06 abril, 2012
05 abril, 2012
4º Enconto de Jazz Acrolat'in
Mais uma vez com Laurent Filipe e José Meneses. Foi um grande espectáculo. Estão todos de parabéns.
Vitinho admiro o teu empenho ao longo destes anos, és o grande pilar desta orquestra. Beijinho.
03 abril, 2012
25 março, 2012
DEAD COMBO
19 março, 2012
Um até já


Passam os anos e as décadas e continuas a habitar no meu velho hábito de sonhar.
Felizmente sonho,
sim,
sonho muito,
acordada e a dormir.
Refiro-me aos sonhos de dormir.
Por isso adoro sonhar, assim não te perdi completamente. Encontro-me contigo naquela dimensão que ninguém sabe definir, como se tudo fosse real, como se fosse aquela rotina de te encontrar todos os dias, como antes. Conforta-me, dá-me ânimo para continuar. Interrompo por momentos aquela estranha e amarga sensação que deixaste plantada dentro de mim no último dia: que estou só no universo.
Quando se perdem os pais, fica-se definitivamente só. Não há filhos,
O meu estar virtual contigo é pacifico, com as nossas diferenças bem resolvidas, mas nem por isso amorfo. Tu decidiste ficar de pedra e cal nos meus sonhos. Deves divertir-te a valer ao participares neles, pois eles são tudo menos monótonos… eles são um
Gostaria de dar-te a mão como em pequena e ver como tu me parecias al
Um até já entre muitos, enquanto vejo as velhas fotografias.
16 março, 2012
13 março, 2012
Mãêêê

Mâêêê!
Estou aqui.
Continuo na roda da vida que gira sempre em diferentes trajectórias numa velocidade nem sempre constante.
Em anos passados estaria a preparar a nossa festa comum de aniversário com as guloseimas que ambas adorávamos. Dois em um com a diferença de umas horas, para resultar reforçados os laços que nos uniam. Em anos ainda mais passados eras tu que tornavas esses dias especiais. Onde estarás agora? Quem te prepara a festa de aniversário? O pai? Uhhhhmm com o jeito que ele tinha para pilotar fogão deves ficar no prejuízo!
Tenho saudades.
Tenho saudades de ti.
O pensamento já há muito que é insuficiente para colmatar tanta carência.
Estarás a espreitar o que escrevo? Se estás, os teus olhos cor de amêndoa estarão a sorrir e suspirarás fundo.
Mâêêê!
Já não sei cantar as músicas de aniversário, porque será?
Não sei ou não me apetece.
12 março, 2012
28 fevereiro, 2012
20 fevereiro, 2012
19 fevereiro, 2012
18 fevereiro, 2012
17 fevereiro, 2012
16 fevereiro, 2012
09 fevereiro, 2012
1325
Disciplina e liberdade

Interrogo-me como se constrói o equilíbrio entre a disciplina e a liberdade. Não é fácil! As temáticas intersectam-se. Ser livre é ser indisciplinado? Não ter regras é ser livre? Disciplina e rigor é um espartilho que nos conduz irremediavelmente à ausência de liberdade? Disciplina é formatação, normalização?
Sem rigor e disciplina aprende-se menos! Isto é verdade!
Uma mente disciplinada é uma mente que produz sucesso? Imaginação interfere com disciplina? Se queremos ser criativos temos que forçosamente ser indisciplinados. Indisciplina e irreverência serão a mesma coisa? .
in”Não escrevo em Moleskines, escrevo no verso das contas do supermercado”
27 janeiro, 2012
07 janeiro, 2012
02 janeiro, 2012
16 dezembro, 2011
05 dezembro, 2011
24 novembro, 2011
Me encanta a dança
Aos sons das chávenas e das colheres
em compasso aleatório
soma-se o aroma dos cimbalinos
que circulam entre iguais
numa dança
desenhada sobre bandejas.
Aprecio a dança.
Não aprecio o sabor,
Sou de uma anormalidade genética
de não apreciar café.
Sofro de ausência de sensibilidade
para apreciar o precioso liquido.
