22 abril, 2008

Agentes da policia fazem obras na esquadra de Chaves


Hoje o Ministro da Administração Interna e Governador Civil de Vila Real visitaram as obras de remodelação e beneficiação, da esquadra de Chaves, feitas à custa da carolice de dois agentes da PSP e da comandante.
Perante um edifício super degradado, há um ano atrás, resolveram por as mãos na massa e eles próprios desempenharam as funções de trolha, assentador de azulejos, carpinteiro, pintor, etc, etc.e o que mais aparece numa obra.
Admiro os agentes, porque de facto bem podiam esperar sentados até que a Administração Interna convertesse as instalações, numa esquadra com alguma dignidade, como lhe competia.
Esta é uma situação, que de resto tem vindo a repetir-se em outros espaços do Estado, escolas principalmente, em que os funcionários tendem a desenrascar-se na construção civil, conforme podem, e para não desapontar as chefias sobre a sua colaboração activa.
Admiro a boa vontade, o colaboracionismo e o empenho, dos agentes da PSP, que tudo fizeram, como se para eles fizessem nas suas próprias casas.
Já não admiro os srs, Ministro e o Governador Civil, que foram como que passar vistoria final ao trabalho dos seus agentes, que, das duas uma: em vez de estarem, como legalmente lhes competia, na rua a policiar, estiveram a poupar uns euros ao Estado, ou estiveram a policiar e depois em horário pós laboral estiveram a poupar uns euros ao Estado. O que tudo vai dar ao mesmo.
Não sei porquê, esta situação da visita das individualidades, envergonha-me, incomoda-me e só por isso não converto este registo, num texto de humor hilariante.
Citar Kennedy para branquear uma situação de todo intolerável, como fez o senhor Ministro? Onde vivemos? No 4º mundo?
Admirem-se srs. professores quando tiverem que pegar na esfregona para limpar as salas de aulas, admirem-se srs. cirurgiões quando tiverem que desinfestar as condutas de ar condicionado, admirem-se srs. enfermeiros quando tiverem que lavar e por à cora os lençóis dos hospitais, admirem-se srs. juízes quando tiverem que fazer as faxinas das instalações sanitárias dos tribunais, ….
Mas tudo acabará bem, e sabem porque?
Porque o forza, o sonasol, o ajax, a lexivia, o silibang, o skip e os esfergões serão facilitados através das autarquias e das empresas locais, o que é um elemento revelador do bom funcionamento do noso Estado.
Não acho desprestigiante realizar estas tarefas, aliás todos nós as fazemos em casa, bem ou mal, o que acho desprestigiante é esta economia miserabilista, esta exploração laboral descarada, e o contraste do excesso de competências e polivalências dos policias, e a falta delas, dos outros…. dos que fazem a vistoria e que nos atiram com o Kennedy.


- “Sr. Dr. Juiz pode já pode dirigir-se à sala de audiências.”
- “Ah agora não, tenho que esperar que o silibang actue ali entre a retrete e o mictório, para depois poder retira-lo, senão corro o risco de danificar as juntas. …. São só dez minutos pf”.


Já falta pouco, confiem. E agora quem atira sou eu:


"Ter escravos não é nada, mas o que se torna intolerável é ter escravos chamando-lhes cidadãos." Diderot

Sindroma de Burnout

Síndroma dos Professores
O síndroma de Burnout em professores é conhecido como uma exaustão física e emocional que começa com um sentimento de desconforto e pouco a pouco aumenta à medida que a vontade de leccionar gradualmente diminui. Sintomaticamente, o síndroma de Burnout geralmente reconhece-se pela ausência de alguns factores de motivação: energia, alegria, entusiasmo, satisfação, interesse, vontade, sonhos para a vida, ideias, concentração, autoconfiança e humor.
Um estudo feito entre professores que decidiram não retomar os postos nas salas de aula no início do ano escolar na Virgínia, Estados Unidos, revelou que entre as grandes causas de stress estava a falta de recursos, a falta de tempo, reuniões em excesso, número muito grande de alunos por sala de aula, falta de assistência, falta de apoio e pais hostis. Em outra pesquisa, 244 professores de alunos com comportamento irregular ou indisciplinado foram instanciados a determinar como o stress no trabalho afectava as suas vidas. Estas são, em ordem decrescente, as causas de stress nesses professores:


- Políticas inadequadas da escola para casos de indisciplina;
- Atitude e comportamento dos administradores/gestores/directores;
- Avaliação dos administradores/supervisores;
- Atitude e comportamento de outros professores/profissionais;
- Carga de trabalho excessiva;
- Oportunidades de carreira pouco interessantes;
- Baixo status da profissão de professor;
- Falta de reconhecimento por uma boa aula;
- Alunos barulhentos;
- Lidar com os pais.

