31 maio, 2026

Edgar Morin

 


Morreu Edgar Morin.

Recuei à última parte da década 70 e ao seu livro “O PARADIGMA PERDIDO”, que me abriu algumas janelinhas para o mundo, na verdade um livro que me ensinou a pensar.

Não é fácil falar com serenidade daquilo que admiramos e daquilo que odiamos, por isso é sempre bom ler Edgar Morin. Foi um pensador inquieto cruzando as ciências da natureza e as sociais e da cultura, sempre na busca de uma compreensão mais funda do Homem.

“A humanidade vive uma época de perigos incríveis e, ao mesmo tempo, de possibilidades de ultrapassar as coisas. É por isso que não podemos ser cegos, não devemos ser otimistas de maneira estúpida, mas é preciso estar presente porque esta é a nossa vida”.

Edgar Morin tem origem sefardita. A sua relação com o judaísmo e com o Estado de Israel foi marcada por um distanciamento crítico em relação ao sionismo, pela denúncia veemente da opressão do povo palestiniano e por uma profunda defesa do universalismo. Até ao fim da sua vida, manteve-se perplexo e indignado com a violência em Gaza, denunciando o que apelidava de "silêncio do mundo" face ao sofrimento e à humilhação da população palestiniana.

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