04 dezembro, 2008

90%

(c) Antero Valério
Retirar parafusos e provocar rotações às palavras é a especialidade deles!
Estarei totalmente aberta a que se estudem todas as alterações ao modelo», afirma Maria de Lurdes Rodrigues, que recusa a ideia de suspender a avaliação dos docentes.
Maria de Lurdes Rodrigues assegurou que não está a ser «intransigente», explicando que a sua atitude é de «determinação, com total abertura para ouvir»."
VIRA O DISCO E TOCA O MESMO!
COM TANTA NOVIDADE UM DIA DESTES AINDA APANHAMOS OS 3 A FUMAR!

JOSHUA BELL




O tipo desce na estação de metro de NY vestindo jeans, t-shirt e boné, encosta-se próximo à entrada, tira o violino da caixa e começa a tocar com entusiasmo para a multidão que passa por ali, bem na hora rush matinal.

Durante os 45 minutos que tocou, foi praticamente ignorado pelos transeuntes, ninguém sabia, mas o músico era Joshua Bell, um dos maiores violinistas do mundo, executando peças musicais consagradas num instrumento raríssimo, um Stradivarius de 1713, estimado em mais de 3 milhões de dólares.

Alguns dias antes Bell tinha tocado no Symphony Hall de Boston, onde os melhores lugares custam a 'bagatela' de 1000 dólares.

A experiência, gravada em vídeo, mostra homens e mulheres de andar rápido, copo de café na mão, telemóvel ao ouvido, crachá balançando no pescoço, indiferentes ao som do violino. A iniciativa realizada pelo jornal The Washington Post era a de lançar um debate sobre valor, contexto e arte.

Conclusão: estamos acostumados a dar valor às coisas quando estão num contexto.

Bell era uma obra de arte sem moldura. Um artefacto de luxo sem etiqueta de glamour.

Somente uma mulher reconheceu a música...

03 dezembro, 2008

GREVE adesão

Porto – 96,86

Braga – 91,10;

Famalicão – 93,40

Monção – 94,95

Viana – 92

S. João da Madeira – 95,10

Póvoa de Varzim – 94,77

Mirandela – 96,10

Vila Real – 97%

VILA REAL DE 95 A 100% DE ADESÃO

EM VILA REAL, FIZERAM GREVE AS "TRÊS" CATEGORIAS DE PROFESSORES: "TITULARES", "SIMPLESMENTE, PROFESSORES" E ATÉ, PASME-SE, "PROFESSORES SOCIALISTAS"
....os "chantagistas e agitadores" concentraram-se, a partir das 8:00 horas da manhã, à frente das suas escolas, apesar da forte chuva que se abateu sobre Vila Real.
O nível de adesão à greve era total em algumas escolas e registava-se que, nas duas maiores secundárias da cidade, apenas um professor por escola deu aulas (curiosamente, numa das secundárias, a um único aluno).
Desta greve, em Vila Real, ressaltam já duas leituras incontornáveis, a saber:
os professores estão unidos e vão continuar a resistir no interior destas escolas até que este modelo de avaliação seja substituído e até que se inicie a revisão do ECD, conducente, entre outros aspectos, à revogação da divisão arbitrária e injusta da carreira;
os pais e encarregados de educação optaram, na sua esmagadora maioria, por não levar os seus educandos às escolas, pois têm a percepção clara da dimensão e da justeza das reivindicações dos professores, pelo que eles próprios tinham a expectativa da grandiosidade desta greve, além de que já começaram a compreender as reais intenções desta equipa ministerial, mais interessada em estatísticas balofas do que nas aprendizagens cientificamente consistentes dos alunos.
A fibra dos professores de Vila Real não se verga a ameaças, nem se deixa ludibriar pelo marketing electrónico (que persiste em tratar-nos como "néscios"), e muito menos se deixa seduzir por um "simplex" com um prazo de validade de cariz, nitidamente, eleitoral.
Mesmo compreendendo o espírito natalício, os professores de Vila Real também não se vendem a promessas pueris de prémios e eventuais recompensas monetárias. Apesar das condições climatéricas agrestes, o dia de Greve vai culminar com uma concentração destes professores resistentes e moldados por uma vontade granítica (como diria Torga), em frente à Escola Secundária Camilo Castelo Branco, a partir das 16:00 horas."
fonte: Promova

