06 setembro, 2007

Luciano Pavarotti


Nunca valorizei "afectivamente" a arte de cantar ópera, porque de facto nunca foi uma expressão musical, que interagisse decisivamente comigo.
Reconheço as capacidades daqueles que o fazem, o trabalho árduo que desenvolvem, as privações que sofrem, pois a sua arte é a prioridade das suas vidas.
Com Pavarotti foi diferente: passei a ouvir pelo menos aquilo que ele cantava como tenor.
Pavarotti conseguiu por a sua imagem ao serviço da ópera e conseguiu eleiminar algumas barreiras. Vestia-se de forma bizarra, os lenços, os cachecois, as toalhas à volta do pescoço davam-lhe um cunho popular, a que todos eram sensíveis. E depois aquele rosto expressivo! Nunca percebi bem onde acabava o natural e começava a maquilhagem das suas sobrancelhas. O seu sorriso, franco, despretencioso, abrigava aquela voz inconfundivel, poderosa onde cabiam todos os acordes musicais.
Sr. Luciano Pavarotti, muito obrigada!

3 comentários:

Nilson Barcelli disse...

Esta perda é irreparável.
Restam-nos as gravações que deixou.

Fizeste uma óptima reportagem dos Red Bull. Gostei.

Beijinhos.

Té la mà Maria - Reus disse...

se no ha ido una gran ( y no lo digo en plan retorico) tenor, Italia le llorara dias

saludos desde Reus Catalunya

Poliedro disse...

Simpática Anabela:
Pavorotti foi para muitos considerado o maior tenor da música de sempre.
Trata-se de uma perda que não se consegue colmatar ou substituir.
De certeza, que Deus vai acolhê-lo. Era um enorme HOMEM, mas com um coração terno e dedicado.
A tua homenagem é linda e ele escuta-a, podes crer?
Um Bem-Haja pelo que és e, és muito.
Beijos de estima por seres minha amiga
pena