22 janeiro, 2008

Farmácias do tempo do PH





















Hoje penso em prateleiras, frascos, caixas de medicamentos, alfazemas, mercurio-cromo, sulfamidas, betadines, pensos rápidos, xanaxs, valiuns, mutiliuns, pomada para os calos, almofarizes.... eu sei lá, farmácias, boticas e pharmácias. Farmácias pelo lado de dentro, vistas de cima, de lado, de baixo, de frente etc.

21 janeiro, 2008

Homenagem a 5 africanos + 1 papagaio

Texto transferido já de muitos lugares, e que publico também aqui para quem não adivinha em mim, o ritmo dos batuques, as cores e os cheiros da savana.



Luanda além de ser morfologicamente bonita, fotogenicamente bela, tem história, tem cheiro, tem contrastes, tem sentimento, tem sangue nas veias, é o ortocentro de África... e é essencial que contenha a minha infância e adolescência, para que se converta numa expressão matemática Verdadeira, traduzida nos eixos xis e ipsilone dos meus afectos, através de uma curva parabólica que supostamente deveria limitar um oceano, mas que afinal se circunscreve apenas no eixo z. Complicado?... afinal a terra é redonda!...
é o cordão umbilical a gritar mais alto!

...são as corridas de criança por entre os mangais,
...é a flor de acácia no cabelo,
...é a pesca à linha na Restinga,
...é o churrasco no Kuanza,
...são os meninos do Panguila,
...é o preto Jerónimo (1),
...são os mergulhos na Barracuda,
...é a turma da Vila Alice,
...é a esplanada do Mónaco,
...é o gelado na SAPU,
...é o lanche na Versailles,
...é a onda inesquecível do pessoal da rádio,
...é o merengue mornamente dançado,
...é a musica da Bonzão,
...é a desatada da sangria,
...são os westerns do Kipaka,
..são as estreias do Império,
...é a Fuentovejuna no Avenida,
...é o figo da índia da Eugénio de Castro,
...são as apaixonites da Combatentes,
...é o beijo no Miramar,
...são as meninas LGL nas suas minis,
...é o abandonar do soutien,
...é a idade das escolhas e da politização,
...é o poster do Che,
...são as novidades vindas de Paris,
...é a Alliance Française,
...são os carrinhos de rolamentos,
...é a rampa das Ingombotas,
...são as idas ao fardex da Casa Branca,
...é a matacanha no dedão,
...é a subida ao coqueiro,
...são os livros proibidos,
...é o Carnaval na marginal,
...são as esperas no aeroporto,
...é o aroma forte de fuel de avião,
...é o jogo do abafa,
...Oi JACARÉ, JACARÉ,
...é o néon da Tamar,
...é o rock dançado na Adão,
...são os autógrafos na Tara,
...é o imaginário do BO,
...é o observatório da Mulemba,
...é a colega Vandunem,
...é o aterrar constante dos helicópteros,
...é o hospital militar,
...são as loiras do Punta del Paso,
...são as calças com boca de sino,
...é o missionário italiano,
...são as queimadas de capim,
...são as visitas a Massangano,
...é a estrada de Catete,
...é o cheiro do Cacuaco,
...é a Dodge estacionada,
...é a gincana do 9 de Junho,
...é uma osga no tecto,
...é o camaleão na parede,
...é adrenlina em cima de um Buggy,
...são as BDs em 2ª mão,
...é a dança do Jacob (2),
...é o prego do Majestic,
...é a rebita na cubata do Gasolina,
...éhh bananéeee, bananéeee!!!!
...é a muamba do fundo de quintal,
...é a conversa com Segunda Jamba (3),
...é o misturar de areia e cimento numa obra qualquer,
...é o esticar do aço no Kikolo,
...é a moagem da farinha,
...é o desconfiar que nem tudo corre bem,
...é o despertar da justiça social,
...são os Vampiros proibitivamente escutados,
...é o sapato mata barata ao canto,
...é o arame farpado do Grafanil,
...é o desfilar da quitandeira,
...é o adorno de missanga,
...é o cigarro fumado para dentro,
...são os temperos de Beatriz(4),
...é a buganvília laranja,
...é a girafa embalsamada do museu,
...são os aceleras na rotunda da alameda,
...é a saída das traineiras,
...são os snipes na baía,
...são os calcinhas de Luanda,
...é a Sra. da Muxima,
...é a formiga salalé,
...é a terra vermelha na sapatilha,
...é a lixeira a céu aberto,
...são as cascas de banana no chão do porto,
...é o sinaleiro da Mutamba,
...é o suor da 1 hora da tarde,
...é o magro salário de Gingolita(5),
...é o prédio azul da Cuca,
...é o poeta visitado na cadeia,
...é o jogo da bola sobre a areia,
...é o cacimbo de Agosto,
...é o espreitar de uma varanda,
... o despertar da puberdade,
...é o "je t'aime moi, non plus",
...é o óleo de dendém,
...são as montanhas de laranjas,
...são as fotos de Catalacassala,
...é a água do Bengo,
...são as enxurradas nas Barrocas,
...é a conversa mole de Conceição(6),
...é trepar a um coqueiro,
...é a alforreca da Corimba,
...é a caldeirada ao domingo,
...é a sombra dum cajueiro,
...é chupar cana no mercado de S. Paulo,
...são as makas do bairro Prenda,
...é o sangue negro igualmente vermelho,
...é a goma do kiabo,
...é a casca da ginguba,
...é gindungo na vez do sal,
....é o amor de coração aberto,
....é o tempo que não volta nunca e por isso me atrevo a localizá-lo numa cidade bela.

