01 dezembro, 2006

O VAZIO ou filosofia de sex ta-feira, postada numa 5ª, repescada num sábado e para reflectir em qualquer dia da semana


Quanto pesa o vazio?
Se existe vazio é porque ocupa espaço, tem dimensões…
…então posso enchê-lo!!!
E posso esvaziá-lo!
Posso manipulá-lo!
Delimitá-lo, atribuir-lhe quantidades e qualidades, mesmo que sejam de vazio. Não interessa de que, mas tem a qualidade de conter…
...será?
Se tem essa função é porque estará implícito um espaço interior e outro exterior, que pode ou não ser vazio. Touché!!!
O que delimita, o que fará fronteira…???

Quanto pesa o vazio? Será que pesa zero?
Zero é aquele limite, aquela referência entre o positivo e o negativo, o ponto de encontro de algo que se auto-anula.
Que outras características terá o vazio?
Será que o vazio é igual ao vácuo?
Há uma máquina (utilidade doméstica) de fazer vácuo, será que existe uma para fazer o vazio.
Os filósofos da antiguidade embrenharam-se nesta reflexão - não da máquina mas das questões do vazio e do não vazio.
A aceitação da existência do vazio implica a não aceitação de Deus. A omnipresença de Deus é insustentável com um espaço vazio….
Mas o vazio existe de facto?

O vazio é o oposto ao cheio, é o não ser que se opõe ao ser, ao existir… então o vazio não existe!!!???
Em 1656 o físico Otto von Guericke obteve a primeira prova experimental da existência do vácuo. Com uma bomba de ar modificada que ele mesmo havia inventado, Guerick tirou o ar de dois hemisférios de metal que tinham sido postos em união. A seguir ele atrelou um grupo de oito cavalos a cada um dos hemisférios e fez com que eles tentassem separar o conjunto.
Apesar de todo o esforço, os cavalos foram incapazes de separá-los.
O que impedia a separação era a pressão exercida pelo ar sobre a superfície externa dos hemisférios. Esta experiência foi feita na cidade alemã de Magdeburg e os hemisférios passaram a ser conhecidos como "hemisférios de Magdeburg".
(continua)

3 comentários:

Pena disse...

Boa!Excelente!
Emanas uma enorme criatividade literária, poética e filosófica.
É por isso que sempre que primo o botão do meu computador venho parar onde estou a escrever.
Notável! Às vezes, falo no vazio e no vácuo à toa porque para mim é difícil conhecer e definir o que verdadeiramente eles são. Vou ter maior atenção e cuidado. Até, porque nutro por Deus respeito e consideração!

João Carlos Carranca disse...

virei aqui um dia virar do avexxo o cheio de vazio. Tá prometido

Anabela Quelhas disse...

É só para registar, que este post, foi de facto publicado no sábado 2 de Dezembro, mas como andei verdadeiramente a navegar pelos rascunhos, deu no q deu!