GREVE


02 dezembro, 2008

GREVE


GREVE 3 DE DEZEMBRO

Não fazer greve significa concordar com:
a)Coordenação de Departamento não remunerada;
b)Aulas de apoio não remuneradas;
c)Aulas de substituição não remuneradas;
d)Direcção de Instalações não remunerada;
e)Desenvolver actividades extracurriculares não remuneradas.
f)Visitas de estudo não remuneradas.
g)Reuniões fora de horas não remuneradas.
h)Reuniões à noite, fora de horas.
i)Ficar fechado na Escola horas sem fim, sem condições de trabalho,
em vez de estar em casa a preparar as aulas.
j)Estar na Escola à espera que um colega falte, como se os colegas
cumpridores fossem os responsáveis pelos colegas faltistas;
apontem uma outra profissão onde se passe o mesmo.
k)Que a Sra. Ministra obrigue a trabalhar mais horas e o
agradecimento passe apenas por um obrigado cínico no Parlamento.
l)Que um colega de outra disciplina assista às nossas aulas.
m)Que as notas dos alunos que não querem estudar te impeçam
de progredir na carreira.
n)Com o congelamento dos vencimentos e progressão na carreira.
o)Que a maternidade, morte de um familiar próximo te impeça de
progredir na carreira.
p)Com o Estatuto do Aluno.
q)Com a diminuição da autoridade dos PROFESSORES.
r)Com os insultos e agressões por parte de alguns alunos e
respectivos Encarregados de Educação.
s)Com a destruição da Escola Pública.
t)Com a divisão da carreira em duas: titular e não titular colocando
Professores contra Professores.
u)Com as cotas na progressão.
v)Com os critérios que levaram à escolha dos professores titulares.
w)Com o péssimo ambiente de trabalho que se está a instalar
nas Escolas.
x)Com o fim dos destacamentos. y
)Com os concursos por três anos.
z)Com o trabalho excessivo.
aa)Com a permanência na Escola de 40 horas.
bb)Que os Professores se substituam aos Pais e que os Pais
só sirvam para procriar.
cc)Que Professores tenham 10 Turmas, mais de 250 alunos e
1500 testes para corrigir por ano, para não falar dos trabalhos.

30 novembro, 2008

Modelos de avaliação

Avaliação de Professores em Portugal
Onde se inspirou o governo português para conceber um modelo de avaliação tão burocrático? Em declarações ao órgão de propaganda do PS a ministra da educação afirma que se inspirou em modelos de avaliação existentes na Inglaterra, Espanha, Holanda e Suécia (Março de 2008). Os professores destes países negam tal afirmação. O modelo que maiores semelhanças tem com o português é o chileno, mas seja mesmo assim menos burocrático.Estamos pois perante o sistema de avaliação mais burocrático do mundo, e que fomenta o fim do trabalho cooperativo nas escolas. Não admira que ao aperceber-se da gravidade do problema, o próprio ME tenha vindo a apelar para que cada escola simplifique o sistema, criando desta forma uma disparidade.
Avaliação de Professores na Alemanha
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola, tal como existia em Portugal.2. Aulas Assistidas: Acontecem durante o período de formação e depois de 6 em 6 anos. A aula tem a duração de 45 minutos e é assistida pelo chefe da Direcção escolar. Essa assistência tem como objectivo a subida de escalão. Depois de atingido o topo da carreira, acabaram-se as aulas assistidas e não existe mais nenhuma avaliação.3. Horários dos Professores. Não existe diferença entre horas lectivas e não lectivas. Os horários completos variam entre 25 e 28 horas semanais.4. Avaliação de Alunos. As reuniões para efeito de avaliação dos alunos têm lugar durante o tempo de funcionamento escolar normal, nunca durante o período de interrupção de actividades ou de férias. Tanto na Alemanha como na Suíça, França e Luxemburgo, durante os períodos de férias as escolas encontram-se encerradas. Encerradas para todos, alunos, pais, professores e pessoal de Secretaria. Os alunos e os professores têm exactamente o mesmo tempo de férias.Não existe essa dicotomia idiota entre interrupções lectivas, férias, etc.5. Horários escolares: Nas escolas de Ensino Primário as aulas vão das 8.00 às 13 ou 14 horas. Nos outros níveis começam às 8 .00 ou 8.30 e terminam às 16.00 ou, a partir do 10° ano,às 17.00.6. Férias: cerca de 80 dias por ano, embora possa haver ligeiras diferenças de Estado para Estado.7. Máximo de alunos por turma: 22
Avaliação de Professores na Suíça
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).2. Aulas Assistidas: Estas aulas só ocorrem durante a formação e para a subida de escalão.3. Férias. As escolas durante o período de férias estão encerradas. Total de dias de férias: cerca de 72 (pode haver diferenças de cantão para cantão) .4. Os horários escolares: Idênticos aos da Alemanha. Até ao 4° ano de escolaridade, inclusive, não há aulas de tarde às quartas-feiras, e terminam cerca das 11.30.5. Máxima de alunos por turma: 22.
Avaliação de Professores na Bélgica
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular. Apenas existem quadros de escola (Professores do quadro).2. Aulas Assistidas. As aulas Assistidas só ocorrem quando são solicitadas pela direcção da escola, mas não contam para efeitos de progressão dos docentes.3. Avaliação das Escolas. A avaliação dos professores está englobada na avaliação das escolas. Avalia-se o trabalho da escolas, e desta forma o trabalho dos professores que nelas exercem a sua actividade.