Depois há aquele ditado: quem feio ama, bonito lhe parece!
Serão os sentidos que procedem às escolhas?


O registo saudosista pode entorpecer a mente......acabo o chá, que já esfriou!


...afinal, todas as cidades são bonitas pois inscrevo nelas o melhor de mim.

1) Jerónimo - preto de Luanda, limpador de escadas dos prédios dos brancos, sempre atencioso para as crianças.

2) Jacob - ilustre papagaio, verdadeiro multiplicador de sons, autor de diversas zaragatas animais no bairro Salazar.
(3) Segunda Jamba - preto bailundo de pés duros, esclarecido politicamente, consciente do seu desempenho proletário, e que primeiro (precocemente, talvez) me fez reflectir sobre as assimetrias sociais.
(4) Beatriz - preta quase cega, sem idade definida, óptima a cozinhar e dona de um lindo sorriso, mesmo que desnudado de dentes.

(5) Gingolita - operário de sol a sol, descendente de escravos embarcados para o Brasil, timidamente honesto, humildemente trabalhador fabril.(6) Conceição - o preto mais malandro de Luanda, gingão, homem de muitas mulheres e de múltiplas dívidas.
6) Conceição - o preto mais malandro de Luanda, gingão, homem de muitas mulheres e de múltiplas dívidas.

