22 fevereiro, 2009

3 DIAS GIGANTES

3 dias gigantes, ou melhor duas noites gigantes e uma manhã igualmente.
MÍMICA
MAMÃS
HUMOR
GARGALHADAS



MANCHURIA
DANÇA
IMPERADOR
BAILARINOS


CIGARRONS
GALICIA
SÁTIRA

CHARANGAS


JOELHO DE PORCO ESGOTADO!


VOU DORMIR, QUE DIVERTIR CANSA!

21 fevereiro, 2009

Manifesto futurista

Enviaram-me e tomei a liberdade de publicar:

Fez ontem 100 anos.


1. Nous voulons chanter l'amour du danger, l'habitude de l'énergie et de la témérité.
2. Les éléments essentiels de notre poésie seront le courage, l'audace, et la révolte.
3. La littérature ayant jusqu'ici magnifié l'immobilité pensive, l'extase et le sommeil, nous voulons exalter le mouvement agressif, l'insomnie fiévreuse, le pas gymnastique, le saut périlleux, la gifle et le coup de poing.
4. Nous déclarons que la splendeur du monde s'est enrichie d'une beauté nouvelle: la beauté dela vitesse. Une automobile de course avec son coffre orné de gros tuyaux tels des serpents à l'haleine explosive... une automobile rugissante, qui a l'air de courir sur de la mitraille, est plus belle que la Victoire de Samothrace.
5. Nous voulons chanter l'homme qui tient le volant dont la tige idéale traverse la terre, lancée elle-même sur le circuit de son orbite... C'est en Italie que nous lançons ce manifeste de violence culbutante et incendiaire, par lequel nous fondons aujourd'hui le Futurisme parce que nous voulons délivrer l'Italie de sa gangrène d'archéologues, de cicérones et d'antiquaires...
6. Il faut que le poète se prodigue avec ardeur, faste et splendeur pour augmenter la ferveur enthousiaste des éléments primordiaux.
7. Il n'y a plus de beauté que dans la lutte. Aucune œuvre d'art sans caractère agressif ne peut être considérée comme un chef-d'œuvre. La poésie doit être conçue comme un assaut violent contre les forces inconnues pour les réduire à se prosterner devant l'homme.
8. Nous sommes sur le promontoire extrême des siècles! ... Pourquoi devrions-nous nous protéger si nous voulons enfoncer les portes mystérieuses de l'Impossible ? Le Temps et l'Espace moururent hier. Nous vivons déjà dans l'absolu puisque nous avons déjà créé l'éternelle vitesse omniprésente.
9. Nous voulons glorifier la guerre - seule hygiène du monde -, le militarisme, le patriotisme, le geste destructeur des anarchistes, les belles idées pour lesquelles on meurt et le mépris de la femme.
10. Nous voulons détruire les musées, les bibliothèques, les académies de toute sorte et combattre le moralisme, le féminisme et toutes les autres lâchetés opportunistes et utilitaires.
11. Nous chanterons les foules agitées par le travail, par le plaisir ou par l'émeute : nous chanterons les marées multicolores et polyphoniques des révolutions dans les capitales modernes ; nous chanterons la ferveur nocturne vibrante des arsenaux et des chantiers incendiés par de violentes lunes électriques, les gares goulues dévorant des serpents qui fument, les usines suspendues aux nuages par des fils tordus de fumée, les ponts pareils à des gymnastes qui enjambent les fleuves étincelant au soleil comme des couteaux scintillants, les paquebots aventureux qui flairent l'horizon, les locomotives à la poitrine large qui piaffent sur les rails comme d'énormes chevaux d'acier bridés de tubes et le vol glissant des avions dont l'hélice claque au vent comme un drapeau et semble applaudir comme une foule enthousiaste.
F. T. Marinetti


(Publicado no Le Figaro de 20 de Fevereiro de 1009)
Abraço,


O futurismo foi um movimento fundado pelo poeta italiano Fillippo Tomasso Marinetti, que redigiu um manifesto e tentou espalhá-lo em 1909.
MARINETTI (Filippo Tommaso), escritor italiano (Alexandria, 1876 - Bellagio, 1944), iniciador do movimento futurista, cujo manifesto publicou no jornal parisiense Le Figaro (20 de fevereiro de 1909).
Nesse manifesto, já proclamava o fim da arte
passada e a ode à arte do futuro (futurismo, daí o nome do movimento).