Os efeitos do stress são identificados, na pesquisa, como:
- Sentimento de exaustão;
- Sentimento de frustração;
- Sentimento de incapacidade;
- Transportar o stress para casa;
- Sentir-se culpado por não fazer o bastante;
- Irritabilidade.

As estratégias utilizadas pelos professores, segundo a pesquisa, para lidar com o stress são:
- Realizar actividades de relaxamento;
- Organizar o tempo e decidir quais são as prioridades;
- Manter uma dieta balanceada e fazer exercícios;
- Discutir os problemas com colegas de profissão;
- Tirar o dia de folga;
- Procurar ajuda profissional na medicina convencional ou terapias alternativas.

Quando questionados sobre o que poderia ser feito para ajudar a diminuir o stress, as estratégias mais mencionadas foram:
- Dar tempo aos professores para que eles colaborem/conversem;
- Prover os professores com cursos e workshops;
- Fazer mais elogios aos professores, reforçar suas práticas e respeitar seu trabalho;
- Dar mais assistência;
- Prover os professores com mais oportunidades para saber mais sobre alunos com comportamentos irregulares e também sobre as opções de programa para o curso;
- Envolver os professores nas tomadas de decisão da escola/melhor comunicação com a escola.

Como se pode ver, o Burnout de professores relaciona-se estreitamente com as condições desmotivadoras no trabalho, o que afecta, na maioria dos casos, o desempenho do profissional. A ausência de factores motivacionais acarreta o stress profissional, fazendo com que o profissional largue seu o emprego, ou, quando nele se mantém, trabalhe sem muito esmero.


Adaptação wikipédia

21 abril, 2008

arquitecto

O que é que distingue um arquitecto dum estagiário de arquitectura numa exposição de arquitectura?

O arquitecto olha para o projecto (como foi feito? que materiais?)

O estagiário para a maquete (como foi feita? que materiais? como é que isto se corta?)

18 abril, 2008

16 abril, 2008

Born to be wild

"Nascido para Ser Selvagem" é uma canção escrita Mars Bonfire e que tornou famosa a banda rock americana, Steppenwolf. Expressão utilizada na cultura popular americana para designar a atitude do motard. A canção é por vezes descrita como a primeira canção heavy metal.

A canção foi lançada inicialmente em 1968, mas foi posteriormente incluído na compilação de muitos álbuns e trilhas sonoras. A primeira delas foi a banda sonora para o filme Easy Rider (1969). Talvez seja a canção melhor associada à Pop Culture, às motas e às imagens de Peter Fonda que personificou a busca da Liberdade, ou a sua ilusão, pelos jovens americanos e a contestação à guerra do Vietnam.