Anabela Quelhas

20 janeiro, 2008

Estranha contabilidade

As escolhas envolvem um processo de decisão que implica sempre perdas.
Impossível evitar isto.
Quando eu decido caminhar no campo, tenho a oportunidade de ver flores, ouvir os passarinhos, respirar ar puro, … isto forma o meu ganho.
Mas como decidi caminhar no campo, recusando a outra opção que seria caminhar numa cidade, eu perdi a cidade. Com esta decisão eu perdi o fervilhar urbano, o café na esplanada, o grito do pregão …. Isto são as perdas.
Se tivesse optado por passear na cidade, as perdas inverter-se-iam com os ganhos.
(A contradança de perdas e ganhos. Parece balancete de contabilista.)
O problemático é nem sempre ganharmos e não podermos evitar as perdas. Estas estão sempre garantidas.
Se eu tenho dois caminhos à minha frente e me decido por um, estou a rejeitar o outro, ou estou a decidir não seguir o outro. E, ao seguir esse caminho deixo de ter a possibilidade de avaliar no final, se a minha decisão foi correcta, pois passo a ignorar tudo que me aconteceria pelo outro caminho, e assim deixo de ter termo de comparação, para avaliar correctamente, o mais e o menos.
Se perdi alguma coisa, não sou feliz.
E se não perder? Será que sou feliz?
Para não perder basta-me não escolher?
Mas posso perder na mesma.
A recusa de decidir e a recusa em fazer opções, não afecta o que nos rodeia: o tempo não pára, nem o mundo. Tudo continua a acontecer e apenas nos limitamos a deixar o universo, e a força que provoca o movimento do tempo, a decidir por nós. Porque mesmo que eu não escolha um caminho, eu estou num caminho, diferente de todos os outros, dentro da máquina do tempo que não pára de girar . ... e ... ainda existe tudo o resto que está fora desse caminho.
Não decidir é mais cómodo, desresponsabiliza-nos. Entramos na onda determinista, o que tiver que acontecer acontecerá e daí lavamos as nossas mãos. Sentimo-nos confortáveis, úterinamente protegidos, pelo menos por algum tempo, pois não tivemos que fazer escolhas, nem rejeições, e isso de certa forma anima-nos... mas as pangeias cá continuam a habitar dentro de nós, martirizando-nos com as perdas efectuadas, sem a nossa escolha, numa contabildade infinitesimal que nos afecta muito mais: o
desespero de não podermos escolher, de não podermos decidir, de nos retirarem a capacidade de sermos donos de nós.


19 janeiro, 2008

profs

: Profs....a culpa é deles!

Texto notável de Ricardo Araújo Pereira

Neste momento, é óbvio para todos que a culpa do estado a que chegou o ensino é (sem querer apontar dedos) dos professores. Só pode ser deles, aliás. Os alunos estão lá a contragosto, por isso não contam. O ministério muda quase todos os anos, por isso conta ainda menos. Os únicos que se mantêm tempo suficiente no sistema são os professores. Pelo menos os que vão conseguindo escapar com vida.

É evidente que a culpa é deles.
E, ao contrário do que costuma acontecer nesta coluna, esta não é uma acusação gratuita. Há razões objectivas para que os culpados sejam os professores.
Reparem: quando falamos de professores, estamos a falar de pessoas que escolheram uma profissão em que ganham mal, não sabem onde vão ser colocados no ano seguinte e todos os dias arriscam levar um banano de um aluno ou de qualquer um dos seus familiares.

O que é que esta gente pode ensinar às nossas crianças? Se eles possuíssem algum tipo de sabedoria,
tê-Ia-iam usado em proveito próprio. É sensato entregar a educação dos nossos filhos a pessoas com esta capacidade de discernimento? Parece-me claro que não.
A menos que não se trate de falta de juízo mas sim de amor ao sofrimento.

O que não posso dizer que me deixe mais tranquilo. Esta gente opta por passar a vida a andar de terra em terra, a fazer contas ao dinheiro e a ensinar o Teorema de Pitágoras a delinquentes que lhes querem bater. Sem nenhum desprimor para com as depravações sexuais -até porque sofro de quase todas -, não sei se o Ministério da Educação devia incentivar este contacto entre crianças e adultos masoquistas.

Ser professor, hoje, não é uma vocação; é uma perversão.

Antigamente, havia as escolas C+S; hoje, caminhamos para o modelo de escola S/M. Havia os professores sádicos, que espancavam alunos; agora o há os professores masoquistas, que são espancados por eles. Tomando sempre novas qualidades, este mundo.

Eu digo-vos que grupo de pessoas produzia excelentes professores: o povo cigano.

Já estão habituados ao nomadismo e têm fama de se desenvencilhar bem das escaramuças. Queria ver quantos papás fanfarrões dos subúrbios iam pedir explicações a estes professores. Um cigano em cada escola, é a minha proposta.

