03 junho, 2026

"FOZ CÔA" - Manuel Vaz de Carvalho


https://voca.ro/135zkEMTGIos

Voz: Manuela Vaz de Carvalho

file:///E:/radio/audio/239%20-%20FOZ%20COA%20-%20Manuel%20Vaz%20de%20Carvalho-2.mp3

A MAIS BELA MALDIÇÃO

 


A MAIS BELA MALDIÇÃO - livro

Autor Rui Couceiro, 2026

Foi com gula que comprei este livro, sem ler a sinopse, opiniões… nada. Apenas gesto de gula construída por gostar das obras “Baiona sem data para morrer” e Morro da Pena Ventosa”, do autor. Pensei ser outro romance fabuloso e enganei-me. Em casa, abri o livro e verifiquei que são 10 histórias que têm em comum os livros e o gosto de ler.

Estive para desistir, decepcionada, pensando que Rui Couceiro, o autor, teria dificuldade em manter o nível literário demonstrado em “Morro de Pena Ventosa”. Afinal nem todos os escritores conseguem assegurar a sua genialidade em todas as obras.

Mesmo assim dei o benefício da dúvida. Dou sempre aos livros 50 páginas para me seduzirem.  Na página 50 já ia na 2.ª história sobre o Castelo de Livros envolvendo a problemática da união das duas Alemanhas, antes separadas pelo Muro de Berlim e já tinha decidido ler até ao fim.

O autor define que são histórias de gente apaixonada por livros.

Cada história é uma surpresa e torna-se viciante saltar de uma para a outra; Rabat, Berlim, S. Miguel nos Açores, Toscana, S. Tomé e Príncipe, Pernambuco, Lucignana, Caxinas na Póvoa de Varzim, Bogotá e Nova Iorque são os sítios onde se localiza cada história, nada têm a ver umas com as outras, excepto uma verdadeira declaração de amor aos livros e à leitura realizada por parte dos protagonistas e de Rui Couceiro, que emerge de cada página. Rui Couceiro leva-nos numa viagem pelo mundo para conhecer pessoas reais, que sofrem de uma singularidade no seu amor pelos livros, revelando afectividades, reflexões sobre a vida e descrição ilustrativa de lugares de geografias diversas, exteriores e interiores.

Escrever sobre livros e os seus amantes pode parecer monótono, mas não, todas as histórias são interessantes, contendo relatos biográficos daqueles que assumem a sua relação profunda com os livros.

Foi um desassossego enquanto não li o livro todo, aconcheguei-me a cada história literária narrada de forma delicada, subtil e expressiva e dei comigo a imaginar que o autor teria material para um segundo volume.

Esperava encontrar a Libreria Aqua Alta que me encantou em Veneza, ou a Livraria Lello do Porto, a mais bonita do mundo, ou até a história dos livros que foram angariados para os hospitais de Angola, sob o nome "Um Livro, Uma Criança, Muitos Hospitais" coordenada pelo jornalista Rui Ramos. Estas 3 histórias não ficariam nada mal neste livro… ou ainda a Bibliothèque Nacional de France, as bibliotecas itinerantes da Gulbenkian, o Real Gabinete Português de Leitura no Rio de Janeiro, a Cabine telefónica de Somerset, a Biblioteca de Fernando Savater, ou a Word on the Water de Londres. E a história daquele grupo que jogava póquer sem dinheiro, mas com livros? Rui Couceiro tem material para escrever um segundo volume.

Um pormenor curioso, quando lia sobre José Paulo Cavalcanti Filho, um apaixonado pela obra de Fernando Pessoa, acabei por interceptar uma grande exposição realizada sob a sua curadoria, “Fernando Pessoa: Plural como o Universo” que esteve patente na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa em 2015, e que para mim foi um momento de referências culturais gigantesco. A leitura também tem isto, inesperadamente faz cruzar universos e de repente oferece-nos luz sobre vertentes que procurávamos ou que desconhecíamos.

Gosto desta maldição de gostar.

Segundo Marcelo Rebelo de Sousa, este é um livro para todos os apaixonados por livros e para aqueles que não são, mas deviam ser.