15 abril, 2008

O dia D

Foto, Público

Às vezes apetece-me escrever sobre o que se passa na minha escola.
Hoje tivemos um dia D para discutir o entendimento que a plataforma sindical deverá assinar na próxima quinta feira com o ME.
Os professores responderam em grande número a este apelo, ultrapassamos a lotação do auditório.
Foi uma reunião difícil. Houve muitas intervenções, muito debate, muito esclarecimento, e só assim foi possível chegarmos a um consenso.
A classe profissional dos professores é grande.
Todos têm uma opinião crítica sobre tudo, todos têm sempre algo a acrescentar, todos querem gozar de uma independência critica, poder opinar sobre tudo sem qualquer compromisso sindical, ninguém quer sentir qualquer amarra vinculativa a alguma coisa, muitos são impacientes, …. Enfim cada um de nós gostaria de ter um sindicato só para si, que desse resposta rápida e eficiente aos problemas que mais nos afectam, e que se adaptasse em todos os momentos, aos nossos interessas e aos nossos pontos de vista…. Do tipo do telemóvel, em que cada um utiliza à hora que lhe apetece e como lhe apetece, e que ainda dê para tirar fotos.
Há professores que até há pouco tempo continuavam com alguma convicção, da completa inutilidade dos sindicatos, outros identificam-se com as posições de movimentos dos professores, outros ainda mais pacientes, mas conscientes que na hora do “vamos ver”, são efectivamente os sindicatos, as únicas estruturas que os representam e que têm poder negocial com a tutela.
Alguns professores ainda não tomaram consciência que uma grande manif não resolve tudo, dá visibilidade nos media, mostra ao país que há uma classe descontente, dá até para medir níveis de descontentamento (só a Ministra é que entende que 100 mil profs na rua é sinonimo que tudo corre bem), mas depois é preciso uma estrutura organizada que represente legalmente a maioria dos professores e que esteja disponível para a negociação.
Foi uma reunião interessante.
Estiveram presentes cerca de 100 docentes, reunidos desde as 8,30h ate às 12h e das 14 às 16,30h. Foi necessário abrir espaços para que todos apresentassem dúvidas, que questionassem os dois cenários possíveis: “Entendimento ou não entendimento”.
Foi necessário digerir a contribuição positiva de cada intervenção, foi necessário ouvir a alguns colegas que eram do PS, foi necessário ouvir que eram sindicalizados há décadas, foi necessário ver o rosto de desalento de colegas que diziam “Eu votei neles, mas não votei nesta politica educativa, nem nesta equipa ministerial”, foi necessário ultrapassar divergências, foi necessário atender às preocupações de cada um, foi preciso mandar calar n vezes, foi necessário cochichar com o colega do lado, foi necessário rir, foi necessário aplaudir, foi necessário o microfone, foi necessário fotocopiar o memorando, foi necessário ultrapassar pormenores formais, foi necessário incitar à união… sei lá os professores sentem-se empurrados até à parede, pela espada afiada que é a politica socialista da educação.
Os sindicalistas sem terem realizado uma reunião brilhante, conseguiram manter a calma, gerir as intervenções de forma respeitosa e conduzir os trabalhos até se chegar a alargados consensos, e à conclusão necessária: confiar na plataforma sindical.

É interessante verificar como os media, os nossos governantes e obviamente com a “nossa ajuda” olhando apenas para o nosso umbigo, conseguiram colar aos sindicatos, a imagem de uma praga nas relações laborais. Claro que esta atitude entende-se do lado do patronato, e dos governantes. Já não se entende do lado dos trabalhadores, que virando-se contra as suas próprias estruturas, ficam completamente a descoberto dos desvarios das politicas neoliberias. Os professores que no fundo são os intelectuais da nossa sociedade, e por isso bem informados têm aqui uma responsabilidade acrescida. Nos últimos anos temos estado pouco atentos a estes jogos laborais.
É necessário unir, a corda já não tem mais por onde esticar.
E continuamos a testemunhar:
"Então agora fazer cumprir a lei é chantagear?"
"Então agora fazer cumprir a lei é chantagear?"
(Mª de Lurdes Rodrigues respondendo a Ana Drago)
DESESPERANTE!

14 abril, 2008

cosas del surrealismo

cosas del surrealismo, isto promete!