Já em relação a estes professores que têm sido agredidos, tenho menos esperança.
Gente que ensina selvagens filhos de selvagens e, depois de ser agredida, não sabe guiar a polícia até à árvore em que os agressores vivem, claramente, não está preparada para o mundo.



Ricardo Araújo Pereira in Opinião, Boca do Inferno, Revista Visão

18 janeiro, 2008

Duociclar



Quantos já deitaram fora uma banheira?

Afinal!!!!!! com um bocadinho de
imaginação.....temos uma banheira convertida em duas poltronas. Uma terá ralo, outra não... mas isso são apenas pormenores!

17 janeiro, 2008

16 janeiro, 2008

Quando o céu vira tela









Estava num laboratório de de físico-químicas, neste sábado à tarde, algures por aí, entre experiências acústicas, vibrações, timbres e outras coisas que tais e assim num repente senti um feeling de sair - aquelas sensações que nem física, nem quimica sabem explicar através de fórmulas matemáticas ou tubos de ensaio. Não há Big Bangs, pontos Alfa e pontos Omega que nos impeçam de sair de fininho, mesmo correndo o risco de alguém nos julgar de modo menos conveniente.
Cheguei cá fora e olhei o céu...

14 janeiro, 2008

Me faltou o azul

(clique para ampliar)

10 janeiro, 2008

Entre umas e outras

Entre umas e outras, num momento de pausa, estava eu explicando os caminhos por mim percorridos entre milhares de agulhas de acupuntura, tentando explicar as minhas razões por esta opção oriental… assim, meridianos para aqui, paralelos para acoli, analogia com o processo da divisão das células da origem da vida, tentativas em explicar cientificamente, aquilo que nunca entendi, muito bem, que nem Mártir S. Sebastião…. Alguém me diz:
- Assim tipo quando abrimos o forno e espetamos palito, para ver se o bolo está bom!!!!
Fiquei de desarmada! Ganhei a tarde!
Vesti o sorriso de Mona Lisa o resto do dia!!!!!!!!!!!!!!!!


09 janeiro, 2008

Entre o verde...


Fotografia: Robert Alvarez

08 janeiro, 2008

Ainda sobre Vieira da Silva



Vieira da Silva casou com Arpad Szenes, pintor hungaro que conheceu em Paris, tendo portanto perdido a nacionalidade portuguesa.
Arpad além de húngaro era também judeu, o que provocou a sua fuga à perseguição nazi, para Portugal, durante a segunda guerra mundial. Decidiram viver em Portugal em 1939, fugindo aos horrores da ocupação nazi da França, e Vieira da Silva tentou recuperar a nacionalidade portuguesa.
Salazar recusou sucessivamente os vários pedidos, entendendo ser demasiado perigosa a sua ligação marital com Arpad, julgando-o comunista. Ficaram em Portugal por pouco tempo. Não deixou de participar num concurso de montras, realizado no âmbito da Exposição do Mundo Português, que também lhe encomendou um quadro, mas cuja encomenda lhe foi retirada em consonância com a regeição de Salazar.
As notícias acerca da guerra agravaram-se cada vez mais e em Junho de 1940, Vieira e Arpad embarcaram para o Brasil.
Apesar de compreender a língua deste país e de ter feito amizades graças a cartas de recomendação de amigos portugueses, ela nunca perdeu o sentimento de desenraizamento que desde o início a assaltara, no exílio. Por outro lado a sua pintura não foi valorizada no Brasil, pois o estilo figurativo dominava nessa época a arte brasieleira.

Voltou a Paris em 1947. Em 1956, Vieira e Arpad naturalizaram-se franceses.