Liquido marron de tingimento de café,
liquido fumegante
que obriga a rituais e dependências após almoços e jantares,
geração após geração,
acompanhados de conversa sobre coisa nenhuma
gravada nas madeiras,
nos espelhos,
nas mesas dos cafés da baixa do Porto.
Não aprecio,
mas me encanta a dança
E a dependência.
A. Quelhas
22 novembro, 2011
20 novembro, 2011
Reflexo dos espelhos
Num reflexo dos espelhos
Espreito a alma
De alguém que se silencia a meu lado:
Um ilustre desconhecido.
Divirto-me pensando no acaso
Que me permite aproximar daquilo
Que não conheço
Observar o que nunca vi
Desnudar a intimidade
Do quotidiano de alguém
Que nunca mais encontrarei.
Dentro de minutos voará
Para outras dimensões urbanas
Transportando essências únicas
E in codificáveis
Ignorando-me.
Eu olharei os espelhos novamente
Espreitarei de novo
E saborearei o chá entretanto arrefecido.
Doce
E aromatizado com limão.
Filigrana
Foto: A. Quelhas ( Confeitaria do Bolhão)
17 novembro, 2011
12 novembro, 2011
ALMADA NEGREIROS
11 novembro, 2011

07 novembro, 2011
Dead Combo
"É editado hoje o quarto álbum da dupla portuguesa, no qual colaboram Marc Ribot, Camané ou Sérgio Godinho.
Os Dead Combo começaram por ser apenas dois. Tó Trips, o homem da cartola e de guitarra em punho, e Pedro Gonçalves, de contrabaixo na mão. À medida que os anos foram passando receberam mais e mais convidados. No último ano vimo-los recorrentemente acompanhados pela Royal Orquestra das Caveiras. As canções que eram então apenas de duas figuras ganharam uma nova dimensão.
Chegados ao quarto álbum surge pela primeira vez uma questão: "O que é que vamos fazer? Mais do mesmo?". A decisão foi então de voltar à base, quando eram apenas dois. Ainda assim, não resistiram a desafiar outros músicos. O resultado dá pelo nome de 'Lisboa Mulata'."
3/11/2011
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=2030578&seccao=M%FAsica
06 novembro, 2011
04 novembro, 2011
29 outubro, 2011
A perspectiva das coisas
Matisse“ A perspectiva das coisas”
Exposição sobre a Natureza-Morta na Europa – Séculos XiX e XX
Esta é a 2ª exposição que ocorre em Portugal, a 1ª aconteceu no ano passado, com obras dos séculos XVII e XVIII. As obras são todas de pintores de referencia na história da pintura, e esta é uma oprtunidade para os apreciarmos aqui bem perto e todos juntos – Matise, Van Gogh, Braque, Cezanne, Picasso, Amadeo, Magritte, Courbet, Gris, Manet, Dali, Rousseau, Morandi, Renoir, Basille, Vieira da Silva, Bonnard e admirem-se até Corbousier.
Todos incidem sobre a Natureza-morta que não me anima muito em si, mas francamente esta exposição permitiu-me refletir sobre muita coisa,pude comparar, observar detalhadamente e viajar mentalmente até outras obras que estão na minha memória.
Pensei em que? Apesar de morta a natureza suscita forma, textura, estrutura, materialidade/imaterialidade, primitivismo,fotografia,sonhos, pesadelos.... várias perspectivas de simples objectos.
Retive Henri Matisse, Amadeo, Van Gogh e Cezanne.
Não percam na Gulbenkian!
04 outubro, 2011
18 setembro, 2011
17 agosto, 2011
Caricaturas com letras







Não sei fazer caricaturas
Eu não sei fazer.
Há muito que conheço uma caricatura do Fernando Pessoa de autoria do cartonista Ubiratan Porto. Foi essa caricatura que me levou a descobrir o trabalho deste artista plástico e especialmente as suas caricaturas concebidas a
partir das letras dos nomes das pessoas a representar.
Partilho convosco.
