
file:///E:/radio/audio/241%20-%20Um%20homem%20nunca%20Chora-%20Jos%C3%A9%20Craveirinha.mp3
05 junho, 2026
03 junho, 2026
"FOZ CÔA" - Manuel Vaz de Carvalho
Voz: Manuela Vaz de Carvalho
file:///E:/radio/audio/239%20-%20FOZ%20COA%20-%20Manuel%20Vaz%20de%20Carvalho-2.mp3
A MAIS BELA MALDIÇÃO
A MAIS BELA MALDIÇÃO - livro
Autor Rui Couceiro, 2026
Foi com gula que comprei este livro,
sem ler a sinopse, opiniões… nada. Apenas gesto de gula construída por gostar
das obras “Baiona sem data para morrer” e Morro da Pena Ventosa”, do autor.
Pensei ser outro romance fabuloso e enganei-me. Em casa, abri o livro e
verifiquei que são 10 histórias que têm em comum os livros e o gosto de ler.
Estive para desistir, decepcionada,
pensando que Rui Couceiro, o autor, teria dificuldade em manter o nível literário
demonstrado em “Morro de Pena Ventosa”. Afinal nem todos os escritores
conseguem assegurar a sua genialidade em todas as obras.
Mesmo assim dei o benefício da
dúvida. Dou sempre aos livros 50 páginas para me seduzirem. Na página 50 já ia na 2.ª história sobre o
Castelo de Livros envolvendo a problemática da união das duas Alemanhas, antes
separadas pelo Muro de Berlim e já tinha decidido ler até ao fim.
O autor define que são histórias de
gente apaixonada por livros.
Cada história é uma surpresa e
torna-se viciante saltar de uma para a outra; Rabat, Berlim, S. Miguel nos
Açores, Toscana, S. Tomé e Príncipe, Pernambuco, Lucignana, Caxinas na Póvoa de
Varzim, Bogotá e Nova Iorque são os sítios onde se localiza cada história, nada
têm a ver umas com as outras, excepto uma verdadeira declaração de amor aos
livros e à leitura realizada por parte dos protagonistas e de Rui Couceiro, que
emerge de cada página. Rui Couceiro leva-nos numa viagem pelo mundo para
conhecer pessoas reais, que sofrem de uma singularidade no seu amor pelos
livros, revelando afectividades, reflexões sobre a vida e descrição ilustrativa
de lugares de geografias diversas, exteriores e interiores.
Escrever sobre livros e os seus
amantes pode parecer monótono, mas não, todas as histórias são interessantes,
contendo relatos biográficos daqueles que assumem a sua relação profunda com os
livros.
Foi um desassossego enquanto não li o
livro todo, aconcheguei-me a cada história literária narrada de forma delicada,
subtil e expressiva e dei comigo a imaginar que o autor teria material para um
segundo volume.
Esperava encontrar a Libreria Aqua
Alta que me encantou em Veneza, ou a Livraria Lello do Porto, a mais bonita do
mundo, ou até a história dos livros que foram angariados para os hospitais de
Angola, sob o nome "Um Livro, Uma Criança, Muitos Hospitais" coordenada
pelo jornalista Rui Ramos. Estas 3 histórias não ficariam nada mal neste livro…
ou ainda a Bibliothèque Nacional de France, as bibliotecas itinerantes da
Gulbenkian, o Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro, a Cabine
telefónica de Somerset, a Biblioteca de Fernando Savater, ou a Word on the
Water de Londres. E a história daquele grupo que jogava póquer sem dinheiro,
mas com livros? Rui Couceiro tem material para escrever um segundo volume.
Um pormenor curioso, quando lia sobre
José Paulo Cavalcanti Filho, um apaixonado pela obra de Fernando Pessoa, acabei
por interceptar uma grande exposição realizada sob a sua curadoria, “Fernando
Pessoa: Plural como o Universo” que esteve patente na Fundação Calouste
Gulbenkian, em Lisboa em 2015, e que para mim foi um momento de referências
culturais gigantesco. A leitura também tem isto, inesperadamente faz cruzar
universos e de repente oferece-nos luz sobre vertentes que procurávamos ou que
desconhecíamos.
Gosto desta maldição de gostar.
Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, este
é um livro para todos os apaixonados por livros e para aqueles que não são, mas
deviam ser.
Publicado em NVR 03|06|2026
02 junho, 2026
Real Coliseu Portuense
Os tripeiros não atinam com touradas-
Já há mais de 150 anos que, no Porto, se tem a consciência
de que tourada não é espetáculo nem, muito menos, cultura, mas sim barbárie e
selvajaria!
