31 maio, 2007

VAZIOS URBANOS



Os “Vazios Urbanos” constituem o tema central da primeira Trienal de Lisboa 2007.
São espaços expectantes, mais ou menos abandonados, mais ou menos delimitados no coração da cidade tradicional, ou mais ou menos indefinidos nas periferias difusas. São manchas de “não-cidade”, espaços ausentes, ignorados ou caídos em desuso, alheios ou sobreviventes a quaisquer sistemas estruturantes do território.
Para estes “Vazios Urbanos”, em muitas cidades do mundo, equacionam-se, debatem-se e concretizam-se novos conceitos e estratégias de intervenção, modelos de sustentabilidade e gestão, bem como plataformas de interação público/privado.
Também os “Vazios Urbanos” de Lisboa, quase sempre de origem pública, estão na ordem do dia e colocam inúmeras questões: Parque Mayer, Feira Popular, Vale de Alcântara, Vale de Chelas, Matinha, Quimiparque e Siderurgia. Ou ainda, na orla difusa, da Amadora à Falagueira, de Queluz à Portela de Sintra. Aliás, em toda a região metropolitana, os “Vazios Urbanos” são hoje notícia a pretexto de grandes projectos imobiliários que alteram profundamente a paisagem da cidade e território lisboetas.
Com este pano de fundo, a Trienal de Lisboa propõe-se reflectir, debater e equacionar soluções, propostas, meios e instrumentos de intervenção. Nos palcos do fórum será dada voz a todos os actores: arquitectos, urbanistas, paisagistas, e outros autores e pensadores. Como, também, a entidades administrativas, investidores, promotores e construtores envolvidos nas transformações em perspectiva para a metrópole lisboeta. O futuro das principais cidades e territórios urbanos do planeta depende, em muito, do destino destes “Vazios Urbanos”. E com estes, também, está chegada a altura de pensar e equacionar a Lisboa do século XXI.

30 maio, 2007

GREVE GERAL


Comissão de Protecção de Dados proíbe divulgação de listagem de grevistas
A Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) decidiu esta segunda-feira "proibir qualquer tratamento autónomo de dados pessoais, relativos aos trabalhadores aderentes a greves, por considerar ser um procedimento discriminatório".


Em comunicado divulgado esta terça-feira, a CNPD esclarece que esta decisão surge "no seguimento de uma participação apresentada na semana passada à CNPD pelo Sindicato dos Quadros Técnicos do Estado (STE), na qual se dava conta de um despacho interno da Direcção-Geral de Impostos, ordenando aos vários serviços o preenchimento de um mapa com o número mecanográfico e o número de identificação fiscal dos trabalhadores ausentes por motivo de greve, a ser enviado à Direcção de Recursos Humanos da DGCI, no prazo máximo de 48 horas após a greve". Este despacho da DGCI "tinha por fim a realização mais célere dos descontos necessários no vencimento dos trabalhadores e a posterior comunicação à Direcção-Geral do Orçamento do número de funcionários com descontos efectuados por motivo de greve, no prazo estipulado no Despacho do Ministro das Finanças e da Administração Pública, de 15 de Maio último", acrescenta-se no comunicado. Analisando a questão, "a CNPD considerou que para efeitos de processamento dos necessários descontos na retribuição, os dados relativos às ausências do trabalhador por motivos de greve devem ser tratados, como até agora, de forma conjunta com os dados respeitantes a outras eventuais ausências reflectidas nos mapas de assiduidade". A CNPD salienta, na sua Deliberação nº 225/ 2007, que "é justamente o carácter autónomo e independente deste tratamento, face à invocada finalidade de processamento de vencimentos, que coloca em crise a sua licitude". A CNPD sublinha que "a adesão à greve por parte de trabalhadores da Administração Pública reflecte uma opinião política" e que o tratamento autonomizado e identificado dos trabalhadores que fizeram greve "consubstancia decerto um procedimento discriminatório". Neste sentido, a CNPD considera que qualquer tratamento autónomo de dados relativos à adesão à greve constitui uma violação dos artigos 13º e 35º da Constituição e do artigo 7º da Lei de Protecção de Dados. A CNPD apreciou igualmente o conteúdo do Despacho do ministro das Finanças e da Administração Pública, de 15 de Maio, "tendo concluído não haver qualquer violação da Lei de Protecção de Dados, uma vez que a comunicação à Direcção-Geral da Administração e Emprego Público (DGAEP) do número total de trabalhadores ausentes por motivo de greve em cada serviço não permite identificar os trabalhadores em greve, pelo que não configura um tratamento de dados pessoais".