13 abril, 2008

Ensaio sobre o belo


Reflectir sobre o belo é um exercício que nos faz bem à alma, essa parte de nós, incomensurável, que todos temos; desconhecemos se será eterna ou não, mas sabemos que se alimenta também daquilo que é belo, dado que a sensibiliza pela positiva.
Por mais teorias que se construam, e existem muitas, tratados até, versando o belo, o perfeito, o estético, o ideal, a verdade,... pensar no mais belo, leva-nos invariavelmente aos caminhos da vida e aos truques de ludibriar a morte.
Assim, o mais belo será o nascimento dos nossos filhos, ou a possibilidade de salvar alguém da morte - essa é a beleza extrema que está ao nosso alcance.
O nascimento dos nossos filhos, temos a possibilidade de o experimentar algumas vezes, uma, duas, três, e reviver esse facto ao longo da vida.
Salvar alguém, trocar as voltas à morte, é algo de supremo, que só o podem experimentar, alguns privilegiados. Alguns fazem disso profissão, para eles a minha incondicional admiração.
Depois temos o belo, num segundo patamar, mais abrangente, variantes de menoridade do belo, como o gracioso, o lindo, o encantador, o bonito, uma segunda escolha que realizamos na interacção com a nossa existência, mas que nos beija a alma também. O belo pode ser formal, ter limites, contornos, cor, textura, expressão, estrutura... ter peso, massa, medidas. Podemos vê-lo, através do olhar... podemos senti-lo através dos outros sentidos também. O belo também se pode assumir ausente de uma forma concreta, possuindo expressão emocional, mas rapidamente se coloca no tal patamar de excelência, capaz de despertar harmonia e a sensação de prazer, subjectiva e desinteressada.
Avaliar o que é belo é traçar caminhos sem consensos, pois as opções, as escolhas são actos subjectivos, resultam da sensibilidade de cada um, da sua identidade pessoal, da forma como cada um recebe os estímulos exteriores e os reconstrói na malha dos seus conhecimentos e emoções, sempre diferente de individuo para individuo.
O belo nem sempre é o razoável, o conhecido, o determinado, o habitual, o concreto, o explicável, o previsível... ... o belo pode ocupar um espaço e um tempo ideal, localizado mais á frente do vulgar e do comum, e nada ter a ver com a dialéctica entre a verdade e a mentira, entendidas num dado momento, com o certo e o errado, a eterna dicotomia, e mais uma vez, com o bem e o mal.... o que é belo hoje, pode não o ser amanhã, o que é feio para uns, pode ser espectacular para outros.
O belo resulta de uma reflexão subjectiva, contemplativa, que não interfere com as qualidades reais daquilo que se avalia, mas sim como o próprio sujeito que realiza essa avaliação e se sensibiliza.
O belo mais do que supremo, inatingível, elevado ao mais alto grau será o sublime; aquilo que a imaginação não consegue abarcar, dada a sua dimensão infinita, intemporal, de grandeza ilimitada: o próprio universo, englobando o infinitoinvisivelmente pequeno e infinitodesmesuradamente grandioso.
Publicado em www.sanzalangola.com em 1/09/06

12 abril, 2008

A LUTA CONTINUA

Vencemos uma pequena batalha, mas não ganhamos a guerra.
A carreira continua dividida: titulares e nao titulares.
Temos mais de dois anos congelados.
Continuamos com aulas de substituição que não servem para nada.
Continuamos a trabalhar mais de 35 horas semanais.
Continuamos a ocupar uma assoalhada em nossa casa para trabalhar.
Continuamos (a maioria) com o quadro preto e giz como tecnologias de motivação na sala de aula.
Continuamos sem saber exactamente como vai ser a avaliação para o próximo ano.
Formação? onde está?
Se chegarmos aos 65 anos, alguns de nós estarão esgotados com 45 anos de serviço.
Continuamos a suportar alunos mal educados.
Continuamos com horas extraordinarias por pagar.
Continuamos com programas desfasados da realidade.
Continuamos com a pérola do estatuto do aluno
Continuamos com aulas práticas para turmas de 25 ou mais alunos.
Já está tudo cozinhado para mudar a gestão das escolas e o processo já está em curso.
A LUTA COMEÇA A DAR RESULTADOS, TEMOS DE LHE DAR CONTINUIDADE!!!
NÃO DESMOBILIZEM!

11 abril, 2008

Concert for George



Repetir assunto num blog, nem sempre é bom...pode revelar pouca criatividade do seu autor... porém.... como Beatles para mim são Lennon e Harrison, por isto e aquilo e outras coisas mais...vou repetir Harrison, desta vez "The concert for George" (obrigada, MJorge)e sugiro que abram o you tube e vejam/oiçam o que mais eles tocaram por lá.
Eles quem?

1º violão, Eric Clapton ;
2º violão, filho de Harrison (muito parecido com pai);
Piano, Paul McCartney ;
1ª bateria , Ringo Star;
2ª bateria, Phill Collins;
Guitarra, Tom Petty;
Órgão e cantando, Billy Preston
.

09 abril, 2008

Quanto tempo dura um sonho

(clique para ampliar)

07 abril, 2008

Chinaescola

Sala de aulas na China !!!* * * *Vá ... Queixem-se das V/ condições!!! ....... - dizem-me através da net.

Esta situação não anda muito longe da que se vive nos pavilhões de educação física, onde metem 4 turmas a ter aulas em simultaneo, divididas de uma forma pindérica, através de cortinado.... e estamos na Europa... cada vez mais na cauda, eu sei, mas na Europa!

