
06 abril, 2008
05 abril, 2008
O dragão
04 abril, 2008
JOSÉ FELICIANO
“José Montserrate Feliciano García (Porto Rico, 10 de setembro de 1945), cantor e guitarrista porto-riquenho radicado nos Estados Unidos. Autodidacta, começou a tocar acordeon antes de tocar viola. Já na adolescência tocava profissionalmente em Nova Iorque, onde foi visto por um executivo da R C A, que o contratou. Sua fama alastrou-se com o lançamento de " Light My Fire " ( Doors Music Co. ASCAP 01/06/1968 ). Infelizmente, nunca teve uma produção à altura e seus discos não acompanharam o sucesso das apresentações ao vivo, nas quais demonstra excelente presença em palco, apesar de ser cego de nascença.”
Já não ouvia José Feliciano há, seguramente, 30 anos. Este senhor tocou em orquestras, como as sinfónicas de Londres, Los Angeles e Viena. Tem montes de discos de ouro e platina, dizem, e lançou o seu primeiro álbum nos anos sessenta (64).
Reencontrei-o no YouTube, e relembrei de imediato a conhecida musica “Que será”, a minha favorita. Aquela voz latina, anasalada… inconfundível.
Oiçam também “Light my fire” e vejam a perícia com que toca o clássico Zorba.
Hoje ao percorrer a discografia dele, senti ali uma miscelânia eclética, que corresponde às grandes capacidades e versatilidade de Feliciano, e ao mesmo tempo uma falta de rumo, capaz de desenvolver as suas capacidades e levá-lo definitivamente ao “podium”, num caminho original e num estilo só dele.
Às vezes fez-me lembrar Ramazotti, também…
Vale a pena recordar, para quem não conhece, faça o favor de ouvir.
03 abril, 2008
My sweet lord
My sweet lord, o original
O meu primeiro single
PARLOPHONE 8E 006 04 692 M - 1971
Junho de 1971
Os sonhos
As descobertas
O romantismo
O Beatle mais exótico e mais bonito
Luanda no cacimbo
As paixões de adolescente
A influência do oriente
A força da ingenuidade
As túnicas às flores e as calças à boca de sino
Bangla Desh
A poesia
O sonho
As tardes em férias
O idealismo
Os agitados anos 70
O beijo doce ao por de sol
A matiné no Miramar
Peace and Love
Make love not war
02 abril, 2008
O betão desarma e desaba, porque?

O betão desarma e desaba, porque?As estruturas de betão armado são normalmente dimensionadas para apresentar níveis de segurança, de funcionalidade e durabilidade, aceitáveis.Todo o cálculo pode prever movimentos sísmicos, cheias, cargas, etc . Mas também pode não prever nada disto, pode estar adequada apenas às condições normais que se verificam num dado momento.
Existem inúmeras situações não previstas inicialmente, ao nível do projecto, da construção ou da utilização que podem comprometer os tais níveis referidos inicialmente. 

Nos últimos 100 anos, o betão armado é talvez o material construtivo mais utilizado pelo homem, generalizando-se a partir da 2ª Guerra Mundial, e em Angola muito especialmente na década de 60 e parte de 70.
O betão é um material resistente à compressão, tem óptimas possibilidades plásticas, é de fácil utilização e de baixo custo, possibilitando a construção de edifícios, pontes, viadutos, barragens, pavimentos de estradas, túneis ou canais.Duma forma grosseira, o betão armado é constituído por armaduras de aço com uma cobertura de argamassa (betão), que tem como principal função proteger a estrutura resistente dos agentes atmosférico
s.
s.O aço em contacto com o meio húmido, oxida.
O betão é um meio denso, mas que possui no seu interior cavidades à escala microscópica.
No primeiro ano de vida, estas cavidades são ocupadas por partículas de cal que provêm do cimento e que são o resíduo das reacções químicas que dão lugar à solidificação do betão, alguns dias depois na sua colocação. Esta cal é de grande utilidade porque é a que dá origem nas armaduras à formação de uma película protectora contra a formação do óxido.
Ao longo do tempo, esta situação varia, a chuva, os ciclos alternados de humidade e de secagem, o ar do meio ambiente, que contém CO2 (dióxido de carbono) e Oxigénio, vai penetrando através dos poros do betõ e vai desencadeando o processo químico de oxidação. 