29 maio, 2007

encontros 2

O arquitecto Jorge Graça Costa, premiado em 2006 com a medalha de ouro do concurso internacional de design em Osaka, vai estar na Ordem dos Arquitectos para apresentar as suas pesquisas sobre a água como elemento regulador da temperatura em edifícios.
Jorge Graça Costa, 36 anos, apresenta «o estudo das potencialidades térmicas da água e a sua aptidão para uma eventual aplicação na arquitectura como elemento termo-regulador», no ciclo :Encontros2 (apresentação de teses), a 29 de Maio (19h).
O arquitecto desenvolve a actividade na área da arquitectura sustentável e da eficiência energética dos edifícios, tendo concluído o mestrado em arquitectura bioclimática em 2006.
As pesquisas de Jorge Graça Costa, que pretenderam explorar propriedades da água de tal modo que ela seja preponderante na regulação térmica de edifícios e proporcione a redução dos consumos energéticos, levaram-no a apresentar um sistema construtivo premiado com a medalha de ouro num concurso internacional no Japão, em 2006.

28 maio, 2007

TORGA


Grafito de riscador sobre papel

27 maio, 2007

MAGDALENA JETELOVÁ

ICELAND PROJECT


Vemos os meridianos e os paralelos nos mapas, e habituamos-nos a essas linhas imaginárias que se tornaram cada mais vez mais importantes na arrumação do mapa mundo, e olhamos para elas, considerando-as quase reais.... e se fossem?
Pois bem Magdalena Jetelová (ainda não percebi, se é homem ou mulher, sei que nasceu na Checoslováquia, faz esculturas, fazendo a junção dos materiais tradicionais com os meios electrónicos através de projecções de luz) fez algo parecido: resolveu dividir fisicamente o continente europeu do continente americano, como se fosse um meridiano... linha fácil de traçar!
Escolheu a Islândia para a sua localização.



Realizou um estudo detalhado da geografia da ilha, para poder conceber uma visualização rigorosa da fronteira intercontinental que separa a Europa da América.

Em 1992, finalmente redesenhou essa linha divisória usando um feixe laser. Os fotógrafos registaram a acção, através da tal linha de luz que divide visualmente as rochas, ora em zonas elevadas, ora em depressões, ora dissolvendo-se nos vapores dos geiseres.


Este acto de dividir a Islândia acabou por revitalizar a ilha e evidenciar a sua beleza. Hoje não sobrevivem uma sem a outra. A linha luminosa converteu-se numa parte da ilha, e esta, sem a tal linha não seria a mesma, a fascinação reside exactamente na interelação construída a partir das duas -uma linha com 350Km.

(...ainda dizem que os arquitectos são marados!!!!!)


26 maio, 2007

Summer of Love

Chegou a noite, e vi que me tinha esquecido deste estirador.
Aí vai...


Neste verão, nos States vai ser possível revisitar o boom da arte dos anos 60, por alguns denominada por psicadélica, marcada pela contestação e irreverência da geração hipppie. Uma fabulosa exposição "Verão do Amor" que estará patente desde ontem, até Setembro, no museu Whitney, em Nova Iorque. Para além de pinturas, esculturas e fotografias, estarão expostos outros materiais que fizeram furor nessa época: capas de albuns, posters, e o Porsche de .... adivinhem, Janis Joplin.



24 maio, 2007

Cometa Mc Naught



A 26 de Janeiro de 2006 em Perth, na Austrália, umamultidão juntou-se numa praia local para testemunhar um espectáculo de fogo-de-artifício.