Avaliação de Professores na Inglaterra e País de Gales
1. Categorias. Os professores do ensino público estão divididos em função de duas categorias salariais: A Tabela Salarial Principal (dividida em 6 níveis) e a Tabela Salarial Alta (dividida em 3 níveis).2. Avaliação. A progressão nas tabelas depende dos resultados da avaliação contínua e que envolve o director da escola, o conselho directivo e os "avaliadores de "performance".
Avaliação de Professores em França
1. Categorias. Não existe qualquer categoria similar à de professor titular.2. Aulas assistidas. As aulas assistidas só ocorrem no mínimo de 4 em 4 anos, a regra é de 6 em 6 anos, e são observadas por um inspector com formação na área do professor. O objectivo destas aulas é essencialmente formativo, tendo em vista ajudar os professores a melhorar as suas práticas lectivas.3. Progressão na carreira. Para além da antiguidade, são tidos em conta os resultados da observação das aulas e as acções de formação frequentadas pelos professores.
Avaliação dos Professores em Espanha
1. escentralização. A única legislação nacional que existe sobre avaliação dos professores e sistemas de promoção contemplam apenas o ensino básico. Cada "Comunidade Autonómica" estabelece os seus próprios critérios para a progressão dos professores.2. Avaliação. Embora não existam progressões automáticas, na maioria dos casos as mesmas são feitas com base na antiguidade.

Avaliação de Professores nos EUA
1. Descentralização. Cada um dos 13 mil distritos escolares tem os seus próprios critérios de recrutamento, de carreira, avaliação de desempenho, promoção ou de pagamento.2. Avaliação. Não existe um sistema único de avaliação. Nos distritos onde existe avaliação, esta pode ser feita pelo director da escola ou entre os próprios professores.3. Progressão. Em geral os aumentos salariais são feitos em função do tempo de serviço.
Avaliação de Professores no Chile
O Ministério da Educação de Portugal terá copiado o modelo chileno de avaliação ?. ( Consultar ) . Estes modelos foram já objecto de uma comparação muito elucidativa das suas semelhanças e diferenças.Comparação - Modelo de Avaliação Português / Modelo de Avaliação ChilenoPeriodicidade1. A avaliação global é feita de 2 em 2 anos.2. A avaliação serve sobretudo para contagem de serviço para a progressão na carreira (existem cotas para a categoria de titulares).1. A avaliação é feita de 4 em 4 anos.2. A avaliação serve sobretudo para premiar financeiramente os melhores desempenhos, os quais pode ir até 25% do salário mínimo nacional chileno (não existem cotas para estes prémios).Instrumentos de Avaliação1. Fichas de auto-avaliação do professor;2. Ficha dos objectivos individuais de cada professor;3. Ficha de avaliação dos objectivos individuais do professor;4. Portefólio do professor5. Avaliação do portefólio do professor avaliado;6. Entrevista pelo professor avaliador. Implica o preenchimento de ficha de avaliação.7. Avaliação pelo coordenador do Departamento Curricular. Implicando o preenchimento de ficha de avaliação).8. Avaliação pela Comissão Executiva (Director). Implica o preenchimento de ficha de avaliação).9. Assistência do avaliador a pelo menos 3 aulas em cada ano lectivo. Implica o preenchimento de 3 fichas de avaliação.1. Fichas de Auto-avaliação;2. Avaliação do director ou do chefe técnico da escola;3. Portfólio, que inclui a gravação em vídeo de uma aula, de 4 em quatro anos;10. Entrevista pelo professor avaliador;
Níveis de Desempenho e Resultados da Avaliação1. Excelente (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz em quatro anos o tempo de serviço para acesso à categoria de titular; Quatro vezes seguidas dá direito a prémio de desempenho.2. Muito Bom (com cota fixada pelo governo). Duas vezes seguidas reduz 2 anos o tempo;3. Bom. Classificação mínima necessária para progredir.4. Regular. Não progride. Proposta de acção de formação contínua;5. Insuficiente. Não progride. Pode determinar a reconversão profissional.
Resultados da Avaliação1. Destacado ou Competente. Recebe um abono suplementar mensal. O abono dura três e quatro anos.2. Insatisfatório. Repete a avaliação no ano seguinte. Se na segunda avaliação tiver o mesmo resultado e deixa de dar aulas, durante um ano. Se tiver uma terceira avaliação negativa sai da carreira, mas recebe um abono.Nota:Esta informação é a verdade, sem demagogias e não serve para caçar votos. Envia-a ao maior número de colegas possível, seguindo o princípio que indivíduo informado vale por dois.Não nos podemos deixar enganar !!!

