09 novembro, 2008
06 novembro, 2008
05 novembro, 2008
TEXTO DE JOSÉ MATIAS ALVES ( ex elemento da CCAP )Quinta-feira, Outubro 30, 20088 de Novembro Sempre pensei e escrevi e disse que este modelo de avaliação de desempenho era impossível. Sempre pensei e escrevi e disse que era desejável que este ano lectivo se seguisse a recomendação nº 2 do CCAP. Porque permitia às escolas e aos professores organizarem-se numa outra lógica de acção: mais sensata, mais económica, mais holística. Com, provavelmente, menos danos colaterais. Com menos falsificações. Com menos faz-de-conta. Não que se resolvesse o problema de fundo. Mas, a meu ver, atenuava-se e poderia permitir ambientes mais respiráveis até uma revisão obrigatória para o 2º ciclo avaliativo. Que vai ser inevitável.
Agora, um número indeterminado de escolas e de docentes vivem na asfixia. Na maldição do tempo. Na invenção de realidades. Na fuga. Na revolta mais ou menos latente. A raiar o esgotamento e a desmotivação. Não serão todas. Mas serão, provavelmente, a maioria.
E isto causa dilacerantes problemas éticos. Ameaças identitárias cujos impactos no ser e estar na profissão são muito difíceis de prever. Ninguém está a ganhar nestes ambientes. Todos estão a perder. Os alunos, as famílias, os professores, as escolas. Em última análise, o próprio Ministério. Obviamente.
Salvam-se apenas aquelas (suponho que poucas) escolas que tiveram a inteligência (e alguma ousadia) de colocar os alunos primeiro. De centrarem a acção e o tempo dos professores na tarefa de ensinar e de avaliar o resultado da sua acção profissional. De criarem dispositivos de securização.
Como professor que procura ler e compreender o que (não) se passa, não posso deixar de compreender as razões e os sentimentos que vão levar os professores e educadores a Lisboa no dia 8 de Novembro (no que à avaliação de desempenho diz respeito). E de desejar que um compromisso seja possível em nome do mais importante: as pessoas e as suas aprendizagens.
02 novembro, 2008
MIGALHÃES
01 novembro, 2008
31 outubro, 2008
29 outubro, 2008
Slow sculture


Foi a diferentes eventos que foram concedidos para decorrer em simultâneo, afinal, ela estava a viver numa cidade.
28 outubro, 2008
on line competion - Mirco Peron


27 outubro, 2008
26 outubro, 2008
Bienal de Veneza - Estónia



24 outubro, 2008
PAI NOSSO

Hey brother que tás no alto
22 outubro, 2008
21 outubro, 2008
Bairro Operário

Para que não restassem dúvidas, ao longo desses novos acessos foram implantados edifícios com cérceas de 5, 6 e 10 pisos.
Para rematar o tal plateau, ou terraço virado para o mar, com vista para o porto de Luanda, Ilha e oceano, considerado um ponto de visão geo-estratégica, e para conter ou eliminar os acessos pedestres e rápidos existentes, ao porto de Luanda, e à linha ferroviária, localizada na cota inferior, planeou-se um anel bem urbanizado de vista panorâmica ocupado pelas classes sociais mais elevadas e deu-se-lhe o nome de Miramar (circulo azul).O lado sudoeste era bem vincado o limite e a diferença com o Bairro do Café.
O limite do lado do Bairro de S. Paulo era pouco rigoroso, interpenetrando-se mutuamente, mas com o clero a marcar presença e limite no território do musseque – igreja de S. Paulo e a sua Missão (laranja).Todas estas manobras urbanísticas ilustram bem como se controla no território, as possíveis oposições políticas, ou o nascimento de qualquer revolta popular. A técnica é o esmagamento, o estrangulamento, a asfixia, a paralisia das vontades através do asfalto:
_ Não mata mas não deixa mexer.
Aliás técnica que os urbanistas de Salazar aplicaram com mestria em território continental, especialmente nas ilhas e outros bairros camarários da cidade do Porto, incómodos pela concentração da população operária insatisfeita.
O desenho apresentado em planta do BO (tratamento carinhoso e simplificado deste musseque) não corresponde ao desenho existente no local, durante os anos 60. Nessa época era um Musseque virado para o seu interior, onde houve a preocupação de o dividir e rasgar na sua parte central por um grande acesso, que possibilitava o patrulhamento pela Policia Militar Portuguesa, assegurando níveis de segurança aceitáveis para os colonos portuguesesNos anos setenta, de musseque engolido passou a bairro assumido como imagem de tolerância e misceginação que convinha a Marcela Caetano.
Um dos seus limites era visível das embaixadas/consulados dos países estrangeiros que entretanto abandonaram a baixa da cidade e se transferiam para a cidade alta e proliferavam pela zona do Miramar, o que perturbaria a digestão dos srs embaixadores, tendo como vizinhos as cubatas do BO, ou míseras construções de madeira com coberturas de zinco.
Os interesses especulativos existentes naquele local da cidade terão sido também uma grande pressão para acabar com o BO, no entanto a imagem de colonizadores tolerantes tinha diversos partidários e acabou por germinar um paradoxo que se concretizou pelo prolonga
mento do tempo de vida do BO.Assim sobreviveu o BO.Mas já na década de 50 que este bairro era o alvo visado pela policia politica portuguesa (PIDE) pois continha uma forte actividade politica, cultural e de reuniões clandestinas, culminando por vezes com diversas prisões.