Entretanto, uma trovoada começou a aparecer do lado direito.Mas o mais inesperado, foi entre estas duas manifestações de luz, aparecer uma terceira, o Cometa McNaught.

Um autêntico três-em-um que resultou nesta foto fantástica.

23 maio, 2007

Anciã transmontana

Grafito a riscador, A. Quelhas


22 maio, 2007

O maior aquário cilindrico do mundo




Localização: Radisson SAS Hotel, Berlim
Este mega aquario situa-se no atrio do Hotel Radisson, possuindo 25m de altura, contém um milhão de litros de água e 2.500 peixes tropicais. É extraordinária a observação dos peixinhos envolvidos pela água super limpa, azul turquesa que empresta uma luminusidade muito especial a todo aquele espaço.

Neste hotal ainda é possivel arranjar quartos (100) com vista para o aquário, permitindo que adormeça a olhar para os peixinhos.
Os interiores do hotel foram desenhados por Virgile and Stone, London, the Architects Partnership BHPS - Bassenge, Heinrich, Puhan-Schulz, Berlin, and Mahmaudiehdesign and Mahmaudiehconcepts, Berlin.

O Aquário foi construído por International Concept Management, Inc. (ICM), Colorado USA.





21 maio, 2007

Mulher em branco

Mais um, da nova geração de escritores portugueses, este também com algum potencial, tem procurado o seu espaço na linguagem literária contemporânea, e vai encontrá-la, pois trabalha para isso.
Lobo Antunes, mais uma vez, se sente como referencia do estilo, rompendo barreiras e abrindo multiplos caminhos, que esta geração faz questão de percorrer, explorando por vezes ainda de forma rígida, desarticulada e insegura, mas apostando em procurar e descobrir as novas vertentes da comunicação através da escrita romanceada.

(a amnésia como linha de fuga à realidade)

20 maio, 2007

19 maio, 2007

O UMBIGO DO MUNDO - quatro


A Fortaleza de Sacsayhuaman tem muros de 500 m de comprimento, de 18 de altura, executado em pedras de tamanhos gigantescos. Só por curiosidade uma delas, estima-se que pese cerca de 190 toneladas. Ora segundo o Sistema Internacional de Unidades, uma tonelada são 1000Kg.


Como se conseguiu empilhar tanta tonelada?
É fácil desenhar uma parede em granito ou noutra pedra, com as peças angulosas, arredondadas, sei lá!!! Manusear o lápis, é fácil. Mas quem já tentou esculpir a pedra, sabe que é extremamente difícil fazer formas angulosas que encaixem perfeitamente, do tipo puzzle ou tipo positivo negativo, isto porque não estamos a falar de argila… estamos a falar de pedras duras, difíceis de talhar… e mais ainda quando lhe adicionamos o factor da TONELADA.
Actualmente, século XXI, temos uma série de tecnologia de corte, de talhe, de serragem e de amaciamento de rochas, e mesmo assim, fazer uma obra desta, provocaria uma interminável dor de cabeça.
Vá lá uma dor de cabeça ciclópea, que daria cabo de qualquer “Cristão”.
Não falemos sequer das pedreiras onde nasceram tais peças megalíticas… parto inconcebível sem explosões massivas de dinamite, nem no transporte, nem na elevação das peças para assentamento no muro.
Vou centrar-me apenas no pormenor dos encaixes das pedras.
Vejam, uma pedrinha facetada, no mínimo terá 12 arestas e 8 vértices.
Quando se pretende executar um ângulo, adiciona-se no mínimo 6 arestas e 4 vértices.
Quando se pretende uma pedrinha como esta:


É quase como facetar uma pedra preciosa – ofício de joalheria.
Oram façam lá as contas!!!! Esta pedrinha tem 12 ângulos numa das faces….. tal e tal e tal…
Só que o problema é que as faces têm que ser planas (lembrem-se da espessura da folha de papel), e as outras pedrinhas que encaixarão à volta terão que estar milimetricamente talhadas para tudo encaixar na perfeição como em Sacsayhuaman.


