23 dezembro, 2015

20 dezembro, 2015

CONCERTO MEGACORO e Acrolat'in

(CLIQUE PARA AMPLIAR)

MORGADO DE MATEUS NO TOP - CONCERTO DE NATAL








11 dezembro, 2015

05 dezembro, 2015

O Atlântico


A inspiração no final do dia, observando as neblinas cromáticas na transição da tarde para a noite e do outono para o inverno.
O Atlântico...
Olhando o horizonte, gerindo solidões de muitas paragens, feitas neste sítio a muitas horas, reflectindo sobre caminhos, seleccionando sonhos, apurando os sentidos e renovando os mesmos valores de sempre.
4/12/2015

31 outubro, 2015

O BAILE

O BAILE’
de Aldara Bizarro

ESPECTÁCULO QUE CRUZA INTÉRPRETES PROFISSIONAIS COM ELEMENTOS DA COMUNIDADE E MÚSICOS DA BANDA DE MATEUS

O espectáculo participativo ‘O Baile’, coreografado por Aldara Bizarro, com música original de Artur Fernandes, apresentado pela primeira vez no Serralves em Festa de 2012, foi inspirado no filme ‘O Baile’, de Ettore Scola (1983), e na memória dos bailes de bairro, de aldeias e de vilas de Portugal. A partir da pesquisa dos bailes tradicionais e das várias formas da dança, procurou-se recriar um baile contemporâneo, inspirado nas ideias e percepções dos participantes e incluindo três níveis de envolvimento: os profissionais (bailarinos, músicos e coreógrafa), as comunidades que ensaiaram de propósito para o efeito e o público que assiste ao espectáculo e que acaba por se envolver no baile de forma espontânea.

Um Baile que conta a história de uma localidade ou de um bairro.
Concepção, direcção e coreografia: Aldara Bizarro
Interpretação/co-criação: Costanza Givone, Isabel Costa, Bruno Rodrigues, Manuel Henriques, Diana Serrano e participantes da comunidade
Criação musical: Artur Fernandes (Danças Ocultas)
Interpretação musical: Artur Fernandes (concertina), Marco Figueiredo (piano), Miguel Calhaz (contrabaixo) e elementos da Banda de Música de Mateus
Desenho de luz: Francisco Tavares Teles
Vídeo: Catarina Santos
Produção: Jangada
Ensaiador musical: Marco Figueiredo
Co-produção: O Baile é uma iniciativa integrada no programa do Serralves em Festa, realizada em parceria com o Manobras no Porto – Centro Histórico 2011/2012

 Jangada é uma estrutura financiada por Governo de Portugal — Secretaria de Estado da Cultura/Direcção-Geral das Artes