06 abril, 2008

PROFS FASHION






















PRIMAVERA / VERÃO

05 abril, 2008

O dragão


Há clubes e clubes!
Soltem o fogo azul do dragão e festejem, esta vicória que tem sabor antecipado de um tri.
Abram as asas mais uma vez e voem até à praça da Liberdade.



04 abril, 2008

JOSÉ FELICIANO




“José Montserrate Feliciano García (Porto Rico, 10 de setembro de 1945), cantor e guitarrista porto-riquenho radicado nos Estados Unidos. Autodidacta, começou a tocar acordeon antes de tocar viola. Já na adolescência tocava profissionalmente em Nova Iorque, onde foi visto por um executivo da R C A, que o contratou. Sua fama alastrou-se com o lançamento de " Light My Fire " ( Doors Music Co. ASCAP 01/06/1968 ). Infelizmente, nunca teve uma produção à altura e seus discos não acompanharam o sucesso das apresentações ao vivo, nas quais demonstra excelente presença em palco, apesar de ser cego de nascença.”




Já não ouvia José Feliciano há, seguramente, 30 anos. Este senhor tocou em orquestras, como as sinfónicas de Londres, Los Angeles e Viena. Tem montes de discos de ouro e platina, dizem, e lançou o seu primeiro álbum nos anos sessenta (64).
Reencontrei-o no YouTube, e relembrei de imediato a conhecida musica “Que será”, a minha favorita. Aquela voz latina, anasalada… inconfundível.
Oiçam também “Light my fire” e vejam a perícia com que toca o clássico Zorba.
Hoje ao percorrer a discografia dele, senti ali uma miscelânia eclética, que corresponde às grandes capacidades e versatilidade de Feliciano, e ao mesmo tempo uma falta de rumo, capaz de desenvolver as suas capacidades e levá-lo definitivamente ao “podium”, num caminho original e num estilo só dele.
Às vezes fez-me lembrar Ramazotti, também…
Vale a pena recordar, para quem não conhece, faça o favor de ouvir.






03 abril, 2008

My sweet lord



My sweet lord, o original


O meu primeiro single


PARLOPHONE 8E 006 04 692 M - 1971


Junho de 1971


Os sonhos


As descobertas


O romantismo


O Beatle mais exótico e mais bonito


Luanda no cacimbo


As paixões de adolescente


A influência do oriente


A força da ingenuidade


As túnicas às flores e as calças à boca de sino


Bangla Desh


A poesia


O sonho


As tardes em férias


O idealismo


Os agitados anos 70


O beijo doce ao por de sol


A matiné no Miramar


Peace and Love


Make love not war



02 abril, 2008

O betão desarma e desaba, porque?


O betão desarma e desaba, porque?As estruturas de betão armado são normalmente dimensionadas para apresentar níveis de segurança, de funcionalidade e durabilidade, aceitáveis.Todo o cálculo pode prever movimentos sísmicos, cheias, cargas, etc . Mas também pode não prever nada disto, pode estar adequada apenas às condições normais que se verificam num dado momento.
Existem inúmeras situações não previstas inicialmente, ao nível do projecto, da construção ou da utilização que podem comprometer os tais níveis referidos inicialmente.

Nos últimos 100 anos, o betão armado é talvez o material construtivo mais utilizado pelo homem, generalizando-se a partir da 2ª Guerra Mundial, e em Angola muito especialmente na década de 60 e parte de 70.

O betão é um material resistente à compressão, tem óptimas possibilidades plásticas, é de fácil utilização e de baixo custo, possibilitando a construção de edifícios, pontes, viadutos, barragens, pavimentos de estradas, túneis ou canais.Duma forma grosseira, o betão armado é constituído por armaduras de aço com uma cobertura de argamassa (betão), que tem como principal função proteger a estrutura resistente dos agentes atmosféricos.

O aço em contacto com o meio húmido, oxida.

O betão é um meio denso, mas que possui no seu interior cavidades à escala microscópica.

No primeiro ano de vida, estas cavidades são ocupadas por partículas de cal que provêm do cimento e que são o resíduo das reacções químicas que dão lugar à solidificação do betão, alguns dias depois na sua colocação. Esta cal é de grande utilidade porque é a que dá origem nas armaduras à formação de uma película protectora contra a formação do óxido.