Como somos o País mais atrasado da Europa, serve tudo isto para manter a ignorância que permite fazer perdurar o PODER!

Mais uma vez











29 novembro, 2008

A nova oportunidade que a ministra não pode ter


Quando a ministra da Educação ensaiou as primeiras arremetidas de destruição massiva da escola Pública, muitos elogiaram a "determinação" e até o presidente da República lhe deu suporte expresso.

Quando os primeiros protestos surgiram, muita imprensa os silenciou e vários comentaristas os depreciaram.

Quando os professores e os seus sindicatos disseram que o modelo de avaliação do desempenho era inexequível, para além de inaceitável, o primeiro ministro veio à liça, mentiu e lançou lama sobre os professores.

Quando os 100.000 saíram à rua, o país interrogou-se.

Quando a plataforma sindical assinou o memorando para salvar as escolas e o caos em que o fim do ano lectivo de então estava mergulhado, a ministra salvou-se.

Quando a ministra respondeu agora, cínica e autista, aos 120.000 que lhe disseram não, condenou-se.

Não pode ter segunda oportunidade.

O país está hoje esclarecido. Foram três anos de tempo perdido, de retrocesso, de injustiças, de atropelos à lei e a aquisições civilizacionais básicas. É tempo de fazer o que tem que ser feito e não ceder. As falsas vestais já se movem, seráficas, em beatíficos apelos à paz. Mas quem fez a guerra e a perdeu é que tem que ceder. Não deve ceder a força da razão. Deve ceder a razão da força.

Os professores não devem ter medo das ameaças.

É complicada a situação que se criou? Sócrates está numa encruzilhada? Pois que se saia dela sem que os professores lhe abram o trilho da retirada. A execução deste modelo de avaliação do desempenho tem que ser suspensa e o nado enterrado.

Ouvi Cavaco Silva, na abertura do ano lectivo da Escola Naval, dizer: "O meu apelo é este: que cada um faça um esforço para que a tranquilidade e a serenidade regressem às escolas. Pelo menos para desanuviar esta situação que existe de alguma tensão no sector." A inflexibilidade do primeiro ministro e a bonomia do apelo à "serenidade de todos" devem-se entender nas reuniões da boa coexistência institucional de Belém. Mas não devem influenciar a determinação dos professores e dos seus sindicatos.

A contenção que o presidente da República advoga é por vezes difícil de entender. Por exemplo, e para não nos afastarmos no tempo, independentemente da razão que julgo assistir-lhe, não foi contido no caso do estatuto dos Açores, que motivou até uma comunicação ao país. Mas já foi magnanimemente contido quando Alberto João lhe fechou a porta da Assembleia Regional e se remeteu a um silêncio ensurdecedor a propósito das diatribes que se seguiram à exibição do símbolo nazi.