Humor


27 outubro, 2015

Pretexto para estar

Pretexto para estar

            As aulas começaram, chegou o Outono, baixa a temperatura, passamos mais tempo em casa e lembrem-se que as crianças gostam de ouvir ler.
            Os papás, hoje, podem faze-lo com livros em papel ou em formato digital, mas apresento já uma vantagem do papel: pode cair ao chão e não parte, e por isso é mais prático para ser utilizado nos momentos de ler histórias aos mais pequenos, antes de dormir, ao serão, no fim-de-semana ou enquanto se espera por alguma coisa. 
            Porque é importante ler histórias às crianças?
            Ao ouvir histórias, as crianças aproximam-se de outras realidades ou de fantasias, que alimentarão o seu imaginário. As crianças gostam de conhecer a vida de outras pessoas, para perceberem melhor a sua própria existência e os seus afectos… porquê as pessoas se amam ou se odeiam? porquê riem e porquê choram? para perceberem melhor os caminhos da vida, distinguindo o bem, do mal… para conviver melhor com os seus medos e receios e confirmarem que o bem, deve sempre vencer. A leitura reorganiza e reforça os seus frágeis valores que estão em contínua formação. Isto passa-se com as crianças, mas se reflectirmos bem, acontece connosco também.
            Nunca teremos tempo para viver todas as experiências que o mundo oferece, mas a leitura dá-nos a possibilidade de viver mais, em menos tempo.
            Como lidar com a nossa solidão interior e com os contratempos e contrariedades, resultantes desta vida louca de todos os dias, se não tivermos o escape de ler, que nos devolve equilíbrio e bem-estar interior? 
            Os livros das crianças, permitem-lhes explorar em simultâneo as ilustrações que reforçam a história escrita e abrem janelas para mundos que elas não conhecem, despertando a capacidade de ver, de observar, de analisar, e até de avaliar, articulando texto e imagem, interiorizando, misturando e arrumando tudo dentro delas, para utilizar mais tarde.
            A leitura para as crianças envolve algo mais – os afectos e a proximidade de quem elas gostam mais. Algumas ainda não sabem ler, outras leem mal, outras leem bem, mas todas adoram que alguém lhes leia contando uma história. Porque ouvir ler é bom. Para os pequeninos, ler é aconchegante, é uma almofada de sonho, de aventuras vividas em local seguro e sem nada a temer, pois estão acompanhadas por quem mais confiam.       
            Papás, larguem a telenovela e o futebol e aproveitem para criar um momento mágico na vossa família, lendo uma história ao seu filho e depois conversar sobre a mesma. Não leiam por obrigação, leiam por prazer. Fazer isso é tratar os afectos e promove-los com luvas de seda e de cetim, como eles merecem.
            Ele irá adorar.
            Arranjem um sítio confortável e encurtem distâncias. Para além da história, mostrem a capa, as imagens, criem tonalidades de voz diferentes adaptadas às personagens, deixem a criança questionar, folhear, apontar com o dedo… Se a criança já sabe ler, dividam a leitura, fazendo duetos. Numa 2ª ou 3ª leitura, imaginem finais diferentes. Coloquem sempre que possível uma pitada de humor em tudo, para que resulte um momento de boa disposição susceptivel de despertar a vontade de repetir outras vezes.
            Os pais passam cada vez menos tempo com os filhos, e não é a prenda oferecida num momento qualquer e sem motivo, o tablet, o computador ou as férias, que compensam essa ausência diária, mas sim estes momentos, em que a leitura funciona também como pretexto para estar.

            Experimente, inverter papéis, ser o seu filho a ler para si. Sentir-se-á a regressar ao passado, deixando fluir memórias doces e ternas, esquecidas lá muito longe. 
Publicado no NVR em 20/10/2015

16 outubro, 2015

Os acontecimentos


Gostei da encenação, mas não apreciei o argumento. Há dias assim... argumento polémico qb.

26 setembro, 2015

Desconstrução da humanização

            Todos nós parecemos actores da história da Bela Adormecida. Por vezes, mesmo sem príncipe, parecemos sair da nossa letargia militante e acordamos para os problemas do mundo.
            O mundo existe desde que é mundo, mal ou bem entra pela nossa casa todos os dias e a todos as horas, mesmo sem pedir licença. Carregamos o mundo no telemóvel, no tablet, no computador, diariamente num estado de adormecimento, egoísta, consentido e aflitivo. Pontualmente acordamos com notícias, que a comunicação social passa e repassa, forçando o conhecimento do receptor, assumindo a função do despertador a tilintar logo de manhã junto da nossa existência.
            Desperta-nos e devolve-nos o mundo em que vivemos.
            Acordámos com o 25 de Abril, acordámos com o “acidente” de Sá Carneiro, acordámos com Timor, acordámos com a tentativa de assassinar João Paulo II, acordámos com Mandela, acordámos com a guerra do golfo, acordámos com Gorbachev, acordámos com a morte de Diana, acordámos com a queda do Muro de Berlim, acordámos com a SIDA, acordámos com o 11 de Setembro, acordámos com o Acordo das Lajes, acordámos com o tsunami do Índico, acordámos com o juiz Rui Teixeira, acordámos com a gripe A e com o ébola, acordámos com o Duarte Lima, acordámos com a Madeleine Mcann, acordámos com Obama, acordámos com a Troika, acordámos com o Pápa Francisco, acordámos com o Salgado, acordámos  com Charlie, acordámos com a prisão de Sócrates, acordámos com a Grécia, acordámos com a fotografia  do corpo da criança Síria a dar à costa,… acordamos apenas com os ícones, podendo ser da desgraça ou não, transportando situações diversas com grande complexidade de conteúdo, potenciando outras,  e que criam ondas de solidariedade no apoio ou no protesto, feitas desta massa colectiva que somos nós, humanos adormecidos. Atitudes que se manifestam voláteis e efémeras….
            Quem explica isto?
            Quando acordamos, manifestamos a nossa indignação exaltamos valores culminando com o humanismo, que da esquerda à direita, todos julgamos possuir e defender. A televisão, a imprensa e as redes sociais atiram-nos com os que fazem opinião, e estes opinam numa operação de  “baralhar e voltar a dar” como se fossemos singelas cartas de um baralho obediente, apelando para a história, para a politica, para a economia, para as culturas, para as lógicas ilógicas de ocasião e para factos convenientemente esquecidos, exercendo o contraditório, indignando e pondo em causa a breve indignação de cada um de nós,… vêm os políticos, os jornalistas, os advogados, os analistas  e até aqueles que tem grandes responsabilidades no pais onde vivo, confrontando assertividade, com deturpação, com demagogia e conseguindo com algum sucesso a desconstrução do pouco humanismo que cada um ainda conserva em si e que tem a esperança preservar numa perspectiva ingenuamente solidária. Esta digladiação informativa é fugaz, dura dias ou poucos meses, e nós reagimos, opinando, mostrando a nossa indignação e o nosso lado heróico pelo mediático, mas este desvanece-se em consonância com a notícia que deixou de o ser, e voltamos a hibernar, adormecendo no nosso castelo encantado, até ao próximo despertar.
            Todos estes casos têm apenas em comum, o processo, o acordar, a indignação inicial, a indiferença posterior, o readormecer passado o impacto da novidade e do prurido causado, e o esquecimento.  
            Entre uns e outros, acontecem as vitórias e derrotas clubísticas que formam um mundo à parte do nosso mundo, e os escandalozecos cor-de-rosa (aquela que fotografou nua com quem, o outro que descasou e aquele que entrou nos Óscares) que funcionam como bálsamos da desgraça, tipo prozac providencial + Kompensan divino, ajudando-nos a esquecer e a mergulhar em mais um sono dos justos. Sim, porque cada um de nós, comodamente deitados em posição de Bela Adormecida, convence-se de que é justo, sossegando a consciência.