Ao longo do tempo, esta situação varia, a chuva, os ciclos alternados de humidade e de secagem, o ar do meio ambiente, que contém CO2 (dióxido de carbono) e Oxigénio, vai penetrando através dos poros do betõ e vai desencadeando o processo químico de oxidação.

O CO2 vai em primeiro lugar produzir o que se chama a carbonização do betão, ou seja vai reagir quimicamente com os resíduos de cal livre e destruir a membrana protectora dos aço.

A reação química provoca inicialmente a fissuração, depois o desprendimento da membrana protectora do aço e em casos extremos o recobrimento de betão pode ser completamente destruído.


Há alguns anos atrás pensou-se e que o betão seria eterno, atendendo a o aço se encontra protegido, no entanto, a experiência veio desmentir esta suposição, comprovando que as estruturas de betão armado se degradam ao longo do tempo, portanto não são eternas.

Assim perante esta confiança cega, houve aspectos relacionados com durabilidade do betão, que nem sempre foram devidamente considerados e acautelados em obra, abrindo canais para a degradação mais ou menos rápida. Nem sempre o betão foi verificado, ensaiado e testado nos laboratórios da especialidade, tornando-o portanto com uma esperança de vida menor.

O envelhecimento e a degradação das estruturas de betão podem e devem ser considerados como um processo natural e inevitável.


É impossível evitar a interacção dos materiais com o meio ambiente: temperatura, humidade, chuva, poluição, ar marítimo, deformações, assentamentos, … há assim uma dupla deterioração, física e química.

Uma estrutura só é considerada durável se durante a sua vida conserva os requisitos iniciais do projecto.

Os mecanismos físicos que levam à degradação podem ocorrer de três formas diferentes:

- abrasão;
- erosão;
- cavitação.

A abrasão pode ser definida como o desgaste por atrito entre um sólido e o betão; exemplo, em pavimentos de betão onde o tráfego provoca o desgaste da superfície por atrito seco, ou seja, sem presença de líquidos.
A erosão é similar à abrasão, mas diferenciada pela presença de líquidos contendo partículas sólidas. Este fenómeno ocorre geralmente em vertedores de barragens ou canalizações sob ruptura, que ampliam os processos químicos de corrosão.
A cavitação é caracterizada pela ruptura de bolhas de vapor formadas em fluxos de água.

Voltando à química, o ataque por microorganismos resulta de ambientes que contém fungos e bactérias.

O ácido sulfúrico é formado por bactérias que a partir de sulfatos reagem com o hidróxido de cálcio.

Temos também as chamadas eflorescências que diminuem também a resistência do betão:O contacto da água corrente de baixa dureza com a pasta de cimento tende a dissolver os produtos contendo cálcio, como o hidróxido de cálcio, atingindo o equilíbrio químico e lixiviando tais compostos presentes no betão. Este tipo de água provém de chuvas e infiltrações.

Existem ainda outros factores de degradação de uma estrutura, como algumas condições consideradas anormais, tais como sismo, incêndio, explosão, forte impacto, vandalismo ou cheias… e outra, não muito anormal, que se refere a alterações da sua utilização.

Os edifícios são calculados segundo a sua utilização: habitação, escritórios, equipamentos, comércio ou industria.
A alteração da sua utilização aparentemente inofensiva, acarreta alteração nas cargas a suportar, e nas infra-estruturas necessárias, que cada situação exige.
Numa habitação conta-se com as funções a desenvolver por um agregado familiar de 5/6 pessoas, num escritório toda a estrutura tem que ser reforçada, pois a concentração de massas de papel, livros, pastas de arquivo podem constituem cargas importantes e concentradas em pequenas superfícies (estantes, arquivos).
Num espaço comercial e equipamentos, as cargas são variáveis, e o fluxo de pessoas é irregular e os seus movimentos são imprevisíveis e descontínuos, com operações de cargas e descarga de objectos.
Numa indústria, a consideração de grandes cargas fornecidas pelas máquinas e operações que poderão envolver processos físicos, químicos e eléctricos, são sempre consideradas.

Finalmente fundações de edifícios não convivem nada bem com redes de esgotos degradadas.

Os fenómenos de corrosão das armaduras, só são visíveis a olho nu em estágios suficientemente avançados do processo de degradação, quando a armadura está bastante atacada, e em que a formação de produtos de corrosão de volume relativamente elevado, originam o aparecimento de fissuras e de escorrências ferruginosas à superfície do betão.

