16 abril, 2026
15 abril, 2026
QUEM É ZEUS?
QUEM É ZEUS?
Zeus é o criador do
Universo.
Zeus é o rei dos deuses
na mitologia grega, governante do Monte Olimpo, deus do céu, do trovão e do
relâmpago, responsável pela justiça e ordem entre deuses e humanos, sendo filho
dos Titãs Cronos e Reia, e pai de muitos outros deuses e heróis. Conhecido pelo
seu poder e intervenção nos assuntos mortais. Ele é o mais poderoso do panteão
grego, simbolizado pelo raio e pela águia, sendo adorado através de rituais
solenes e dos Jogos Olímpicos.
Zeus é a figura central da mitologia grega. Ele
é identificado com o deus Júpiter na mitologia romana, e a sua importância
reside em supervisionar as leis divinas e o funcionamento do Estado, garantir a
ordem, segundo as narrativas, proteger suplicantes e estrangeiros, a embora nem
sempre aja de acordo com o nosso conceito de justiça.
Zeus vive e governa o
Monte Olimpo, o lar dos doze deuses olímpicos. Casado, primeiro com Métis, gera
a deusa Atena (deusa da sabedoria e das artes)e, depois, com Hera, gera Ares
(deus da guerra), Hefesto (deus do fogo e da metalurgia), Hebe (deusa da
juventude) e Ilítia (deusa do parto).
Pai de outros deuses (como Apolo,
Ártemis, Hermes) e heróis (como Hércules, Perseu, Helena de Troia), fruto dos
seus muitos casos amorosos, o que cria ciúmes na sua esposa Hera.
Monte Olimpo, o lar dos
doze deuses olímpicos, governado por Zeus, a montanha mais alta da Grécia,
localizada no norte da Grécia, na Tessália, perto do Mar Egeu, é lugar místico,
reino celestial acima da Terra, um ponto de ligação entre o mundo mortal e o
divino, envolto em nuvens, com palácios de cristal construídos por Hefesto,
acessível por um portão de nuvens guardado pelas Horas, onde vivem, alimentando-se
com néctar e ambrósia e envolvem-se nos assuntos humanos. No lar de Zeus e
Hera, vivem, Poseidon Deméter (irmãos de Zeus) e os filhos Atena, Apolo,
Ártemis, Ares, Hermes, Hefesto e Dionísio e ainda a tia Afrodite.
E por que Zeus não
dorme?
Os deuses do Olimpo não
têm as mesmas necessidades biológicas dos humanos, não precisando de dormir
para descansar. Não sofrem de fadiga como os humanos; eles podem ficar sem
dormir por longos períodos, mas podem escolher dormir para relaxar.
Como Rei dos Deuses e
governante do Olimpo, Zeus está sempre atento aos assuntos do mundo, às
intrigas dos outros deuses e aos problemas dos mortais, precisando de estar
desperto. Zeus é frequentemente descrito como aquele que tudo vê e que mantém a
ordem no universo. Embora seja o governante supremo e quase todo-poderoso, ele
não está imune às forças fundamentais como o sono. A relação entre Zeus e o
sono é marcada pelo equilíbrio entre a sua omnipotência e as forças primordiais
do universo que ele não consegue controlar totalmente.
Hypnos (o deus Sono) é
a única divindade que consegue dominar Zeus através do sono, e fê-lo em duas
ocasiões importantes a pedido de Hera: A primeira vez para castigar Hércules, a
segunda, aconteceu durante a Guerra de Troia. Hera pediu a Hypnos que
adormecesse Zeus para que ela pudesse interferir na guerra sem ele perceber. A
soneca de Zeus, será o seu ponto frágil, adormecendo em momentos estratégicos,
permitindo que outros deuses ajam contra a sua vontade, deixando-o furioso.
Actualmente, existe um
sistema anti-ronco chamado Zeus “Sleep” que utiliza estimulação elétrica para
ajudar pessoas que não conseguem dormir bem, devido ao ronco. Há também
suplementos como o “Zeus Dormiben” que ajudam a regular o sono através da
melatonina.
Que os deuses te sorriam. Alegra-te!
Kairé!