Para ver mais e mais:Aqui

02 agosto, 2011
Senti o telemóvel a tocar
Senti o telemóvel a tocar!
Eram 4,00 horas da madrugada, ainda nem tinha começado o dia.
Este foi o primeiro dos vários sintomas de grande stress dos últimos anos, em tempo de
férias.
Dormia superficialmente, logicamente estava a sonhar e não tinha conseguido desligar toda a rede de circuitos tecidos ao longo do jurássico. Dormia,
sonhava e acordava dormindo e sonhando.
Virei as costas ao mundo, pensei em como é difícil desligar e con
venci-me que iria dormir de novo.
Escutei a música das ondas do mar e senti a brisa fresca a empurrar suavemente as cortinas transparentes, misturando o atrito da seda, grávido de vento..
Poderia desligar o telemóvel… mas não uso relógio há muit
os anos… e ele nem sequer tocou…mas…. Tento conciliar o dormir, mas o suposto toque, fechou a porta do meu sono.
Revi as características do perfil dum stressado, tentando auto-convencer-me que estaria tudo sob controle (pura ilusão):
Responsabilidade – quente
Ambição – frio
Liderança – quente
Responder em simultâneo a várias situações – a ferver
Exigência – quente
Ansiedade - quente
Perfeccionismo - caliente
Pontualidade – a ferver
Competitividade - morno
Tempo – boa gestão, tépido
Dificuldade em desligar – escladante
Realizei um gráfico mental atendendo aos conceitos artesianos e à disposição ortogonal, visualizando a predominância do vermelho sinónimo de quente e de alarme, sobre o frio inexistente, no meu adorável azul.
Desliguei o tecnicolor do pensamento e embrulhei-me
em supostos s
onhos em que gostaria de entrar naquela hora tardia – ementa tropical sempre. Fiquei à porta, presa aos eixos das abcissas, colada ao eixo das ordenadas e afastando-me da verdadeira função de DORMIR. Nem a visão de terras ocres, e cacimbos húmidos me deixaram entrar num repousante sono.
Tentei organizar alguma desordem nos pensamentos, segundo uma estrutura de prioridades: os que serenam e os que agitam.. passei para segundo plano os que agitam. Pensei em quem queria pensar. Pensei com carinho, porque queria pensar e escutei mais uma vez o mar… e pensei. As horas escoaram-se após cada ciclo sessenta
minutos deste fait di
vers, ausente de palavras sonantes e rico em palavras imaginadas.
Dei várias voltas na cama, naquela ansiedade do cobre, descobre… pensei no antes, no depois, no faz de conta, no que poderia ser e não foi, no futuro e no condicional, pensei na Corimba e nas musicas que nunca chegaram ao seu devido destino e destrincei cada variante da ausência de sono articulada com as possíveis palpitações do meu velho telemóvel.
Pedi um pacote de sono com pouco açúcar.
Pedi uma cabeça vazia perdida
de s
ono
Pedi aromas de espera para a minha paciência.
Pedi tempo de mim e de brisas do mar.
Pedi o resto da madrugada.
Pedi para não pe(r)d(i) (e )r
Perdi o sono!
Ensaios de escrita – um projecto sempre adiado
(A. Quelhas)
14 julho, 2011
Casa de Chá - Boa Nova


11 julho, 2011
03 julho, 2011
Lucidez e dor

A lucidez não tem que ser necessariamente dolorosa, embora resulte inegavelmente do facto de romper com aquilo que nos “cegava” e o abrirmos a visões mais amplas e menos ingénuas das coisas, é um acto de ruptura com as disposições das nossas cabeças e com as nossas vidas e muda radicalmente os nossos vínculos, para o qual quase sempre parece implicar um parto doloroso. (…) lucidez e dor são inseparáveis em todos os momentos? A felicidade é possível no momento de lucidez? O iluminado está condenado à dor da solidão? (…) parece ser mais aconselhável o risco da dor da clareza do que viver a felicidade na ignorância. Não acham?
http://noticiasderionegro.blogspot.com/2011/06/entre-el-dolor-de-la-lucidez-y-la.html
25 junho, 2011
S. João no Porto
Há certos eventos que para mim, só no Porto fazem sentido. Um deles é a festa popular: O S. João.