X Lounger



Linhas que se cruzam, que se emaranham, dando origem a um espaço para sentar denominado poltrona X Lounger, desenhada pelo designer Timothy Schreiber.
Parece um ninho e é ideal para quem aprecia as formas orgânicas para relaxar.
Macia e ao mesmo tempo resistente, essa poltrona tem um design contemporaneo.
Redondona, mas belíssima.




17 fevereiro, 2009

Prateleira invisivel


Para quem não aprecia estantes, pois detesta ver prateleiras umas sobre as outras, porque detesta ver a madeira sobrante, aqui está uma optima solução. Uma prateleira invisivel que pode ficar em qualquer ponto da parede. Um livro que na verdade é uma prateleira para apoiar os livros.
A ilusão é garantida, mas não me perguntem qual é o livro escolhido para o mimetismo!

15 fevereiro, 2009

Rachel MCK

Joalheria contemporânea

14 fevereiro, 2009

Pensar as novas cidades - esboço 1




As novas cidades resultam geralmente de uma vontade politica e constroem-se rapidamente, em zonas pouco habitadas ou mesmo isoladas geográficamente.As novas cidades surgem normalmente, após uma guerra, após uma situação de grande catástrofe, como consequência lógica da expansão das cidades, por sobrelotação dos aglomerados existentes ou para descentralização de um território.Sempre que isso acontece, os projectos são antecipados por um grande espaço de reflexão sobre o que será a cidade ideal num dado momento.
Todos pretendem uma cidade bem planeada, em que o desenho urbano e as opções implícitas, tenham como consequência a resolução de todos os problemas próprios das urbes, e de todos os problemas sociais residentes nas cidades antigas que lhes são mais próximas, ou até de um país.O idealismo e as utopias são as primeiras a ganhar vez na cabeça do arquitecto/urbanista. Se as pré-existencias são pouco fortes, nascem de imediato esquemas reticulares, radiocentricos e até paralelos, com objectivo de organizar o espaço, dando respostas às grandes questões do território e do planeamento.
Havendo falta de referências, inventam-se.
A arquitectura das cidades têm de nascer de algo. Ninguém gosta de ser filho de uma chocadeira electrica! Todos gostam de exibir BI com código genético e passado pré-obstetra que sustente ou justifique as opções.
Esboçam-se traçados, e por vezes fazem-se corresponder de uma forma mais ou menos ingénua, ou mais ou menos consciente, a algo simbólico que possa dar origem à tal história do nascimento.
Veja-se Brasília:
Lúcio Costa inventou a cruz que assinalou o sitio no mapa do Planalto Central do Brasil, e que posteriormente passou a corpo e asas de um avião, expondo um lado mais afectuoso de uma das grandes metras estratégicas do presidente Juscelino Kubitschek.
Os cidadãos gostam de uma boa história que dê suporte a tudo, e justifique o traçado da grafite sobre o papel, actualmente, o grafismo electrónico.
"Porque foi assim e não de outra maneira".
Daí a umas décadas toda essa encenação perdeu sentido, mas a história faz história e permanece, e o sonho do seu autor será recriado permanentemente, quiçá idolatrado.A primeira necessidade que surge é a organização.O arquitecto procura ansiosamente uma malha organizadora que seja capaz de por de acordo diversos parâmetros:
morfológicos, sociais, ideológicos, éticos, religiosos, ambientais, etc, etc……. são tantos!
São todos!
(continuo um dia destes)