            Entretanto, enquanto dormimos, tudo continua a acontecer exactamente da mesma forma que nos surpreendeu e indignou; nos cenários internacionais, num primeiríssimo plano, negócios de armas, de guerra, de paz, de petróleo e de dinheiro e em 2º plano, lá continua o desemprego, os sem-abrigo, os doentes, a má gestão dos dinheiros públicos, o racismo, a mutilação genital feminina, os animais abandonados, a poluição, a violência doméstica, a pedofilia, a prostituição, a exploração do trabalho infantil, a caça aos elefantes, as máfias, a escravidão, a falta de água, o cancro, os refugiados e toda a lista de indignidades e enfermidades, cujos 7 pecados capitais, mais os veniais, são incapazes de conter e que vêm sufocando este animal estranho, pretensamente racional e civilizado, que é o Homem do século XXI.
Publicado no NVR -  23/09/2025

25 setembro, 2015

DOURO JAZZ



Olha!!!! Querem ver que por mera coincidência, ficamos na mesma fila!!!
Se Deus nos juntou, algum defeito nos encontrou!!!.
Hoje foi Jazzim!!!!
Tiiiiirirititiritiritiiiiii tiiiii titritiritiritiiiiiii
Tataratiratatatrii, riiiii tataritaritaaaa
Primeiro estranha-se depois entranha-se!!!!
Aplauso para o Douro Jazz
Gostámos, aplaudimos, rimos e sorrimos e trauteámos.
Muito Bom.





22 setembro, 2015

Bom dia, cassiopeia espera-nos!


Oferece-me anéis, colares, pulseiras,
Joias douradas, cravejadas de todas as cores,
Jades, rubis e ametistas
E eu quero as estrelas,
Brilhos de sedas e cetins de noites escuras,
Bordados de lua cheia.
Oferece-me diamantes
E eu quero dançar,
pautas musicais, que só nós ouvimos,
flutuando num salão qualquer.
Oferece-me tanzanitas azuis,  
E eu quero o abraço da mesma cor,
Envolvente e único,
Nascendo da voz mais profunda do mundo:
- Bom dia, cassiopeia espera-nos!
AQ

12 setembro, 2015

O FASCISMO DOS BONS HOMENS’

 
 
