Classificado como IIP (Imóvel de Interesse Público) desde
1953, é o Ex-Líbris da Vila, constitui um monumento que se destaca entre
outros, não só pelo seu valor artístico, como pelo conjunto arquitectónico e
urbanístico em que está inserida. Situa-se em pleno Largo Dr. Frederico
Laranjo.
Analisando-se a planta de delimitação do bairro judeu de Castelo de Vide, pode concluir-se que a fonte estava integrada no mesmo. Este existiu desde o séc. XIV ao séc. XV. A fonte foi um foco de desenvolvimento radial de ruas que se desenvolveram à sua volta, deduzindo-se que terá sido construída no final do séc. XV, no reinado de D. João III, embora também seja provável que a sua construção seja de várias épocas, em que no início terá existido apenas uma nascente, inicialmente transformada numa pequena fonte de água potável, que no séc. XV foi mandada construir.
A forma do tanque principal é rectangular e delimitado por
lajes graníticas dispostas na vertical do qual saem seis colunas de mármore que
sustentam uma cobertura piramidal que remata em pinha. Ao centro do tanque
ergue-se um corpo discóide com quatro bicas simétricas e sobre este, um outro
paralelepípedo, decorado com as Armas de Portugal, as do Concelho e com duas
figuras de meninos. Este conjunto é rematado por uma pinha em forma de flor de
acanto ou tulipa.
Após o decreto de conversão forçada de 1497, início do
reinado de D. Manuel I, muitos judeus de Castelo de Vide foram baptizados
simbolicamente nesta fonte, passando a viver na zona da Rua Nova como
"cristãos-novos", obviamente forçados.
Castelo de Vide - Judiaria


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