Só mesmo para rematar…. E a curvatura da face exterior de algumas pedras, que encerram outro grande segredo?


(qualquer coisa com o diámetro da curvatura ser um submultiplo duma distancia astronómica... não sei bem se é, da terra à lua ou se da terra ao sol. Para mim chega!!!!! não sei oque pensar, sinto-me minúscula!!!!)

Mas porque é que eu não decorei as leguminosas, e as explorações de pirite, localizadas lá na esquina do mundo e pronto? Mais preparada estaria para gostar de tremoços e lentilhas! Mas não, continuo no bife com batatas fritas e a pensar em penteados estruturados.


ACABEI!

18 maio, 2007

O UMBIGO DO MUNDO três


Se pedirmos a uma criança para desenhar as pedras de um muro, a grande maioria desenha-as tal qual os muros da Fortaleza de Sacsayhuaman. Desenham-nas como um puzzle que tem que preencher um determinado espaço, despreocupadas em relação a técnicas construtivas, dando primazia apenas e exclusivamente à questão formal. O desenho resulta de um impulso genuíno e completamente ingénuo, em que as peças se articulam, com ângulos côncavos e convexos sem problema nenhum. Os incas também faziam assim os seus muros e não utilizavam qualquer ligante, nas juntas entre peças.
Isto é fenomenal!



Quando se constrói uma parede de alvenaria, pode-se fazê-lo de várias formas: alvenaria gorda utiliza uma argamassa rica em cal ou cimento, alvenaria magra, tal como o nome indica, com pouca cal e a chamada alvenaria “insossa”, aquela em que as pedras se sobrepõem sem argamassa de ligação, justamente sobre o que ando a pensar.


A argamassa é um aglomerante com propriedades plásticas capaz de se moldar a espaços, de os preencher, e ao endurecer ganham grande resistência e durabilidade, servindo de meio de coesão entre diversos elementos.

(Daí a prof de Geografia terminar o seu penteado esférico com laca que desempenhava funções idênticas às da argamassa, óbvio! Lololol… em certos dias mais ventosos, argamassa bem gorda!)

Na alvenaria insossa ou de junta seca, para que as paredes fiquem bem travadas, com uma boa coesão entre as pedras, é absolutamente necessário que haja um trabalho muito cuidado no encaixe das mesmas, recorrendo-se normalmente, à utilização de escassilhos (pequenas pedras sobrantes das construções, que permitem regularizar planos, funcionando como cunhas, e que ajudam o travamento das pedras).

Ora bem, os muros da Fortaleza de Sacsayhuaman não possuem escassilhos, nem argamassas! e...
... espantem-se, a dimensão das suas juntas, é tão mínima, que não cabe lá uma folha de papel. Segundo parece uma folha de papel vulgar tem a espessura aproximada de 0,074 milímetros.

Vou pausar, para respirar e apanhar o fio condutor. Cadê ele?

OOOHHHHH FIO COOONNNDUTOOORRRR!!!



Muro de alvenaria insossa

(cont)

17 maio, 2007

O UMBIGO DO MUNDO - dois


A densidade populacional, e outros dados, perdiam-se no meu olhar que se fixava no vestido tipo cartucho, onde a prof habitava, nas tardes tropicais da turma do 3º C, e o volume esférico do seu cabelo sustentado por laca e ripanço de cabelo,… eu interrogava-me: como seria possível construir logo de manhã, semelhante estrutura capilar? Experimentei inclusivamente, algumas vezes, em quarto de banho fechado por dentro, à chave, sem grandes resultados.

Sem me aperceber, eu desligava a parte sonora… pensava no poema de Nicolau Tolentino, em que uma colchão se soltava de um toucado de uma dama do século XVIII… mas, alguma palavra mais invulgar como, Machu Picchue ou Tegucigalpa, acordava-me do meu marasmo geográfico de treze anos de idade.
Machu Picchue interessava-me… os Incas, os totens, os falcões … os seu misteriosos desenhos …. Mas ela voltava às leguminosas, ao arroz, aos relevos…., aos cereais, às industrias e à economia daquele continente bué de grande e que não cabia na minha imaginação, ocupada com assuntos juvenis e prioritários, divergentes dos mapas do feijão e do arroz.

