15 abril, 2026

QUEM É ZEUS?


 QUEM É ZEUS?

Zeus é o criador do Universo.

Zeus é o rei dos deuses na mitologia grega, governante do Monte Olimpo, deus do céu, do trovão e do relâmpago, responsável pela justiça e ordem entre deuses e humanos, sendo filho dos Titãs Cronos e Reia, e pai de muitos outros deuses e heróis. Conhecido pelo seu poder e intervenção nos assuntos mortais. Ele é o mais poderoso do panteão grego, simbolizado pelo raio e pela águia, sendo adorado através de rituais solenes e dos Jogos Olímpicos.

 Zeus é a figura central da mitologia grega. Ele é identificado com o deus Júpiter na mitologia romana, e a sua importância reside em supervisionar as leis divinas e o funcionamento do Estado, garantir a ordem, segundo as narrativas, proteger suplicantes e estrangeiros, a embora nem sempre aja de acordo com o nosso conceito de justiça.

Zeus vive e governa o Monte Olimpo, o lar dos doze deuses olímpicos. Casado, primeiro com Métis, gera a deusa Atena (deusa da sabedoria e das artes)e, depois, com Hera, gera Ares (deus da guerra), Hefesto (deus do fogo e da metalurgia), Hebe (deusa da juventude) e Ilítia (deusa do parto).

Pai de outros deuses (como Apolo, Ártemis, Hermes) e heróis (como Hércules, Perseu, Helena de Troia), fruto dos seus muitos casos amorosos, o que cria ciúmes na sua esposa Hera.

Monte Olimpo, o lar dos doze deuses olímpicos, governado por Zeus, a montanha mais alta da Grécia, localizada no norte da Grécia, na Tessália, perto do Mar Egeu, é lugar místico, reino celestial acima da Terra, um ponto de ligação entre o mundo mortal e o divino, envolto em nuvens, com palácios de cristal construídos por Hefesto, acessível por um portão de nuvens guardado pelas Horas, onde vivem, alimentando-se com néctar e ambrósia e envolvem-se nos assuntos humanos. No lar de Zeus e Hera, vivem, Poseidon Deméter (irmãos de Zeus) e os filhos Atena, Apolo, Ártemis, Ares, Hermes, Hefesto e Dionísio e ainda a tia Afrodite.

E por que Zeus não dorme?

Os deuses do Olimpo não têm as mesmas necessidades biológicas dos humanos, não precisando de dormir para descansar. Não sofrem de fadiga como os humanos; eles podem ficar sem dormir por longos períodos, mas podem escolher dormir para relaxar.

Como Rei dos Deuses e governante do Olimpo, Zeus está sempre atento aos assuntos do mundo, às intrigas dos outros deuses e aos problemas dos mortais, precisando de estar desperto. Zeus é frequentemente descrito como aquele que tudo vê e que mantém a ordem no universo. Embora seja o governante supremo e quase todo-poderoso, ele não está imune às forças fundamentais como o sono. A relação entre Zeus e o sono é marcada pelo equilíbrio entre a sua omnipotência e as forças primordiais do universo que ele não consegue controlar totalmente.

Hypnos (o deus Sono) é a única divindade que consegue dominar Zeus através do sono, e fê-lo em duas ocasiões importantes a pedido de Hera: A primeira vez para castigar Hércules, a segunda, aconteceu durante a Guerra de Troia. Hera pediu a Hypnos que adormecesse Zeus para que ela pudesse interferir na guerra sem ele perceber. A soneca de Zeus, será o seu ponto frágil, adormecendo em momentos estratégicos, permitindo que outros deuses ajam contra a sua vontade, deixando-o furioso.

Actualmente, existe um sistema anti-ronco chamado Zeus “Sleep” que utiliza estimulação elétrica para ajudar pessoas que não conseguem dormir bem, devido ao ronco. Há também suplementos como o “Zeus Dormiben” que ajudam a regular o sono através da melatonina.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 27|28|29 de Março de 2026

Publicado em NVR 15|04|2026

https://voca.ro/1c08sHwC2OEv

Musica: Tarkus – Emerson, Lake & Palm

"PRESSÁGIO" - Fernando Pessoa

"PRESSÁGIO" - Fernando Pessoa

https://voca.ro/19Y0W3s3dzI3

Voz: Manuel Afonso 

file:///E:/radio/audio/218%20-%20Press%C3%A1gio-%20Fernando%20Pessoa%20-%20MA.mp3