O CO2 vai em primeiro lugar produzir o que se chama a carbonização do betão, ou seja vai reagir quimicamente com os resíduos de cal livre e destruir a membrana protectora dos aço.
A reação química provoca inicialmente a fissuração, depois o desprendimento da membrana protectora do aço e em casos extremos o recobrimento de betão pode ser completamente destruído.
Há alguns anos atrás pensou-se e que o betão seria eterno, atendendo a o aço se encontra protegido, no entanto, a experiência veio desmentir esta suposição, comprovando que as estruturas de betão armado se degradam ao longo do tempo, portanto não são eternas.
Assim perante esta confiança cega, houve aspectos relacionados com durabilidade do betão, que nem sempre foram devidamente considerados e acautelados em obra, abrindo canais para a degradação mais ou menos rápida. Nem sempre o betão foi verificado, ensaiado e testado nos laboratórios da especialidade, tornando-o portanto com uma esperança de vida menor.
O envelhecimento e a degradação das estruturas de betão podem e devem ser considerados como um processo natural e inevitável.
É impossível evitar a interacção dos materiais com o meio ambiente: temperatura, humidade, chuva, poluição, ar marítimo, deformações, assentamentos, … há assim uma dupla deterioração, física e química.
Uma estrutura só é considerada durável se durante a sua vida conserva os requisitos iniciais do projecto.
Os mecanismos físicos que levam à degradação podem ocorrer de três formas diferentes:
- abrasão;
- erosão;
- cavitação.
A abrasão pode ser definida como o desgaste por atrito entre um sólido e o betão; exemplo, em pavimentos de betão onde o tráfego provoca o desgaste da superfície por atrito seco, ou seja, sem presença de líquidos.
A erosão é similar à abrasão, mas diferenciada pela presença de líquidos contendo partículas sólidas. Este fenómeno ocorre geralmente em vertedores de barragens ou canalizações sob ruptura, que ampliam os processos químicos de corrosão.
A cavitação é caracterizada pela ruptura de bolhas de vapor formadas em fluxos de água.
Voltando à química, o ataque por microorganismos resulta de ambientes que contém fungos e bactérias.
O ácido sulfúrico é formado por bactérias que a partir de sulfatos reagem com o hidróxido de cálcio.
Temos também as chamadas eflorescências que diminuem também a resistência do betão:O contacto da água corrente de baixa dureza com a pasta de cimento tende a dissolver os produtos contendo cálcio, como o hidróxido de cálcio, atingindo o equilíbrio químico e lixiviando tais compostos presentes no betão. Este tipo de água provém de chuvas e infiltrações.
Existem ainda outros factores de degradação de uma estrutura, como algumas condições consideradas anormais, tais como sismo, incêndio, explosão, forte impacto, vandalismo ou cheias… e outra, não muito anormal, que se refere a alterações da sua utilização.
Os edifícios são calculados segundo a sua utilização: habitação, escritórios, equipamentos, comércio ou industria.
A alteração da sua utilização aparentemente inofensiva, acarreta alteração nas cargas a suportar, e nas infra-estruturas necessárias, que cada situação exige.
Numa habitação conta-se com as funções a desenvolver por um agregado familiar de 5/6 pessoas, num escritório toda a estrutura tem que ser reforçada, pois a concentração de massas de papel, livros, pastas de arquivo podem constituem cargas importantes e concentradas em pequenas superfícies (estantes, arquivos).
Num espaço comercial e equipamentos, as cargas são variáveis, e o fluxo de pessoas é irregular e os seus movimentos são imprevisíveis e descontínuos, com operações de cargas e descarga de objectos.
Numa indústria, a consideração de grandes cargas fornecidas pelas máquinas e operações que poderão envolver processos físicos, químicos e eléctricos, são sempre consideradas.
Finalmente fundações de edifícios não convivem nada bem com redes de esgotos degradadas.
Os fenómenos de corrosão das armaduras, só são visíveis a olho nu em estágios suficientemente avançados do processo de degradação, quando a armadura está bastante atacada, e em que a formação de produtos de corrosão de volume relativamente elevado, originam o aparecimento de fissuras e de escorrências ferruginosas à superfície do betão.
Mas se nem a isto prestamos atenção, e como a teoria “se resistiu até agora, vai resistir mais uma série de anos” é muito falível, então ocorre o desabamento numa hora qualquer e pois o pré-aviso já foi feito.
Nota: Desculpem alguma imprecisão química.
Publicado em http://blogdangola.blogspot.com/
01 abril, 2008
31 março, 2008
Rapótacho

Palavra, dá-me imensa vontade de rir, esta coisa dos noivos e da contabilidade organizada.
É sério, rio-me, rio-me imenso!
Já os casamentos em si, me põem um sorriso irónico pendurado nas duas orelhas, mas esta coisa da engenharia fiscal, que o governo do sr. Sócrates inventou, é hilariante, faz-me lembrar um rapar de tacho do ministério das finanças.
É sério, rio-me, rio-me imenso!
Já os casamentos em si, me põem um sorriso irónico pendurado nas duas orelhas, mas esta coisa da engenharia fiscal, que o governo do sr. Sócrates inventou, é hilariante, faz-me lembrar um rapar de tacho do ministério das finanças.
Os rapazes do governo são divertidos, palavra que são!
Quando faço bolos caseiros utilizo uma ferramenta, que ainda se chama “Salazar”, e serve para rapar bem os restos da massa dos bolos. Claro que o nome de Salazar, foi-lhe atribuído pela semelhança de intenções entre a ferramenta e o ditador.
Agora pretende-se instituir o dever da denúncia, que anda há mais de 30 anos a ser continuamente desvalorizado nos valores morais da sociedade portuguesa.
Volto a rir.
Acho bem. Eu acho bem, bem!
Agora pretende-se instituir o dever da denúncia, que anda há mais de 30 anos a ser continuamente desvalorizado nos valores morais da sociedade portuguesa.
Volto a rir.
Acho bem. Eu acho bem, bem!

Os convidados que apanham valentes secas, enquanto esperam pelos noivos, podem-se ir distraindo tentando descobrir quem é a florista que fez aqueles arranjos iglantónicos que decoram a igreja, quem foi o estilista que vestiu os pobretanas dos pais dos noivos, e vão fazendo as suas anotações num pequeno bloco que cabe, em qualquer bolso, que depois se revelará de grande utilidade, na hora de manifestar o dever de denunciar.
- Olha a Margarete entra na igreja com um vestido longo vermelho, bordado a lantejolas pretas. Será que foi a D. Encarnação que o fez???? Esta senhora terá a factura dos alfinetes? Já vou apontar.
- Olha a Patrícia Conceição veio-se plantar mesmo à minha frente, com um chapelão tipo corridas de Ascot, que nem me deixa ver para o altar,… vou apontar também, pois poderei ainda descobrir o autor de tão bom gosto. Denunciar gosto eu! Escaranfunchar, ainda gosto mais!
- Olha a Patrícia Conceição veio-se plantar mesmo à minha frente, com um chapelão tipo corridas de Ascot, que nem me deixa ver para o altar,… vou apontar também, pois poderei ainda descobrir o autor de tão bom gosto. Denunciar gosto eu! Escaranfunchar, ainda gosto mais!

