31 agosto, 2023
30 agosto, 2023
ANTECIPANDO
ANTECIPANDO enquanto está calorzinho e a animação da Galiza é sol, luz e obviamente o marisco.
A vida não espera.
CASA DOS CACTUS
289 Carretera de Valadares, 36314 Vigo, Espanha
29 agosto, 2023
LEÃO DE VENEZA E POMBA
A estátua de bronze, símbolo de Veneza, que se eleva acima
da coluna de granito egípcio no cais da Praça de São Marcos, contém em si mito
e história artística.
O símbolo do leão está relacionado com o evangelista Marcos,
padroeiro de Veneza, depois dos mercadores de Veneza de terem roubado
rocambolescamente o corpo em Alexandria, Egito, no início do século IX. Os
restos mortais do santo foram usados para justificar a santidade e supremacia,
também religiosa, da nascente Veneza.
O Leão foi levado para a lagoa durante o século XII. Ele
permaneceu na coluna até a chegada de Napoleão, que o mudou para Paris.
Retornado a Veneza em 1815, ele caiu e foi reconstruído. Foi removido de seu
pedestal, no final do Século XIX para a restauração, e durante a Segunda Guerra
Mundial, para colocá-lo em segurança.
O Leão foi objeto de um estudo analítico e de uma cuidadosa
restauração na década de 90 do século passado.
28 agosto, 2023
GRAÇA MORAIS
GRAÇA MORAIS
A
pintora Graça Morais recebeu o prémio “Personalidade do Norte”, atribuído pela
Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Norte (CCDR-Norte), considerando
o “seu génio criador profundamente arraigado às suas origens nortenhas, o seu
indelével contributo no desenvolvimento das Artes e da Cultura” e o Prémio
Vasco Graça Moura – Cidadania Cultural devido ao seu talento, mas também pela seu
humanismo e a sua compaixão, como cidadã. Tem recebido distinções regularmente.
Informação sobre a vida e obra de Graça Morais está disponível na web,
fácil de encontrar, porque é uma figura pública das Artes Plásticas, com
currículo invejável, tanto aqui em Portugal, como na Europa, e temos o Centro
de Arte Contemporânea Graça Morais em Bragança, com acesso fácil e rápido.
Graça Morais
é uma pintora de vida cheia, trabalhadora, sensível, determinada, com uma
grande força interior e o seu trabalho tem sido, felizmente, progressivamente valorizado.
Não precisou de envelhecer ou até de morrer, para lhe atribuírem mérito e ser
reconhecida. Aprecio muito o seu trabalho, conheço-a há muitos anos, já
trabalhei com ela como responsável pela execução de um grande painel de
azulejos, que está localizado numa das escolas do nosso agrupamento, tendo-me
sido possível perceber como age profissionalmente, fora do foco da comunicação
social e confirmar a sua postura genuína.
Admiro o caminho que escolheu nas Artes Plásticas,
inspirando-se nas suas origens. Afirma frequentemente que pinta sobre o que
sabe e o que conhece, é essa a sua matéria-prima e o seu imaginário. Possui
formação académica de grau superior, formou-se em Pintura na Escola Superior de
Belas Artes do Porto, depois foi bolseira da Fundação Calouste Gulbenkian (anos
70), em Paris, com possibilidade de contacto com as grandes correntes
artísticas europeias dos anos 70. Inspirada em algumas vivências eruditas,
interligadas com a contemporaneidade e não só, Chagall, Van Gogh, Rembrandt, El
Greco e Francis Bacon, permitiram-lhe construir um caminho relacionado com as
suas origens transmontanas. Não foi à sorte, nada tem de naife, nem foi
uma temática escolhida por facilitismo “pimba”, pelo contrário, é caminho bem
estruturado, bem fundamentado e inesgotável, porque a sua memória, capacidade
de observação e reflexão e a determinação de registar e partilhar, são enormes.