07 janeiro, 2008

03 janeiro, 2008

Vieira da Silva




As primeiras obras que conheci de Vieira da Silva, foi na década de 70. Chegou-me a informação um pouco confusa e filtrada pela censura. Já nem sabia muito bem, se era um homem se era uma mulher, se era portuguesa, se era brasileira ou francesa… sei que rabiscava como os arquitectos. Foi isso que retive.
Depois viram os cartazes sobre Abril.
Na década de 80 vi uma grande exposição na Fundação Gulbenkian, acho que, já no museu de arte moderna, sobre a obra dela, onde figuravam tapeçarias de gigantescas dimensões, hoje algures lá pela Holanda, a decorar o palecete dum ricalhaço ou servindo de cenário no foyer de um banco, e que me deixaram deslumbrada, com curiosidade de estudar à exaustão a obra desta senhora. Até comecei a utilizá-la como referência no meu processo imaginativo, quando iniciava uma modesta pintura.
Não cheguei a conhece-la pessoalmente.
Pareceu-me sempre, ser uma pessoa simples que rabiscava fabulosamente bem.
Identificam a sua obra como sendo lírico-abstracta, que segundo li, causava-lhe um certo incómodo, tal chavão.
Imagino-a como sendo uma mulher simples, que teria sempre uma caneta na mão para rabiscar…uma bic talvez, quem sabe, ou de tinta permanente? e tal como todos nós fazemos, rabiscamos qualquer coisa de forma pouco consciente, quando estamos entretidos a ouvir alguém, ou esperamos alguém na mesa do café. Desenhava os tabuleiros de xadrês, as cidades, as bibliotecas, os ateliers onde trabalhava e imagino que a maioria dos seus desenhos, começariam com aqueles traços que procuram o ponto de fuga, numa perspectiva central, que muita gente faz, e que depois lhe passa uma malha geométrica por cima e a seguir amassa o papel e deita fora. A única diferença será que, os rabiscos de Vieira da Silva não iriam para o lixo. Ela repetia essa malha desenfreadamente ate atingir um rendilhado pictórico, ou um labirinto cromático. E aí é que começa a parte difícil, confusa e complicada. Experimentem fazê-lo! A representação do espaço consta da expressão de uma outra forma de ver, formada pela desfragmentação, pela desconstrução do real, utilizando imensos traços, rabiscos, texturas, superfícies, num emaranhado de formas e, necessariamente de raciocínios labirínticos. Acho que nada surge acaso. Mas tudo surge dum representação rigorosa inicial.
Ninguém consegue expressar tão bem o emaranhado das malhas urbanas como esta pintora - as linhas a negro reforçam a intencionalidade de algo, num meio concentrado e saturado de grafismos, que leva algumas pessoas a deduzir erradamente que ela terá tido formação em arquitectura. Mas de facto, ela tangencia imensas vezes o esquiço arquitectónico, que procura projectar espaços urbanos, que procura encontrar soluções para espaços vazios ou de circulação, mas desmultiplica-o simultaneamente em espaços com intenção de tridimensionalidade, e ainda por cima belíssimos.
Tenho sempre dificuldade em escolher uma obra que aprecie mais. Por isso consultem esta página que construí
http://culturalmente.mja.googlepages.com/home

Só umas notas finais:
- o ano de 2008 é o ano do seu centenário e apesar de ser uma figura impar na pintura contemporânea, não há uma página portuguesa que ilustre convenientemente a sua obra. Tive que recorrer a um site castelhano para fazer a minha página. Enfin!!!
- o facto da maior parte da sua obra estar em França fica-se a dever à “visão”do ditador Salazar. Mas Salazares há muitos!

02 janeiro, 2008

A espera

Autor: Rui Zink

Editor: Editorial Teorema
ISBN: 9789726957133


Lembram-se da noite da má lingua?????

Descobri que um livro serve também para agredir fisicamente.

Digam-me lá porque se diz caça à baleia e não, pesca à baleia?

01 janeiro, 2008

ISTO AGORA VALE TUDO!!!

