
15 maio, 2011
30 abril, 2011
Obrigada João

Atrás: Victor, Sérgio, Edmundo, Anabela, João e Zeca.Tudo morria de fome, mas ninguém ousava mostrar as suas competências em pilotar um fogão, num final de dia de Julho. A preguiça e o cansaço sobrepunham-se à vontade de deglutir.
O dia foi cheio, a noite anterior também.
O dia foi dedicado a visitar o património popular do Alto Minho, pontualmente orientado pelo mestre Távora.
A noite anterior foi animada como só os teenagers o sabem fazer - do nada criar um universo de humor, que mata todas as horas da noite até de madrugada. Os blues, o rock e o jazz invadiram aquela casa com uma arquitectura que espicaçou a criatividade de cada um e desde a entrada ocupou espaço no coração de todos. Era uma constante ouvir uma exclamação de apreciação àquele espaço tão bem concebido na sua volumetria interior.
Claro que o João fez das suas ao longo da noite, chegando ao ponto de ser necessário recorrer aos materiais de primeiros socorros. A guitarra foi continuamente dedilhada. Nessa época ninguém se preocupava com os fumadores passivos. A cadeira butterfly de Antonio Bonet foi disputada em toda a nossa permanência naquele espaço habitável. As poucas horas dormidas remataram com o carinho de alguém que delicadamente pôs no leitor de cassetes, o inigualável "Wish you were here" dos Pink Floyd, abrindo suavemente as cortinas sobre a foz do rio Minho.
Mas tudo morria de fome. Os dois que tinham fama de serem os mais decididos da turma, aventuram-se na confecção do jantar.
Eu e João.
Saiu um arroz temperado com brandy e uns saborosíssimos bifes, marinados em grande discussão sobre a emancipação da mulher e o eterno machismo na hora de chegar a casa e fazer o jantar. Alguém me cantou lady Jane lady Anne dos Rolling Stones ,
apaziguando a minha revolta em volta de tachos e frigideiras, seguido de um BB King num blusão que só o João sabia interpretar.
Obrigada João por pores tantas vezes a tua guitarra a cantar e a chorar para nós.
Um aplauso grande para ti.
Até…ao infinito????
Anabela Quelhas
29 abril, 2011
19 abril, 2011
17 abril, 2011
ESTILHAÇOS DE CESARINY POR LUXÚRIA CANIBAL
Estava preparada para assistir a um registo punk à Mão Morta com muita luxúria e pitadas de canibal à mistura.
Arrastei uma amiga comigo.
À entrada pensei que talvez ela não apreciasse, fiquei na dúvida se iria ser seca para ela, mas…
Fomos presenteadas com um espectáculo de altíssimo nível.
Caramba fazem-se espectáculos tão bons em Portugal!
É um espectáculo de poesia, de leitura de textos, a maioria de Mário Cesariny, mas também de música. Adolfo Luxúria Canibal, declama calmamente sentado à mesa no centro do palco, iluminado por um candeeiro de mesa e os músicos acompanham. Não sei quem concebeu a parte musical, mas eu achei de altíssima qualidade. Já procurei na net alguns dos registos, mas não aparece nada. Não não imaginem que foi o seguimento dos registos musicais dos Mão Morta, pois imaginarão errado. Que pena não poder partilhar convosco! A voz de ALC a percorrer as palavras de Cesariny, com o timbre e entoação características só dele e aquela musica de fundo única, absorvente....adorei.
"Os poetas não passam de aprendizes dos mistérios do infinito"
09 abril, 2011
08 abril, 2011
dura dita dura