Devem os professores reflectir sobre isto e preparar-se para os passinhos de lã que, em nome dos interesses do Estado, se começam a ensaiar. Não pode haver segunda oportunidade. Capitula quem perdeu. Não capitula quem ganhou.
Crónica de Santana Castilho

28 novembro, 2008

Sempre actual - Eça de Queirós

Enviado por uma colega e amiga.

É bem verdade é a primeira vez que se faz uma negociação de algo definitivo. O ministério da educação envia para as escolas as orientações do simplex, e depois vai negociar, kiakiakia.

Não sei se benzina chegará....

26 novembro, 2008

25 novembro, 2008

GOLCONDA


Golconda (em francês, Golconde) é uma pintura a óleo sobre tela realizada pelo surrealista belga René Magritte, pintado em 1953.

Pertence à colecção Menil coleção, em Houston, Texas.

A pintura representa uma cena de homens vestidos forma idêntica, com sobretudos escuros e chapéus coco, que parecem estar flutuando ou descendo como balões hélio (embora não haja indícios reais de movimento), num cenário de edifícios e céu azul.
É bem-humorado, mas com uma óbvia crítica das pretensões de individualidade convencional.
Quando olho para esta cena fica-me a impressão de um padrão humano, ilusão que se desfaz depois de um olhar mais atento.
A chuva de homens de dimensões diferentes, e que são diferentes traduzem de facto a ideia de “todos iguais, mas todos diferentes.
A toilete do homem, colagem do próprio Magritte, é uma composição de modelo de “alfaiate masculino” belga e procura o contraste surreal entre o real tão bem representado e o imaginário, vizinho do ilusório, expressando bem a falsidade da representação.
O seu trabalho vive sempre duma dualidade profunda, exigindo um esforço de interpretação da parte do observador, revelando assim a genialidade do autor.

Curiosidade:

O título Golconda foi encontrado por seu amigo poeta Louis Scutenaire. Golconda é uma cidade arruinada no estado de Andhra Pradesh, na Índia perto de Hyderabad, que desde metade do sec XIV até ao fim do séc XVII era a capital de dois reinos sucessivos; a fama que adquiriu através sector diamantífero foi tal que o seu nome continua a ser, de acordo com o Dicionário Oxford Inglês ", um sinónimo de 'mina de riqueza'."

(não percebo qual a relação)

23 novembro, 2008

Parti

(clique para ampliar)