Entra o noivo, depois a noiva, não será o momento para os questionar sobre estes supremos interesses nacionais, mas logo a seguir, irá permitir fortalecer a intimidade com eles, pedindo-lhes para nos mostrar as etiquetas de fabrico, ou os documentos que irão fornecer às finanças.
Afinal o noivo chegou atrasado, ainda esteve a colocar a contabilidade em ordem para depois não ter que interromper a lua-de-mel. Faltava-lhe a factura dos rissóis e da liga da noiva.
Ambas apareceram, dentro das caixas dos camarões congelados que estavam já no buffet. As facturas retiveram um pouco o odor marisqueiro, o que lhe inviabilizou já a possibilidade ignorar as facturas dos ditos cujos, que estavam a pensar passá-los na candonga.
Ambas apareceram, dentro das caixas dos camarões congelados que estavam já no buffet. As facturas retiveram um pouco o odor marisqueiro, o que lhe inviabilizou já a possibilidade ignorar as facturas dos ditos cujos, que estavam a pensar passá-los na candonga.
Mas eles pensam em tudo, este sistema resulta a 100%, dumas coisas se passam para as o
utras, é como as cerejas. Num casamento não se mede despesas! Num divórcio já acontece exactamente ao contrário. Ninguém faz uma festa de arromba quando se divorcia! Talvez por vergonha, pudor, sei lá. Talvez seja complicado fazer o bolo dos divorciados, não sei.
utras, é como as cerejas. Num casamento não se mede despesas! Num divórcio já acontece exactamente ao contrário. Ninguém faz uma festa de arromba quando se divorcia! Talvez por vergonha, pudor, sei lá. Talvez seja complicado fazer o bolo dos divorciados, não sei.Na festa do casamento há imensa matéria colectável. Mexe com diversos serviços e profissões.
Ora vejam:
....o vestido da noiva, os 50 metros de renda de Sevilha, a roupa interior, as depilações a cera quente e a laser, o bronzeamento artificial, a manicure, a pedicure, os sapatos, os bodies, as tangas, as microtangas, as LolaLunas, as tangaval, os topos, os strings, o espartilho, o cinto de liga, collants, combinações, os robes-chambres, os saiotes, os babydolls, a roupa intima Sado/Maso, as longlegs, os wonderbras, a lingerie comestível, catsuites, os guepiére, as Bondage,
cintas, faixas, as sandálias de brilhantes, a tiara, as luvas, a gargantilha de zircão,...
... o noivo janota, terá a asa de grilo, as calças de risca, as cuecas, os boxers, as samba-canção, os peitilhos, as camisas, as gravatas de seda, as meias, as peúgas, os body de rede, os collants masculinos, a tanga de abertura rápida, a tanga de marinheiro, os tank top, o roupão, os chinelos de quarto, os sapatos de verniz, o alfinete de gravata, …relógio patek philip, a tatuagem tribal, os óculos Versage.
... depois temos os lubrificantes, os óleos, os cremes, os gels, os desodorizantes, as bolas, os anéis, as extensões, os retardantes, os estimulantes, os preservativos e outras coisas mais desta engenharia sensual inesgotável.
Ora vejam:
....o vestido da noiva, os 50 metros de renda de Sevilha, a roupa interior, as depilações a cera quente e a laser, o bronzeamento artificial, a manicure, a pedicure, os sapatos, os bodies, as tangas, as microtangas, as LolaLunas, as tangaval, os topos, os strings, o espartilho, o cinto de liga, collants, combinações, os robes-chambres, os saiotes, os babydolls, a roupa intima Sado/Maso, as longlegs, os wonderbras, a lingerie comestível, catsuites, os guepiére, as Bondage,
cintas, faixas, as sandálias de brilhantes, a tiara, as luvas, a gargantilha de zircão,...... o noivo janota, terá a asa de grilo, as calças de risca, as cuecas, os boxers, as samba-canção, os peitilhos, as camisas, as gravatas de seda, as meias, as peúgas, os body de rede, os collants masculinos, a tanga de abertura rápida, a tanga de marinheiro, os tank top, o roupão, os chinelos de quarto, os sapatos de verniz, o alfinete de gravata, …relógio patek philip, a tatuagem tribal, os óculos Versage.
... depois temos os lubrificantes, os óleos, os cremes, os gels, os desodorizantes, as bolas, os anéis, as extensões, os retardantes, os estimulantes, os preservativos e outras coisas mais desta engenharia sensual inesgotável.

Imaginem tudo isto com o IVA a 20%!!!!!
Só será necessário actualizar as tabelas e ter um dicionário sempre à mão, na repartição das finanças… dado que há funcionários das finanças que já casaram há bué de tempo.
... temos também os enxovais, os lençóis escorregadios de cetim, os bordados de Veneza, as toalhas da ilha da Madeira, os atoalhados Gucci comprados na feira (alarme!!!!!!! sem facturação!!!!!!!!!!!!!), as cortinas do Aki, os edredons Zarahome, as mobilias da Moviflor, a cozinha IKEA, … já nem falo dos cacos Ana Salazar, e da vidraria Murano, que qualquer um tem no tecto e na cristaleira,... e nas carpetes João Rolo.

Ah, não esqueçam as festas loucas de despedida de solteiro, que terá também uma alínea própria, na listagem da grande farra financeira.
Portanto isto não é apenas uma salada contabilística de croquetes, tapas e doces conventuais. Há os rituais do corte do bolo da noiva (à Viana do Castelo, à Taiti, à Las Vegas), as lembranças para os convidados, a animação musical (que vai desde os Bombos de Arrabães, até ao Plácido Domingo, passando pelo Toy e Tony Carreira), ….os convites, os cabeleireiros, os carros de aluguer, …. Ahhh as alianças, a lua de mel, as flores… as fitinhas do carro de noivos e convidados.