dura
dita
dura
«Era uma vez um menino pequeno que vivia num país pequeno virado para o grande oceano. Dizia-se que nesse país grandes homens e homens de todos os tamanhos se tinham lançado pelo mar dentro à procura de outros países e de outros homens. Mas isso tinha acontecido há tanto tempo e o menino de que estamos a falar nunca tinha molhado os pés no mar...»
<< Um espectáculo de marionetas para todas as idades acerca da atmosfera de terror surdo que reinou durante meio século num país onde as paredes tinham ouvidos. Através do olhar atento, por vezes atónito, de uma criança bem amada mas permeável ao mal-estar dominante, pretende-se dar a conhecer um passado ainda próximo e tende contudo esbater-se nas “brumas da memória”
Teatro de sombras, animação de objectos, pequenas máquinas de cena e outras engenhocas cinéticas aliam ao texto narrado várias acções de construção plástica. Música e outros efeitos sonoros integram a dimensão narrativa e criam momentos de descompressão e diversão.
DURA DITA DURA É A HISTÓRIA DE UM MENINO, O BALTAZAR, QUE CRESCE ALGURES, NUMA TERREOLA PERDIDA DE UM PORTUGAL ESQUECIDO - MAS APERTADAMENTE VIGIADO E AUTO VIGIADO. BALTAZAR É MUDO, MAS NÃO SURDO. A SUA VIVACIDADE DE MENINO FORA DO BARALHO CONFLITUA MANIFESTAMENTE COM O OBSCURANTISMO QUE CARACTERIZA O PORTUGAL DOS PEQUENINOS. BALTAZAR É UM ESCÂNDALO DE SILÊNCIO NUM PAÍS SILENCIADO. MAS NÃO SE ESCOLHE O LUGAR E O TEMPO ONDE SE NASCE.>>
Texto e canção: Regina Guimarães
Encenação, cenografia e marionetas: Igor Gandra
“Era um pais onde se vivia mal e que se achava normal”- é o que permanece na minha memória.
Vi ontem e senti-me privilegiada por estar na plateia ainda por cima como convidada a ver um espectáculo, fascinante e tocante. Desde a primeira cena que o Igor nos induz a conhecer Baltazar e mergulhar no Portugal salazarista. O monólogo multifacetado e desenvolvido de forma dinâmica com os seus pequenos bonecos (figuras estilizadas), num cenário belo, meticuloso e genialmente concebido, articulando luz e som, deu um resultado final surpreendentemente belo.
Nunca esquecerei.
Muito obrigada!
Anabela Quelhas
8/04/2011
02 abril, 2011
Refresh póstumo