O S. João do Porto é uma das festas populares mais significativas do mundo, e eu gosto (informem-se, pois é mesmo).
O S. João é uma festa incomensorável, não sei bem quantas pessoas se envolvem na noite de festa. É uma festa de massas, dos cidadãos do Porto, dos aglomerados vizinhos e de muitos outros lugares que afluem principalmente ao centro histórico, na noite de 23 de Junho, contando que podem virar a noite na rua, aliás em várias ruas, numa diversão sem fim. É uma cidade inteirinha na rua, a sua rua e a rua dos outros da sua cidade.
À partida é uma festa cristã, centrada na figura de João baptizando Jesus, no entanto ela desdobra-se em diversas situações, que talvez estejam mais ligadas aos rituais pagãos assinalando a chegada do verão.
S. João não é padroeiro do Porto, pois esse lugar esta ocupado pela Nossa Senhora da Vandoma, no entanto como fica tudo em familia, tanto dá, João foi adoptado há mais de 5 séculos creio eu, e continuará como símbolo religioso desta cidade, inconfundível nos seus contornos liberais/republicanos, onde o seu povo é genuíno, simpático, acolhedor, lutador pelas suas causas incapaz de se submeter a ideais que não sejam os seus e capaz dos maiores sacrifícios para fazer vingar a sua vontade. Sempre foi assim e assim será. É este o povo que gosto e com o qual me identifico.
A noite de S. João é para complicados e descomplicados (os segundos divertem-se à brava e os primeiros não resistem a divertir-se ao ver o primeiros), foliões, alegres e brincalhões. É uma manifestação de fraternidade numa amálgama de todo o tipo de pessoas. Todo o mundo se veste descontraídamente, não se distinguindo classes sociais, nem profissões, nem ricos, nem pobres e todos gostam de sardinhas e broa. Esta é a cidade da liberdade que sai à rua na noite de S. João para partilhar a alegria de viver. A alegria é um traço comum. Muitos procuram pela sardinha para comer, pela bifana, pela francesinha, pelas tripas, …. Sei lá tudo o que se faz de bom nesta cidade. Porque isto de pular e brincar, faz fome.
Sempre que posso venho até cá.
Preparo-me com sapatilhas, uma pequena carteira a tiracolo (BI, dinheiro, chaves de casa, pequena máquina fotográfica e telemóvel… o resto fica em casa), um pequeno casaco pelos ombros (por vezes há o orvalho de S. João) e aí vou eu.
A melhor maneira de nos divertirmos no S. João é juntarmo-nos ao nosso grupo de amigos, fazer uma filinha para ninguém se perder e atacar a tristeza. Nunca há hora de regresso e a palavra de ordem é folia e diversão – é proibido estar triste.
Começo sempre pelo Bonfim, para admirar uma das várias cascatas Joaninas, Jardim de S. Lázaro, onde compro o meu martelo, para dar resposta as marteladas (inventado nos anos sessenta e logo proibido pelo fascismo) e desço a rua das Fontainhas até ao passeio do séc. XIX do mesmo nome. O cheiro das sardinhas assadas abre-me o apetite. Para comer uma sardinhada, e um caldo verde não é preciso sentar, pois elas, as sardinhas, assam-se e vendem-se no meio da rua.
Gosto de apreciar os moradores desse sitio, onde eu tantas vezes parei a lhes desenhar e fotografar. De seguida vou até à muralha fernandina e desço a escada dos Guindais. A descida desta escada em noite de S. João é uma bela experiência. Inicia-se pela abordagem visual do atelier de um dos maiores pintores portuenses vivos, Júlio Resende, encostado à muralha do séc. XIV e depois entra-se na descida (escrevi bem "entra-se"). Fica-se envolvido na festa para além de se sentir a urbe medieva em plena festa iluminada pelo luar e pelas luzinhas coloridas. As bandeirinhas a atravessar a escadaria sinuosa, os vizinhos juntos a jantar em pequenas plataformas, ao som da musica popular… o convite para a mesa, o brindar de um copo de verde ou maduro, é isto o genuíno S. João… as luzes, as filinhas de foliões, sempre…. Sempre, mais um lanço de escadas, mais uma curva em linha quebrada. De quando em vez, ouve-se Abrunhosa, Rui Veloso, Reininho, Godinho, mas predomina sempre a música popular brejeira e o seu rei, Quim Barreirosss.
