
21 abril, 2010
15 abril, 2010
08 março, 2010
06 março, 2010
PARADIGMA DA ESCOLA
31 janeiro, 2010
26 janeiro, 2010
17 janeiro, 2010
12 janeiro, 2010
10 janeiro, 2010
09 janeiro, 2010
Não me conformo


Revolto-me.
Não me conformo.
Sempre que chegam os dias frios, a comunicação social dá visibilidade aos sem abrigo e ao metro das grandes cidades,que faz o favor de não encerrar as suas portas, para acolher os sem abrigo nas noites mais geladas.
Isto para mim revolve-me as tripas!
Cruzo-me com eles nas ruas, nos caixotes do lixo, nos sítios que sobram quando a noite avança.
Conheço alguns, sei que são todos diferentes.
Sei que se esconde por trás da aparência maltrapilha e por vezes nojenta grandes dramas pessoais ligados a esta vida madrasta, que não soube aproveitar o que há de melhor em cada um deles. Alguns vivem situações familiares graves, acompanhados com contabilidades muitos negativas dos afectos. Alguns vivem os sintomas agudos das doenças mentais, consequências de surtos de loucura permanente. Alguns vivem a pobreza, a ausência de bens.... Muitos vivem ainda uma espécie de dignidade que lhes resta antes do colapso final determinado pela paragem da vida.
Os sem abrigo estão no fim da linha da estrutura social e da degradação humana.

A minha gastrite aumenta quando penso como é relativamente fácil arranjar algumas soluções que iriam tirar a maior parte destas pessoas da rua. Constroem-se estádios superhipermegamercados, shopings, centro culturais ..... e não vejo plataformas de abrigo temporário para os sem abrigo, onde se assegure condições mínimas higiene, o depósito dos seus parcos bem, onde tenham um colchão para dormir.... e onde se centre o trabalho de equipas especializadas e adaptadas para apoiar estas pessoas omitidas, esquecidas, de corpo maltratado e de alma a sangrar, que bateram no fundo do poço e lá permanecem irremediavelmente.
Há sites na internet.
Sei que cada é um caso, e um caso difícil e complexo, mas não me conformo com esta miséria sem solução à vista.
Segundo a AMI, há 4 grandes grupos
a) Sem Abrigo
. Pessoas que vivem na rua
. Pessoas que vivem em alojamentos de emergência
b) Sem Alojamento
. Lares de alojamento provisórios – fase de inserção
. Lares de mulheres
. Alojamento para Imigrantes
. Pessoas que saíram de hospitais ou estabelecimentos prisionais
. Alojamento assistidos / acompanhado
c) Habitação Precária
. Habitação temporária / precária – casa de amigos, familiares, sem arrendamento, ocupação ilegal
. Pessoas à beira do despejo
. Vítimas de violência doméstica
d) Habitação Inadequada
. Pessoas que vivem em estruturas provisórias, inadequadas às normas sociais – exemplo: caravana
. Pessoas em alojamento indigno – exemplo: barraca
. Sobrepopulação
Esta população apresenta estas características:
- 89% está desempregada
- 28% tem formação profissional
- 92% tem familiares vivos, mas apenas 37% se relaciona com eles
- 39% não tem médico de família
- 7% tem HIV
- 28% consome substância activas
- 43% tem filhos
.....
No 2010 ano europeu de combate à pobreza e à exclusão social, Portugal gastará mais de 700 mil euros e as autoridades prometem mobilizar a sociedade civil para o seu combate.

O estádio do Águeda parece que custa qualquer coisa como 80.000 € de manutenção anual.
O estádio do Leiria parece que custou uma soma de 90 milhões de euros e a sua manutenção custa cerca d e 5.000 euros dias (será que li bem?)
Façam lá as contas... por isso a minha gastrite tem uma forte tendência a virar uma ulcera crónica.
.04 janeiro, 2010
31 dezembro, 2009
A Saga de um Pensador, Augusto Cury

Neste seu primeiro romance, o psiquiatra Augusto Cury narra a trajectória de Marco Polo – não o navegador e aventureiro veneziano do século XIII, mas um jovem que embarca na grande aventura que é a vida. Marco Polo é um estudante de Medicina, um espírito livre cheio de sonhos e expectativas. Ao entrar para a faculdade, é confrontado com uma dura realidade: a da insensibilidade e frieza dos seus professores, que não percebem que cada paciente é, mais do que um conjunto de sintomas, um ser humano com uma história complexa e única de perdas e desilusões. Indignado, o jovem desafia profissionais de renome internacional para provar que os pacientes com perturbações psíquicas precisam de mais que remédios e diálogo – precisam de ser tratados como pessoas, como iguais. Numa luta constante contra a discriminação, Marco Polo vai provocando uma verdadeira revolução de mentalidades… http://www.wook.pt