Nunca esqueçam, há o leilão da liga da noiva, ritual assimilado nas ultimas décadas do século 20, que muito tem contribuido para a nossa cultutra e para a dignificação da condição feminina. Toca a registar tudo isso!
Para terminar, os futuros noivos quando regressam da lua de mel, terão à sua espera, para além dos álbuns de fotografias, registos em cd/ vídeo, terão também como recordação o álbum dos números e dos euros, que será…. nem mais, o rol dos líquidos e dos ilíquidos, com design para nubentes, proporcionado pelo digníssimo ministério das finanças, a custo zero, e uma cópia informatizada para mostrar a nostalgia desse dia, aos futuros netinhos.
Para terminar, os futuros noivos quando regressam da lua de mel, terão à sua espera, para além dos álbuns de fotografias, registos em cd/ vídeo, terão também como recordação o álbum dos números e dos euros, que será…. nem mais, o rol dos líquidos e dos ilíquidos, com design para nubentes, proporcionado pelo digníssimo ministério das finanças, a custo zero, e uma cópia informatizada para mostrar a nostalgia desse dia, aos futuros netinhos.
Ohhh eu gosto disto!
Alguns perguntarão: não seria mais razoável, ir à Expo-Noivos, ou comprar as revistas cor-de-rosa e contactar directamente com as empresas?
Claro que não! E a diversão? Onde ficava?
Assim é muito mais divertido! Isto é uma mais-valia (palavra com muita saída) para o espectáculo "casamento do século 21".
Reparem os novos convites de casamento já podem trazer informações adicionais, tais como, “Casamento com contabilidade organizada nos termos da lei” , “ Casamento em regime free lancer/recibos verdes”, “Casamento em sistema de sociedade comercial” ou ainda “Boda de Casamento isenta de IVA”, melhor, “Fernando Ivo casa com Pamela Joaquina no regime simplificado” e aí nós, convidados, já sabemos com o que poderemos contar, mais ou menos diversão.
Assim é muito mais divertido! Isto é uma mais-valia (palavra com muita saída) para o espectáculo "casamento do século 21".
Reparem os novos convites de casamento já podem trazer informações adicionais, tais como, “Casamento com contabilidade organizada nos termos da lei” , “ Casamento em regime free lancer/recibos verdes”, “Casamento em sistema de sociedade comercial” ou ainda “Boda de Casamento isenta de IVA”, melhor, “Fernando Ivo casa com Pamela Joaquina no regime simplificado” e aí nós, convidados, já sabemos com o que poderemos contar, mais ou menos diversão.
Faz toda a diferença!
Nós contribuintes temos todo o direito a estes pequenos mimos, e cá estaremos para tirar dúvidas aos fiscais das finanças!

... hoje é dia de mentiras???? nãããã... só amanhã!
30 março, 2008
29 março, 2008
Afinal veio do Chile
Julguei que o casaco apertado e sufocante que nos querem vestir fosse importado dos States, afinal enganei-me. Foi importado do Chile e até tem nome de baptismo:
MARCO PARA LA BUENA ENSEÑANZA
Um verdadeiro poncho chileno, costurado num copy e past, com o design submetido à ferramenta de tradução do Google, e divulgado depois de eliminados alguns alinhavos que poderiam se tornar incómodos, para o trio de designers da tutela. Refiro-me evidentemente às partes que referem, se o docente teve disponíveis, todos os recursos necessários ao processo ensino-aprendizagem.
Ohhh génios!
MARCO PARA LA BUENA ENSEÑANZA
Um verdadeiro poncho chileno, costurado num copy e past, com o design submetido à ferramenta de tradução do Google, e divulgado depois de eliminados alguns alinhavos que poderiam se tornar incómodos, para o trio de designers da tutela. Refiro-me evidentemente às partes que referem, se o docente teve disponíveis, todos os recursos necessários ao processo ensino-aprendizagem.
Ohhh génios!
28 março, 2008
SIM ou NÃO - o livre arbitrio
"E chegamos assim à palavra fundamental de toda esta embrulhada: liberdade.
Os animais (para já não falar nos minerais e nas plantas) não podem evitar ser como são e fazer aquilo que naturalmente estão programados para fazer. Não se lhes pode censurar que o façam nem aplaudi-los pelo que fazem, porque não sabem comportar-se de outro modo. As suas disposições obrigatórias poupam-lhes sem dúvida muitas dores de cabeça.
Em certa medida, de início, nós, homens, também estamos programados pela Natureza. Estamos feitos para beber água, e não lixívia, e tomemos as precauções que tomarmos, mais cedo ou mais tarde, morreremos. E de modo menos imperioso mas análogo, o nosso programa cultural é também determinante: o nosso pensamento é condicionado pela linguagem que lhe dá forma (uma linguagem que nos é imposta de fora e que não inventámos para nosso uso pessoal) e somos educados em certas tradições, hábitos, formas de comportamento, lendas…; numa palavra, são-nos inculcadas desde o berço certas fidelidades e não outras.
Tudo isto pesa muito e faz com que sejamos bastante previsíveis, (…) mas por grande que seja a nossa programação biológica ou cultural, nós, seres humanos, podemos acabar por optar por algo que não está no programa (pelo menos que lá não está totalmente). Podemos dizer “sim” ou “não”, quero ou não quero. Por muito apertados que nos vejamos pelas circunstâncias, nunca temos um só caminho a seguir, mas sempre vários. (…) Não somos livres de escolher o que nos acontece (ter nascido certo dia, de certos pais, em tal país, sofrer de um cancro ou ser atropelado por um carro, ser bonitos ou feios, que os Aqueus queiram conquistar a nossa cidade, etc.), mas somos livres de responder desta maneira ou daquela ao que nos acontece {obedecer ou revoltar-nos, ser prudentes ou temerários, vingativos ou resignados, vestir-nos de acordo com a moda ou disfarçar-nos de ursos das cavernas, defender Tróia ou fugir, etc.)."
Fernando Savater, Ética para um Jovem
Um texto que encaixa bem em diversas situações: encaixa bem na situação do aluno, que independentemente da turma tem possibilidades de dizer sim ou não, e encaixa bem na situação do professor, a quem lhe impõe uma avaliação, e ele não tem que ser receptivo e ficar de braços cruzados.
27 março, 2008
26 março, 2008
Até quando?