Não se
inibe em falar sobre o que pinta, adicionando conhecimento, apurando a nossa
visão sobre a sua obra, dignificando os temas, consolidando as suas opções,
reforçando as suas inquietações, tornando-as em caminho único, singular e da
sua pertença. Não representa pessoas bonitinhas, bem penteadas em cenários a
condizer. Ela pinta pessoas do povo, que conhece nas aldeias de Vieiro e Freixiel,
anónimos, mas que nós, transmontanos, conseguimos ler a Maria, a Josefina, o
Joaquim que conhecemos, em Lamas-de-Olo, em Carro Queimado ou em Nogueira, o
que nos emociona, quando visitamos as suas exposições. Esta identidade é
gritante, incapaz de gerar indiferença ao observador, por o sofrimento ser
universal. Mais ninguém no mundo pinta assim. Associo-a sempre à escrita de
Torga, o drama humanista, a voz da terra, o sofrimento e o desassossego.
Durante
muitos anos, a sua vida divide-se (ou une-se), entre Lisboa e a aldeia de
Vieiro, mas é a realidade transmontana que surge nas suas mãos, nos seus
desenhos, na sua cabeça e no seu coração. A sua ruralidade pintada aparece de
forma real, “nua e crua”. Conhece bem a geada, o frio, os agasalhos de Inverno,
o calor infernal do Verão e a natureza nem sempre generosa – é um banco de memórias
fidedignas ao Nordeste de Trás-os-Montes. Conhece bem as mulheres, as suas
rugas, sofrimento, inquietações e a sua delicadeza, representada através das travessas
nos cabelos, das expressões dos rostos, dos olhares, da textura da pele; as
tarefas femininas e masculinas ligadas à lavoura, o mundo religioso e o mundo profano
da ruralidade, são temas frequentes. A sua pincelada/traço é dura, decidida e rigorosa,
por vezes, realisticamente chocante ou inquietante, para o observador. Por
vezes não elimina os vários traços da sua procura gráfica, assumindo o registo
da ansiedade, invisível em todo o acto criativo.
Perante
isto, não a julguemos como mulher confinada nesse território, provinciana, parada
no tempo, Graça Morais tem alma grande, perfil intelectual e sempre atenta ao
que se passa no mundo. A transformação política e social no mundo interessa-lhe,
emociona-a e tem sensibilidade apurada pela temática humanista, que se revela
pela opressão, guerra, sofrimento e fome. Não se inibe de opinar, sempre do
lado dos mais frágeis. Na sua pintura existe a simplicidade e a exuberância,
articuladas com uma grande contemporaneidade, lendo-se uma narrativa plástica
actual, arrojada, marcante e valiosa.
Cada
entrevista que concede, permite-nos conhecê-la melhor, o que sente e como
trabalha. O seu trabalho preferido é “O
Vieiro”, não gosta de pedir nada, é sensível à causa das mulheres, considera
que “as mulheres é que aguentam o mundo”
e que a maternidade torna-as muito poderosas, quando a pintura e o desenho não
flui, vê filmes, não consegue viver sempre em Vieiro, necessita do contacto com
as grandes cidades e das novidades que ai fervilham, rói as unhas, partilha a
sua vida com o músico Pedro Caldeira Cabral, gosta de trabalhar com pessoas
exigentes, lê o jornal logo de manhã e por vezes recorta imagens que lhe servem
de inspiração, tem muito orgulho no Centro de Arte Contemporânea de Bragança e
o seu papel pedagógico desenvolvido com as escolas. Foi distinguida com vários
prémios nacionais e no estrangeiro, não faço ideia quantas obras tem, devem
ultrapassar o milhar, porque é incansável. Em 2022 foi-lhe atribuído o título
de Doutor Honoris Causa pela Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro
(UTAD), enriquecendo o mundo académico.
O tema
das suas obras ultrapassou há muito os limites de Vieiro - o sofrimento, a
violência e as inquietações despertadas pela emigração, os refugiados, a
pandemia e a guerra da Ucrânia… sempre as mulheres e o seu sofrimento. A
violência do Homem, é retratada na última exposição “Anjos e Lobos, diálogos da
humanidade” – o título, por si, já é revelador. São 72 obras da pintora,
expostas em Lisboa, que atravessam 4 décadas de trabalho árduo e inquieto sobre
a evolução da humanidade.