O FASCISMO DOS BONS HOMENS’
TRIGO LIMPO TEATRO ACERT

‘O Fascismo dos Bons Homens’ é um espectáculo concebido a partir do romance comovente e satírico ‘A máquina de fazer espanhóis’, de Valter Hugo Mãe.
...
‘A máquina de fazer espanhóis’ é, já por si, um retrato da nossa portugalidade. Na situação que vivemos actualmente o texto ganha ainda mais sentido e mais sentidos. E é uma ferramenta espectacular, um ponto de partida único e motivador para quem, como nós, adora contar histórias.
O Trigo Limpo Teatro Acert, ao colocar em cena um espectáculo baseado neste texto, pretende, não só, contar a história de António Silva, personagem central e narrador do romance, mas também a do lar ‘A Feliz Idade’, o nosso lar, o nosso Portugal de agora mas antigo, por vezes, muito antigo mesmo…

Entre o trágico e o cómico, esta aventura de final de vida ganha, em palco, uma dimensão que nos remete novamente para o mundo do ‘faz de conta’, essa fantástica brincadeira que, em pequenos nos permite ‘reinar’ e, já adultos, nos reaproxima da menoridade. Tudo isto atravessado de poesia.

Adaptação e encenação: Pompeu José
Composição e direcção musical: Filipe Melo
Cenografia: Zétavares e Pompeu José
Desenho de luz: Luís Viegas e Paulo Neto
Interpretação: António Rebelo, Hugo Gonzalez, João Silva, Pedro Sousa, Pompeu José, Raquel Costa, Sandra Santos

O RÚSTICO AVEC



O RÚSTICO AVEC

            Nas duas últimas décadas, as cidades e as aldeias portuguesas foram inundadas por exemplares da arquitectura “catalogada” como “arquitectura rústica”. Ressalvo, não é um estilo, é uma técnica de construção.

            O que é o rústico? O rústico aplicado à construção e mais especificamente às paredes, traduz-se numa ausência de acabamento e de “arte”, aparentando aspecto grosseiro, rude, sem grandes detalhes construtivos e apuramento no acabamento.

            O senso comum associa este aspecto visual à ruralidade, ao romantismo do sentimento campestre, influenciado por vezes na importação de modelos de outros países e na linha do “country” da decoração de interiores, retirando-lhe as componentes, histórica e científica, da situação portuguesa.

            Cada época tem uma forma de construir, articulada com o conhecimento científico, os materiais da região, as ferramentas disponíveis, a capacidade económica do proprietário, articulando-se com as regras de bem construir, aplicadas sabiamente pelos mestres pedreiros que existiam antes destes dias baralhados que vivemos nas últimas décadas, de uma globalização nem sempre inteligente.

            A arte de bem construir de um pedreiro, orienta-se por regras bem definidas e consta de um saber acumulado ao longo de muitos anos, com conhecimento passado de geração em geração, de mestre para aprendiz, com muitos dias e anos de prática e de muitos calos nas mãos.

            Pelas atrocidades que vejo no meio envolvente, eu diria que, actualmente, pedreiros,  já há poucos. Trolhas sim, pedreiros não!

            Não vou mais derivar por aí. Registo apenas que ao observar certas obras de recuperação e restauro nesta fase da regeneração urbana de algumas cidades, vejo maus exemplos, que muita gente aplaude sem sentido, manifestando apenas uma ignorância arquitectónica exuberante.

O rústico avec!!!!

       Enuncio uma regra simples que desconstrói o aplauso de muitos, nesta região granítica e telúrica, carente de bons pedreiros. O rústico que é para manter rústico, ocorre sempre que as molduras de vãos do edifício não são peças especialmente talhadas, aparelhadas e tratadas, assumindo rudeza similar ao resto da construção e localizam-se no mesmo plano. Num edifício em que existem panos de parede rudes, mas existem também molduras de vãos, talhadas e trabalhadas, quer dizer que o aparelho rusticado é para cobrir com outro material (reboco e pintura, azulejo, aqui no Norte) e as peças bem desenhadas e bem talhadas, são apenas essas que devem ficar à vista (molduras, cunhais, rodapés, cornijas, platibandas e elementos decorativos) e normalmente destacam-se, porque se situam num plano ligeiramente exterior (são salientes). Como toda as regras, esta também tem excepções.

            Fácil e simples! Os edifícios barrocos são autênticas “bíblias” da construção, e nós temos muitos onde aprender.