Aqui, os brandos costumes misturados com um enorme complexo democrático, tolhe-nos a racionalidade, e a educação converte-se em deseducação.
O ministério da educação assiste a tudo de cadeirinha!
O ministério da educação assiste a tudo de cadeirinha!
Não defende os professores quando lhes chamam holligans, não gere de forma responsável os desiquilibrios dentro da escola, e tenta a todo o custo, branquear, branquear e branquear, usando uma acção lixiviadora de uma série de anos, com a cabeça permanentemente enterrada na areia, dum deserto de boas ideias.
Não se vislumbra um jeito de inverter as situações.
Ainda há pais que chegam à escola e autorizam o prof a bater nos alunos. Pais da velha guarda, que acham que o prof é lutador de sumô. Quando levam como resposta que a educação se inicia em casa e em casa cada um aplica métodos que acha mais funcionais, mas que na escola o prof não deve nem pode bater, ficam decepcionados, e muitos respondem: mas eu não faço nada dele!
Há outros pais que acham que a escola é local de diversão, deixando os seus filhos transportar para a escola, bolas, telemóveis, skates, bonecos de peluche, revistas porno, game boy, mp3, etc etc. e acham perfeitamente normal que tudo isso seja utilizado durante a aula.
A maioria dos pais adoraria despejar os filhos no portão da escola às oito da manhã, e recebe-los de volta já em pijama, prontinhos para ir para a cama, já com os dentes lavados de preferência, para não terem que assumir os seus papeis de pais, que não sabem representar. As desculpas da eterna falta de tempo, da vida agitada do sec. XXI, da mãe que também trabalha, são apenas artifícios para se convencerem que estarão a agir bem, e sossegar as consciências se um dia acordarem.
Ainda há pais que chegam à escola e autorizam o prof a bater nos alunos. Pais da velha guarda, que acham que o prof é lutador de sumô. Quando levam como resposta que a educação se inicia em casa e em casa cada um aplica métodos que acha mais funcionais, mas que na escola o prof não deve nem pode bater, ficam decepcionados, e muitos respondem: mas eu não faço nada dele!
Há outros pais que acham que a escola é local de diversão, deixando os seus filhos transportar para a escola, bolas, telemóveis, skates, bonecos de peluche, revistas porno, game boy, mp3, etc etc. e acham perfeitamente normal que tudo isso seja utilizado durante a aula.
A maioria dos pais adoraria despejar os filhos no portão da escola às oito da manhã, e recebe-los de volta já em pijama, prontinhos para ir para a cama, já com os dentes lavados de preferência, para não terem que assumir os seus papeis de pais, que não sabem representar. As desculpas da eterna falta de tempo, da vida agitada do sec. XXI, da mãe que também trabalha, são apenas artifícios para se convencerem que estarão a agir bem, e sossegar as consciências se um dia acordarem.
Bom, bom, seria mesmo, eles poderem frequentar a escola, também durante o fim de semana e nas férias!
Mas perfeito, perfeito, seria entregá-los no infantário e sairem já adultos com emprego garantido!!!! Um bom emprego, já agora!
Os profs por sua vez vivem preocupados pelo facto de poderem estar a cometer ilegalidades, investindo e alimentando um grande complexo democrático/pedagógico que habita neles, por diversos motivos. A linguagem utilizada na avaliação dos alunos é exemplo disso, rebuscada, retocada e maquilhada para não ferir susceptibilidades. Nada se aborda pela negativa, com receio dos traumatismos, dos vazios de desmotivação, da desistencia, do abandono escolar.
Quando um aluno é desinteressado, arrogante, e uma verdadeira peste, considera-se que coitadinho é sobredotado, e a escola não consegue dar uma resposta positiva a esse caso; quando um aluno causa constantes problemas na sala de aula, dificultando a aprendizagem de todos, diz-se que tem dificuldades de socialização; quando afinal os alunos são brutalmente mal educados, chega-se à conclusão que não passam de anjinhos hiperactivos; quando um aluno é um grande calaceiro, irresponsável, que não pega num livro, diz-se que à luz da análise e avaliação pedagógica é apenas um aluno com interesses divergentes da escola; quando um aluno é muito limitado, que noutros tempos a isso se chamava burrice, diz-se que o aluno tem algumas dificuldades de base que o impedem de progredir na aprendizagem.
Na escola esconde-se, disfarça-se o lado negativo dos alunos, um ano após outro. Provavelmente os proprios alunos nem chegam a ter pelna consciencia do que corre mal. O prof até pode levar com uma cadeira pela cabeça abaixo, mas na hora de por preto no branco, é obrigado a colocar longas luvas brancas.
Quando um aluno ameaça o professor, recorre-se ao psicólogo escolar para averiguar possíveis traumas do aluno. Quando o aluno resolve atirar uma cadeira à cabeça do prof, ai vai a uma consulta do pedopsiquiatra do hospital distrital e normalmente passados vários meses chega como resposta, que o aluno sofreu uma experiência de violência doméstica ou que o aluno transferiu para o professor a agressividade que queria manifestar contra o pai, etc. etc.., ou então que o aluno não tem problema nenhum e o professor é que tem dificuldade em interagir com ele.
E tudo continua igual, ano após ano, é claro, com cada vez mais papel à mistura. No antigamente, de há 35 anos atrás quando o aluno se portava mal, procedia-se ao castigo e averbava-se isso na caderneta do aluno. Hoje instaura-se processo disciplinar, com diversas fases obrigatórias, e quem ler a legislação, mais parece um processo de tribunal, correspondente a crime grave. Somam-se inquéritos, papéis e mais papéis, e parece que a montanha vai parir um rato.... pois dali não sai nada - artificios de papelada "pra inglêsver". VOILÀ!!!!
Efectivamente os professores sentem que pisam em terreno minado de desculpabilização, que é acobertado pela teorias da psicologia e da sociologia, com que foram massacrados nas suas profissionalizações e que encontram nos países com uma pequena experiência democrática, ainda pouco consistente, um terreno fértil para se implantar.
Acrescente-se, que os profs ainda sentem que se espera muito deles, que sejam amigos, pais, mães, avós, psicólogos, animadores culturais, especialistas no trato com invisuais, surdos-mudos, hiperactivos, sobredotados, autistas, tetraplégicos, que evite toxicodependências…enfim espera-se que um professor tire coelhinhos brancos de chapéus, que realize missões impossíveis, e ….que ensine bem com rigor cientifico.
Assim vai a educação…. Até quando?
25 março, 2008
WATERCUBE