Mas se nem a isto prestamos atenção, e como a teoria “se resistiu até agora, vai resistir mais uma série de anos” é muito falível, então ocorre o desabamento numa hora qualquer e pois o pré-aviso já foi feito.

Nota: Desculpem alguma imprecisão química.

Publicado em http://blogdangola.blogspot.com/

01 abril, 2008

31 março, 2008

Rapótacho


Palavra, dá-me imensa vontade de rir, esta coisa dos noivos e da contabilidade organizada.
É sério, rio-me, rio-me imenso!
Já os casamentos em si, me põem um sorriso irónico pendurado nas duas orelhas, mas esta coisa da engenharia fiscal, que o governo do sr. Sócrates inventou, é hilariante, faz-me lembrar um rapar de tacho do ministério das finanças.

Os rapazes do governo são divertidos, palavra que são!

Quando faço bolos caseiros utilizo uma ferramenta, que ainda se chama “Salazar”, e serve para rapar bem os restos da massa dos bolos. Claro que o nome de Salazar, foi-lhe atribuído pela semelhança de intenções entre a ferramenta e o ditador.
Agora pretende-se instituir o dever da denúncia, que anda há mais de 30 anos a ser continuamente desvalorizado nos valores morais da sociedade portuguesa.
Volto a rir.
Acho bem. Eu acho bem, bem!


Os convidados que apanham valentes secas, enquanto esperam pelos noivos, podem-se ir distraindo tentando descobrir quem é a florista que fez aqueles arranjos iglantónicos que decoram a igreja, quem foi o estilista que vestiu os pobretanas dos pais dos noivos, e vão fazendo as suas anotações num pequeno bloco que cabe, em qualquer bolso, que depois se revelará de grande utilidade, na hora de manifestar o dever de denunciar.
- Olha a Margarete entra na igreja com um vestido longo vermelho, bordado a lantejolas pretas. Será que foi a D. Encarnação que o fez???? Esta senhora terá a factura dos alfinetes? Já vou apontar.
- Olha a Patrícia Conceição veio-se plantar mesmo à minha frente, com um chapelão tipo corridas de Ascot, que nem me deixa ver para o altar,… vou apontar também, pois poderei ainda descobrir o autor de tão bom gosto. Denunciar gosto eu! Escaranfunchar, ainda gosto mais!


Entra o noivo, depois a noiva, não será o momento para os questionar sobre estes supremos interesses nacionais, mas logo a seguir, irá permitir fortalecer a intimidade com eles, pedindo-lhes para nos mostrar as etiquetas de fabrico, ou os documentos que irão fornecer às finanças.

Afinal o noivo chegou atrasado, ainda esteve a colocar a contabilidade em ordem para depois não ter que interromper a lua-de-mel. Faltava-lhe a factura dos rissóis e da liga da noiva.
Ambas apareceram, dentro das caixas dos camarões congelados que estavam já no buffet. As facturas retiveram um pouco o odor marisqueiro, o que lhe inviabilizou já a possibilidade ignorar as facturas dos ditos cujos, que estavam a pensar passá-los na candonga.




Mas eles pensam em tudo, este sistema resulta a 100%, dumas coisas se passam para as outras, é como as cerejas. Num casamento não se mede despesas! Num divórcio já acontece exactamente ao contrário. Ninguém faz uma festa de arromba quando se divorcia! Talvez por vergonha, pudor, sei lá. Talvez seja complicado fazer o bolo dos divorciados, não sei.

Na festa do casamento há imensa matéria colectável. Mexe com diversos serviços e profissões.
Ora vejam:

....o vestido da noiva, os 50 metros de renda de Sevilha, a roupa interior, as depilações a cera quente e a laser, o bronzeamento artificial, a manicure, a pedicure, os sapatos, os bodies, as tangas, as microtangas, as LolaLunas, as tangaval, os topos, os strings, o espartilho, o cinto de liga, collants, combinações, os robes-chambres, os saiotes, os babydolls, a roupa intima Sado/Maso, as longlegs, os wonderbras, a lingerie comestível, catsuites, os guepiére, as Bondage, cintas, faixas, as sandálias de brilhantes, a tiara, as luvas, a gargantilha de zircão,...
... o noivo janota, terá a asa de grilo, as calças de risca, as cuecas, os boxers, as samba-canção, os peitilhos, as camisas, as gravatas de seda, as meias, as peúgas, os body de rede, os collants masculinos, a tanga de abertura rápida, a tanga de marinheiro, os tank top, o roupão, os chinelos de quarto, os sapatos de verniz, o alfinete de gravata, …relógio patek philip, a tatuagem tribal, os óculos Versage.
... depois temos os lubrificantes, os óleos, os cremes, os gels, os desodorizantes, as bolas, os anéis, as extensões, os retardantes, os estimulantes, os preservativos e outras coisas mais desta engenharia sensual inesgotável.