Brinco reciclado


10 fevereiro, 2009

09 fevereiro, 2009

Está bem... façamos de conta

Façamos de conta que nada aconteceu no Freeport. Que não houve invulgaridades no processo de licenciamento e que despachos ministeriais a três dias do fim de um governo são coisa normal. Que não houve tios e primos a falar para sobrinhas e sobrinhos e a referir montantes de milhões (contos, libras, euros?). Façamos de conta que a Universidade que licenciou José Sócrates não está fechada no meio de um caso de polícia com arguidos e tudo.Façamos de conta que José Sócrates sabe mesmo falar Inglês. Façamos de conta que é de aceitar a tese do professor Freitas do Amaral de que, pelo que sabe, no Freeport está tudo bem e é em termos quid juris irrepreensível. Façamos de conta que aceitamos o mestrado em Gestão com que na mesma entrevista Freitas do Amaral distinguiu o primeiro-ministro e façamos de conta que não é absurdo colocá-lo numa das "melhores posições no Mundo" para enfrentar a crise devido aos prodígios académicos que Freitas do Amaral lhe reconheceu. Façamos de conta que, como o afirma o professor Correia de Campos, tudo isto não passa de uma invenção dos média. Façamos de conta que o "Magalhães" é a sério e que nunca houve alunos/figurantes contratados para encenar acções de propaganda do Governo sobre a educação. Façamos de conta que a OCDE se pronunciou sobre a educação em Portugal considerando-a do melhor que há no Mundo. Façamos de conta que Jorge Coelho nunca disse que "quem se mete com o PS leva". Façamos de conta que Augusto Santos Silva nunca disse que do que gostava mesmo era de "malhar na Direita" (acho que Klaus Barbie disse o mesmo da Esquerda). Façamos de conta que o director do Sol não declarou que teve pressões e ameaças de represálias económicas se publicasse reportagens sobre o Freeport. Façamos de conta que o ministro da Presidência Pedro Silva Pereira não me telefonou a tentar saber por "onde é que eu ia começar" a entrevista que lhe fiz sobre o Freeport e não me voltou a telefonar pouco antes da entrevista a dizer que queria ser tratado por ministro e sem confianças de natureza pessoal. Façamos de conta que Edmundo Pedro não está preocupado com a "falta de liberdade". E Manuel Alegre também. Façamos de conta que não é infinitamente ridículo e perverso comparar o Caso Freeport ao Caso Dreyfus. Façamos de conta que não aconteceu nada com o professor Charrua e que não houve indagações da Polícia antes de manifestações legais de professores. Façamos de conta que é normal a sequência de entrevistas do Ministério Público e são normais e de boa prática democrática as declarações do procurador-geral da República. Façamos de conta que não há SIS. Façamos de conta que o presidente da República não chamou o PGR sobre o Freeport e quando disse que isto era assunto de Estado não queria dizer nada disso. Façamos de conta que esta democracia está a funcionar e votemos. Votemos, já que temos a valsa começada, e o nada há-de acabar-se como todas as coisas. Votemos Chaves, Mugabe, Castro, Eduardo dos Santos, Kabila ou o que quer que seja. Votemos por unanimidade porque de facto não interessa. A continuar assim, é só a fazer de conta que votamos.
Mário Crespo

07 fevereiro, 2009

Das 8,00 às 18,30



"O que é preciso é modificar os horários dos pais e não aumentar o tempo de permanência das crianças na escola. Se persistirmos neste modelo, estaremos a criar uma geração de adolescentes como a do Paranoid Park, do Gus Van Sant" afirma Daniel Sampaio.




"A escola não é feita para substituir a família", sustenta. Se persistirmos neste modelo, ou seja, na legitimação da ideia de que os pais não têm tempo para cuidar dos filhos, "estaremos a contribuir para que as crianças se transformem em adolescentes sem regras". Como os do filme de Gus Van Sant. "Não é um bom caminho", insiste, preconizando que os pais - "pelo menos um deles" - tem de poder chegar a casa mais cedo para estar com os filhos, "pelo menos até que estes tenham 15 anos".