Óptimas fotos que fiz, ao cair da noite.
Até que se chega ao rio.
O contraste entre a rua sinuosa e a grandeza da ponte de Eiffell,… e o rio Douro, que eu tanta vez já vi em tom de prata, corre manso reflectindo a vontade do povo na rua, ali naquele local histórico, simbólico, local de luta e coesão social, local de passagem para à outra margem e para outros tempos, onde o tempo marcou as almas das gentes . O bizarro sucede-se ao inesperado. O inesperado sucede-se ao invulgar e ao surpreendente.
E o rio corre manso, colorido de gente, luzes e aromas.
Surge alguém a fotografar o policia na entrada do tabuleiro de baixo, alguém que esfrega o alho porro pelo meu cabelo desejando-me sorte e fortuna e logo a seguir o aroma da erva cidreira. A guerra dos martelinhos… a escolha de uma cabeça arranjadinha para dar uma boa martelada. Os carecas são os melhores, mas que não tragam alho porro, senão a vingança é sempre terrível.
A Ribeira a encher, a encher de gente e mais gente, sentar, nem pensar. Vou até ao cubo do Zé Rodrigues e até ao S. João do Cutileiro que se esqueceu do cordeiro,... e a gente a descer até à praça de S. João, pela rua dos Mercadores e pela rua de S. João Novo. Parece uma torrente de povo a descer para o cais da Ribeira. Rios de gente a correr para o seu rio.
O povo a descer pela rua Mouzinho da Silveira.
Uma bifana servida numa caravana em frente ao Mercado Ferreira Borges e Palácio da Bolsa, ambos lindamente iluminados… e os balões, muitos, mais que muitos a subir, uns com sucesso outros não, incendiando-se a 20 ou 30 m da altura, todos homenageando o Sol e o solstício de verão. O vento puxa a sul, uns mais altos outros menos, mas todos rumam a Gaia, Marrocos para alguns.
Os manjericos e as quadras populares, brejeiras, jocosas, irónicas algumas e sempre divertidas , onde não se pode sentir o aroma com o nariz mas sim com a mão– dá sorte e energia positiva..
(perdoem-me os mais castos)
"Oh meu rico S. João
Casai-me que bem podeis
Já tenho teias de aranha
No sítio que bem sabeis."
Pinta meus olhos pinta
Pediu-me ela de joelhos
Peguei no pincel e nas tintas
Pintei-lhos.
.....
Se me arranjares um doutor
sozinha já não fico
prometo pôr-te no andor
um manjerico e um penico.
S. Bento, um mar de gente, o encontro da avenida, rua 31 de Janeiro, rua do Corpo da Guarda, Mouzinho da Silveira e rua das Flores. A estação belíssima e a seus pés estão os vendedores das plantas mágicas aromáticas e centenas de martelinhos abastecendo os folgazões.
A avenida e a praça repletas. Subi Sto António pois a Sé adivinha-se a abarrotar e fui ver o fogo de artificio no viaduto da duque de Loulé.
O resto da noite fica preenchida com diversos bailaricos das ilhas (pequenas comunidades urbanas retiradas das principais ruas) ao ar livre, com as suas fogueiras, onde é obrigatório saltar, em Massarelos, Miragaia, Passeio Alegre. Impossível ir a todos.
Os momentos que antecipam o nascer do sol devem ser vividos num belo banho de mar . Nesses momentos os foliões cansados e carregando já grandes doses de álcool, devem estar nas praias da Foz para receber o novo dia, refrescar-se e descansar.. descansar a folia, o corpo e a alma.
Gosto mesmo. É bonito.

















