30 junho, 2012

Maldito plástico


Lutei durante 20 dias contra uma película de plástico. Usei acetona, diluente celusoso, diluente sintetico, liquido azul, removedor de vinilico,.... aliás usei tudo que há no mercado. O meu sucesso foi quase nulo e à custa de um raspador. A luta foi titânica e eu tive que desistir e mudar de rumo. O resultado foi este. Serve. Só está a anos luz daquilo que eu queria.

29 maio, 2012

A arte é ou não é importante?


A arte é ou não é importante?

  
 A arte ajuda a realizar a integração da identidade de cada um em relação ao mundo que o rodeia. Provavelmente já me ouviram dizer algumas vezes que para mim, mais importante que ensinar conteúdos na educação visual, é facilitar a cada a aluno na procurado seu mundo interior e facilitar a sua expressão exterior. Que interessa cumprir o programa se a autoestima do aluno não foi estimulada?  Vou sempre buscar como exemplo negativo aqueles que nunca mais esqueceram o pesadelo dos borrões provocados pelo velho tira-linhas.
    A arte liberta a alma, porque ensina a ver o mundo à nossa volta, entender os seus conflitos e recriar os acontecimentos consoante o confronto que cada um faz consigo mesmo. A arte enriquece o desenvolvimento integral do aluno, desenvolve a imaginação e torna mais consciente a sensibilidade de cada um, favorecendo a autonomia, a capacidade de intervenção sobre o meio e construindo uma maior consciência sobre as suas escolhas..
    A arte desenvolve o raciocínio lógico abstrato, porque ensina a pensar, a equacionar e resolver problemas e a projetar saídas para além do mundo real. A arte reduz a agressividade, pois facilita a exteriorização de emoções e canaliza-as para a concretização artística, onde o impossível não existe.
    Não quero alunos formatados e todos iguais. A arte permite ir ao encontro de cada um e aproveitar o que há de melhor na sua personalidade e trazer essas potencialidades para o plano do consciente. Nenhuma outra área do saber trabalha de forma tão eficaz o ego e a autoestima dos nossos alunos. Alunos alegres e confiantes, são alunos capazes de aprender melhor.

26 maio, 2012

FRANKIE CHAVEZ


Quem perdeu, perdeu muito.

22 maio, 2012

Florença 2001


A tal fotografia de 2001, que tem uma história, tirada em Florença a um casal desconhecido.

14 maio, 2012

13 maio, 2012

06 maio, 2012

05 maio, 2012

04 maio, 2012

O GRITO



Hoje um aluno meu perguntou-me porque alguém queria uma pintura como o grito do Munch dentro da sua casa e como alguém pagava tanto dinheiro por ela.
Eu prometi que escreveria sobr isso.
Edvard Munch ao pintar o seu “O grito” nunca imaginou que essa obra poderia valer 91,3 milhões de euros – record mundial que ultrapassou Picasso – passados 117 anos.
Pensa-se que depois de Mona Lisa, esta seja a pintura mais conhecida do mundo.
O que tem de especial esta obra?
O grito expresso naquela figura esquálida, que se desconhece o sexo, de olhos e boca bem abertos e mãos a rodear a face, é a reação da espécie humana perante o desespero e o horror. È uma figura sem cabelo, débil fisicamente, envolta em várias linhas cinéticas que conferem à imagem, desequilíbrio  e caos psicológico, onde se poe em contraste o frio e o quente, colocando os nervos em situação limite. Penso que é uma pintura premonitória sobre o que se passou posteriormente, um século repleto de dramas onde a ansiedade existencial afecta cada vez mais pessoas.
É o espelho também da vida pessoal Munch, caracterizada por dramas familiares e perda de entes queridos
Esta pintura não deixa qualquer ambiguidade na comunicação com o observador, e talvez por isso, devido à sua mensagem monossémica, que ela é entendida por todos e mundialmente conhecida. O grito transporta consigo ainda outras histórias relacionado com a sua sobrevivência.
Mas vejam o que Pedro Correia escreveu
 http://delitodeopiniao.blogs.sapo.pt/4378664.html



30 abril, 2012

Este rio


"Há correntes que nos arrastam, que nos afastam, que nos unem, mas que nos envolvem no redemoinho da vida . Águas que por vezes são mansas, que por vezes se mostram violentas, mas não adianta fugir delas, ignorá-las ou até nadar contra a corrente. Sentei-me na margem de mim, fingindo ignorar-te(me)(nos) durante décadas. Pura ilusão porque este rio somos nós."

In “Não escrevo em moleskines, escrevo no verso das contas do supermercado”

25 abril, 2012

Festejo Abril sem cravo na mão


Desta vez não escrevo no verso das contas do supermercado, escrevo sobre guardanapos de papel, sentada numa mesa de um café qualquer.
……
Percorri vários sítios da cidade invicta, incógnita e sem pressa. Deambulei por esta cidade que me acolheu como sua num ventre quase materno, ao fim de uma manhã, a meio da semana. Passei por sítios carismáticos e de referência na minha vida e na vida de outros. Vivi por aqui alguns momentos marcantes da história desta cidade e participei neles. Parei nas praças e nas esquinas para lhe sentir o bater do coração, mastigar imagens recordadas e cheirar o casco urbano,  como se cheiram os seres vivos, procurando as semelhanças e as diferenças que sempre se reflectem como um eco produzido no desfiladeiro que somos nós.
Não encontrei ninguém a vender cravos nas ruas, apesar do dia.
Perguntei.
- Estão muito caros!!!
Senti as pessoas tristes e conformadas com as suas rotinas realizadas àquela hora, embrulhadas por um dia “ chocho”, enublado de cinzento onde por vezes brilhava o sol. 
As pessoas… umas estão sem emprego, sem dinheiro e outras possuem como esperança mórbida deixar de os ter a curto prazo. Todos terão alguém na família a sofrer de desemprego. Lê-se-lhes no rosto a sua realidade, transparentes de preocupação, sem qualquer desenho de sonhos no seu horizonte. É isso que mais me toca: rostos sem sonhos, sem projectos de futuro. Os seus olhos caminham vazios e as suas almas recolhem-se no silêncio que já dura há meses- olhares de retinas escancaradas para a escuridão desta sociedade em decadência, feita numa escala progressiva de desigualdades sociais, incapaz de definir com rigor os responsáveis por esta desgraceira nacional.
Que país desgovernado, este!
Cidadãos deste país desgovernado que entram pela porta grande da miséria, da fome e da doença!
Festejo Abril sem cravo na mão! e sem sonhos também… guardei o cravo no coração, sempre vermelho, na esperança de voltar a erguer-lo no ar empunhado pela minha mão.
Cumpriu-se a descolonização através de caminhos amargos para muitos.
Experimentaram-se algumas vertentes da democracia, através de um rumo que chegou aqui, neste beco que parece sem saída.
Ignorou-se o desenvolvimento.

O que fizemos nós com a revolução dos cravos?!!!!!

In “Não escrevo em Moleskines, escrevo no verso das contas do supermercado" - 24 de Abril de 2012

19 abril, 2012










Fotos cedidas por Zita Soares, tiradas na sua visita ao liceu Guiomar de Lencastre conhecido por liceu feminino e actualmente liceu Nginga Mbande.