A
minha preferência vai sempre para a série “Metamorfoses”, personagens
enigmáticas que abrem um espaço enorme à interpretação do observador.
Um
apontamento final, a produção desta artista é de tal forma grande que, em Dezembro
de 2022, tem 3 exposições a decorrer: Lisboa, Côa e Bragança.
Graça
Morais acredita que “a arte pode construir uma nova humanidade”.
Anabela
Quelhas (professora)
(não
cumpre o Novo Acordo Ortográfico)
Publicado na revista porque[L]ê
27 agosto, 2023
LlBELINHA
as asas da arte, que tento redescobrir a cada momento... a transparência que dá visibilidade à sua estrutura, que atinge o seu apogeu com a utilização do vidro.
Diário de Viagem, Ilha de Murano 23/04/2023
Ilha de Murano
24 agosto, 2023
ACEITAR E PRATICAR, DÓI MENOS
ACEITAR E
PRATICAR, DÓI MENOS
Verifiquei que em qualquer sítio onde estejam crianças, estas reflectem
de imediato a educação que têm e qual o perfil dos pais.
Há crianças fabulosas, simpáticas, atenciosas, que conhecem as palavras
mágicas – obrigada, peço desculpa, se faz favor, bom dia, adeus, com licença –
e que as utilizam em qualquer situação e em qualquer país. Há outras, onde
entram, provocam desconforto imediato a quem está por perto, acompanhadas por
pais absolutamente desorganizados e perdidos. Nos restaurantes, em vez de lhe
indicarem o local onde se devem sentar, perguntam:
- Meu amor onde te queres sentar? - enquanto os pais e eventualmente os
avós aguardam pacientemente a sua decisão.
Segue-se a fase da inquietação e da birrinha por tudo e por nada e só
se calam quando lhe passam um telemóvel ou um tablet para as mãos. O digital parece desempenhar o papel de
anestésico com efeito imediato.
Basta isto, para percebermos, quem manda lá em casa e como se educa uma
criança. Estes pais não dão oportunidade a que os filhos olhem para a comida,
olhem para os pais e muito menos para quem está à sua volta. Evitam qualquer
frustração ou vazio na vida dos seus queridos petizes.
Um dia encontrei um casal conhecido que passeava o seu bebé com menos
de um ano, no carrinho de passeio e notei que, este já segurava um telemóvel.
Perguntei porque lhe permitiam usar o telemóvel. Responderam que se lhe
tirassem o telemóvel ele chorava. Como tenho alguma confiança com o casal,
atrevi-me a informá-los que as crianças precisam de chorar, de serem
contrariadas e sobretudo é função dos pais dar-lhes espaço para a frustração e
os espaços de ócio sem fazer nada, para que estas descubram como ocupar tempo e
saber lidar com a frustração e os nãos da vida; e quando são muito pequenos
como era o caso, é essencial que os pais sejam criativos, lhes ensinem a ver o
mundo sem ser através do telemóvel. Devem pegar-lhes ao colo, cantar, mostrar o
que os rodeia, fazer com eles brincadeiras básicas que os envolva como
participantes, que ampliem os afetos e simultaneamente estabeleçam limites à
sua acção.
Até aos seis anos os pais têm a responsabilidade de “apresentar” o
mundo aos seus filhos, proporcionando-lhes experiências variadas e não o estão
a fazer. Não é preciso carregá-los, ainda recém-nascidos, para férias na praia,
nem levá-los para um Resort nas Caraíbas, porque as férias converter-se-ão numa
canseira constante. Pode ser no quintal, na sala lá de casa, em casa dos avós…
mostrem aí a vossa competência como pais.
Informei que sempre existiram crianças que choram, mesmo antes dos
telemóveis. As crianças dos telemóveis transformar-se-ão em crianças
insuportáveis no futuro, sem socialização, neuróticas, agressivas e
mal-educadas. Elucidei que quando os pais afirmam orgulhosamente que o seu
filho, tão pequenino, já sabe usar os suportes digitais, como se estivessem a
partilhar a inteligência do filho sobredotado, é um péssimo sinal, nem
adivinham os grandes problemas que os espera no futuro, e o certificado de
incompetência que estão a passar a si próprios.
