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11 novembro, 2011


Este é um momento único da minha existência.
Dia 11.11.11 às onze horas e onze minutos.
Data 11 - polissémica. Não vou dizer, mas com muitas, muitas referências na minha vida.
Este momento proporciona-se a alguma reflexão sobre o tempo, que é impossível de parar e de repetir. Sintome-me pequena, minúscula perante a complexidade que é o parâmetro TEMPO.

02 abril, 2011

Refresh póstumo


Recordo o teu sorriso e o olhar apurado sobre as coisas, emoldurado com os teus óculos em forma de octógono, que tudo observava numa perspectiva filosófica. Foi contigo que partilhei Camus, Simone de Beauvoir e Boris Vian, em noites de inverno, quando não apetecia sair, e o ler entre os cobertores sabia bem melhor. Eu rabiscava, mergulhada em dezenas de esquissos que iam invadindo o meu caderno de desenho preto, e como som de fundo, ouvia-te a estudar filosofia… por vezes em vez de estudar, era marrar… porque não dizer? por isso se ouvia!
Foi através desse som de fundo que conheci Durkheim, Sartre, Leibniz, Pascal, Descartes, … o eterno Platão e outros. O livro do Edgar Morin, o "Paradigma perdido", saltitava entre os teus móveis e por vezes vinha também visitar a minha papelada, cumprimentar o Aldo Rossi, Corbusier, Kenzo e o Leonardo Benevolo.
Tanta vez o Edgar Morin foi citado por ti! e até eu já tratava o Egas por tu.
Eu fumava e fumava, SG, e Gitanes nos momentos de desespero, e escrevia memórias descritivas e justificativas, que tu corrigias sem entender patavina do conteúdo. Reclamavas sempre: os arquitectos dizem cada coisa que ninguém entende! e tu ainda por cima não usas virgulas! sabes para que servem as vírgulas?.
Os diálogos oscilavam entre a Faculdade de Letras e a Escola Superior de Belas Artes, entre o Campo Alegre e S. Lázaro, entre o D. Januário Torgal e o Siza Vieira, entre textos filosóficos gigantes e projectos arquitectónicos. Os copianços também se faziam, eu por vezes dava e arquitectava ideias!!!!!!!! Para alguma coisa realmente útil servia a minha imaginação!... diziam....
Vivemos algumas cenas hilariantes pelas casas onde passamos. Certo dia uma dentadura amanheceu dentro das nossas canecas do pequeno almoço, a sorrir para nós. Partilhávamos refeições no “Vasquinho” e confeccionavas umas admiráveis almôndegas que batiam aos pontos as tristonhas omoletes substitutas das cantinas.
Convivia a organização com a ausência dela.
Convivia o estudo e o trabalho, com a diversão até altas horas da noite, dançando e pulando de alegria numa discoteca qualquer. Havia poucas discotecas na altura, mas isso não impedia diversão até fartar, nas festas de garagem. Até dançávamos o "Saturday nigth fever", o merengue e a marrabenta. Viamos todos os filmes do Bergman, e comentávamos até altas horas da noite, estabelendo comparações cinéfilas com outros registos. Amavas os registos indianos, eu entusiasmava-me com o cinema francês com o Jean Louis Trintignant. Suspendiamos tudo para ver ”A Gabriela, cravo e canela” … eu nasci assim, eu cresci assim, vou ser sempre assim, gabrieeeelaaaaa na voz inconfundível de Gal Costa do genérico da telenovela.
Ainda fizemos umas incursões no teatro TUP, no edifico do SICAP. No café tínhamos muito amigos comuns que nos acompanhavam nas horas de lazer. Usavas grande cabeleira de caracóis que contrastava com a minha grande cabeleira quase índia. Quase nos contrataram um dia para um evento de beleza capilar, porque não aceitamos?!
Estávamos convencidas que o futuro ficava a anos luz de distância e a terceira idade começava na véspera dos 30 anos.
Nos momentos de grande stress e de tristeza, o meu sentido de humor branqueava tudo. Como tu rias das histórias mirabolantes que eu te contava do Portugal profundo e de uma Angola que teimava em reinar no meu coração!
Acertávamos alegrias e tristezas, amores, paixões. Ambas de afectos violentamente interrompidos por Abril, mas que nunca puseram em causa as nossas convicções acerca da Liberdade. Falávamos de Moçambique e de Angola, apresentando-nos a Machava e o Kikolo, partilhando machimbombos, gingubas, picolés e shuingas, alimentando a saudade saboreando chávenas de chá no inverno e apreciando cubas livres bem geladas no verão.
Sentiamo-nos sempre incompletas, devido a alguém esquecido lá atrás do tempo. Eramos felizes, sem sermos plenamente felizes.
Decidiste partir! Será?
Até sempre amiga.
anabela

02 janeiro, 2007

Consultei os astros e isto parece que sou eu!



Idade: 48 anos, 8 meses e 20 dias.

Signo: Peixes

Planeta regente :Neptuno

Elemento :Agua

Número de Ambição : 5

Número de Personalidade : 3

Número de Expressão: 8

Número de Destino: 4

Segundo seu dia de nascimento.....Você é versátil de natureza dupla e de inteligência, ao mesmo tempo, lógica e imaginativa. Você pode construir ou destruir, tão poderosa é a forca do número de seu pensamento. Você está sempre com um pé na terra e o outro no céu, tendo, condições de harmonizar as coisas práticas e espirituais. Gosta do que é novo e original, da mudança e da variedade. Isso poderá te levar a um excesso de experiências em vários campos, o que não será bom, pois, para vencer, precisará de estabilidade na profissão.

A sua ambição é .... Amar a liberdade, a mudança e a variedade, ter pensamentos progressistas. Ter possibilidades de criação.

Você é...Criativa, feliz, otimista e despreocupada.

Segundo seu número de Expressão.... Utilizando seu olho clínico para perceber o valor real das coisas. Deverá ser capaz de actuar de forma autoritária, perspicaz e preparada para trabalhar duro até atingir seus objetivos.

Segundo seu número de Destino ... Ser alguém prático e organizado. Seu destino te colocará sempre numa roda viva. Mesmo que tudo indique riqueza, esta somente será conseguida através de muito trabalho que exigirá atenção constante Mais do que isso: haverá ocasiões em sua vida em que você precisará fazer uma grande economia e assumir trabalhos e deveres, muitas vezes devido a sua própria saúde. Contudo não dê as costas aos demais, pois sua contribuição aos outros será essencial. Seu destino representa um alicerce e você deve ser paciente, pois sabe quanto trabalho é necessário para torná-lo resistente. As coisas chegam devagar para você. Seja uma pessoa responsável, eficiente e disposta a trabalhar muito, deste modo alcançará o sucesso. Não desanime ante os deveres e obrigações, já que você estará preparando o futuro.

16 novembro, 2006

Que lata!!!


Ontem ouvi na Antena 3:
- George Michael vai dedicar concerto ao pessoal que exerce a enfermagem.
Pensei para os meus botões:
- O rapaz está numa de altruísta… olha, afinal… não é tão mau como eu pensava… e por aí fora… tudo aquilo que se pode pensar em poucos segundos.
O locutor acrescentou e estragou tudo:
- Os bilhetes serão vendidos exclusivamente a quem provar que exerce a enfermagem profissionalmente.


De facto, dedicar, não significa obrigatoriamente, oferecer ou dar. Dedica, dedica, mas têm que pagar o bilhetinho!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Se pensei…, despensei, logo, de imediato…e continuo a pensar rigorosamente o mesmo que pensava antes!