            Olhem as paredes da nossa cidade e constatem os disparates que por aí se têm cometido. Mas nada está perdido, logo que a razoabilidade inunde as consciências, estas situações são possíveis de reverter. Abstenho-me de mencionar aqui os casos mais escandalosos, para evitar constrangimentos. Vejam com olhos de ver e descubram.
Publicado em NVR - 8/09/2015

03 setembro, 2015

A propósito de Ceuta.


A propósito de Ceuta

                No dia 21 de Agosto de 2015, fez 600 anos que os portugueses tomaram Ceuta e mudaram o destino de um pequeno país localizado no extremo de um continente, abrindo portas para um mundo novo.

                Reservando-me a comentar sobre a área polemica deste acontecimento histórico (a matança de Ceuta), reconheço que talvez tenha sido esta, a porta principal para a globalização do mundo e é disso que nos devemos orgulhar, portugueses complexados com as colonizações, e que os outros países têm e mantêm sem grandes arranhões na sua dignidade.

                Ceuta é hoje o território de contacto entre dois continentes, com uma história que tem Portugal como personagem principal. A História existe e gosto de conhece-la, orgulhando-me ou não dela. E nesta história há sempre várias histórias, a história carniceira (transversal a todos os países e a todas as épocas) e a história da aventura e do conhecimento. Nestas coisas da violência, a história e a expansão de todos os impérios é feita sempre à custa de vidas humanas. Nada me escandaliza sobre o que se passou há 600 anos, porque a vida humana era barata nos conceitos do Homem da época, escandaliza-me sim, a história contemporânea dentro de um contexto de um Homem civilizado que todos pretendemos e assumimos ser. (Os norte americanos continuam a viver num território que pertence aos índios, e revelam-se ferozmente contra as emigrações, enfim… )

                Desloquei-me à cidade do Porto para visitar duas exposições sobre o assunto. Uma localizada no World Discovery, em Miragaia e outra localizada na Biblioteca Municipal do Porto, em S. Lázaro.

                Sobre esta última, exposição ilustrada e inspirada nos excertos do texto da Crónica da Tomada de Ceita de Zurara, que conta com a participação de 10 ilustradores, devo assinalar como de grande qualidade - simples, elucidativa e esteticamente bela. Associar os arcos do claustro do edifício à mostra, através de suportes semi–transparentes, convertem esta exposição em algo surpreendente e original.

                 O presidente Rui Moreira e a sua equipa, estão de parabéns. É preciso pensar, antecipar, organizar e depois partilhar a tempo e horas!

                Consultei a agenda cultural aqui do nosso burgo real – feira das velharias, futebol, observação das estrelas, circuito de Vila Real…..,

                                                                                        ….temos como personagem ilustre, D. Pedro de Meneses, que a maioria desconhece quem é.
Publicado no NVR

31 agosto, 2015

Porto de Amsterdam

Amazing Port of Amsterdamtimelipse by @Drone Addicts

Posted by Ocean Reality on Quinta-feira, 27 de agosto de 2015
Do outro lado do mundo, para ouvir sempre. Outras realidades e outras sonoridades. Sim fui!

28 agosto, 2015

Colecciono pores-do-sol


Colecciono pores-do-sol

 

            Fechada nos meus silêncios e neste caminho cheio de encruzilhadas, colecciono pores-do-sol todos diferentes, em cada fim de tarde. Poderia colecionar calendários, latas de cerveja, copos de cristal, …

            Colecciono pores do sol.

            Junto-os um a um, ondeados por outros e outros de cada dia registados na minha memória, ou não apenas. São todos especiais, coloridos por aguarelas delicadas ou vibrantes, pinceladas atrás de montanhas ou ao fundo de um mar imenso, casando com a linha do horizonte e aceitando a sobreposição de pequenas neblinas, fumarolas ou entre nuvens ameaçadoras.

            Gosto deles vibrantes, que se vão formando ao longo dos últimos minutos do ocaso, acentuando-se o pigmento carmim, perante o meu deleite de espectadora atenta e coleccionadora de pores-do-sol. O meu olhar sensível a estes cenários fabulosos que a natureza nos premeia, abre pensamentos sobre a nossa ínfima pequenez no universo, feita de pequenas escalas de interesses que na verdade, nada interessam, perante o espectáculo oferecido gratuitamente e diariamente pelo astro-rei. Produzem em mim, silêncio, entre vários outros silêncios e sossegam um pouco a minha inquietação permanente cifrada em milhentas tarefas que aceitei realizar neste planeta cada vez menos azul.