Ora façam lá as contas:


Levantar as 6,45h


Fazer a higiene e chegar à escola - 8h


Saida da esocola - 18,30


Esperar o autocarro, trânsito, etc, chegada a casa - 20h


Jantar, se o jantar já estiver preparado -20,45h


Preparar a roupa, os materiais escolares para o dia seguinte - 21h


Escovar os dentes, vestir o pijama, deitar e adormecer - 21,15


Dormir das 21,15 às 6, 45, ou seja dormir 9 horas, o que é muito pouco para crianças até aos 10 anos de idade.... acho.


Mas afinal onde ficou o convivio com os pais e os irmãos? Serão os 45 m à volta da mesa entre sopas, açordas, cheiro a fritos e migalhas em cima da mesa?


É isto que os pais querem para os seus filhos?????


Não estará na hora de os pais se organizarem e lutarem por uma sociedade que reestruture os horários de trabalho dos adultos?????


Andamos aqui às voltas, às voltas apelando às escolas, domínios que não são da escola.


Estamos no mundo global, vejam como fazem os outros um pouco mais a norte, e não peçam coisas sem sentido!


Estou farta me chamem de mãe na sala de aula!


Filhos, só tenho um e tento passar com ele todo o tempo possivel, no mínimo 5 horas por dia. Foi para isso que o tive!


Tive que fazer opções para que isso fosse possivel.

Dizem-me que o convivio fica para o fima de semana!
Qual fim de semana?
No fim de semana, em que mães e pais trabalham no centro comercial ou no hipermercado?
Ou será no fim de semana em que os pais estão em casa, com um sentimento de culpa gigantesco, perfeitamente incapazes de dizer um não aos filhos, e onde o convivio se transforma num caldo de permissividade, onde vale tudo, porque coitadinhos, bem basta durante a semana que nunca estão com eles? Apresento-vos o carinho de fim de semana a transformar-se em deseducação.

06 fevereiro, 2009

Casa X










Casa (X), ORDOS 100 - Região Autónoma de Mongolia Interior, China

Passo a descrever a arquitectura entendida como simbolismo:

A volumetria "( )" é implodida pela volumetria "X" que se expande a partir de dentro, criando um enorme vazio e vários terraços em níveis diferentes da qual se pode ver a paisagem circundante rio.

A volumetria "( )" é feita de tijolo preto, enquanto o "X" é feita de gesso branco e quartzo branco.

O branco é um pulmão, rcom raios de luz e ar dentro de casa para manter a pele preta saudável.

O preto absorve calor como pele e dá protecção e carinho ao pulmão.

Nome do projeto: (X) para ORDOS 100

Design: * multiplicidades

Project Team: Daniel Holguín, Issei Suma, Perla Pequeño, Joanna Parque Sohn, Christopher Chan, Nicole Rodríguez, Masayuki Sono

Engenheiros: OVE ARUP ny Consultores: Methus Srisuchart + Tatchapon Lertwirojkul, Jee Won Kim Architectm, ID engenheiros

03 fevereiro, 2009

Rectângulo de ouro, proporção aurea ou pequenas alucinações dos arquitectos





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Para quem ainda não percebeu que algumas coisas não acontecem por acaso, mas que há uma organização que os pequenos arquitectos tentam copiar do Grande...exista Ele ou não.
A Walt Disney explorou o tema e fez este pequeno registo absolutamente necessário para adultos e crianças.

02 fevereiro, 2009

Museu Porsche






Museu da Porsche

Localização: Stuttgart


Edificio com um grande impacto, de arquitectura arrojada e dinâmica.
Toda a forma foi concebida para transmitir uma sensação de chegada, de acolhimento e para guiar os visitantes da cave à supersestrutura de forma suave e bela.
Na sua concepção, os arquitectos da Delugan Meissl pretenderam criar um local de experiência sensual que refletisse a autenticidade da Porsche, produtos e serviços, bem como o caráter da empresa.
O edifício tem 5 600 m2 e é dividido em três partes, a começar pelo salão principal, onde estão expostas preciosidades como o 356, primeiro modelo construído pela marca em 1948. Os outros sectores são o workshop, onde é possível acompanhar ao vivo a restauração de veículos antigos, e o arquivo, com um acervo de 3 000 livros sobre a história da montadora.
A não perder, tanto pelo conteúdo como pela forma.
Inaugurado na 4ª feira, e aberto ao publico a partir de ontem.