 

12 abril, 2026

BUDAPESTE

 

Budapeste by night

Hotel

08 abril, 2026

"NÃO SEI AMOR" - Pedro Tamen


https://voca.ro/11y1ogMuiFy4

Voz: Anabela Quelhas.

file:///E:/radio/audio/215%20-%20N%C3%A3o%20sei%20amor-%20Pedro%20Tamen.mp3


PARIS

 









“Eu sou eu e a minha circunstância”


 

“Eu sou eu e a minha circunstância”

“Guerra e Paz”, programa de Germano de Almeida, teve como convidado o cantor e compositor Pedro Abrunhosa, para realizar análise internacional. Abrunhosa, vai muito além da interpretação “à letra” de “Talvez f%der”. Homem inteligente, culto, informado, sensível e interventivo, não opinou sobre “lugares comuns” e citou por duas vezes Ortega. Este filósofo espanhol do século XX é uma figura central na reflexão sobre a condição humana e a sociedade moderna e por isso é tão referenciado por pensadores do século XXI.

Afinal quem foi Ortega?

José Ortega y Gasset (1883–1955) foi um dos mais influentes filósofos, ensaístas e intelectuais espanhóis do século XX e é amplamente reconhecido pela sua expressão célebre: "Eu sou eu e a minha circunstância", que assume a sua abordagem vitalista e perspectivista. Essa frase reflecte a compreensão de que o indivíduo não existe isoladamente, mas em constante diálogo e interacção com o seu contexto social, cultural e histórico, que moldam a sua identidade e as suas acções. A realidade não é algo estático ou meramente lógico, mas um fluxo de forças e afectos. O pensamento deve servir à vida, e não o contrário. Isso significa avaliar ideias pela sua capacidade de expandir a nossa potencialidade de agir e de criar. Não existe um "olhar neutro" [adoro quando alguém assume a possibilidade de não se ser político e não ter opinião] ou um sujeito desvinculado do seu corpo e circunstância. Cada interpretação é uma perspectiva necessária para o crescimento da vida. Quanto mais perspectivas somos capazes de integrar, mais rica e "objectiva" (no sentido de plural) se torna a nossa compreensão do mundo. Entre o binário SIM e NÃO existe um complexo mundo de análises e de percepções, umas mais humanistas do que outras, acrescento eu.

Ortega destacou-se pela sua filosofia que valoriza a experiência concreta e a condição humana, rejeitando visões essencialistas e buscando compreender a realidade por meio de uma perspectiva dinâmica e relacional. A sua obra é marcada por uma análise profunda das forças que influenciam o indivíduo e a sociedade, realçando a importância da liberdade, da responsabilidade e do entendimento do homem como um ser real e condicionado pelas suas circunstâncias.

A sua análise revela uma preocupação com o papel do indivíduo na sociedade e com o risco de uma homogeneização cultural que pode levar à mediocridade colectiva. Para Ortega, a compreensão das circunstâncias é fundamental para a actuação consciente e responsável do indivíduo, que deve buscar uma vida autêntica e uma cultura que valorize a excelência e a criatividade.

Uma das principais contribuições de Ortega é a ideia de que o indivíduo deve assumir a responsabilidade pela sua própria existência e pelo seu destino, num mundo cada vez mais complexo e acelerado. Ele destacou a importância da "vida concreta" e do "homem-massa", alertando para os perigos da conformidade e da perda da individualidade diante das forças sociais e tecnológicas.

Ortega alerta para os perigos da massificação e destaca a importância de uma postura consciente frente às circunstâncias que moldam a existência humana. Também é pioneiro ao discutir a crise dos valores tradicionais e a necessidade de uma cultura que seja capaz de responder às exigências dos novos tempos. A sua ênfase na razão prática, na liberdade pessoal e na criatividade como elementos essenciais para o desenvolvimento humano ressoa na sociedade contemporânea, marcada por rápidas mudanças culturais e tecnológicas, que podem ser nocivas.

Além disso, a sua visão de que o homem moderno deve buscar um projecto de vida que seja autêntico e que tenha sentido, diante do caos e da fragmentação do mundo, inspira muitas correntes filosóficas e existenciais actuais. Assim, Ortega influencia o pensamento do Homem do século XXI ao oferecer uma reflexão sobre autonomia, responsabilidade e a busca por significado num mundo em constante transformação.

Publicado em NVR 08|04|2026