Bem, sobre Machu Picchu, já muito se disse, já muito se conhece, sobre essa terra dos Andes, protegida agora pela Unesco… afinal o que reteve a minha atenção foi um pormenor, relacionado com a construção de muros.


É estranho, acontece-me imensas vezes fazer reflexões sobre muros.


Sei lá, há outras coisas em que pensar… eu poderia pensar em palácios, príncipes e princesas… mas não, penso em paredes e muros - mau gosto pessoal, concêntrico, hálito granítico vindo lá da arvore genealógica do maçon, do século passado, do outro lado do atlântico, junto ao rio qualquer coisa, que eu esqueci o nome.
(cont.)

16 maio, 2007

O UMBIGO DO MUNDO - um

Existem coisas que ainda têm a capacidade de me surpreender.

Há tempos assisti a uma reportagem da National Geografic, sobra América do Sul, mais concretamente sobre Machu Picchue. Lembrava-me obviamente desse nome, nomeadamente das monótonas aulas de geografia, onde todo o conhecimento era despejado apenas através do monólogo saturante da professora e de um velho mapa, pendurado no quadro – era a tecnologia de informação e comunicação da época, pendurada na pedra lousa.

Tudo estava da acordo, o velho mapa, a prof, as teorias da aprendizagem… enfim pretendia-se um acumular de conhecimentos. Não se pretendia que os jovens pensassem e desenvolvessem capacidades coordenadas com as suas vivências e interesses.

Eu olhava para a professora e fazia um esforço para me localizar no mundo, lá no meio da África, e ela debitando matéria sobre o outro lado do Atlântico, a milhares de quilómetros de distância.

Sobre a América só sabia, que havia duas, uma ao norte, outra a sul, e distinguia aproximadamente a forma do limite geográfico de cada uma. Tudo que ia para além disso, pouco me interessava… retinha os nomes dos países, capitais, pois o meu pai achava isso importante na minha formação, e a prof perdia-se num sem fim de informação, sobre as riquezas naturais, a produção de cana-de-açúcar, cacau, leguminosas… abria-me o apetite para o almoço… eu pensava no bife com batatas fritas que me aguardava ao almoço, e me dava apetites de ir comprar um pouco de cana de açúcar ao mercado de S. Paulo, que ficava para lá de muitas ruas.
(cont.)

14 maio, 2007

Quantas são?


Quantas são?
Afinal quantas são as artes?
A pintura, a escultura e a poesia,
três!
A oratória, a dança e a música,
seis!
Há as belas artes e as artes decorativas,
as maiores e as menores.
O cinema é a sétima!
A banda desenhada, a arquitectura
e as artes de Talma,
…ainda há mais?
Já não chegam os dedos das mãos para contar!...
…ainda temos…
a arte de agradar,
a arte de mentir,
a arte de bem comer e cozinhar!
A arte de furtar,
as artes gráficas, as mecânicas e as mágicas!
As artes do fogo,
a arte da guerra ou militar.
A arte de bem cavalgar.
A arte de perder e ganhar,
a arte de curar e de acreditar.
A arte do amor e do bem querer,
a arte de perdoar.
A arte de pensar,
a arte de jogar,… de aprender e ensinar.
A arte de nascer.
A arte de viver.
Afinal quantas são?
… podem continuar!...
Venha Efesto,
Venha Apolo,
recomecem a contar!
Ana d'Or