01 fevereiro, 2009

A crise


Quando o mau humor ocupa a minha linha do horizonte, as minhas ideias ficam congeladas. É a crise!

30 janeiro, 2009

22 janeiro, 2009

Os Lusíadas

Numa manhã, a professora pergunta ao aluno:
- Diz-me lá quem escreveu "Os Lusíadas"?
O aluno, a gaguejar, responde:
- Não sei, Sra. Professora, mas eu não fui. - E começa a chorar.
A professora, furiosa, diz-lhe: - Pois então, de tarde, quero falar com o teu pai!
Em conversa com o pai, a professora faz-lhe queixa:
- Não percebo o seu filho. Perguntei-lhe quem escreveu "Os Lusíadas" e ele respondeu-me que não sabia, que não foi ele...
Diz o pai:
- Bem, ele não costuma ser mentiroso, se diz que não foi ele, é porque não foi. Já se fosse o irmão...
Irritada com tanta ignorância, a professora resolve ir para casa e, na passagem pelo posto local da G.N.R., diz-lhe o comandante:
- Parece que o dia não lhe correu muito bem...
- Pois não, imagine que perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas" e respondeu-me que não sabia, que não foi ele, e começou a chorar.
O comandante do posto:
- Não se preocupe. Chamamos cá o miúdo, damo-lhe um "aperto" e vai ver que ele confessa tudo!
Com os cabelos em pé, a professora chega a casa e encontra o marido sentado no sofá, a ler o jornal. Pergunta-lhe este:
- Então o dia correu bem?
- Ora, deixa-me cá. Hoje perguntei a um aluno quem escreveu "Os Lusíadas". Começou a gaguejar,-- A experiência não é o que acontece a alguém, é o que alguém faz com o que lhe acontece.
(Aldous Huxley)
que não sabia, que não tinha sido ele, e pôs-se a chorar. O pai diz-me que ele não costuma ser mentiroso. O comandante da G.N.R. quer chamá-lo e obrigá-lo a confessar. Que hei-de fazer a isto?
O marido, confortando-a:
- Olha, esquece. Janta, dorme e amanhã tudo se resolve. Vais ver que se calhar foste tu e já não te lembras...




A experiência não é o que acontece a alguém, é o que alguém faz com o que lhe acontece.
(Aldous Huxley)

21 janeiro, 2009

Ensaio sobre a cegueira

Fui ensaiar a cegueira na Lusomundo.
Tinha apenas a referência de Fernando Meireles (arquitecto brasileiro) como realizador e a obra escrita e lida de José Saramago.
Quando me sentei na sala pensei que iria assistir a uma brasileirada.
Engano meu.
Deparei-me com um filme de ficção de alto nível.
O filme é um registo denso, forte, profundo, violento, intenso e com uma coordenação excepcional entre imagem, som e intenção.Por duas vezes que saltei na cadeira devido a dois imprevistos. Não há tempos mortos.
O registo é muito fiel ao livre, só encontrei um pequeno pormenor que foi inventado.
Para quem já leu o livro, o filme será excepcional, e talvez não fosse possível faze-lo de outra forma. Para quem não leu, estará mais aberto a algumas dúvidas.
É um filme que mexe connosco, pois não conseguimos ficar indiferentes e acabamos por participar no sofrimento descrito daqueles seres humanos.
È impossível não ficarmos a reflectir sobre a condição humana e como todos nós possuímos uma grande fragilidade que perante uma falha, rapidamente nos leva à desorganização, e desestruturação, mas onde se mistura o egoísmo e oportunismo, com a solidariedade e a coragem.
Não percam!


20 janeiro, 2009

19 janeiro, 2009

O que será preciso mais?