Volto mais uma vez a este assunto.
Investiguem sobre os malefícios dos suportes digitais utilizados por
crianças e jovens em formação. Perceberão que estão a reduzir o mundo, ao ser
que mais amam.
É chato aturar um filho a chorar? É!
É estafante dar-lhes atenção constante? É!
É doloroso impor limites? É!
É esgotante andar com sono em atraso, multi tarefas para fazer e, mesmo
assim, arranjar tempo para interagir com o filho com um sorriso nos lábios? É!
É uma seca trocar um jogo do nosso clube de futebol, por um jogo idiota
de colocar peças umas em cima das outras, para depois tirá-las pela mesma ordem
e recomeçar tudo de novo? É!
É frustrante, trocar a discoteca, a noite com as cervejolas, as
caipirinhas e o trecolareco com os amigos(as), por uma noite a mimar o filho e
a recontar pela milésima vez a história da carochinha? É!
É, e é assim que tem que ser, porque ser pai e mãe tem destas coisas e
o melhor é aceitar e praticar, porque dói menos. Não pense em avós, babysitters,
amas, creches, academias, escolas e ATLs, porque não é a mesma coisa; os pais
são insubstituíveis e são os reais responsáveis pelos filhos que puseram neste
mundo. Telemóveis? nunca antes dos 6 anos, e depois, em doses reduzidas, por
favor.
Publicado em NVR em 23/08/2023
15 agosto, 2023
14 agosto, 2023
13 agosto, 2023
11 agosto, 2023
10 agosto, 2023
09 agosto, 2023
Anónimos (3)
Anónimos (3)
Utilizo táxis cada vez com mais
frequência, por vezes é impossível deslocar-me rapidamente de um lugar para
outro, onde não existe estacionamento ou então, o estacionamento que existe
está cheio. Contabilizo os gastos de andar com o carro às voltas, ter que pagar
ao arrumador, ou o parque, o meu precioso tempo e ainda a distância que terei
de percorrer a pé, e tomo essa opção. Aqui em VR utilizo o táxi sempre que me
desloco ao hospital publico ou para a estação rodoviária. No Porto, como não me
entendo com andantes, semi-andantes Z1, Z2, Z3, Z4…. e máquinas a substituir
postos de trabalho, opto com frequência por um táxi. Entre Uber e Táxi, prefiro
o táxi, porque esse tenho a certeza que existe um seguro de passageiros, se
tiver alguma reclamação a fazer, sei a quem a fazer e poderei chegar mais
rápido ao destino, porque o táxi pode utilizar a faixa BUS.
Os táxis circulam por toda a cidade,
sabem todas as novidades urbanas e suburbanas, funcionam em rede, têm
normalmente uma conversa que não acaba mais, que vai da informação,
conhecimento até à fofoca e à filosofia do achismo. Uns são honestos, outros
não, como em todas as profissões. Já dei 4 voltas à Expo Lisboa, para encontrar
uma rua que se localizava a 500 metros do ponto de onde parti. Já encontrei um
que desconhecia onde era S. Mamede de Infesta e dizia que o seu GPS estava
avariado, tentando desviar-me do percurso certo, para ganhar mais uns euros,
até eu me passar e dizer para seguir as minhas indicações. Já me aconteceu
iniciar viagem sozinha e depois o motorista ir parando e permitindo que outros
passageiros entrassem no veículo até encher. E já me aconteceu, o motorista
parar e sair do carro para ir discutir com alguém. Estes motoristas são a face
negra de uma classe profissional.
Tenho o meu taxista preferido, que me
transportou vários meses a tratamentos ao nosso hospital. O sr. Tomás
apanhava-me à hora certa, à porta de casa, eu sorridente e confiante, e depois
recolhia-me à porta do hospital, eu feita num oito, cheia de dores, que nem
conseguia abrir a porta do automóvel. Sempre se manifestou zeloso, simpático, preocupado
e amigo. Penso que eu poderia estar num canto qualquer do mundo, que ele iria
lá recolher-me.