O CUBO DE AGUA, ou WATERCUBE é a forma como os chineses conhecem o Centro Aquático Nacional de Pequim, que se inaugurou em Janeiro de 2008.
O edifício foi construído para as competições de natação e mergulho, dos próximos Jogos Olímpicos.
A estrutura do WATERCUBE baseia-se numa única e leve construção, derivada de uma estrutura de bolhas de água, que adquirem a forma de almofadas.
O edifício foi construído para as competições de natação e mergulho, dos próximos Jogos Olímpicos.
A estrutura do WATERCUBE baseia-se numa única e leve construção, derivada de uma estrutura de bolhas de água, que adquirem a forma de almofadas.
Por trás da aparência totalmente aleatória esconde uma rigorosa geometria que podem ser encontrados em sistemas naturais como cristais, células e estruturas moleculares - o mais eficiente subdivisão do espaço tridimensional com células de tamanho igual.
A transparência e a aparente aleatoriedade verifica-se tanto no interior como no exterior do edifício, adquirindo diferentes cores, conforme a incidência e o reflexo da luz. No exterior reflecte o céu e a camada exterior é ligeiramente tingida de azul, o branco prevalece no interior.
Ao contrário do pavilhão desportivo tradicional, de estruturas geralmente com gigantescas colunas, vigas e cabos, o espaço arquitectónico, a estrutura e a fachada do Watercube são um único e mesmo elemento.
90% da energia solar que incide sobre o edifício é aprisionada dentro da zona estrutural altamente eficiente e é usada para aquecer as piscinas e o espaço interior. As águas pluviais do telhado são reutilizadas, recicladas e filtradas para utilização.
Ao contrário do pavilhão desportivo tradicional, de estruturas geralmente com gigantescas colunas, vigas e cabos, o espaço arquitectónico, a estrutura e a fachada do Watercube são um único e mesmo elemento.
90% da energia solar que incide sobre o edifício é aprisionada dentro da zona estrutural altamente eficiente e é usada para aquecer as piscinas e o espaço interior. As águas pluviais do telhado são reutilizadas, recicladas e filtradas para utilização.
O projecto reúne tecnologia, arte e materiais, para criar um visual marcante, energeticamente eficiente, e uma construção ecológica. Conceptualmente a praça caixa e os espaços interiores são esculpidos sob um aglomerado de espuma bolhas, conciliando natureza e cultura.

Construção

Arquitectos: PTW + CCDI + ARUP
24 março, 2008
A cena do telemóvel do Carolina Micaelis

A propósito da cena lamentável da escola Carolina Micaelis, recebi passado umas horas, um email dum aluno meu, MG, que me pedia para comentar as imagens.
Este aluno por reviravoltas da vida, veio duma escola publica alemã, para a escola pública portuguesa, há 3 anos. Aluno vivaço, com sangue na guelra, hoje com 16 anos acabados de fazer, rapidamente se adaptou à falta de regras da chamada escola democrática portuguesa.
Este aluno por reviravoltas da vida, veio duma escola publica alemã, para a escola pública portuguesa, há 3 anos. Aluno vivaço, com sangue na guelra, hoje com 16 anos acabados de fazer, rapidamente se adaptou à falta de regras da chamada escola democrática portuguesa.
A pelintrice do sistema educativo portuga, que a única coisa de qualidade que tem para oferecer aos alunos, é a competência da maioria dos professores e uma relação afectuosa que a maioria tenta construir com os seus alunos, por vezes desespera-o.
A falta de equipamento e a desorganização resultante de uma politica economicista que se aplica há muitos anos é equilibrada por uma certa liberdade inconsequente que se vive nas escolas: os alunos podem fazer quase tudo com o mínimo de riscos e consequências. Essa vivência quase sem limites é satisfatória e entusiasmante para MG, que a aproveita ao máximo, porém vá-se lá saber porque, o MG insiste em continuar a pensar em alemão e a navegar nos sites made in germany.
Conversamos imensas vezes, a falta de rigor e disciplina apesar de lhe agradar quase sempre, e de investir frequentemente na asneira (asneira de acções, a asneira verbal permanece controlada) inconscientemente escandaliza-o, e por vezes compartilha comigo as diferenças entre cá e lá.
A minha resposta ao mail, foi feita com 3 perguntas.
Conversamos imensas vezes, a falta de rigor e disciplina apesar de lhe agradar quase sempre, e de investir frequentemente na asneira (asneira de acções, a asneira verbal permanece controlada) inconscientemente escandaliza-o, e por vezes compartilha comigo as diferenças entre cá e lá.
A minha resposta ao mail, foi feita com 3 perguntas.
1- O que a prof deveria fazer?
2_ O que os colegas deveriam fazer?
3- O que aconteceria numa escola alemã?
O MG e os colegas estão habituados a debater assuntos na minha aula, especialmente os assuntos de civilidade, e portanto o email surge como vontade de emitir opinião. A resposta foi rápida, no seu português germanizado cheio de incorrecções:
1- A prof devia retirar-se e deixar o Conselho Executivo resolver o assunto.
2- Os colegas deviam ter ajudado a prof mais cedo.
3 – Esta cena na escola alemã dava direito à aluna ser expulsa imediatamente da escola, e não teria transferência para nenhuma outra escola pública. Com esta atitute dificilmente arranjaria emprego no futuro.
Na Alemanha é assim!
22 março, 2008
21 março, 2008
20 março, 2008
Não mexe mais
Não mexe mais senão estraga!
Apresento aqui uma situação que ilustra bem, quando não se sabe parar!!!!
Ou seja, quando se pára já demasiado tarde.
19 março, 2008
Olá Pai!