Emissão
“Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade
FM – 27|28|29 de Março de 2026
Publicado em NVR 15|04|2026
Musica: Tarkus – Emerson, Lake & Palm
13 abril, 2026
12 abril, 2026
10 abril, 2026
"A MULHER MAIS BONITA DO MUNDO" - José Luís Peixoto
Voz: Graça Vilela
09 abril, 2026
08 abril, 2026
"NÃO SEI AMOR" - Pedro Tamen
“Eu sou eu e a minha circunstância”
“Eu sou eu e a minha circunstância”
“Guerra e Paz”, programa de Germano
de Almeida, teve como convidado o cantor e compositor Pedro Abrunhosa, para
realizar análise internacional. Abrunhosa, vai muito além da interpretação “à
letra” de “Talvez f%der”. Homem inteligente, culto, informado, sensível e
interventivo, não opinou sobre “lugares comuns” e citou por duas vezes Ortega.
Este filósofo espanhol do século XX é uma figura central na reflexão sobre a
condição humana e a sociedade moderna e por isso é tão referenciado por
pensadores do século XXI.
Afinal quem foi Ortega?
José Ortega y Gasset (1883–1955) foi
um dos mais influentes filósofos, ensaístas e intelectuais espanhóis do século
XX e é amplamente reconhecido pela sua expressão célebre: "Eu sou eu e a minha circunstância", que
assume a sua abordagem vitalista e perspectivista. Essa frase reflecte a
compreensão de que o indivíduo não existe isoladamente, mas em constante
diálogo e interacção com o seu contexto social, cultural e histórico, que
moldam a sua identidade e as suas acções. A realidade não é algo estático ou meramente
lógico, mas um fluxo de forças e afectos. O pensamento deve servir à vida, e
não o contrário. Isso significa avaliar ideias pela sua capacidade de expandir
a nossa potencialidade de agir e de criar. Não existe um "olhar
neutro" [adoro quando alguém assume a possibilidade de não se ser
político e não ter opinião] ou um sujeito desvinculado do seu corpo e
circunstância. Cada interpretação é uma perspectiva necessária para o
crescimento da vida. Quanto mais perspectivas somos capazes de integrar, mais
rica e "objectiva" (no sentido de plural) se torna a nossa
compreensão do mundo. Entre o binário SIM e NÃO existe um complexo mundo de análises
e de percepções, umas mais humanistas do que outras, acrescento eu.
Ortega destacou-se pela sua filosofia
que valoriza a experiência concreta e a condição humana, rejeitando visões
essencialistas e buscando compreender a realidade por meio de uma perspectiva
dinâmica e relacional. A sua obra é marcada por uma análise profunda das forças
que influenciam o indivíduo e a sociedade, realçando a importância da
liberdade, da responsabilidade e do entendimento do homem como um ser real e
condicionado pelas suas circunstâncias.
A sua análise revela uma preocupação
com o papel do indivíduo na sociedade e com o risco de uma homogeneização
cultural que pode levar à mediocridade colectiva. Para Ortega, a compreensão
das circunstâncias é fundamental para a actuação consciente e responsável do
indivíduo, que deve buscar uma vida autêntica e uma cultura que valorize a
excelência e a criatividade.
Uma das principais contribuições de
Ortega é a ideia de que o indivíduo deve assumir a responsabilidade pela sua
própria existência e pelo seu destino, num mundo cada vez mais complexo e
acelerado. Ele destacou a importância da "vida concreta" e do
"homem-massa", alertando para os perigos da conformidade e da perda
da individualidade diante das forças sociais e tecnológicas.
Ortega alerta para os perigos da
massificação e destaca a importância de uma postura consciente frente às
circunstâncias que moldam a existência humana. Também é pioneiro ao discutir a
crise dos valores tradicionais e a necessidade de uma cultura que seja capaz de
responder às exigências dos novos tempos. A sua ênfase na razão prática, na
liberdade pessoal e na criatividade como elementos essenciais para o
desenvolvimento humano ressoa na sociedade contemporânea, marcada por rápidas
mudanças culturais e tecnológicas, que podem ser nocivas.
Além disso, a sua visão de que o
homem moderno deve buscar um projecto de vida que seja autêntico e que tenha
sentido, diante do caos e da fragmentação do mundo, inspira muitas correntes
filosóficas e existenciais actuais. Assim, Ortega influencia o pensamento do Homem
do século XXI ao oferecer uma reflexão sobre autonomia, responsabilidade e a
busca por significado num mundo em constante transformação.
Publicado em NVR 08|04|2026










