23 novembro, 2007

Socialização


Ser sociável e socialização, penso que não será exactamente o mesmo.
O ser sociável implica uma certa integração num grupo, mas não implica haver uma grande identificação com o grupo.
Socialização é um processo mais abrangente através do qual o individuo se integra num grupo,interiorizando hábitos, crenças, códigos... a cultura do grupo, aprendendo a interagir com esse grupo, mas construindo gradualmente e em simultâneo a sua identidade.
Este processo faz-se ao longo da vida, primeiro com a família e depois com a familia + escola.
Substituir uma sala de aula ou uma escola, por um forum ou por um chat, é uma troca que resulta pobre para a construção dessa identidade.
Mas existem outras vantagens, lógico! A primeira, é a motivação, pelo menos por enquanto.

Anabela Quelhas

(intervenções no "Paradigma digital")

4 comentários:

Anónimo disse...

Ana: Obrigada por estares a publicar as tuas intervenções no paradigma como te pedi, pois a plataforma não é aberta. Assim já dá para perceber.
Mª João

Pena disse...

Amiga Anabela:
Acredita, que gostava de ser um ser sociável.
Contudo, tenho imensas dificuldades de integração dado respeitar mais que o normal as pessoas. Merecem-me todo o respeito, mas tenho dificuldades que se prendem com sinceridade, honestidade, justiça e educação.
Num grupo fala-se, por vezes,de coisas que não me dizem nada, mesmo nada. Sou muito livre, respeito quem me respeita, mas não pactuo com as opiniões de "cortar na casaca" de certos ambientes que não me suscitam interesse ou motivação para integrá-los. Estimo demasiado as pessoas para o fazer. Vivo de sinceridades, valores, princípios que não se ajustam.
Contudo sou sociável. Acredito na veracidade e sinceridade de algumas pessoas. São maravilhosas. Lindas. Puras.
Obrigado pela reflexão em que a minha complexa interioridade deu para falar, deu para explicar, deu para elucidar.
Tens atitudes profundas de bom-senso, sobriedade e de assinalar com muito agrado.
Beijinhos amigos de elevada estima e consideração.
Respeitosamente...

pena

Nilson Barcelli disse...

Não sou sociólogo.
Mas tens toda a razão.
O teu blogue socializa pouco.
O meu, um bocadinho mais.
Mesmo assim, acho que eu e tu nos socializámos minimamente.
Ao ponto de se sentir uma certa sintonia.
Mas o que ajudou mais foi o fígado poético... hheheheheh...
Pergunto: será que o fígado te motivou?

Os foruns e chats, que conheço muito mal, não resultam mesmo.

Nos blogues existe alguma construção da tal identidade.
Mas é muito assente na escola do elogio mútuo e na hipocrisia. Que de resto são atributos que quase todos herdamos da educação familiar.

Há dias, ouvi um psicólogo dizer que o mal de Portugal (nomeadamente no funcionamento das empresas, dos organismos públicos, etc., levando a que PIB fosse sempre baixo relativamente aos outros países mais desenvolvidos) era as pessoas terem muita consideração umas pelas outras.
Ele era estrangeiro, e eu acrescentei: consideração hipócrita. Que não aponta o dedo para corrigir e melhorar, etc.

Acho que me perdi na conversa... ah... paradigmas digitais... por causa disso é que o meu filho apanhou uma tendinite... não são esses paradigmas?
Estou com sono e já nem sei de que falava o teu post...

Bfs, beijinhos

a. quelhas disse...

Mª João
Não sei como tudo vai evoluir, mas sempre que for oportuno, publico algo no estirador.Bj.

Pena
As pessoas são feitas de contradições, até tu! Gostarias de ser um ser sociável e depois afirmas que contudo és sociável, mas tens dificuldades de integração.
Eu diria que eu ás vezes sou sociável, outras não sou, é conforme me dá na telha.
"Vivo de sinceridades" - isto sim! és tu!
Beijo da tua sempre amiga.

Barcelli
A função do estirador é obrigar-me a escrever com regularidade, e ir partilhando aquilo que vai caindo em cima do meu estirador na vida real.Não sou capaz de fazer um diário,sou muito desorganizada com os papeis e papelinhos e o blog consegue ser um registo aproximado a um pretenso diario, tirando a lamechice intrínseca. Por outro lado vou arrumando em formato digital, alguns papelinhos, evitando que eles se percam aqui na minha sala de trabalho.
Quanto ao social... à volta dum estirador cabem poucas pessoas de facto, mas o que interessa é que é um espaço informal onde tudo pode ser abordado. Serás sempre benvindo, ainda que haja alguma perturbação devido aquele fígado poético....lolool.
Bj grande