Olá pai!
Hoje apetecia-me conversar contigo.
Hoje apetecia-me conversar contigo.
Apetecia-me conversar até à espiral do tempo contrariar os ponteiros dos relógios, e saciar a fome da alma dos mimos paternais, inegualáveis a coisa nenhuma.
Apetecia-me hoje, ontem, muitos dias atrás.
Apetecia-me tocar-te à campainha, e ser convidada a tomar o pequeno-almoço contigo.
Apetecia-me ouvir-te naquelas conversas sem rumo definido, que começavam por trivialidades, como a manteiga com que barrava o pão e terminavam milhares de quilómetros a sul.
Apetecia-me hoje, ontem, muitos dias atrás.
Apetecia-me tocar-te à campainha, e ser convidada a tomar o pequeno-almoço contigo.
Apetecia-me ouvir-te naquelas conversas sem rumo definido, que começavam por trivialidades, como a manteiga com que barrava o pão e terminavam milhares de quilómetros a sul.
Tinhas sempre muito para conversar, para me contares.
Não te incomodava que eu desempenhasse apenas o papel de mera ouvinte. A mim também não me incomodava presenciar e escutar as tuas estórias de vida. Fazia-o com admiração e ia registando alguma informação na memória, pois tinha a percepção que essas também eram as minhas estórias: estórias que se herdam como património familiar, como legado genético feito por palavras que ilustram situações unicas.
Sonho contigo mas raramente oiço as tuas palavras.
Não terás nada para me dizer?
Hoje apetecia-me falar contigo e ultrapassar as barreiras do infinito e do incomensurável.
Não te incomodava que eu desempenhasse apenas o papel de mera ouvinte. A mim também não me incomodava presenciar e escutar as tuas estórias de vida. Fazia-o com admiração e ia registando alguma informação na memória, pois tinha a percepção que essas também eram as minhas estórias: estórias que se herdam como património familiar, como legado genético feito por palavras que ilustram situações unicas.
Sonho contigo mas raramente oiço as tuas palavras.
Não terás nada para me dizer?
Hoje apetecia-me falar contigo e ultrapassar as barreiras do infinito e do incomensurável.
Hoje seria um dos dias certos!
A.Q.
18 março, 2008
AEROPORTO INTERNACIONAL DE CARRASCO





Aeroporto Internacional de Carrasco, oficialmente conhecido como "Aeropuerto Internacional de Carrasco Geral Cesareo L. Berisso," está situado 11 milhas (18 km) a leste de baixa Montevidéu, a capital do Uruguai.
Com um milhão de passageiros por ano, é um dos dois únicos aeroportos no país que fornecem ligações internacionais durante todo o ano, e como resultado, exerce grande valor simbólico, como a "porta" para muitos visitantes.
A curva suave da cobertura monolítica ajuda a integrar o edifício no seu espaço envolvente, bem como proporciona um espaço coberto sobre o acesso de vias de um lado do edifício, e uma ampla vista para a pista no lado oposto.
O nível destinado às partidas é um grande volume, em consonância com uma longa tradição de grandes espaços de permanência. As vidraças em todos os lados e os apoios estruturais permitem que a cobertura flutue na parte superior do edifício. A grande quantidade de clarabóias possibilitam ampliar a iluminação natural. Chegadas e partidas são separados verticalmente por motivos de segurança e circulação eficiente.



O átrio adjacente à rua, funciona como uma entrada visual e espacialmente aberta, abriga as duas fases de um passageiro, a chegada e a partida.
Um terraço público, com boa visão paisagista ocupa o segundo piso acima do nível das partidas, oferecendo vistas da pista e dos principais espaços públicos. Também dispõe de um restaurante e espaço adicional para outros usos comerciais ou culturais.
Depois de concluir o check-in e os procedimentos de segurança, os passageiros têm acesso ao duty-free shopping e restaurantes nas zonas de espera.
A chegada de passageiros passa por um nível mezanino, totalmente envidraçado com vista para o terminal e a pista, ajudando-o a orientar-se, antes de descer para a entrega da bagagem, alfândegas, imigração, e ainda as áreas de duty-free shopping.
Os espaços são acolhedores tanto para aqueles que não estão viajando, bem como para aqueles que estão.

Área total: 32.000 metros quadrados
Previsão de conclusão: 2009
Cliente: Puerta del Sur
Arquitecto: Rafael Viñoly Arquitetos
PC Lead Designer: Rafael Viñoly
Engenheiros estruturais: Thornton Tomasetti Group
Engenheiro Mecânico: Luis Lagomarsino & Ass.
Engenharia Elétrica: Ing. Ricardo Hofstadter
Esgotos: Estudio Jack Yaffe Berro
17 março, 2008
Orfeu e Euridíce

Pelos
Bulgarian Dream Dancers
A partir de “Orfeu e Eurídice”
Música original Georgi Andreev
Coreografia Lili Ignatova e Ivailo Ivanov
Guarda-roupa Milena Dobreva
Bailarinos principais Iva Tepeshanova e Kamen Ivanov
Bulgarian Dream Dancers
A partir de “Orfeu e Eurídice”
Música original Georgi Andreev
Coreografia Lili Ignatova e Ivailo Ivanov
Guarda-roupa Milena Dobreva
Bailarinos principais Iva Tepeshanova e Kamen Ivanov
ESPECTÁCULO QUE COMBINA DANÇAS FOLCLÓRICAS COM GINÁSTICA RÍTMICA
Na linha de outras produções internacionais como “Lord of the Dance”, o espectáculo dos Bulgarian Dream Dancers pretende partilhar com os espectadores a riqueza da música, da dança e da cultura de um país, neste caso a Bulgária. Integra um grupo de 22 ginastas rítmicos, simultaneamente campeões de ginástica e bailarinos de topo de folclore. O espectáculo é dirigido por Lili Ignatova (uma das mais populares e amadas ginastas rítmicas da Bulgária), contando com a participação de uma das cantoras de As Vozes Búlgaras.
15 março, 2008
Negociar

