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13 março, 2026
"TU TENS UM MEDO" - Cecília Meireles
11 março, 2026
Soou o alarme sobre o paracetamol na Era Digital.
Soou o
alarme sobre o paracetamol na Era Digital.
Recentemente, fomos
surpreendidos por um alerta contundente: “o paracetamol, um medicamento
amplamente acessível, considerado seguro e utilizado por milhões de pessoas
para aliviar dores e febres, apresenta riscos sérios à saúde quando consumido
de maneira inadequada.” Este aviso deve despertar uma reflexão profunda sobre a
cultura de risco que se dissemina entre os jovens, especialmente nas redes
sociais, onde desafios perigosos se tornam virais e atraentes, mesmo diante de
evidências dos perigos envolvidos.
Alguns dos desafios:
• O
desafio da canela consiste em ingerir, on line, filmado com câmara de vídeo,
uma colher de sopa cheia de canela em pó seca, sem água ou qualquer outro
líquido, em menos de 60 segundos. A consequência imediata invariavelmente
resulta em tosse intensa, engasgos e uma nuvem de canela saindo pela boca e
nariz e depois a aspiração involuntária da canela para os pulmões.
• Tide
Pod Challenge – o desafio consiste em ingerir cápsulas de detergente
concentrado da máquina de lavar a loiça, mordendo-as até que o revestimento
solúvel rebente, libertando o detergente líquido e espumoso. O objetivo é
filmar a reacção de aversão, o vómito ou a espuma que sai da boca de quem aceita
o desafio, partilhando o vídeo para ganhar popularidade e likes.
• O
paracetamol – o desafio consiste em tomar comprimidos de paracetamol até ir
para o hospital. Entretanto, os participantes filmam-se e quem ganha é aquele
que fica mais tempo hospitalizado.
Isto tem alguma piada
ou interesse? Não tem e é muito perigoso.
Porém, isto não é
recente, há uns anos um dos programas da televisão mais visto pelos jovens, constava
de filmagens com desafios completamente loucos, que colocavam em risco os
protagonistas e os outros que tentavam imitar.
Então, por que os
jovens se sentem atraídos por tais desafios, mesmo sabendo do perigo de morte
ou sequelas graves? A resposta está na combinação de factores biológicos,
psicológicos e sociais.
Nas redes sociais,
especialmente em plataformas como TikTok, surgem desafios que envolvem acções
extremas e perigosas, voltados principalmente para os jovens, que buscam
reconhecimento, validação e sentimento de pertença.
Essas acções, além de
serem perigosas, não têm qualquer valor de entretenimento ou benefício real.
Pelo contrário, representam uma busca por adrenalina e validação social que
pode custar vidas.
Durante a adolescência,
o cérebro ainda está em desenvolvimento, especialmente as áreas responsáveis
pelo controle de impulsos e pela avaliação de riscos. Essa fase aumenta a
sensibilidade ao desejo de novidade, recompensa instantânea e aprovação social.
As redes sociais potencializam esse comportamento ao oferecer uma validação
rápida e acessível mediante “likes”, comentários e partilhas, criando uma
ilusão de reconhecimento e pertença dentro de grupos virtuais. Para muitos
jovens, participar de desafios perigosos torna-se uma forma de se sentirem
únicos, importantes e valorizados, mesmo que temporariamente.
Quando algo se torna
repetitivo e viral, o cérebro tende a interpretar essa acção como algo valioso
ou aceitável. Assim, o comportamento de colocar a saúde em risco passa a
parecer normal, e a capacidade de recusa diminui.
O paracetamol é um
comprimido "extremamente acessível" na casa de qualquer pessoa,
porém, torna-se "nocivo" quando consumido em quantidades elevadas.
Segundo as Ordens dos
profissionais ligados à saúde, a dose máxima diária para um adulto saudável é
de quatro gramas. Os comprimidos (de 500 miligramas ou 1 grama) devem ser
ingeridos em intervalos de 4 a 6 horas. A ingestão excessiva de paracetamol
constitui um sério risco para a saúde: insuficiência hepática aguda, alterações
graves da coagulação, hipoglicemia, encefalopatia, lesão renal aguda e morte.
Somente através de uma
conscientização colectiva e de uma comunicação clara podemos evitar que esses
desafios, que parecem apenas uma brincadeira, causem tragédias. Afinal, a saúde
e a vida não podem ser objecto de experiências nocivas ou de busca por
popularidade a qualquer custo.
