Mostrar mensagens com a etiqueta violências. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta violências. Mostrar todas as mensagens

20 junho, 2009

PORTO MAIO DE 77


















Chegou isto ao estir@dor 32 anos depois.
Fiquei emocionada. Eu estava lá, mais os meus colegas da Esbap e os colegas de Psicologia. Em frente ao teatro S. João, do lado direito. Quem esteve lá reconhece todas as imagens registadas possivelmente pelo Mário Vaz e sabe o que se viveu nesta luta estudantil: Cardia estava no poder e pela primeira vez depois do 25 de Abril,: a policia carregou sobre os estudantes. Foi na rua da Firmeza. No tribunal, situado na mesma rua proferia-se a defesa do aluno Torgal, detido no dia anterior. A defesa foi feita pelo arqto Alves Costa, nosso prof, e que fez um discurso inflamado anti-facista, muito bem conseguido, perante o Juiz, que emocionou alguns e ganhou o respeito de todos.

As fotos falam mais do que possíveis descrições.

(Obrigada Zé)

13 junho, 2007

Pés



Sobre as mulheres pesam diversas violências.


Na China desde o século que X que as chinesas padecem de uma tortura continuada relacionada com os seus pés.

Cada sociedade tem as suas preferências, as suas fantasias, as suas opções estéticas sobre o que as rodeiam e inclusivamente sobre as pessoas.


Entendia-se na época, lá na China e durante mais uma dezena de séculos, que pés sensuais e eróticos seriam pézinhos pequenos, minúsculos… que não excedessem 8, 10 cm de comprimento ou seja, a dimensão do pé duma criança de 6, 7 anos. Uma mulher era tanto mais charmosa e sensual, quanto menores fossem os seus pés… mesmo que para isso tivesse muita dificuldade em andar. Isto era os homens a pensar, obviamente!


Assim desde a mais tenra idade, as chinesinhas viam os seus pés violentamente enfaixados, para que estes não crescessem em comprimento, dobrando os dedos para a parte inferior do pé e arqueando-o o mais possível, alterando dia após dia, o crescimento da estrutura natural dos pés.

O normal seria os pés crescerem até aos vinte e poucos centímetros; contrariar este processo, implicava um sofrimento torturante de noite e de dia. È impossível avaliarmos, sem ver. Isto acabou em 1949; ainda hoje existem algumas mulheres que padecem desta barbaridade que fizeram com elas.




E o que me dizem das mulheres que ainda acham bonito usar sapatos apertados, pontiagudos e com 10 cm de salto? Não estarão a querer pôr os olhos em bico?


É tão bonito ter os pés direitinhos, sem calos, nem joanetes!


Alguém teve oportunidade de observar os pés de Rudolf Nureyev? Catastróficos? Indescritivelmente feios e deformados também! Mas aí a tortura era outra, o balett! O treino durante anos em pontas, capazes de suportar o seu peso e de mais uma companheira, fez com que o dedo maior dos seus pés se desenvolve-se de uma forma abismal, com forma de suporte estável, de garra. Vi e não gostei. Associei a forma à pata de avestruz. Simplesmente horrível!