Saber negociar é uma arte.
É necessário ter um raciocinio rápido e abrangente. É necessário aceitar o outro, analisar e compreender o ponto de vista do outro mesmo não concordando com ele.
É preciso realizar uma anailse bipolar e ter criatividade para acertar pontos em comum.
É preciso ser inteligente e criativo.
Quando há uma hierarquia de poder, é necessário descer dos tamancos, e aceitar-se como igual, e estabelecer-se e diferençar-se o que são desejos e o que são necessidades.
Mas, nem todos nasceram com esse dom.
Ser-se socióloga não é condição suficiente.
Negociar é um joglo duplo. Imagine-se a jogar xadrês, por si e pelo adversário. A dualidade da análise pode gerar os frutos na negociação.
Determinismo, inflexibilização, surdez demagógica, são absolutamente proibidos.
A sra Ministra tenta a todo o custo dividir para reinar. Pensa que descobriu o ovo de Colombo. Tentou dividir através da balda, do facilitismo, da desarticulação, mascarando-a de autonomia. O seu discurso já não convence, nem consegue dividir, e sabem porque? Porque continua a achar que os profs são uns totós, irresponsáveis e incompetentes, e que cairiam na ratoeira do fácil.
Os profs querem uma avaliação digna, rigorosa e exequível.
Os profs não querem nadar em papeis e burocracia, mas querem uma avaliação bem estruturada, uniforme e formativa.
Assim não vamos lá!
É necessário ter um raciocinio rápido e abrangente. É necessário aceitar o outro, analisar e compreender o ponto de vista do outro mesmo não concordando com ele.
É preciso realizar uma anailse bipolar e ter criatividade para acertar pontos em comum.
É preciso ser inteligente e criativo.
Quando há uma hierarquia de poder, é necessário descer dos tamancos, e aceitar-se como igual, e estabelecer-se e diferençar-se o que são desejos e o que são necessidades.
Mas, nem todos nasceram com esse dom.
Ser-se socióloga não é condição suficiente.
Negociar é um joglo duplo. Imagine-se a jogar xadrês, por si e pelo adversário. A dualidade da análise pode gerar os frutos na negociação.
Determinismo, inflexibilização, surdez demagógica, são absolutamente proibidos.
A sra Ministra tenta a todo o custo dividir para reinar. Pensa que descobriu o ovo de Colombo. Tentou dividir através da balda, do facilitismo, da desarticulação, mascarando-a de autonomia. O seu discurso já não convence, nem consegue dividir, e sabem porque? Porque continua a achar que os profs são uns totós, irresponsáveis e incompetentes, e que cairiam na ratoeira do fácil.
Os profs querem uma avaliação digna, rigorosa e exequível.
Os profs não querem nadar em papeis e burocracia, mas querem uma avaliação bem estruturada, uniforme e formativa.
Assim não vamos lá!
14 março, 2008
13 março, 2008
Esta comédia desumana
QUANTOS SEREMOS?
Não sei quantos seremos,
mas que importa?!
Um só que fosse,
e já valia a pena
Aqui, no mundo,
alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto,
esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
12 março, 2008
Não se calam porque perdem a cabeça, o tino ... a razão já não a têm há muito!
Mário Crespo, Jornalista
Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função. Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções. Já não está em causa a eficácia da sua política. A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más. O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso.
Mantendo-a nas funções que desempenha a desautorização do governo de Sócrates é constante. Chegou a altura de ver que isso é mau para os alunos.
Só podem ser eles quem está em causa. Não pode haver razões de defesa de imagem política que justifiquem esta intransigência porque a manutenção de um percurso de imposição administrativa começa a ser um risco de segurança nacional. É péssimo para o quotidiano escolar ter um sistema totalmente desautorizado com professores a desafiarem o governo e o governo a desautorizar-se em frémitos de afirmação de voluntarismo vazio.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito.
Mas esse estudo tem década e meia e nada de substancial foi feito no entretanto. Por isso, o que está em questão não é a avaliação de professores.
Apreciações de desempenho são meros pormenores de gestão de pessoal. O que é preciso, como consta de uma lúcida reflexão dos docentes da Escola Rainha D. Amélia, é fazer a escola cumprir com as suas funções na socialização de crianças e jovens. É promover a criação de hábitos de disciplina interiorizados que se multipliquem depois na vida adulta.
Entre Cavaco Silva, o governante confrontado com o estudo de Ana Benavente, e José Sócrates, este processo de calamitosa estupidificação do país não foi interrompido por um projecto lúcido.
O governo actuou agora como se o problema estivesse nos docentes e não no sistema de docência e nos curricula. Actuou como se o problema único de Portugal fosse o do excesso de privilégios e não o do defeito de cultura. E assim as frágeis construções da demagogia política trouxeram, mesmo com a intimidação de PSPs à paisana e processos disciplinares da DREN, uma centena de milhar para as ruas de Lisboa.
E o Primeiro-ministro mostrou a sua fibra assistindo em silêncio ao martírio de Maria de Lurdes Rodrigues que se desdobrou nas TVs a tentar demonstrar o indemonstrável axioma socrático que a sua política é infalível e o défice de compreensão é do país. A resposta de Sócrates foi a de marcar uma manifestação de desagravo para o Porto.
Primeiro era para ser na rua, depois numa praça, depois num pavilhão e vai sempre soar a falso no clamor sem fim das turbas dos indignados.
Foi um contra-ataque ridículo no meio de muito comportamento bizarro. O Professor Augusto Santos Silva protagonizou o momento de infelicidade quando em Chaves quis assinalar os três anos de governação numa espécie de estágio para o anunciado comício do desagravo. Foi vaiado. Ripostou tentando conjurar os seus Manes. Invocou os nomes dos pais fundadores, dos velhos companheiros que diz serem os seus da luta que diz ser a sua. Salgado Zenha, Mário Soares e Manuel Alegre. E nenhum lhe respondeu. Tentou depois o exorcismo, amaldiçoando os seus demónios pessoais, os grandes e os mais pequenos. Álvaro Cunhal e Mário Nogueira. E nenhum lhe respondeu. Ouviu vaias cada vez mais altas e a voz embargou-se e disse: "eu não me calo...eles calam-se primeiro que eu." Depois repetiu, baixinho como que a querer convencer-se "...eles calam-se primeiro que eu". E não se calaram.
Ao ouvir na Antena 1 este terrível registo de desgovernação só me ocorreram as sábias palavras de Juan Carlos para o tiranete venezuelano: "por que no te callas".
Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras (10.3.08)
11 março, 2008
Olhem nós todos ali!!!!!
Só dois pormenores, desde a Fontes Pereira de Melo até ao Terreiro do Paço demorei mais de 3h e 30 m, e fomos mais de 100.000, e os que não compareceram estiveram sempre connosco.
Jactos dos executivos

POR ONDE ANDA A DEMOCRACIA?
Mário Crespo. Lisboa
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África".
Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota.
Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin.
Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência.
O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão.
Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso.
E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.
Mário Crespo - Lisboa
Mas tudo bate certo! Ainda ontem Cavaco Silva se congratulava com o seu mandato de presidente da estabilidade pública,.... dizendo que tem contribuido para um clima de confiança, mobilizando os portugueses para grandes causas!
Ora, como parece, uma das grandes causas são os jactinhos executivos!
Bate a letra com a careta!
10 março, 2008
09 março, 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















