20 novembro, 2011

Reflexo dos espelhos

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Num reflexo dos espelhos

Espreito a alma

De alguém que se silencia a meu lado:

Um ilustre desconhecido.

Divirto-me pensando no acaso

Que me permite aproximar daquilo

Que não conheço

Observar o que nunca vi

Desnudar a intimidade

Do quotidiano de alguém

Que nunca mais encontrarei.

Dentro de minutos voará

Para outras dimensões urbanas

Transportando essências únicas

E in codificáveis

Ignorando-me.

Eu olharei os espelhos novamente

Espreitarei de novo

E saborearei o chá entretanto arrefecido.

Doce

E aromatizado com limão.

Filigrana


Foto: A. Quelhas ( Confeitaria do Bolhão)

1 comentário:

Anónimo disse...

Um poema lindo escrito com o teu coração, o que o torna perfeito e extraordinário.
Parabéns, és sublime.
No maior respeito e estima gigantescas.
Sempre a admirar o que concebes com encanto, ternura e empenho.

pena