22 novembro, 2008

Horário dos professores, afinal

"Deve ser lido por todos……os portugueses que opinam sem se informarem (...) afirmam que os professores descansam no Natal, no Carnaval, na Páscoa e no Verão, (esqueceu-se de mencionar que também descansamos aos fins-de-semana). "
Vamos lá pegar no lápis para fazer contas!
"O horário semanal de trabalho do professor é 35 horas. Dessas trinta e cinco, 11 horas (em alguns casos até são apenas dez) são destinadas ao seu trabalho individual, que cada um gere como entende. As outras 24 horas são passadas na escola, a leccionar, a dar apoio, em reuniões, em aulas de substituição, em funções de direcção de turma, de coordenação pedagógica, etc., etc.
Bom, centremo-nos naquelas 11 horas que estão destinadas ao trabalho que é realizado pelo professor fora da escola (já que na escola não há quaisquer condições de o realizar): preparação de aulas, elaboração de testes, correcção de testes, correcção de trabalhos de casa, correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo, investigação e formação contínua.
Agora, vamos imaginar que um professor, a quem podemos passar a chamar de Simplício, tem 5 turmas, 3 níveis de ensino, e que cada turma tem 25 alunos (há casos de professores com mais turmas, mais alunos e mais níveis de ensino e há casos com menos - ficamos por uma situação média, se não se importar). Para sabermos o quanto este professor trabalha ou descansa, temos de contar as suas horas de trabalho.
Vamos lá, então, contar:
1. Preparação de aulas: considerando que tem duas vezes por semana cada uma dessas turmas e que tem três níveis diferentes de ensino, o professor Simplício precisa de preparar, no mínimo, 6 aulas por semana (estou a considerar, hipoteticamente, que as turmas do mesmo nível são exactamente iguais -- o que não acontece -- e que, por isso, quando prepara para uma turma também já está a preparar para a outra turma do mesmo nível). Vamos considerar que a preparação de cada aula demora 1 hora. Significa que, por semana, despende 6 horas para esse trabalho. Se o período tiver 14 semanas, como é o caso do 1.º período do presente ano lectivo, o professor gasta um total de 84 horas nesta tarefa.
2. Elaboração de testes: imaginemos que o prof. Simplício realiza, por período, dois testes em cada turma. Significa que tem de elaborar dez testes. Vamos imaginar que ele consegue gastar apenas 1 hora para preparar, escrever e fotocopiar o teste (estou a ser muito poupado, acredite), quer dizer que consome, num período, 10 horas nestetrabalho.
3. Correcção de testes: o prof. Simplício tem, como vimos, 125 alunos, isto implica que ele corrige, por período, 250 testes. Vamos imaginar que ele consegue corrigir cada teste em 25 minutos (o que, em muitas disciplinas, seria um milagre, mas vamos admitir que sim, que é possível corrigir em tão pouco tempo), demora mais de 104 horas para conseguir corrigir todos os testes, durante um período.
4. Correcção de trabalhos de casa: consideremos que o prof. Simplício só manda realizar trabalhos para casa uma vez por semana e que corrige cada um em 10 minutos. No total são mais de 20 horas (isto é, 125 alunos x 10 minutos) por semana. Como o período tem 14 semanas, temos um resultado final de mais de 280 horas.
5. Correcção de trabalhos individuais e/ou de grupo: vamos pensar que o prof. Simplício manda realizar apenas um trabalho de grupo, por período, e que cada grupo é composto por 3 alunos; terá de corrigir cerca de 41 trabalhos. Vamos também imaginar que demora apenas 1 hora a corrigir cada um deles (os meus colegas até gargalham, ao verem estes números tão minguados), dá um total de 41 horas.
6. Investigação: consideremos que o professor dedica apenas 2 horas por semana a investigar, dá, no período, 28 horas (2h x 14 semanas).
7. Acções de formação contínua: para não atrapalhar as contas, nem vou considerar este tempo.Vamos, então, somar isto tudo:
84h + 10h + 104h + 280h + 41h + 28h = 547 horas.
Multipliquemos, agora, as 11horas semanais que o professor tem para estes trabalhos pelas 14 semanas do período: 11h x 14 = 154 horas.
Ora 547h - 154h = 393 horas.
Significa isto que o professor trabalhou, no período, 393 horas a mais do que aquelas que lhe tinham sido destinadas para o efeito.
Vamos ver, de seguida, quantos dias úteis de descanso tem o professor no Natal.
No próximo Natal, por exemplo, as aulas terminam no dia 18 de Dezembro. Os dias 19, 22 e 23 serão para realizar Conselhos de Turma, portanto, terá descanso nos seguintes dias úteis: 24, 26, 29 30 e 31 de Dezembro e dia 2 de Janeiro.
Total de 6 dias úteis.
Ora 6 dias vezes 7 horas de trabalho por dia dá 42 horas.
Então, vamos subtrair às 393 horas a mais que o professor trabalhou as 42 horas de descanso que teve no Natal, ficam a sobrar 351 horas.
Quer dizer, o professor trabalhou a mais 351 horas!!
Isto em dias de trabalho, de 7 horas diárias, corresponde a 50 dias!!!
O professor Simplício tem um crédito sobre o Estado de 50 dias de trabalho. Por outras palavras, o Estado tem um calote de 50 dias para com o prof. Simplício.
Pois é, não parecia, pois não? (...)"

21 novembro, 2008

Para descontrair

SIMPLEX II

Não queremos um modelo cheio de remendos, queremos um modelo coerente e e aplicado na globalidade, adaptado à realidade da escola pública, E QUE SEJA UMA REFERÊNCIA NA PRÁTICA LECTIVA.
Isto é um PÉSSIMO exemplo para a classe docente! Imaginem que na avaliação dos alunos andassemos a saltar de simplex em simplex!!!!!!....
Imaginem se fizessemos uma avlaição diferenciada para os que querem ter muito bom ou excelente?
Não nos convence!
Pergunta-se:
Uma LEI que em menos de um ano precisa de dois SIMPLEX's é passível de ser aplicada?
NÃO!