Nesta imagem temos o Real Coliseu Portuense, localizado na
actual Rotunda da Boavista construído em 1889 e demolido em 1894. Foi sol de
pouca dura. O local quase que nunca serviu para fazer touradas, porque por aqui
esta tradição e "cultura" atrofia e não dá frutos. Nesse período foi
utilizado para espectáculos circenses e desportivos.
Quem quer ver touradas que vá à Póvoa.
01 junho, 2026
"DEIXEM O SOL" - Sílvia Mota Lopes
Voz: Graça Vilela.
31 maio, 2026
Edgar Morin
Morreu Edgar Morin.
Recuei à última parte da década
70 e ao seu livro “O PARADIGMA PERDIDO”, que me abriu algumas janelinhas para o
mundo, na verdade um livro que me ensinou a pensar.
Não é fácil falar com serenidade
daquilo que admiramos e daquilo que odiamos, por isso é sempre bom ler Edgar
Morin. Foi um pensador inquieto cruzando as ciências da natureza e as sociais e
da cultura, sempre na busca de uma compreensão mais funda do Homem.
“A humanidade vive uma época de
perigos incríveis e, ao mesmo tempo, de possibilidades de ultrapassar as
coisas. É por isso que não podemos ser cegos, não devemos ser otimistas de
maneira estúpida, mas é preciso estar presente porque esta é a nossa vida”.
Edgar Morin tem origem sefardita.
A sua relação com o judaísmo e com o Estado de Israel foi marcada por um
distanciamento crítico em relação ao sionismo, pela denúncia veemente da
opressão do povo palestiniano e por uma profunda defesa do universalismo. Até
ao fim da sua vida, manteve-se perplexo e indignado com a violência em Gaza,
denunciando o que apelidava de "silêncio do mundo" face ao sofrimento
e à humilhação da população palestiniana.
30 maio, 2026
29 maio, 2026
"O QUE FICA DO QUE PASSA" - Nuno Júdice
27 maio, 2026
DICIONÁRIO
DICIONÁRIO
Apresento-vos um livro
que passou de moda, jaz frágil e moribundo no extremo de uma prateleira pouco
acessível das nossas estantes, apenas a apanhar pó. Guarda palavras gordas e
magras, negras e brancas, loucas e criteriosas, doces e agressivas, beneméritas,
malvadas e odiosas, palavras gastas e outras quase virgens, e agora palavras
adormecidas, ou até em coma induzido pelas novas tecnologias.
O conceito de
dicionário é uma ferramenta fundamental na organização e compreensão da língua,
desempenhando um papel crucial na comunicação, no estudo e na preservação do
património linguístico.
As primeiras formas de
dicionários podem levar-nos até à Antiguidade, como os glossários e listas de
palavras utilizados por escribas na Mesopotâmia e no Egito, que buscavam
esclarecer significados e traduções de termos especializados. Durante a Idade
Média, surgiram compêndios mais sistematizados, muitas vezes ligados ao ensino
e à tradução de textos religiosos e académicos.
Sobre o primeiro
dicionário português a informação recolhida não é unânime. Diz-se que foi o
"Dictionarium Lusitanum" de João de Barros, publicado em 1555 (?).
Como primeiro grande dicionário bilingue em Portugal intitula-se Dictionarium
Latino-Lusitanicum (1569) e foi escrito por Jerónimo Cardoso. Será? Não sei. O
dicionário moderno, como o conhecemos hoje, começou a tomar forma no século
XVII, o "Dictionnaire de l’Académie Française", publicado em 1694 em
França.
A utilidade do
dicionário é vasta e multifacetada. Ele serve como uma referência confiável
para esclarecer dúvidas sobre o significado, a ortografia, a pronúncia, a
origem e o uso de palavras. Para estudantes, escritores, tradutores e
profissionais de diversas áreas, o dicionário é uma ferramenta indispensável
para aprimorar a precisão e a riqueza do vocabulário. Além disso, desempenha um
papel importante na preservação da língua, documentando mudanças linguísticas e
introduzindo novos termos ao longo do tempo.
Actualmente, o
interesse pelos dicionários permanece elevado, porém, em suporte digital.
Muitas pessoas preferem consultar dicionários online ou aplicativos de
linguagem, que oferecem acesso instantâneo a uma vasta quantidade de
informações, além de actualizações constantes e funcionalidades adicionais.
Essa substituição gradual faz com que os dicionários impressos sejam
considerados quase obsoletos ou de uso mais restrito, muitas vezes reservados a
colecções, estudos académicos ou àqueles que valorizam o método tradicional de
pesquisa.