Publicado em NVR 03|06|2026


02 junho, 2026

Real Coliseu Portuense


 

Os tripeiros não atinam com touradas-

Já há mais de 150 anos que, no Porto, se tem a consciência de que tourada não é espetáculo nem, muito menos, cultura, mas sim barbárie e selvajaria!

Nesta imagem temos o Real Coliseu Portuense, localizado na actual Rotunda da Boavista construído em 1889 e demolido em 1894. Foi sol de pouca dura. O local quase que nunca serviu para fazer touradas, porque por aqui esta tradição e "cultura" atrofia e não dá frutos. Nesse período foi utilizado para espectáculos circenses e desportivos.

Quem quer ver touradas que vá à Póvoa.

ANTECIPANDO

 






AZEITÃO DAMAS VILLA

Rua João Vaz nº 68, Azeitão

31 maio, 2026

IRMÃS


 TODOS OS DIAS

Edgar Morin

 


Morreu Edgar Morin.

Recuei à última parte da década 70 e ao seu livro “O PARADIGMA PERDIDO”, que me abriu algumas janelinhas para o mundo, na verdade um livro que me ensinou a pensar.

Não é fácil falar com serenidade daquilo que admiramos e daquilo que odiamos, por isso é sempre bom ler Edgar Morin. Foi um pensador inquieto cruzando as ciências da natureza e as sociais e da cultura, sempre na busca de uma compreensão mais funda do Homem.

“A humanidade vive uma época de perigos incríveis e, ao mesmo tempo, de possibilidades de ultrapassar as coisas. É por isso que não podemos ser cegos, não devemos ser otimistas de maneira estúpida, mas é preciso estar presente porque esta é a nossa vida”.

Edgar Morin tem origem sefardita. A sua relação com o judaísmo e com o Estado de Israel foi marcada por um distanciamento crítico em relação ao sionismo, pela denúncia veemente da opressão do povo palestiniano e por uma profunda defesa do universalismo. Até ao fim da sua vida, manteve-se perplexo e indignado com a violência em Gaza, denunciando o que apelidava de "silêncio do mundo" face ao sofrimento e à humilhação da população palestiniana.

O POMO DA DISCÓRDIA


Ouvir AQUI

https://voca.ro/157pn1ej4pEw

Música: "Child in Time" - Deep Purple.

27 maio, 2026

DICIONÁRIO


DICIONÁRIO

Apresento-vos um livro que passou de moda, jaz frágil e moribundo no extremo de uma prateleira pouco acessível das nossas estantes, apenas a apanhar pó. Guarda palavras gordas e magras, negras e brancas, loucas e criteriosas, doces e agressivas, beneméritas, malvadas e odiosas, palavras gastas e outras quase virgens, e agora palavras adormecidas, ou até em coma induzido pelas novas tecnologias. 

O conceito de dicionário é uma ferramenta fundamental na organização e compreensão da língua, desempenhando um papel crucial na comunicação, no estudo e na preservação do património linguístico.

As primeiras formas de dicionários podem levar-nos até à Antiguidade, como os glossários e listas de palavras utilizados por escribas na Mesopotâmia e no Egito, que buscavam esclarecer significados e traduções de termos especializados. Durante a Idade Média, surgiram compêndios mais sistematizados, muitas vezes ligados ao ensino e à tradução de textos religiosos e académicos.

Sobre o primeiro dicionário português a informação recolhida não é unânime. Diz-se que foi o "Dictionarium Lusitanum" de João de Barros, publicado em 1555 (?). Como primeiro grande dicionário bilingue em Portugal intitula-se Dictionarium Latino-Lusitanicum (1569) e foi escrito por Jerónimo Cardoso. Será? Não sei. O dicionário moderno, como o conhecemos hoje, começou a tomar forma no século XVII, o "Dictionnaire de l’Académie Française", publicado em 1694 em França.