Para os paises asiáticos não se ficarem a rir, agora Buenos Aires...



http://www.grupotorcello.com.ar/ABAF/index.htm

(ALGUÉM PERDEU ESTA BROCA?)





30 dezembro, 2007

Grande Teatro Nacional da China




















Grande Teatro Nacional da China – uma das grandes obras concluídas em 2007

Localizado em Pequim, na China, é composto por uma ópera, uma sala de concertos e dois teatros, tudo isto envolvido por titânio e vidro numa forma de concha elíptica. Uma autêntica cidade de teatros encolvida num lago artificial, que reflecte o seu volume, completando a sua forma, que lhe conferiu o apelido popular de Ovo.

Desenhado pelo arquitecto parisiense Paul Andreu.

Alguns críticos consideram uma obra demasiado de vanguarda como o histórico Palácio Imperial e o Grande Hall do Povo mesmo ali ao lado.Outros, descrevem-na como uma pérola de Pequim e um símbolo de sucesso da China - tanto económico e cultural.
Para além da Ópera, o edifício alberga também uma sala de concertos, teatro e mais uma galeria de arte, com espaço para cerca de 6500 visitantes. Um enorme cúpula de vidro cobre a área útil de cerca de 200000 metros quadrados.

29 dezembro, 2007

28 dezembro, 2007

ARCHIGRAM

Redescobrindo a arquitetura do Archigram, CONSULTE:
arquitextos/arq000/esp231.asp+archigram&hl=pt-PT&ct=clnk&cd=4&gl=pt&lr=lang_pt

27 dezembro, 2007

O NATAL


O natal foi passado num refúgio, onde a as montanhas ainda tem árvores, a água sabe mesmo a água, a raposa visita-nos durante a noite, e a noite é feita de muito, muito escuro: escuro como breu! (que raio será isso?).
Fui passar o Natal onde ainda se vêm as estrelas no céu, onde nos sentimos insignificantes perante a natureza. Existe ali algo telúrico e ascentral que me atrai invariavelmente para aquele sítio, onde permanecem as minhas raízes, onde permaneço em paz, em equilibrio comigo mesma.
A mesa é mais do que enorme, e de ano para ano torna-se mais pequena, porque as pessoas que se vão sentando à sua volta são cada vez mais. No próximo ano será tudo em triplicado: três mesas, três toalhas de natal, mais pratos, mais talheres…já conto com isso.
Reparo que os meus convidados cada vez têm mais olhos do que barriga. Cada vez apreciam mais uma bonita mesa de Natal, uma boa conversa, mas cada vez comem menos.
Eu, com o telemóvel às voltas, encomenda aqui encomenda acoli. No fim tudo bateu certo!
O Pai Natal chegou, para pequenos e grandes. O Pai Natal, naturalmente, com tanto ano em cima do pêlo, esclerosado e “alzeimeriado”, já nem quer saber do que cada um gosta. Entre livros, bebidas, perfumes, muito brinquedo, assim arrumou mais um ano.
No final, por volta das 2 horas da manhã, Ele lá na outra dimensão, deu-me um verdadeiro presente de Natal. Uma lua anelada! Ou seja uma lua com um grande anel concêntrico, que eu nunca tinha observado, e que segundo a sabedoria popular é sinal de chuva. Não me venham pedir explicações científicas pois ainda não as tenho.

Uma noite de Natal que fechou com chave de ouro! Vá lá de prata, que terá mais a ver com a cor do luar.

20 dezembro, 2007

Feliz Natal


Música




Quer dizer, se não houvesse aplausos q.b., não teriamos assistido à recriação dos Xutos e do I can't get no satisfation?????? OHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHHH assim não vale! Hoje o som estava bem melhor!
Tocaram todos bem.
Foi um bom espectáculo!!!!!
Vou repetir.

18 dezembro, 2007

Pensamento do dia


Enquanto a neve cai, observo-a através da janela, esfrego as minhas mãos enluvadas, medito sobre temática profunda e penso: como é gelada!!!!!!!!