26 março, 2011
Mode Gakuen Spiral


Arquitectos Nikken Sekkei
Localização na rua principal em Nagoya, no Japão
Programa: 3 escolas (moda programação e informática)
Data: 2008
Pisos: +36
-3
Altura: 177m
Três torres com salas de aula são chamadas de ASAS . As torres “asas” criam uma curva orgânica, transformando a rotação. As torres em espiral aparentam mudar a sua fachada quando vista de diferentes ângulos, dando uma elegante impressão dinâmica.
19 março, 2011
Olá Pai
Estou perto de ti sem estar.
As nossas dimensões cruzam-se sem necessidade de catalogações terrenas que tudo parametrizam, classificam e justificam.
Sinto a tua falta, apesar de conversar contigo imensas vezes.
Saúdo-te todos os dias, mas falta-me a tua opinião, as tuas observações acutilantes de pessoa experiente e sensível. Falta-me a tua avaliação das coisas que elucidavam as minhas decisões.
Sinto-me sempre a tua filha pequena, frequentemente desobediente, mas sempre protegida por ti.
Hoje recordei-te a conversar com uma amiga, contei-lhe que me obrigavas a pentear o cabelo e traze-lo atado com uma fita azul: Era assim que eu saia de casa, e mal chegava à rua, todos os dias, tirava a fita do cabelo. Aos doze anos frontalmente te desobedecia e andava sempre de cabelos soltos. Passei à fase dos hot paints, das manifs revolucionárias, da fase da régua e esquadro....por aí fora.
Recordei tudo com um sorriso nos lábios.
Gostaria de fazer um replay e viver tudo outra vez retribuindo alguns carinhos que não soube retribuír.
Beijo, anabela
15 março, 2011
01 março, 2011
20 fevereiro, 2011
15 fevereiro, 2011
10 fevereiro, 2011
04 fevereiro, 2011
03 fevereiro, 2011
02 fevereiro, 2011
30 janeiro, 2011
21 janeiro, 2011
"Filme do desassossego" de João Botelho
"Filme do desassossego" de João Botelho
Quero felicitar o realizar João Botelho pelo filme que criou.
Acho que nunca vi um registo em cinema tão belo, e considero mesmo que é aquilo que se pode chamar uma Obra de Arte. (eu não emito facilmente elogios)
Raramente vejo um filme ou leio um livro mais do que uma vez, excepto os livros de poesia.
Neste caso precisarei de ver este filme, outras vezes, pois viajei em pequenas/grandes distracções provocadas pela fotografia excepcional e perdi a ligação ao conteúdo.
Cada ângulo de filmagem, a cor, a composição foram estudados ao detalhe, nada surge ao acaso. Já conhecia as sobreposições de imagens relacionadas com as filmagens da baixa de Lisboa, e apesar de haver um desfasamento de escalas que se torna visível pelo tamanho das janelas, nada disso mancha a intenção. Dei comigo a pensar que todas as imagens se podiam converter em excelentes fotografias. Reparei na preocupação em evitar que as linhas fortes dos planos coincidissem com o paralelismo dos limites das fotografias, o que implica uma grande sensibilidade artística e uma grande sintonia entre o realizador e o técnico que filma, e aí é que se faz a diferença entre um excelente e um razoável registo. Depois a presença frequente de um elemento de cor vermelha a fazer o contraste com os cenários melados e de luz coada que são frequentes, torna as imagens apelativas e de muito bom gosto. Recordo a porta do vidro vermelho, as bandeiras vermelhas, o corrimão do café/restaurante, as cadeiras da igreja de S. Domingos, os lábios Catarina Wallenstein, a caneta vermelha e as riscas vermelhas dos envelopes pousados sobre a mesa de trabalho …. E outros que já não recordo. Belíssimo! Outro pormenor a cor do vestido de Rita Blanco naquele cenário dos anos 50 com uma arquitectura de interiores à anos 50, onde é muito visível um corrimão vermelho, e as cadeiras azuis,… o vestido da Rita tinha que forçosamente ser a cor primária que falta naquele cenário, o AMARELO.
Claro que já não falo do desempenho do actor Claudio Silva que é extraordinário como é demasiado evidente. Um filme para ver e rever, uma obra de arte!
19 janeiro, 2011
16 janeiro, 2011
GALCONDA, René Magritte
Galconda, 1953 (autor: René Magritte)
Galconda, cidade indiana que conheceu o esplendor e a miséria. Certamente Magritte não pensou nesta cidade ao criar esta composição, visto que este nome foi atribuído por Louis Scutenaire.
Nesta pintura há um padrão de homens suspensos no a; uns dizem que se elevam, outros que descem, como uma chuva humana que ocupa diversos planos na composição. O homem é sempre o mesmo desenhado em 3 posições estáticas e serenas,em perfeita levitação, com o mesmo tipo de vestuário, roupas escuras, gabardina e chapéu de coco, formando assim um verdadeiro padrão geométrico baseado num ritmo semelhante à fenestração do edifício localizado ao fundo. Este padrão humano é um padrão de homens anónimos, iguais, amorfos e sem personalidade própria.
Será?
Magritte viveu a cultura burguesa que representa e critíca na sua pintura, tornando-a inquetante e gerando pontos de partida para o questionamento sobre nós mesmos: a solidão vivida no meio da multidão.
Esta é uma das obras mais emblemáticas de René Magritte, e após 50 anos ainda é reinterpretada por artistas nossos contemporâneos:
1 - O vídeo Across The Universe (2002)do músico Rufus Wainwright mostra Dakota Fanning rodeada de homens de chapéu de coco e gabardine estáticos no ar, numa semelhança inegável com "Golconde". Este músico faz na perfeição a ligação entre a obra dos The Beatles e o mundo surrealista de Magritte.
2 _Uma campanha publicitária para uma seguradora holandesa RVS, inspirada sem dúvida em Golconde.
Veja:
e também
15 janeiro, 2011
13 janeiro, 2011
12 janeiro, 2011
FESTO AIR RAY
Festo Air Ray é um dirigível fabuloso. Vejam no filme a delicadeza daquele balão com forma de manta, que é em tudo semelhante ao movimento real dentro de água. Será possível passar do virtual para o real?
10 janeiro, 2011
06 janeiro, 2011
Contertainer


04 janeiro, 2011
02 janeiro, 2011
31 dezembro, 2010
28 novembro, 2010
27 novembro, 2010
24 novembro, 2010
22 novembro, 2010
Leadenhall Street
21 novembro, 2010
20 novembro, 2010
18 novembro, 2010
13 novembro, 2010
12 novembro, 2010
14 outubro, 2010
13 outubro, 2010
Criança prevenida
08 outubro, 2010
Humor - arquitectos
02 outubro, 2010
01 outubro, 2010
Jordi Badia - valorização do vazio





-Después de años de una arquitectura basada en la forma, el icono y la imagen es una vía alternativa que piensa en la gente. Lo más importante no es el edificio en sí, sino el espacio que este crea y por lo tanto el vacío. Vacío que puede tener forma de patios interiores, plazas, calles... Los edificios tienen que ser una excusa para modular, generar y construir espacio urbano. Al final, lo importante no es lo que se construye sino lo que no se construye.
29 setembro, 2010
23 setembro, 2010
As inteligências






