O que será preciso mais? Ir para Lisboa a meio da semana?????
Maria Filomena Mónica traçou-lhe o perfil com perfeição. O mestre em Educação e professor coordenador no topo da carreira do ensino superior, sem nunca se ter submetido a um concurso público para tal, regressa no seu melhor, depois de andar desaparecido durante algumas semanas.
O senhor Valter Lemos acha que a aprovação de cerca de 200 moções em assembleias gerais de professores, realizadas quase todas por voto secreto, na semana passada, é sinal de que o processo decorre com normalidade.
Jamais na história da educação portuguesa, houve tantas reuniões gerais de professores numa única semana. E ele continua a achar que o processo de avaliação decorre com normalidade. Há dezenas de milhares de professores que recusaram entregar os objectivo individuais e o mestre Lemos considera que o processo de avaliação decorre com normalidade.
Pela segunda vez, numa espaço de dois meses, os professores fazem uma greve histórica e o secretário Lemos acha que o processo de avaliação decorre com normalidade. As escolas dirigidas pelos comissários políticos que pertencem ao partido do senhor Lemos estão numa confusão e numa guerra declarada, evidenciando um ambiente de extrema conflitualidade, e o senhor Lemos acha que o processo de avaliação decorre com normalidade.
Enquanto o ME for dirigido por personagens com o estatuto e o perfil de pessoas com MLR, VL e JP não há possibilidade de entendimento entre professores e Governo.
Se o senhor José Sócrates estivesse preocupado com a qualidade da educação pública, já teria demitido estes senhores há muito tempo. Como não o faz, terão de ser os eleitores a pô-los na rua daqui a alguns meses.

17 janeiro, 2009

Quase um poema de amor


Quase um poema de amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor



Miguel Torga
Veja a homenagem a Torga em http://mardepedra.blogspot.com/

Uma questão de honestidade intelectual e não só


Sempre aderi à luta de uma classe profissional e a outras lutas menos profissionais.

Aderi por concordância, aderi sempre que o objectivo da luta me dizia directamente respeito, aderi para fazer vingar e honrar os meus valores. Aderi por compreender muito cedo, que são as pequenas lutas que dão origem a pequenas conquistas, e uma estrutura feita de sucessivos equilíbrios entre os direitos e os deveres, reforça-se nessas pequenas conquistas, que no final têm a virtude de se converter num todo dialéctico mais abrangente e mais significativo do que uma vulgar soma.

Aderi também a lutas que não me diziam directamente respeito, mas tenho a incapacidade de me amorfizar às situações.

Aderi a outras lutas para vingar o meu sentido da justiça, para honrar aquilo a que se chama solidariedade. Aderi sempre com convicção…. por sentir que não poderia ser de outra maneira e por tanto reflectir em madrugadas de insónia.
Sempre respeitei as opiniões que divergem da minha, obedecendo ao principio da liberdade, mas nunca entendi aqueles que cruzam os braços e assobiam para o lado.

Nunca entendi aqueles que se atrapalham com uns tostões a menos ao fim do mês, e que trocam as suas convicções pelo poder de comprar mais uma mercadoria qualquer.

Nunca percebi, tanta ansiedade, tanta incómodo, tanto problema de consciência, que se esgota aí, que se acaba no acto, na escolha de não lutar, e que não tem qualquer seguimento, não tem qualquer consequência, no usufruto das vitórias conquistadas pelos outros.
Na hora da partilha dos benefícios, a consciência de alguns some-se, a coerência esquece-se, os valores deformam-se e a doutrina ultrapassa-se.
Nunca fui tentada a repetir esta matriz; por muito que me incomode ou me revolte, renova-me o espírito, refresca-me a consciência e abre-me caminhos que me orgulho de percorrer.

Gosto de me olhar ao espelho sem vergonhas ou constrangimentos, observando a espuma dos meus dias, uns atrás dos outros, sem sobressaltos de verticalidade e honestidade.

Quando me olho nos olhos, ultrapassando o planos das retinas, entrando em dimensões que só eu conheço, não me consigo mentir, não me consigo ver relfectida na malha desconstruida do oportunismo, da hipocrisia, do cinismo e do egocentrismo.

Dispenso facilmente mercadorias, prefiro imagens puras e cristalinas das minhas atitudes e valores.