15 setembro, 2007

Arte da Terra

Às vezes penso que o meu amigo Mauro Gentz anda distraído, mas aquela cabeça está a sempre a trabalhar, e de vez em quando surpreeende-me com coisas bonitas. Só que esquece-se que eu não entendo alemão! Vou partilhar convosco o que me enviou, e referir que isto se chama Land Art ou Earth Art ou Earthwork: É uma arte em grandes dimensões cujo suporte é o próprio terreno natural, onde ele mesmo pode ser trabalhado e interligado com a intervenção artística.
A Land Art surgiu em finais da década de 60, "em parte como conseqüência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova Yorque, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969.
É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto. Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente.
Dentre as obras de land art que foram efetivamente realizadas, a mais conhecida talvez seja a Plataforma Espiral (Spiral Jetty), de Robert Smithson (1970), construída no Grande Lago Salgado, emUtah, nos Estado Unidos da América." (wikipédia)

Obrigada Mauro (vê se me traduzes o inicio do video), até 2ª.
Kornkreise




14 setembro, 2007

Contentores




visitem este endereço, interessante... apesar que, se alguém conclui que passa por aqui a resolução do problema habitacional..... não me vejo a viver em cidades de contentores!


13 setembro, 2007

in

Fui e gostei. Contactei com um sonho tornado realidade, e que tem asas para voar. É um projecto grande demais, para esta cidade e para o in (interioridade) que vos enche de orgulho. É muito bom ver alguns de vocês a crescer ao longo destes últimos anos. Vão ter alguns problemas. È difícil arranjar espaços com boas condições acústicas, para actuarem 25 pessoas. Mas é um movimento lindo que vai crescer e crescer convosco.
Outro assunto: hoje este blog completa um a ano.

12 setembro, 2007

ACROLAT'in


Há pessoas que teimam em fazer aquilo que gostam, não contabilizando horas, nem ansiedade.
BRAVO VITINHO!
Lá estarei a aplaudir!

11 setembro, 2007

GOSTO DE +

Kiluanji Kia Henda


10 setembro, 2007

09 setembro, 2007

Hoje só quero preguiçar!




HOJE SÓ QUERO PREGUIÇAR!

08 setembro, 2007

Os algarismos

Os números árabes tem características interessantes, vejam o nº de ângulos da sua expressão gráfica, que coincide exactamento com o conceito numérico.

06 setembro, 2007

Luciano Pavarotti


Nunca valorizei "afectivamente" a arte de cantar ópera, porque de facto nunca foi uma expressão musical, que interagisse decisivamente comigo.
Reconheço as capacidades daqueles que o fazem, o trabalho árduo que desenvolvem, as privações que sofrem, pois a sua arte é a prioridade das suas vidas.
Com Pavarotti foi diferente: passei a ouvir pelo menos aquilo que ele cantava como tenor.
Pavarotti conseguiu por a sua imagem ao serviço da ópera e conseguiu eleiminar algumas barreiras. Vestia-se de forma bizarra, os lenços, os cachecois, as toalhas à volta do pescoço davam-lhe um cunho popular, a que todos eram sensíveis. E depois aquele rosto expressivo! Nunca percebi bem onde acabava o natural e começava a maquilhagem das suas sobrancelhas. O seu sorriso, franco, despretencioso, abrigava aquela voz inconfundivel, poderosa onde cabiam todos os acordes musicais.
Sr. Luciano Pavarotti, muito obrigada!

04 setembro, 2007

Red Bull Race Porto 2007 (cont)



Enquanto os aviões não chegavam entretive-me a observar Gaia. Muitos edifícios degradados e ou abandonados, e um belo trabalho de arranjo de exteriores do Dr. Meneses, junto às caves do vinho do Porto, que aproximou Gaia ao seu rio.

O Convento da Serra do Pilar, sempre belo a marcar o extremo da ponte D. Luís.

As pessoas pareciam uma massa líquida que tinha “escorrido” para o rio. Recordei um trabalho de um colega arquitecto, que desenvolveu o seu percurso académico nas Belas Artes: teria que localizar o centro da cidade do Porto, respondendo ao desafio feito pelos seus professores.

Ele, de forma engenhosa, propôs a construção de uma maquete da cidade do Porto, com as ruas das Flores e Mouzinho da Silveira, vedadas em S. Bento, e verteria um liquido nas ruas localizadas na parte mais alta da maquete: Para onde o líquido escorresse e se acumulasse, definiria o centro urbano. Obviamente que era a Av. dos Aliados , onde o centro político por coincidência tem determinadas características morfológicas que permitem validar essa teoria mirabolante.

A certa altura, um helicóptero realizou um voo, a baixa altura delineando a margem de Gaia, por forma a movimentar a água do rio, refrescando com pequenas gotículas as pessoas que esperavam pacientemente pelas 13h da tarde.
A hora chegou e passados uns minutos os aviões também.
Todos vibraram com os parafusos realizados por um dos pilotos e, a meio da tarde com a exibição aérea dos aviões a jacto.

Steve Jones ganhou. Mas, isso que interessa?! O espectáculo foi muito para além do ganhador. Para os pilotos, não sei se eles tem oportunidade e tempo para apreciar os espaços por onde passam, correram num espaço de uma grande beleza. Para nós, foi emocionante. Voltarei nos próximos dois anos. Daqui até lá talvez o Red Bull me dê asas e me saia o totoloto para convidar os amigos a assistir, sentados num local fresco, mesmo junto ao rio, com direito a almoço, pela módica quantia de 600 € por cabeça.