13 maio, 2007

Preferia ter corrido a maratona

A comunicação social divulgou no último fim-de-semana, a preferência da Casa Branca pelo design português, no que se refere a cadeiras. A sala de imprensa da Casa Branca, vai ser equipada com as cadeiras desenhadas pelo arquitecto português Filipe Oliveira Dias.
Querem ver que a senhora Bush acordou com aquela onda de querer limpar teias de aranha e mudar a decoração da casa?
Parece que os critérios de selecção foram, a estética, robustez, as dimensões, resistência a nódoas e a comodidade. Não falaram no preço….
Fiquei agradada com a notícia apesar de achar a cadeira desconfortável.
Esta cadeira está a ser utilizada em diversos espaços aqui em Portugal, por onde tenho passado algumas horas e sento-me, e sinto-me desconfortável. Às vezes penso… sou eu que sou baixa, e por isso não assento confortavelmente os pés no chão… a maioria dos europeus mede mais de 1,65m. Aborrece-me estar a ver uma peça de teatro e sentir gradualmente, cada vez mais vontade que o tempo passe rápido, pois já não tenho posição para estar sentada…. e a tentar arranjar desculpas, da minha altura, da pernas pequenas…. dos europeus…, sei lá, elas até são bonitinhas, mas….
Há dias cruzei-me nesse espaço, com um colega latagão prof de Educação Física, excampeão nacional de uma modalidade não sei de que. Deixei rolar… não fiz comentários. No dia seguinte perguntei-lhe sem especificar nada: E então? Como foi ontem?
Resposta imediata: Aquelas cadeiras deram cabo de mim!!! Preferia ter corrido a maratona!


Filipe Oliveira Dias diz que está "feliz e agradado"

PUDERA!!!!!"havendo tanta escolha, terem escolhido a minha cadeira". Também não sei porque, afinal quanto custam as cadeiras?

12 maio, 2007

Todos os homens são maricas quando estão com gripe


Lá fui eu procurar a letra do Lobo Antunes, pela voz de Vitorino! Maricas ou nem por isso, apreciem esta letra! Uma verdadeira pérola da mariquice masculina, quando o termómetro indica mais de 37,5.



Composição: António Lobo Antunes


Pachos na testa

Terço na mão

Uma botija

Chá de limão

Zaragatoas

Vinho com mel

Três aspirinas

Creme na pele

Dói-me a garganta

Chamo a mulher

Ai Lurdes, Lurdes

Que vou morrer

Mede-me a febre

Olha-me a goela

Cala os miúdos

Fecha a janela

Não quero canja

Nem a salada

Ai Lurdes, Lurdes

Não vales nada

Se tu sonhasses

Como me sinto

Já vejo a morte

Nunca te minto

Já vejo o inferno

Chamas diabos

Anjos estranhos

Cornos e rabos

Tigres sem listas

Bodes de tranças

Choros de corujas

Risos de grilo

Ai Lurdes, Lurdes

Que foi aquilo

Não é a chuva

No meu postigo

Ai Lurdes, Lurdes

Fica comigo

Não é o vento

A cirandar

Nem são as vozes

Que vêm do mar

Não é o pingo

De uma torneira

Põe-me a santinha

À cabeceira

Compõe-me a colcha

Fala ao prior

Pousa o Jesus

No cobertor

Chama o doutor

Passa a chamada

Ai Lurdes, Lurdes

Nem dás por nada

Faz-me tisanas

E pão de ló

Não te levantes

Que fico só

Aqui sózinho

A apodrecer

Ai Lurdes, Lurdes

Que vou morrer

10 maio, 2007

Mais uma espiral


Mais uma espiral!!!! Estão a exercitar para depois irmos aos mais complexos? Digam lá se isto é ou não uma pequena maravilha?

09 maio, 2007

Estereograma - como ver

Não sei se resultará a 100% através da net com imagens copiadas em scanner… no meu pc dá para ver!
Não me vou esticar em explicações dos porquês, e do como foi e assim e assado e também… isso fica para os médicos e os engenheiros com muitos diplomas. Eheheheheh!

