"COMO DIZER TUDO COM POUCAS PALAVRAS" - Anabela Quelhas
Voz: Anabela Quelhas
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A CAIXA DE PANDORA
Na mitologia grega, a
Caixa de Pandora (na verdade, um jarro) era um presente de Zeus para Pandora, a
primeira mulher, criada por Hefesto a mando de Zeus. O presente constava de uma
caixa
E o que continha a
caixa?
Continha todos os males
e desgraças do mundo, como doenças, dor, a guerra, a fome, o ódio, a discórdia,
a inveja, as doenças do
corpo e da alma, mas continha também a esperança, que ficou retida no fundo. A
caixa estava lacrada, e Zeus deu ordem expressa de nunca a abrir, pois continha
os males destinados à humanidade como punição.
Vencida pela
curiosidade, e desconhecendo o seu conteúdo Pandora abriu o recipiente, libertando
uma nuvem de todos os males (doenças, miséria, discórdia, etc.) que passaram a
afligir toda a humanidade.
Assustada, Pandora
fechou a tampa rapidamente, mas já era tarde. Apenas a esperança ficou presa na
caixa, que deu aos humanos a força para suportar as adversidades.
Este mito explica a
origem do sofrimento humano e a importância da esperança para enfrentá-lo,
tornando-se uma metáfora para atos que desencadeiam consequências
imprevisíveis. Adverte também sobre os perigos da curiosidade excessiva e as
consequências irreversíveis das acções humanas, especialmente quando há
desobediência a ordens divinas.
Hoje, a expressão "abrir a caixa de
Pandora" por vezes é utilizada de forma leviana, e parece conter algo de
mágico, na verdade significa "a origem de todos os males" é usada
para descrever acções que geram consequências negativas, imprevistas e
incontroláveis.
Apesar dos males, a
Esperança que ficou na caixa simboliza a resiliência humana e a capacidade de
perseverar diante das adversidades. Por isso dizemos que a Esperança é a última
a morrer.
A esperança é
considerada uma força inesgotável que sustenta o ser humano, ajudando a superar
momentos de crise, dor ou desespero. Antes da desistência total (desesperança),
a pessoa mantém a expectativa de que o amanhã trará algo melhor, agindo como
uma protecção contra o desânimo profundo.
Que os
deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!
[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a
mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 08|09|10 de Maio de
2026.]
O Ruinenberg, ou “morro das ruínas”, é uma colina histórica em Potsdam com ruínas artificiais do século XVIII que ainda atraem visitantes pela sua beleza e vistas do Palácio Sanssouci.
Localização: bairro Bornstedt, ao norte do Parque Sanssouci em Potsdam.
A colina foi
transformada por Frederico II da Prússia em 1748, quando mandou construir um
reservatório de água no topo para fornecer água às fontes e jardins do palácio.
Para decorar a área, foram criadas ruínas artificiais inspiradas em estilos
clássicos e romanos, incluindo um coreto, um portal e restos de uma parede que
lembram um teatro romano.
Durante o
século XVIII e início do XIX, tornou-se moda na Europa construir ruínas
artificiais nos jardins aristocráticos, como reflexo do neoclassicismo e do
romantismo. O Ruinenberg exemplifica essa tendência com:
Monopteros
(templo circular)
Colunas dóricas
e jónicas
Pequenas
pirâmides e paredes em ruínas, simulando estruturas antigas
No século XIX,
Frederico Guilherme IV melhorou o projeto paisagístico, adicionando a Torre
Normanda, referência à arquitetura medieval, completada em 1846
Muitas das
estruturas foram destruídas durante a Segunda Guerra Mundial, mas foram
meticulosamente reconstruídas no século XX, mantendo o visual das ruínas
originais.
Conclusão:
Quando não há cão, caça-se com um gato. Adorei.
In Diário de
Viagem – Anabela Quelhas
Voz: Anabela Quelhas
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Música: https://www.youtube.com/watch?v=zbs06__3378&list=RDGMkB3bZP96k&index=2