A utilidade do dicionário é vasta e multifacetada. Ele serve como uma referência confiável para esclarecer dúvidas sobre o significado, a ortografia, a pronúncia, a origem e o uso de palavras. Para estudantes, escritores, tradutores e profissionais de diversas áreas, o dicionário é uma ferramenta indispensável para aprimorar a precisão e a riqueza do vocabulário. Além disso, desempenha um papel importante na preservação da língua, documentando mudanças linguísticas e introduzindo novos termos ao longo do tempo.

Actualmente, o interesse pelos dicionários permanece elevado, porém, em suporte digital. Muitas pessoas preferem consultar dicionários online ou aplicativos de linguagem, que oferecem acesso instantâneo a uma vasta quantidade de informações, além de actualizações constantes e funcionalidades adicionais. Essa substituição gradual faz com que os dicionários impressos sejam considerados quase obsoletos ou de uso mais restrito, muitas vezes reservados a colecções, estudos académicos ou àqueles que valorizam o método tradicional de pesquisa.

Assim, a secundarização do dicionário-livro reflecte uma mudança cultural e tecnológica na forma como acedemos e utilizamos o conhecimento linguístico nos dias de hoje. Quem não conhece o dicionário Priberam da Língua Portuguesa e o Google Tradutor?

Quando era jovem, ai de quem aparecesse na aula de Português sem o famoso dicionário, mais conhecido por calhamaço, que funcionava como lastro da minha pasta e a transformava com sucesso em arma de arremesso e desenvolvia-me os bíceps.

Mesmo na era digital, o seu valor académico permanece inalterado, continuando a ser um aliado indispensável na jornada da aprendizagem.

Além do dicionário tradicional, existem outros tipos de dicionários, cada um com funções específicas: Dicionário de Línguas, de Sinónimos e Antónimos, Dicionário Etimológico, Dicionário de Rimas, Dicionário Visual, Dicionário Técnico ou Especializado e outros mais, alguns muito apelativos contendo imagens, facilitando a consulta e a memorização.

Eu ainda tenho o velho dicionário de Eduardo Pinheiro publicado pela Livraria Figueirinhas, que cumpriu a função, comigo e com as minhas irmãs, em dois continentes, os dois volumes da Lello Universal e vários de línguas. Também tenho um dicionário minúsculo de Francês-Português, que me livrou de algumas faltas de material com a Madame Lamy. Preciso deles? Não! Quero vendê-los? Também não! Eles são a prova de que a aprendizagem não se processa por osmose, pois há muitas palavras que nunca utilizei, nem pretendo. UFA! UFA! Sobrevivi. 

Publicado em NVR 27|05|2026



 

"OBSESSÃO DO MAR OCEANO" - Mário Quintana

 


"OBSESSÃO DO MAR OCEANO" - Mário Quintana

https://voca.ro/1fTfDbrFF6O9

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/236-%20obsess%C3%A3o%20do%20mar%20ocenao-%20Mario%20Quintana.mp3

26 maio, 2026

24 maio, 2026

21 maio, 2026

20 maio, 2026

A CAIXADE PANDORA

 


A CAIXA DE PANDORA

Na mitologia grega, a Caixa de Pandora (na verdade, um jarro) era um presente de Zeus para Pandora, a primeira mulher, criada por Hefesto a mando de Zeus. O presente constava de uma caixa

E o que continha a caixa?

Continha todos os males e desgraças do mundo, como doenças, dor, a guerra, a fome, o ódio, a discórdia, a inveja, as doenças do corpo e da alma, mas continha também a esperança, que ficou retida no fundo. A caixa estava lacrada, e Zeus deu ordem expressa de nunca a abrir, pois continha os males destinados à humanidade como punição.

Vencida pela curiosidade, e desconhecendo o seu conteúdo Pandora abriu o recipiente, libertando uma nuvem de todos os males (doenças, miséria, discórdia, etc.) que passaram a afligir toda a humanidade.

Assustada, Pandora fechou a tampa rapidamente, mas já era tarde. Apenas a esperança ficou presa na caixa, que deu aos humanos a força para suportar as adversidades.

