17 junho, 2007

O Mágico e o Papagaio


Um mágico estava trabalhando num navio de cruzeiro pelo Caribe.
Como o público mudava a cada fim de semana, ele resolveu fazer sempre os mesmos truques, sem nenhuma variação, afinal ninguém perceberia, exceto...o papagaio do capitão.
Como o danado via os espetáculos toda a semana, resolveu sacanear mágico e começou a desmascarar o coitado no meio se seus números:

-"Currupaco! Olhem não é o mesmo chapéu";

-"Vejam ele está escondendo as flores debaixo da mesa!";

-"Aposto que todas as cartas são Ás de Espadas!!!"

... e assim por diante.

O mágico estava doido da vida, mas não pôde fazer nada, afinal era o papagaio do capitão.

Um dia o navio bateu num iceberg e afundou. O mágico se agarrou num pedaço de madeira e o papagaio aproveitou indo junto.

Durante dois dias ficaram flutuando no mar, se encarando com ódio, mas sem dizer uma só palavra. Depois de uma semana o papagaio se rendeu e disse:

- OK,"seu-filho-da-mãe", você venceu, onde é que está o barco?

3 comentários:

Poliedro disse...

Amiga Anabela:
Nunca me deixei levar por mágicos. Nem nunca apreciei os seus truques de magia. São irreais.
O Papagaio é uma lição de vida para aqueles que não coabitam com a seriedade e a sinceridade do que verdadeiramente são. Entrincheiram-se em si, escondidos no seu egoísmo que sou a falsidade. Que erram e repetem sempre os mesmos erros, sem nunca fazer nada para os mudar ou imaginar mais puros, lúcidos e autênticos.
Sou real. Sou eu. Sou como sou.
Para mim, a interpretação é esta.
A mensagem que quiseste transmitir, penso ser esta.
Registo-a.
Obrigado pela visita ao memoriasvivas. Adorei.
Fiz um texto sobre o Douro que se gostares poderá ser inserido no teu deslumbrante blog: Trás-os- Montes-Mar de Pedras. Logo que tenha oportunidade dedicar-me-ei por inteiro a ele. Desculpa ainda não o ter feito.
Beijos sinceros de Amizade
pena
Obrigado por tudo.

Poliedro disse...

Desculpa Anabela, na 7ª linha onde se lê"sou" deverá ler-se "soa" do verbo soar. Escutar, penso eu.
Desculpa.
pena

Poliedro disse...

História de humor simpática.
Ficou registada pela mestria da lição.
Estou sempre a aprender e, o meu egocêntrismo, não pode equivaler-se à tua entrega, à amizade que nutres em viver.
São lições de vida e deverias ter neste teu espaço uma plateia infinita que te ouvi-se, que escutasse as tuas palavras, que aplaudisse o que expressas.
Enfim...
Abraço amigo
pena