30 setembro, 2006

A Graça me visitou



A Graça me visitou. Sempre à pressa, em plena aula de uma quinta-feira ao fim do dia.
Um convite…
Como sempre, são os minutos mais concentrados de dias diversos. Técnicas, tintas, expressões, papéis, composição, experiências, a fotografia…e agora mais o pc, o virtual que tanto nos facilita os estudos prévios… reunimos fantasias… ontem falamos de arte primitiva, arte aborígena… como surgem as ideias…
Porque andamos sempre à procura do início de tudo? Vivemos no século 21 e andamos sempre na máquina do tempo, recuando milénios...

29 setembro, 2006

O MEU TIO


“O meu tio” – filme realizado em 1958, com Jacques Tati

Num bairro moderno, onde tudo é demasiado organizado e formal, talvez por ser demasiado colado ao “moderno”, habitam Monsieur Arpel, a sua esposa e o filho.
A convivência com o irmão da esposa, personagem sonhadora, cheio de fantasia, portador de uma permanente gabardine, semeia a confusão naquele universo antiséptico.
A cumplicidade enternecedora construída entre o tio e o sobrinho, o pequeno Gérard, vítima daquela super organização doméstica, proporciona-nos momentos ingenuamente hilariantes.
O contraste entre a pureza já minimalista da arquitectura moderna dos anos 50, e o bairro popular onde vive, este tio, onde todas as manhãs cumprimenta os seus vizinhos, brinca com as crianças, conversa com o varredor de rua, se preocupa em dar um reflexo de sol a um passarinho que vive numa gaiola, forma uma crítica surreal entre o velho, gasto mas vivido e o novo, limpo e desinfectado.
Revi ontem... absolutamente essencial!

28 setembro, 2006

Persistência em seguir Dali

Ensaio de composição gráfica sobre obra de Salvador Dali "Persistência da memória".

27 setembro, 2006

26 setembro, 2006

25 setembro, 2006

24 setembro, 2006

23 setembro, 2006

21 setembro, 2006

VITRAL DESIGN

Pintura sobre objecto de vidro

20 setembro, 2006

SONHO



Acendo um sonho,
Inflamado de nuvens de cetim,
Neste areal sem princípio...
e sem fim...
No encalço do possível,
Na penumbra do desejável,
Escuto o mar,
Desenho o horizonte,
Espreito o tempo,
Acompanho a brisa.
Invento dimensões impossíveis,
Preencho vazios incalculados.
Imagino o infinito......
à procura de mim mesma.
Reinvento o arco-íris,
em cada um,
que passa por aqui.
Cheiro a maresia das palavras!

Ana d'Or


19 setembro, 2006

18 setembro, 2006

DETERMINAÇÂO

Grafito a caneta

17 setembro, 2006

ALMA


Pintura sobre vidro (imitação de vitral)

14 setembro, 2006

Quando o meu amor morrer em ti

Desconstrução



Com régua e esquadro
me desconstruo;
de sonho,
de azul,
de mar,
numa espiral de espuma

e de todos,
do tudo e do nada.
Disperso fragmentos de mim,
inatingíveis noutras dimensões,
e que aqui,
adornam esta praia,
desenhada por todos no infinito,
e na imaginação de cada um.
Todos os dias,
e sempre.

Ana d'Or

Praia dos afectos


Nesta areia onde às vezes me escrevi,
eu me sentei,
e fui ficando...
chegou um após outro.....
Emily
Fernando
China Blue
Lili
JVB
Lena
Fifer
Gabi
Aninha
Goiaba
Mardez
Kapofy
Vila Alice
Lourdes...
Uns registando palavras de comunhão,
alguns re... escrevendo os poetas,
...e muitos mais,
apenas lendo,
só Zulmarinho conhece todo o mundo.
Fui ficando...
descodificando as ideias,
irmanando os sentidos,
clarificando as emoções,
na eterna pergunta
"quem somos nós?

"Fui ficando...
senti vertigen,
senti-me azul,
senti-me embalada,
pelas palavras mornas
dum contador de estórias,
capaz de configurar o coração de todos nós.
Ana d' Or

13 setembro, 2006

A rosa de Hiroxima


A rosa de Hiroxima
Pensem nas crianças
Mudas telepáticas
Pensem nas meninas
Cegas inexatas
Pensem nas mulheres
Rotas alteradas
Pensem nas feridas
Como rosas cálidas
Mas oh não se esqueçam
Da rosa da rosa
Da rosa de Hiroxima
A rosa hereditária
A rosa radioativa
Estúpida e inválida
A rosa com cirrose
A anti-rosa atômica
Sem cor sem perfume
Sem rosa sem nada.
Vinícius de Moraes