Publicado NVR 11|03|2026
"AMAR" - Florbela Espanca
Voz: Leonor Alves Pereira
file:///E:/radio/audio/203%20-%20amar%20-%20florbela%20espanca%20sob%20Lina%20Morgado.mp3
09 março, 2026
"ALMA MINHA GENTIL QUE TE PARTISTE" - Luís Vaz de Camões
Voz: Anabela Quelhas
file:///E:/radio/audio/202%20-%20Alma%20minha%20gentil%20que%20te%20partiste.mp3
Música: https://www.youtube.com/watch?v=WrojMNKUyFU&list=RDWrojMNKUyFU&start_radio=1
06 março, 2026
04 março, 2026
2026: Ano Internacional da Mulher Agricultora e Rural
2026: Ano Internacional da Mulher Agricultora e Rural
O ano de 2026 foi declarado como o Ano Internacional da Mulher Agricultora e Rural, uma iniciativa proposta originalmente pelos Estados Unidos e apoiada por mais de 120 países, e oficialmente adoptada pela Assembleia Geral da ONU em Maio de 2024. Este reconhecimento pretende celebrar e valorizar o papel fundamental das mulheres na segurança alimentar global, além de promover a eliminação das desigualdades de género no sector agrícola.
Este é um momento de comemoração e de reforçar, diariamente, o reconhecimento às acções das mulheres agricultoras e rurais, destacando a sua contribuição indispensável para o desenvolvimento sustentável das comunidades e das sociedades em todo o mundo.
O processo histórico destas
mulheres no meio rural é marcado por uma longa luta contra a invisibilidade,
jornadas duplas e subordinação, onde o seu trabalho foi muitas vezes
considerado apenas como “ajuda” doméstica, e não uma actividade profissional de
valor.
Embora as mulheres
representem aproximadamente 43% da força de trabalho agrícola mundial, menos de
20% possuem terras próprias, enfrentando obstáculos no acesso a financiamentos,
tecnologias e formação especializada. A tecnologia surge como uma aliada importante
na redução de barreiras físicas e na ampliação do acesso a tarefas mais
complexas e exigentes, contribuindo para a sua autonomia. No entanto, as desigualdades
salariais ainda persistem, chegando a disparidades de até 40% em relação aos
homens, no caso de Portugal.
As mulheres rurais
acumulam longas horas de trabalho, dividindo-se entre a produção agrícola, as
tarefas domésticas e os cuidados com a família. Muitas dessas mulheres não são
reconhecidas oficialmente como agricultoras ou trabalhadoras, o que as exclui dos
direitos de protecção social. Além disso, factores culturais e tradicionais
continuam a limitar a sua participação nos espaços de decisão governamentais,
mantendo a posse da terra predominantemente nas mãos dos homens.
Apesar dessas
dificuldades, as mulheres rurais permanecem como agentes essenciais na
conservação da biodiversidade e na garantia da segurança alimentar. Elas lutam
por autonomia, por maior acesso a recursos e por condições de trabalho dignas.
Para promover mudanças efectivas, é fundamental implementar políticas públicas
que garantam acesso ao crédito, à terra, à assistência técnica e a regimes de
protecção social.
A MARP – Associação das
Mulheres Agricultoras e Rurais Portuguesas – reafirma o seu compromisso de dar
visibilidade à realidade dessas mulheres em Portugal e de actuar na construção
de políticas que valorizem o seu trabalho no campo. Para a Associação, a
celebração de 2026 Ano Internacional representa uma oportunidade de
reconhecimento e mobilização, reforçando o papel das mulheres rurais na
produção de alimentos, na sustentabilidade e na coesão territorial.
Pretende-se que 2026
seja um marco na afirmação das mulheres rurais portuguesas — um ano em que o
país reconheça que, sem elas, não há soberania alimentar, nem futuro para o
meio rural. Para isso, diversas acções e eventos serão realizados ao longo do
ano, a saber:
· Lançamento oficial do Ano
Internacional 2026 pela CCDR Centro;
· Exposição “Raízes de Mulher: Sementes
de Futuro”, em Coimbra;
· Apoio às candidaturas do Programa
TalentA;
· Criação e divulgação da Caderneta da
Mulher Agricultora e Rural (CNA/MARP);
· Programas de capacitação e formação
promovidos pela Direção-Geral de Agricultura e Desenvolvimento Rural;
Estas acções visam
ampliar a visibilidade, fortalecer a participação e promover a valorização das
mulheres rurais, reconhecendo o seu papel vital na construção de um campo mais
justo, sustentável e igualitário.
Após uma rápida
pesquisa, parecem-se serem acções sobretudo palavrosas, que conduzirão a poucas
mudanças, certamente secundarizadas pelo cenário de catástrofe que Portugal enfrenta
actualmente, devido à sucessão de tempestades severas que atingiram o país.
[8 de Março – Dia
Internacional da Mulher]
Publicado em NVR 04|03|2026