Este mito explica a origem do sofrimento humano e a importância da esperança para enfrentá-lo, tornando-se uma metáfora para atos que desencadeiam consequências imprevisíveis. Adverte também sobre os perigos da curiosidade excessiva e as consequências irreversíveis das acções humanas, especialmente quando há desobediência a ordens divinas.

 Hoje, a expressão "abrir a caixa de Pandora" por vezes é utilizada de forma leviana, e parece conter algo de mágico, na verdade significa "a origem de todos os males" é usada para descrever acções que geram consequências negativas, imprevistas e incontroláveis.

Apesar dos males, a Esperança que ficou na caixa simboliza a resiliência humana e a capacidade de perseverar diante das adversidades. Por isso dizemos que a Esperança é a última a morrer.

A esperança é considerada uma força inesgotável que sustenta o ser humano, ajudando a superar momentos de crise, dor ou desespero. Antes da desistência total (desesperança), a pessoa mantém a expectativa de que o amanhã trará algo melhor, agindo como uma protecção contra o desânimo profundo.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

 

[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 08|09|10 de Maio de 2026.]

O silêncio do kisanji na Rádio Portimão

 


Hoje fui surpreendida por João Carlos Carranca no seu programa Karranca às Quartas. Palavras sobre o silêncio, afectuosas que gostei de ouvir. Grata à Rádio Portimão que me proporciona estas viagens semanais.
Livro "O silêncio do kisanji" - edição de autor.♥

Antecipando








 THE ST. REGIS CAIRO

Corniche El Nile 99999, Cairo

"TIMOR" - Luís Represas (Trovante)


https://voca.ro/11N2VImWgSQc

Voz: Anabela Quelhas

file:///E:/radio/audio/233%20-%20Timor%20-%20Luis%20Represas.mp3

Música: https://www.youtube.com/watch?v=V410xjheelQ

19 maio, 2026

Ruinenberg

 


O Ruinenberg, ou “morro das ruínas”, é uma colina histórica em Potsdam com ruínas artificiais do século XVIII que ainda atraem visitantes pela sua beleza e vistas do Palácio Sanssouci.

Localização: bairro Bornstedt, ao norte do Parque Sanssouci em Potsdam.

A colina foi transformada por Frederico II da Prússia em 1748, quando mandou construir um reservatório de água no topo para fornecer água às fontes e jardins do palácio. Para decorar a área, foram criadas ruínas artificiais inspiradas em estilos clássicos e romanos, incluindo um coreto, um portal e restos de uma parede que lembram um teatro romano.

Durante o século XVIII e início do XIX, tornou-se moda na Europa construir ruínas artificiais nos jardins aristocráticos, como reflexo do neoclassicismo e do romantismo. O Ruinenberg exemplifica essa tendência com:

Monopteros (templo circular)

Colunas dóricas e jónicas

Pequenas pirâmides e paredes em ruínas, simulando estruturas antigas

No século XIX, Frederico Guilherme IV melhorou o projeto paisagístico, adicionando a Torre Normanda, referência à arquitetura medieval, completada em 1846

Muitas das estruturas foram destruídas durante a Segunda Guerra Mundial, mas foram meticulosamente reconstruídas no século XX, mantendo o visual das ruínas originais.

Conclusão: Quando não há cão, caça-se com um gato. Adorei.

In Diário de Viagem – Anabela Quelhas



16 maio, 2026

MEGA FESTA

 


Vem daí até aos Aliados.

Sr. Engenheiro


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14 maio, 2026

3º ROUND

 


Mister Vemba

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13 maio, 2026

OS LIVROS MAJORA

 

"A HISTÓRIA DA CAROCHINHA” e os livros MAJORA no programa Karranca às quartas, na Rádio Portimão.

Podem ouvir  AQUI


CAIR NOS BRAÇOS DE MORFEU


 CAIR NOS BRAÇOS DE MORFEU

Apesar dos milénios que nos separam da Grécia Antiga, é evidente que o legado dessa civilização ainda exerce uma influência profunda em diversos aspectos da nossa vida quotidiana.