Assim, a secundarização
do dicionário-livro reflecte uma mudança cultural e tecnológica na forma como
acedemos e utilizamos o conhecimento linguístico nos dias de hoje. Quem não
conhece o dicionário Priberam da Língua Portuguesa e o Google Tradutor?
Quando era jovem, ai de
quem aparecesse na aula de Português sem o famoso dicionário, mais conhecido
por calhamaço, que funcionava como lastro da minha pasta e a transformava com
sucesso em arma de arremesso e desenvolvia-me os bíceps.
Mesmo na era digital, o
seu valor académico permanece inalterado, continuando a ser um aliado
indispensável na jornada da aprendizagem.
Além do dicionário
tradicional, existem outros tipos de dicionários, cada um com funções
específicas: Dicionário de Línguas, de Sinónimos e Antónimos, Dicionário
Etimológico, Dicionário de Rimas, Dicionário Visual, Dicionário Técnico ou
Especializado e outros mais, alguns muito apelativos contendo imagens,
facilitando a consulta e a memorização.
Eu ainda tenho o velho
dicionário de Eduardo Pinheiro publicado pela Livraria Figueirinhas, que
cumpriu a função, comigo e com as minhas irmãs, em dois continentes, os dois
volumes da Lello Universal e vários de línguas. Também tenho um dicionário
minúsculo de Francês-Português, que me livrou de algumas faltas de material com
a Madame Lamy. Preciso deles? Não! Quero vendê-los? Também não! Eles são a
prova de que a aprendizagem não se processa por osmose, pois há muitas palavras
que nunca utilizei, nem pretendo. UFA! UFA! Sobrevivi.
Publicado em NVR 27|05|2026
26 maio, 2026
25 maio, 2026
"TRAGO" - Rita Vian
Voz: Anabela Quelhas
file:///E:/radio/audio/235-%20trago%20rita%20vian
Música: https://www.youtube.com/watch?v=WEeF5hPdaX8&list=RDNKZktO0rU2A&index=2
24 maio, 2026
22 maio, 2026
21 maio, 2026
20 maio, 2026
A CAIXADE PANDORA
A CAIXA DE PANDORA
Na mitologia grega, a
Caixa de Pandora (na verdade, um jarro) era um presente de Zeus para Pandora, a
primeira mulher, criada por Hefesto a mando de Zeus. O presente constava de uma
caixa
E o que continha a
caixa?
Continha todos os males
e desgraças do mundo, como doenças, dor, a guerra, a fome, o ódio, a discórdia,
a inveja, as doenças do
corpo e da alma, mas continha também a esperança, que ficou retida no fundo. A
caixa estava lacrada, e Zeus deu ordem expressa de nunca a abrir, pois continha
os males destinados à humanidade como punição.
Vencida pela
curiosidade, e desconhecendo o seu conteúdo Pandora abriu o recipiente, libertando
uma nuvem de todos os males (doenças, miséria, discórdia, etc.) que passaram a
afligir toda a humanidade.
Assustada, Pandora
fechou a tampa rapidamente, mas já era tarde. Apenas a esperança ficou presa na
caixa, que deu aos humanos a força para suportar as adversidades.
Este mito explica a
origem do sofrimento humano e a importância da esperança para enfrentá-lo,
tornando-se uma metáfora para atos que desencadeiam consequências
imprevisíveis. Adverte também sobre os perigos da curiosidade excessiva e as
consequências irreversíveis das acções humanas, especialmente quando há
desobediência a ordens divinas.
Hoje, a expressão "abrir a caixa de
Pandora" por vezes é utilizada de forma leviana, e parece conter algo de
mágico, na verdade significa "a origem de todos os males" é usada
para descrever acções que geram consequências negativas, imprevistas e
incontroláveis.
Apesar dos males, a
Esperança que ficou na caixa simboliza a resiliência humana e a capacidade de
perseverar diante das adversidades. Por isso dizemos que a Esperança é a última
a morrer.
A esperança é
considerada uma força inesgotável que sustenta o ser humano, ajudando a superar
momentos de crise, dor ou desespero. Antes da desistência total (desesperança),
a pessoa mantém a expectativa de que o amanhã trará algo melhor, agindo como
uma protecção contra o desânimo profundo.
Que os
deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!
[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a
mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 08|09|10 de Maio de
2026.]
O silêncio do kisanji na Rádio Portimão















