Imaginem tudo isto com o IVA a 20%!!!!!

Só será necessário actualizar as tabelas e ter um dicionário sempre à mão, na repartição das finanças… dado que há funcionários das finanças que já casaram há bué de tempo.

... temos também os enxovais, os lençóis escorregadios de cetim, os bordados de Veneza, as toalhas da ilha da Madeira, os atoalhados Gucci comprados na feira (alarme!!!!!!! sem facturação!!!!!!!!!!!!!), as cortinas do Aki, os edredons Zarahome, as mobilias da Moviflor, a cozinha IKEA, … já nem falo dos cacos Ana Salazar, e da vidraria Murano, que qualquer um tem no tecto e na cristaleira,... e nas carpetes João Rolo.

Ah, não esqueçam as festas loucas de despedida de solteiro, que terá também uma alínea própria, na listagem da grande farra financeira.

Portanto isto não é apenas uma salada contabilística de croquetes, tapas e doces conventuais. Há os rituais do corte do bolo da noiva (à Viana do Castelo, à Taiti, à Las Vegas), as lembranças para os convidados, a animação musical (que vai desde os Bombos de Arrabães, até ao Plácido Domingo, passando pelo Toy e Tony Carreira), ….os convites, os cabeleireiros, os carros de aluguer, …. Ahhh as alianças, a lua de mel, as flores… as fitinhas do carro de noivos e convidados.

Nunca esqueçam, há o leilão da liga da noiva, ritual assimilado nas ultimas décadas do século 20, que muito tem contribuido para a nossa cultutra e para a dignificação da condição feminina. Toca a registar tudo isso!

Para terminar, os futuros noivos quando regressam da lua de mel, terão à sua espera, para além dos álbuns de fotografias, registos em cd/ vídeo, terão também como recordação o álbum dos números e dos euros, que será…. nem mais, o rol dos líquidos e dos ilíquidos, com design para nubentes, proporcionado pelo digníssimo ministério das finanças, a custo zero, e uma cópia informatizada para mostrar a nostalgia desse dia, aos futuros netinhos.

Ohhh eu gosto disto!

Alguns perguntarão: não seria mais razoável, ir à Expo-Noivos, ou comprar as revistas cor-de-rosa e contactar directamente com as empresas?

Claro que não! E a diversão? Onde ficava?
Assim é muito mais divertido! Isto é uma mais-valia (palavra com muita saída) para o espectáculo "casamento do século 21".
Reparem os novos convites de casamento já podem trazer informações adicionais, tais como, “Casamento com contabilidade organizada nos termos da lei” , “ Casamento em regime free lancer/recibos verdes”, “Casamento em sistema de sociedade comercial” ou ainda “Boda de Casamento isenta de IVA”, melhor, “Fernando Ivo casa com Pamela Joaquina no regime simplificado” e aí nós, convidados, já sabemos com o que poderemos contar, mais ou menos diversão.

Faz toda a diferença!

Nós contribuintes temos todo o direito a estes pequenos mimos, e cá estaremos para tirar dúvidas aos fiscais das finanças!


... hoje é dia de mentiras???? nãããã... só amanhã!

30 março, 2008

29 março, 2008

Afinal veio do Chile


Julguei que o casaco apertado e sufocante que nos querem vestir fosse importado dos States, afinal enganei-me. Foi importado do Chile e até tem nome de baptismo:

MARCO PARA LA BUENA ENSEÑANZA

Um verdadeiro poncho chileno, costurado num copy e past, com o design submetido à ferramenta de tradução do Google, e divulgado depois de eliminados alguns alinhavos que poderiam se tornar incómodos, para o trio de designers da tutela. Refiro-me evidentemente às partes que referem, se o docente teve disponíveis, todos os recursos necessários ao processo ensino-aprendizagem.

Ohhh génios!