Na semana passada estive no Porto,
utilizei dois táxis, e os motoristas já com alguma idade, eram conversadores
militantes, todo o caminho a falar, falar, falar. Um deles, em 10 minutos,
contou-me a história toda da sua vida e da empresa onde trabalhou muitos anos,
e o outro protestou contra o Terminal Intermodal de Campanhã, contou-me cada
coisa, que se eu já detestava esse equipamento, fiquei ainda mais preocupada
com o que se vive naquele edifício com automóveis, autocarros, metro, comboio e
pessoas, tudo misturado. Uma bagunça. Sempre estranhei o facto de haver
seguranças a cada sete metros – um indicador seguro de local de furto frequente
e outras coisitas mais do paraíso dos delinquentes. Prefiro andar de metro em
Roma, em hora de ponta, do que atravessar este Terminal. Este motorista fez a
sua “rapsódia” de crítica política, contra o presidente da Câmara do Porto, Rui
Moreira, atendendo a que, criou uma estrutura em Bonfim, que durou 4 anos
apenas, sendo mais humanizada e melhor do que Campanhã; passou para o Rui Rio
que segundo ele só gostava de corridas de carrinhos; e finalmente resvalou para
Cavaco Silva e os seus que tais, trupe de má fama de negócios pouco
transparentes, ... e eu cheguei ao destino, com ele ainda a falar também de
Sócrates e do outro do palco do Papa. Uffaa!
Fiquei a pensar sobre uma classe
profissional que é um potencial canal de informação. Quantas pessoas transportarão
por dia, que funcionam como depósito de toda a informação e contra-informação que
habitam nas suas cabeças? São verdadeiros “influencers” urbanos, mesmo sem
ninguém lhes pedir opinião. Transportam desconhecidos e arriscam a tecer
considerações pesadas/polémicas sobre a sociedade e a política, que podem ser
contrárias à opinião dos passageiros. Penso que eles consideram, que todos os
seus passageiros deverão pensar como eles. Não sei se o discurso será sempre o
mesmo, mas provavelmente, sim, adaptado às notícias do dia, interceptado por
uma voz feminina da central de táxis, que pede urgentemente uma viatura para a
rua x. A conversa, deste último, foi mais um monólogo do que um diálogo, porque
ele questionava e respondia, parecendo-me haver ali uma azia constante e
descontrolada, contra tudo, provocada provavelmente por excesso de horas de trabalho
a tentar safar-se do trânsito caótico e muito condicionado, no centro da
cidade, completamente lotada de automóveis e de turistas.
Nota: No meu último texto figura um
erro de palmatória, devido à escrita inteligente do telemóvel, que selecciona a
palavra que eu utilizo em geometria, com frequência. Em vez de “cotas”, deve
ler-se “quotas”.
Publicado em NVR 9/08/2023
07 agosto, 2023
Castelo dos Duques da Bretanha
O Castelo dos Duques da Bretanha em Nantes é um conjunto
arquitetónico construído no século XV e classificado edifício histórico desde
1840. Ele é o último do Vale do Loire antes do mar, sendo assim um dos
monumentos mais importantes da região. O castelo é bonito e possui um estilo
cheio de influências diferentes, é interessante, irmos descobrindo essas várias influências artísticas. Foi construído sobre uma muralha galaico-romana. Castelo medieval com pequeno fosso e de estilo
renascentista, este castelo do Vale do Loire foi a propriedade inicial de
Francis II da Bretanha, e depois residência do duque e duquesa Anne.
Posteriormente, o castelo tornou-se uma fortaleza real, depois passou a ser a
sede do governador de Nantes, e, um tempo depois, virou uma prisão real e, a
partir do século XVIII, um quartel. Agora um museu - uma grande mistura de funções.
(Diário de viagem AQ)
O pequeno fosso
O castrloVários jardins da duquesa
Ora Vamos lá, em boa companhia.
05 agosto, 2023
Teatro S. João
Teatro S. João, Porto (arquitecto Marques da Silva).
Tecto pintado por Ângelo de Sousa, artista contemporâneo que tive o prazer de conhecer.