As propriedades revigorantes do sono são amplamente conhecidas, e a ausência dele pode gerar uma série de problemas de saúde. Muitos estudiosos continuam a investigar de que maneira essa actividade, que ocupa praticamente um terço das nossas vidas, interfere no funcionamento do organismo. É comum ouvirmos pessoas celebrarem uma noite de sono reparador dizendo que “caíram nos braços de Morfeu”.

Mas, afinal, de onde vem essa expressão?

A expressão "cair nos braços de Morfeu" é uma metáfora que descreve o acto de adormecer de forma profunda, tranquila e reconfortante, quase como um sono hipnótico. Essa locução remete à mitologia grega, na qual Morfeu é o deus dos sonhos. Representado com asas poderosas, Morfeu tem a capacidade de se mover silenciosamente durante a noite, viajando rapidamente pelo mundo para visitar os seres humanos enquanto dormem, moldando e influenciando os seus sonhos. Ele é um dos mil filhos de Hipnos, o deus do sono e de Pasiteia (deusa do relaxamento, do descanso ou das alucinações), e neto da deusa primordial da noite, Nix.

Segundo a mitologia grega, Morfeu adormecia os mortais tocando-os com uma folha de papoila, mergulhando-os num sono propício à experiência dos sonhos. Os gregos acreditavam que uma noite bem dormida e os seus efeitos positivos só poderiam ser explicados pela presença dessa divindade nos sonhos.

A imagem de corpos entrelaçados ao dormir, ou de estar nos braços de Morfeu, é uma metáfora clássica tanto na literatura quanto na nossa vida real. Quando alguém diz que “caiu nos braços de Morfeu”, refere-se ao momento em que a pessoa abandona a consciência para mergulhar num repouso reparador, como se estivesse a ser acolhida pelo próprio deus. Estar sob os seus braços significa, portanto, estar sob a protecção da divindade que governa o mundo dos sonhos.

Voltando à mitologia, quando Hipnos, pai de Morfeu, precisa de enviar uma mensagem a um mortal através do sonho, envia um de seus filhos. Os filhos, Fobetor e Fantaso, imitam animais ou objetos inanimados, como árvores ou utensílios, nos sonhos dos mortais. Contudo, Morfeu tem uma função especial: pode assumir a forma de qualquer ser humano. Nenhum outro filho imita tão bem, reproduzindo o andar, o rosto, a voz, as palavras e até as roupas de cada pessoa.

Assim, Morfeu pode assumir diversas formas de cada um de nós e de outros personagens que surgem nos nossos sonhos. Essa capacidade de caracterizar e representar o sonho inspirou Freud ao desenvolver as suas teorias sobre a ligação entre os personagens do inconsciente e as nossas experiências oníricas.

Foi justamente por meio dessa expressão e da história de Morfeu que um dos mais potentes analgésicos existentes, a morfina, recebeu esse nome.

A associação deve-se ao facto de que a morfina é extraída da papoila, a mesma planta que, na mitologia, Morfeu utilizava para adormecer os mortais. Além da sua origem, a morfina possui propriedades sedativas potentes, induzindo o sono e aliviando a dor.

Em conclusão, embora a mitologia não tenha bases científicas, é inegável que uma noite de bom descanso é, de certa forma, divinal. Afinal, o sono reparador é um presente que nos conecta com uma cultura que explica a origem do mundo, fenómenos naturais e comportamentos humanos por meio de deuses, heróis e seres sobrenaturais.

Que os deuses te sorriam. Alegra-te! Kairé!

[Emissão “Zeus não dorme”, descubra a mitologia grega na sua vida – Rádio Universidade FM – 24|25|26 de Abril de 2026.]

"ESCRAVA" - Florbela Espanca

 


"ESCRAVA" - Florbela Espanca

https://voca.ro/16cogPVP3FXr

Voz: Manuela Vaz de Carvalho

file:///E:/radio/audio/230%20-Escrava%20-%20Florbela%20Espancamanuela%20Vaz%20de%20Carvalho.mp3

10 maio, 2026

GUADALUPE


 

CAIXA DE PANDORA


 link para ouvir: https://voca.ro/1c7PImkJi4dP

Música: "Simpathy dor Devil" - Rolling Stones