Objectivo: através de um registo ou dois, visualizar a 3ª dimensão. Afastar de vez o nosso ar apalermado quando não vemos nada. O resultado final pode já adivinhar-se mediante as imagens observadas de forma descuidada, ou não; as imagens tridimensionais podem estar escondidas num padrão de pontos inteligível.
Preparativos:
Local: calmo e bem iluminado
Colocar a figura ao nível dos olhos, iluminada uniformemente.
Manter a figura ligeiramente mais afastada da distância normal de leitura.
Quem usa óculos, experimentar também ver sem eles.
Aprender a ver:
As imagens que publicarei, tem dois pontos na parte superior que ajudarão a focar a imagem para se poder ver a tridimensionalidade.



Assim, basta focar os pontos, exercitar o olhar de forma que se veja três pontos com maior relevância do ponto central, relaxar o olhar, sem perder essa forma de olhar e deslocar levemente o olhar para a imagem.
A forma de olhar, consta, o que vulgarmente se denomina por cruzar o olhar, forma-lo convergente de maneira a duplicar a imagem. Aquilo que fazíamos em pequenos e os nossos pais diziam que fazia mal à vista.



(coração)

Pode ajudar afastar ou aproximar a imagem. Experimentem.

Não fiquem na dúvida.... parece que vejo, mas não vejo muito!!!!!!... se não vêem exercitem de novo, pois quando posicionam bem o olhar não resta nenhuma dúvida.



Escolhi estes exemplos de minúsculos pontos, pois é mais facil para começar.

(espiral)

08 maio, 2007

Estereogramas

Sim, vou dar umas dicas para vocês verem em estereoscopia! Há uns tempos atrás escrevi um texto também sobre este tema, que navega algures pela net, tentei reencontrá-lo, aí vai:




ESTEREOGRAMAS
"Um estereograma é uma técnica de ilusão de óptica, onde a partir de duas imagens bidimensionais complementares, é possível visualizar uma imagem tridimensional utilizando técnicas especiais para isso." Wikipédia
Aqui no nosso rectângulo vermelho e verde, há uns anitos atrás, um jornal semanal, dava como brinde aos seus leitores, pequenas imagens de estereogramas. Este gesto simpático, gerou muita desarmonia familiar, e levou muitos tugas, a estádios de completa frustração, por verificar que não possuíam a tal capacidade de ver a tridimensionalidade das referidas imagens.
As famílias desocupadas, ao fins-de-semana, dividiam os seus elementos, entre os que viam e os "outros".
Ficando o grupo dos que viam, com a sensação de serem iluminados, pertencendo assim, aos eleitos do virtual, e os outros com cara de palhaços, completamente desconcertados pelo esforço inglório de fixar os olhitos e nada lhes saltar do papel.
Eu, pertenci durante algum tempo a um subgrupo dos "outros", que pensava: "estão a mangar comigo!"..., "claro que a terceira dimensão é dada pela posição e cor dos objectos, colocados no suporte, tal e qual como se faz na pintura, explorando a noção de perspectiva".
Um dia, perdida por uma livraria, naquele exercício rotineiro, abre livro, arruma livro, verifico que tenho nas minha mãos um pequeno livro de estereogramas, com a chave de todo o paradoxo vivido pelos iluminados e pelos "outros".
Não o larguei mais!
Esse pequeno livro abriu uma nova janela no meu olhar!
Para já, o prefácio inicia-se com uma frase brilhante, que passo a transcrever:"O cérebro humano é a máquina de realidade virtual mais incrível jamais descoberta. As tentativas feitas ao longo da história para utilizar meios tecnológicos na criação de ilusões tridimensionais têm tentado reproduzir artificialmente, o que o sistema perceptivo humano faz naturalmente.
"Finalmente, alguém explica que, os iluminados, não são afinal iluminados, coisa nenhuma, e os outros, são de facto, muito mais que "tadinhos"!
Afinal todos os seres humanos com dois olhos a funcionar, conseguem ver em três dimensões, dado que cada um deles observa a realidade de forma independente, e as duas imagens se fundem posteriormente no cérebro - princípio da estereoscopia.
Para este fenómeno ter sucesso, ou seja, poder ser visualizada a terceira dimensão, sem a ajuda de qualquer dispositivo óptico, basta relaxar os músculos ópticos e deslocar o ponto de focagem do olhar. Às vezes é necessário alguma prática, o que este livrinho pode dar uma ajuda, já que ensina de forma muito concreta a posicionar o olhar sobre o suporte.
Sobre a história da estereoscopia, pode-se referir que esta, antecede a própria fotografia, referindo-se o ano de 1838, como o ano da invenção do par e do visor estereoscópico. Meus amigos isto já se iniciou há dois séculos atrás, sem ajuda dos PCs!
Os interessados poderão realizar uma busca na net, e encontrarão imensos exemplos que vos irão deliciar.
O livro referido é:"Estereograma" Howard Rheingold, Gradiva Publicações, Lda - 1994