Fonix!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!nunca mais chega o verão!!!!!

16 dezembro, 2007

A PAPISA JOANA

Autora: Dona Woolfolk Cross



Sinopse: A autora reuniu, numa perfeita combinação, aspectos lendários com factos históricos do qual resultou um romance sobre Joana de Ingelheim. Filha de um missionário inglês e de uma mãe saxónica, Joana, nascida a 814, sente-se frustrada pelas limitações impostas à sua vida pelo simples facto de ter nascido com o sexo errado. O seu irmão Mateus começou a ensiná-la a ler e escrever quando Joana contava apenas seis anos. Com a sua morte, Joana recorre a toda a sua astúcia e capacidade de ludibriar de modo a continuar a dar largas à sua paixão pelo saber. Mais tarde, Joana foge de casa para seguir os passos do seu irmão João, a caminho da escola religiosa na Catedral de Dorstadt, onde ela se torna a única presença e estudante feminina tolerada. É quando surge Geraldo, e a vida de Joana muda ao aperceber-se de que o ama. No entanto, o seu amor é-lhe interditado pelas maquiavélicas manobras de Ritschild. Usando as roupas e identidade do irmão, depois deste ter sido chacinado durante um ataque normando, Joana foge e entra para o mosteiro de Fulda, onde ela se passa a denominar, depois de feitos os votos primordiais, João Anglicus. Trilhando o caminho de monge a padre num instante, enquanto apurava o seu conhecimento e técnicas de cura, Joana começa a traçar a sua rota direita a Roma, onde os seus dons lhe abrem caminho para se tornar confidente e físico curador dos dois papas. É nos meandros de várias intrigas políticas no meio eclesiástico que Joana, ela própria, ascende ao posto de pontífice máximo da Igreja Católica. A Papisa Joana resulta numa fabulosa e vívida recriação do período por nós conhecido como a "Idade das Trevas".

Opinião:

Afinal do século 9 ao século 21, só passaram 12 séculos!!!!
A descriminação da mulher na Idade das Trevas era só um pouco mais brutal. A sociedade também o era em todos os aspectos.
"Acreditava-se que o sangue mentrual azedava o vinho, arruinava as colheitas, tornava as lâminas rombas, enferrujava o metal e infectava a mordedura dos cães com um veneno mortal. Salvo raras excepções as mulheres eram tratadas como se fossem sempre menores, sem quaisquer direitos legais ou de propriedade. A lei previa que pudessem ser espancadas pelos maridos. A violação era considerada uma forma menor de roubo. A educação das mulheres era desencorajada porque uma mulher instruída era considerada não só contra a natureza como também perigosa".


Uma simples descamação do útero ainda hoje tem uma carga negativa na mulher, sinal de castigo da antiga, pobre e bem descriminada Eva. A mulher menstruda faz baixar as claras em castelo, a maionese estraga-se, as colheitas em que toca perdem-se, as sementes nos jardins secam, a fruta das árvores cai, os favos das abelhas murcham e o ferro fica perdido pela oxidação. O cheiro torna os cães raivosos.

No Ocidente a emancipação de algumas mulheres deu-se há 3, 4 décadas. Mesmo assim a violência doméstica permanece e quantos não pensam que uma mulher instruída e autónoma só complica e atrapalha?????

A Idade das Trevas continua a estender os seus braços até aos dias de hoje.

15 dezembro, 2007

100 anos





















O Sr. Arquitecto Óscar Niemeyer faz 100 anos.



O senhor uma vez escreveu "minha posição diante do mundo é de invariável revolta" . Onde é que nasceu esse sentimento ?
Niemeyer : “Veio da miséria que nos cerca. (...)


Sempre digo : o sujeito para ser feliz tem de ter saúde e dinheiro,mas tem de ser burríssimo, porque pode viver como um bicho. Mas,desde que olhe em volta e veja que existe tanta gente sofrendo, a vida fica mais amarga.”