02 setembro, 2007

Red Bull Air Race, Porto 2007


Red Bull dá-te asas, entrou no linguajar rotineiro de muitas pessoas, à custa duma campanha publicitária de qualidade e bem-humorada.
Nem todos teremos o espírito red bull… alguns por fraqueza de estômago outros por fragilidade otorrínica, outros, mesmo por miufa, de andar lá no céu, aos trambolhões. Por isso ficamos com os pés bem assentes no chão, só a ver. Mirones assumidos e simpatizantes daqueles “Ganda malucos” das máquinas voadoras.

E éramos muuuitos: 600.000 ou a passar!

A maioria concentrada nas margens do Douro, mas não existia uma pequena varanda, um recanto de rua, um quintal com vista para o rio que não tivesse sido ocupada. Os bombeiros avisaram sobre o perigo de concentração de pesos nas varandas antigas.

Cheguei ao centro do Porto às onze da manhã, admirada com o trânsito que fluía bem, porém a essa hora, já se via muita gente a caminhar de boné e mochila às costas, em direcção ao rio. Cheguei à praça da Republica e tive a noção que tinha chegado no tempo limite. Em Cedofeita, já havia fila, os parques de estacionamento já estavam cheios, e já se começava a estacionar nas ruas em qualquer lado. Tive que recorrer a um parque pouco conhecido na rua Miguel Bombarda.
Nos dias anteriores estive a relembrar em pormenor o traçado do rio. Existia apenas um espaço onde era visível todo o trajecto dos aviões. Dado que a margem de Gaia é mais côncava seria a margem ideal para a observação, no entanto por facilidade de vias de comunicação em cima da hora, optei pelos Jardins do Palácio de Cristal.


Paguei 10 € pela entrada, tinha acesso a bar, ambulância se fosse necessário, uma vasta área que dava para ver quase todos os insufláveis, muito sol e algumas sombras.

A essa hora já lá estava muita gente, olhei para Gaia: Incrível, toda a margem estava sobrelotada! Tudo a apanhar aquele sol escaldante do meio dia. Apenas uma zona de sombra: acaso do ângulo de incidência do sol, num velho armazém de Gaia já sem cobertura, exactamente no espaço que referi atrás, de maior ângulo visual.

Acabei por ficar junto da casa Tait e depois junto das sete palmeiras gigantescas da Califórnia.
Muito calor, muita gente, muito entusiasmo, muito boné, muito telemóvel armado em máquina fotográfica, muito polícia, muitos sorrisos, muitos lanches, muitas famílias, muitas horas em pé!!!!!!!!! E muiiito calor!!!!!! Isso também foi espectáculo e não foi perceptível em frente ao televisor.

(cont.)

01 setembro, 2007

OPORTO Red Bull

Hoje o Porto estava assim:
Em Gaia também estava:




... até que chegou a hora!
Muito calor, muita gente, muito entusiasmo, muito carro, muito boné, muito telemóvel armado em máquina fotográfica, muito polícia, muita ambulância, muitos sorrisos, muitos lanches, muitas famílias, muitas horas em pé!!!!!!!!!
RED BULL dá-te asas!!!!! Todos queriam uma asa para voar ou para fazer sombra!!!

30 agosto, 2007

Para reflectir sobre as assimetrias



Este mail já deu várias voltas ao mundo, mas devemos reflectir mais uma vez.

Se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena cidade de 100 pessoas, poderia observar-se a seguinte distribuição:


57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (norte e sul)
8 Africanos

52 mulheres
48 homens

70 pessoas de côr
30 caucasianos

89 heterosexuais
11 homosexuais

6 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
80 pessoas viveriam em más condições

70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 passariam fome
1 morreria
2 nasceriam
1 teria um computador
1 (apenas um) teria instrução escolar superior

29 agosto, 2007

Darwin


Vamos lá a ler, para conhecer os grandes pecados do autor da evolução das espécies, através da selecção natural.

28 agosto, 2007

02 agosto, 2007

HESPERIA BILBAO



Calle Campo Volantin, 28

Bilbau
 

Roseta

Roseta em desacordo com o acordo, que afinal já não o é, ou seja antes de o não ser, já o não era.
Acordos fazem-se antes das eleições, para que os eleitores possam dar o uso correcto ao seu voto.
“Na campanha eleitoral, disse que teria só uma palavra e não faria coligações nem com o PS nem com [o ex-presidente da Câmara] Carmona Rodrigues mas estaria disponível para aprovar medidas do interesse da cidade. Lugares em troca de compromissos, não", afirmou Helena Roseta.
"Fomos eleitos com base num programa, é ele que vai nortear a nossa acção", acrescentou
"Não fazemos acordos que as pessoas não sabem, por baixo da mesa ou por cima da mesa, e não mudamos de opiniões ao sabor das oportunidades", declarou.
A arquitecta não vai lá com “disponibilizações” de pelouros, nem assina cheques em branco.
É assim mesmo!
Vamos lá ver como o Dr. António vai descalçar esta bota bem apertada!

01 agosto, 2007