04 agosto, 2023
02 agosto, 2023
O diploma chumbou
O diploma chumbou
Marcelo trava a loucura
do diploma sobre as progressões na carreira dos professores criado pelo PS, que
evidencia desigualdade sobre desigualdade. O diploma chumbou. Finalmente apresenta-se
um rasgo de lucidez! O PR percebeu que esta luta não é para parar e que o
diploma está cheio de contradições, beneficiando uns e prejudicando outros.
Há uma cegueira
colectiva e propositada, por parte do Ministério de Educação, acerca dos
professores, a sua luta e também sobre a Educação - cegueira perigosa e contagiante.
Recomendo que o ME se
aplique e utilize o que exige dos professores, há um leque de medidas que
ajudarão a apurar a lucidez e o sucesso… há para todos os gostos; medidas
universais, medidas selectivas e medidas adicionais. Se estas não chegarem,
inventem outras. Os docentes sabem a que me refiro.
Foquem-se na
diferenciação, nas acomodações, no enriquecimento, na promoção, na intervenção…
o apoio, a antecipação e o reforço… nas adaptações, nas metodologias e nas
competências.
Os professores entraram
no seu período de férias, alguns já com a promessa da “casa às costas”, outros desencantados
com a Escola, a falta de reconhecimento acerca do seu trabalho, prejudicados
pela avaliação por quotas, que desenvolve sentimentos de frustração, revolta e
de desistência. Trabalhar bem, assegura uma boa avaliação, mas depois esta
reduz-se perante o número de cotas disponíveis. Esta avaliação em vez de ser uma
alavanca, um factor para melhoria da aprendizagem, funciona inversamente. Um
professor desmotivado é o pior que pode acontecer no processo de
ensino-aprendizagem.
Em Setembro cá estarão
de novo, preparados para mais um ano a lutar pelo que lhes é devido,
desmotivados, mas resilientes.
Aquela verborreia de
que se encerra definitivamente o processo de recuperação do tempo em que as
carreiras docentes estiveram congeladas, não passa disso, porque não é o Primeiro
Ministro, quem determina a satisfação dos professores, nem a orientação das
suas lutas.
Era o que mais faltava!
O argumentário dos
Costas tem sido um falhanço total, nem apelando e vitimizando-se com os
cartoons suínos se safaram. Em vez de valorizarem a carreira docente, atenderem
às suas justas reivindicações de forma gradual, optaram pelo oposto, e sempre
confiantes, porque não há exigência de retroativos. Assim, cada mês que passa,
sem qualquer acordo, são uns milhões do lado de lá, tão úteis para o jogo dos
aeroportos, para os palcos do Papa, para o optimismo do FMI e para os inúmeros
buracos financeiros que têm vindo à tona.
O Costa Primeiro, com a
maioria obtida nas eleições, está a afogar-se na sua habilidade negocial, e a esganar
a sua própria inteligência. Agora percebemos que o governo sempre teve um plano
B, e por isso, aprovou secretamente as alterações ao diploma do Governo sobre a
progressão da carreira dos professores, logo no dia seguinte ao veto, sem
consultar sindicatos. Nenhum professor conhece o novo documento. Incrível.
Cheira-me a mais uma habilidade espertalhona. O governo vai empurrando o
problema com a barriga, até a barriga estourar. E vai estourar mais cedo ou
mais tarde. A luta dos professores é a ponta do icebergue, tem escondido os
reais problemas da ESCOLA PÚBLICA, que mexem com toda a sociedade – é urgente
ser repensada, ajustada e melhorada.
A sociedade mudou, a
Escola foi a rasto, e as páginas excell já não enganam ninguém.
A Escola Pública está
saturada de experiências, que já foram rejeitadas por outros países. Ainda não
percebi, aqui o tempo deve ter outra velocidade; poderíamos transformar esse
constrangimento em oportunidade, para não repetirmos erros já cometidos pelos
outros, mas não, o Ministério da Educação apenas aproveita o refugo dos outros,
avançando cegamente para a catástrofe. A Educação continuará a
problematizar-se.
Publicado em NVR 02|08|2023