             A relatividade de tudo perante um festival de cor e de perfeição, na última meia hora do dia, contendo o momento mágico, esfuma contradições e secundariza as grandes questões do mundo. Só perde quem não vê.

            É indescritível o pôr-do-sol, assistido a partir do templo de Poseidon, cabo Sounion, Grécia.

            É mágico o pôr-do-sol tendo o Taj Mahal, como cenário, na Índia.

            É absolutamente esmagador o pôr-do-sol na savana africana.

            Também aprecio o pôr-do-sol, filtrado pela serra do Marão, de costas para a pequena capela de Nossa Senhora de Guadalupe, localizada em Mouçós - 5 séculos de história que tem como rotina presenciar diariamente o sol a esconder-se atrás da serra do Marão, lá longe, um pouco antes do infinito. O recorde morfológico da serra, pode virar perfil iluminado e inundando de luz tudo o que o rodeia nos diversos planos da perspectiva, mas também pode virar perfil de luz coada pelas nuvens produzindo efeitos celestiais divinos, realçando formas que por vezes andam esquecidas tão perto de nós.

            É um espectáculo popular e diversificado, irrepetível e diferente consoante a localização do observador, capaz de despertar o lado poético e romântico do ser humano e a sua capacidade de reflexão. Parece que cada um é realizado de propósito para cada um dos nós, como se cada um fosse a pessoa mais importante do mundo e o centro do universo.

            Os astro-rei não pára de nos surpreender quando se despede– cada vez mais cedo, cada vez mais cedo, cada vez mais cedo…. e depois, cada vez mais tarde, cada vez mais tarde, cada vez mais tarde. Espero que volte sempre.
AQ
 
Publicado em NVR 19/08/2015

27 agosto, 2015

Casa Barbot - Vila Nova de Gaia

Casa Barbot
A casa mais bela da cidade de Gaia, uma das mais belas da zona do Porto e do norte do país, funcionando como instalações do Pelouro da Cultura. Património e Turismo e denominando-se Casa Municipal da Cultura é indicada aos turistas como local a visitar e onde se faz, parte da mostra da Bienal de Arte de Gaia 2015.
Prefiro chamar-lhe Casa Barbot, como sempre lhe chamei. Construída em 1915, localizada na Av. da República, Vila Nova de Gaia, marca uma época, sendo o único exemplar de arte nova desta cidade e foi classificada em 1962 como imóvel de interesse público. Na informação on line consta que a casa foi alvo de obras de recuperação realizadas pela Câmara Municipal.
Experimentem entrar.
Nos últimos dois anos visitei-a duas vezes e duas vezes me decepcionei. É visível a degradação progressiva da casa. Se houve obras de recuperação foram certamente mal executadas ou não se garantiu posteriormente, a conservação do edifício. Infiltração de águas, fissuras, vidros partidos, abajurs mal substituídos, pavimentos sujos, gessos a cair, papel de parede descolado, cheiro a tabaco, e… uma máquina de bebidas …. emparedaram o fundo do jardim…  adicione-se  um desleixo visível da parte de quem lá trabalha: automóvel estacionado no jardim, caixotes no chão, mangueiras no jardim, tapete de gosto duvidoso, escova do cabelo na instalação sanitária…. enfim…. observem as fotografias, ampliem e observem.
Não tive acesso a toda a casa. Isto foi apenas o que eu vi. Tive dificuldade em fotografar e disfarçar esta realidade. Eu sei que talvez tenha espreitado onde não devia,  eu sei que não há dinheiro, eu sei que , eu sei , eu…
Eu sei que a entrada é gratuita, mas eu preferia pagar.
Como é gaienses, temos um teleférico para apreciar o Porto e não temos uma casa Barbot para deliciar o olhar?
Não tenho palavras, apenas indignação.
AQ
 (clique na imagem para ampliar)

Qual chafariz, qual que???? uma torneira à maneira




 
Os guarda chuvas, os caixotes e o cheiro a tabaco










O caminho traçado no pavimento que esbarra com uma parede


O tapete improvisado, com os dois pézinhos
 



À esquerda o pormenor do secador de cabelo e da escova; à direita o doseador

Os abajours, até um verde teve lugar neste candeeiro





Lindo!
 



O veículo que insiste em ficar na fotografia

Isto pretende ser um jardim




 

 

Construção localizada ao fundo do jardim


Janelas fechadas