Os estereogramas confirmam de forma inequívoca, que ao olharmos para o mundo à nossa volta, há muitas formas de o vermos e de nos relacionarmos com ele, depende apenas da forma como o aprendemos a ver. Nem tudo o que parece é, e nem tudo se esgota naquilo que parece ser.
As nossas verdades, afinal podem não o ser.
Anabela Quelhas
editado em www.sanzalangola.com em 20/04/2006




Amanhã darei as dicas


(nesta imagem pode ver-se um coração escavado no padrão de fundo)

07 maio, 2007

Cadeira Pierre Jeanneret Corbusier



Estrutura de aço tubular cromado e almofadas em couro, criada em 1928.
O desenho desta cadeira é curioso, todas as formas são quadradas. Conhecendo uma das imensões, por exemplo a altura, é facil redesenhá-la.
Confortavel? É pouco confortável.
Quem já não se sentou numa destas cadeiras???? Belmiro de Azevedo mobilou alguns centros comerciais, exactamente com elas. Vá lá!!!!! (talvez umas copias baratinhas)

06 maio, 2007

Mais uma torre


Mais uma!
Arquitecto: Norman Foster
Localização - Londres
Função: escritórios e comércio
Pisos: 41

Por tudo, gosto mais da outra!... ou será a cidade?

04 maio, 2007

Raul Lino


Vá lá! Tomem um anti-pirético!!!!! Bahhhhhhhh!!!!
MAS SÓ UM!

03 maio, 2007

Ensaio arquitectónico

Chegou este email. Este, e outros, e mais outros.
Não sei quem é o autor.
Nos últimos 15 dias os meus amigos fazem questão de me enviar este mail, como se fosse uma provocação. Alguns já me enviaram duas vezes.... as legendas são variadas:... "isto só pode ser de arquitecto",
"onde vocês andam com a cabeça?",
"os engenheiros não vos põem um travão?"
"é a cara de arquitecto",
"estão com a imaginação saturada?",
"vocês fazem-me rir, então agora temos que andar de gatas dentro das nossas casas?", "Já não tenho idade para andar a escorregar dentro de casa".
Não é uma solução que me agrada plenamente, mas tem muitos aspectos que considero interessantes. A linguagem arquitectonica é pobre, mas a solução formal é super interessante.
O exercício de criar no interior de um volume, que se encontra posicionado de uma forma diferente daquilo que nos habituamos a ver, espaço habitacional, é um desafio estimulante. Tudo pode mudar por fora, mas no interior, os pisos têem de ser planos horizontais (para ninguém escorregar, obviamente)... daí a dificuldade da solução.
Muito interessante... diversas gerações de arquitectos desenvolveram certamente este ensaio, pois afinal o autor deste projecto não é um génio. Esquissos semelhantes abundam no estirador de muitos arquitectos, ... o meu não é excepção. O difícil é arranjar um cliente que aceite este tipo de propostas.
De facto os engenheiros ficam muitas vezes de cara à banda, pensando..."lá vem esta com as novidades, lá tenho eu que reformular calculos e arranjar soluções especiais"... mas curiosamente, ainda nenhum quis desistir, e são esses mesmos projectos "meio loucos" que eles colocam nos seus currículos.
Abraço arquitectónico para todos.









Casa Leytron, Suíça - Nunatak Architects