21 março, 2008
20 março, 2008
Não mexe mais
Não mexe mais senão estraga!
Apresento aqui uma situação que ilustra bem, quando não se sabe parar!!!!
Ou seja, quando se pára já demasiado tarde.
19 março, 2008
Olá Pai!

Olá pai!
Hoje apetecia-me conversar contigo.
Hoje apetecia-me conversar contigo.
Apetecia-me conversar até à espiral do tempo contrariar os ponteiros dos relógios, e saciar a fome da alma dos mimos paternais, inegualáveis a coisa nenhuma.
Apetecia-me hoje, ontem, muitos dias atrás.
Apetecia-me tocar-te à campainha, e ser convidada a tomar o pequeno-almoço contigo.
Apetecia-me ouvir-te naquelas conversas sem rumo definido, que começavam por trivialidades, como a manteiga com que barrava o pão e terminavam milhares de quilómetros a sul.
Apetecia-me hoje, ontem, muitos dias atrás.
Apetecia-me tocar-te à campainha, e ser convidada a tomar o pequeno-almoço contigo.
Apetecia-me ouvir-te naquelas conversas sem rumo definido, que começavam por trivialidades, como a manteiga com que barrava o pão e terminavam milhares de quilómetros a sul.
Tinhas sempre muito para conversar, para me contares.
Não te incomodava que eu desempenhasse apenas o papel de mera ouvinte. A mim também não me incomodava presenciar e escutar as tuas estórias de vida. Fazia-o com admiração e ia registando alguma informação na memória, pois tinha a percepção que essas também eram as minhas estórias: estórias que se herdam como património familiar, como legado genético feito por palavras que ilustram situações unicas.
Sonho contigo mas raramente oiço as tuas palavras.
Não terás nada para me dizer?
Hoje apetecia-me falar contigo e ultrapassar as barreiras do infinito e do incomensurável.
Não te incomodava que eu desempenhasse apenas o papel de mera ouvinte. A mim também não me incomodava presenciar e escutar as tuas estórias de vida. Fazia-o com admiração e ia registando alguma informação na memória, pois tinha a percepção que essas também eram as minhas estórias: estórias que se herdam como património familiar, como legado genético feito por palavras que ilustram situações unicas.
Sonho contigo mas raramente oiço as tuas palavras.
Não terás nada para me dizer?
Hoje apetecia-me falar contigo e ultrapassar as barreiras do infinito e do incomensurável.
Hoje seria um dos dias certos!
A.Q.
18 março, 2008
AEROPORTO INTERNACIONAL DE CARRASCO





Aeroporto Internacional de Carrasco, oficialmente conhecido como "Aeropuerto Internacional de Carrasco Geral Cesareo L. Berisso," está situado 11 milhas (18 km) a leste de baixa Montevidéu, a capital do Uruguai.
Com um milhão de passageiros por ano, é um dos dois únicos aeroportos no país que fornecem ligações internacionais durante todo o ano, e como resultado, exerce grande valor simbólico, como a "porta" para muitos visitantes.
A curva suave da cobertura monolítica ajuda a integrar o edifício no seu espaço envolvente, bem como proporciona um espaço coberto sobre o acesso de vias de um lado do edifício, e uma ampla vista para a pista no lado oposto.
O nível destinado às partidas é um grande volume, em consonância com uma longa tradição de grandes espaços de permanência. As vidraças em todos os lados e os apoios estruturais permitem que a cobertura flutue na parte superior do edifício. A grande quantidade de clarabóias possibilitam ampliar a iluminação natural. Chegadas e partidas são separados verticalmente por motivos de segurança e circulação eficiente.



O átrio adjacente à rua, funciona como uma entrada visual e espacialmente aberta, abriga as duas fases de um passageiro, a chegada e a partida.
Um terraço público, com boa visão paisagista ocupa o segundo piso acima do nível das partidas, oferecendo vistas da pista e dos principais espaços públicos. Também dispõe de um restaurante e espaço adicional para outros usos comerciais ou culturais.
Depois de concluir o check-in e os procedimentos de segurança, os passageiros têm acesso ao duty-free shopping e restaurantes nas zonas de espera.
A chegada de passageiros passa por um nível mezanino, totalmente envidraçado com vista para o terminal e a pista, ajudando-o a orientar-se, antes de descer para a entrega da bagagem, alfândegas, imigração, e ainda as áreas de duty-free shopping.
Os espaços são acolhedores tanto para aqueles que não estão viajando, bem como para aqueles que estão.

Área total: 32.000 metros quadrados
Previsão de conclusão: 2009
Cliente: Puerta del Sur
Arquitecto: Rafael Viñoly Arquitetos
PC Lead Designer: Rafael Viñoly
Engenheiros estruturais: Thornton Tomasetti Group
Engenheiro Mecânico: Luis Lagomarsino & Ass.
Engenharia Elétrica: Ing. Ricardo Hofstadter
Esgotos: Estudio Jack Yaffe Berro
17 março, 2008
Orfeu e Euridíce

Pelos
Bulgarian Dream Dancers
A partir de “Orfeu e Eurídice”
Música original Georgi Andreev
Coreografia Lili Ignatova e Ivailo Ivanov
Guarda-roupa Milena Dobreva
Bailarinos principais Iva Tepeshanova e Kamen Ivanov
Bulgarian Dream Dancers
A partir de “Orfeu e Eurídice”
Música original Georgi Andreev
Coreografia Lili Ignatova e Ivailo Ivanov
Guarda-roupa Milena Dobreva
Bailarinos principais Iva Tepeshanova e Kamen Ivanov
ESPECTÁCULO QUE COMBINA DANÇAS FOLCLÓRICAS COM GINÁSTICA RÍTMICA
Na linha de outras produções internacionais como “Lord of the Dance”, o espectáculo dos Bulgarian Dream Dancers pretende partilhar com os espectadores a riqueza da música, da dança e da cultura de um país, neste caso a Bulgária. Integra um grupo de 22 ginastas rítmicos, simultaneamente campeões de ginástica e bailarinos de topo de folclore. O espectáculo é dirigido por Lili Ignatova (uma das mais populares e amadas ginastas rítmicas da Bulgária), contando com a participação de uma das cantoras de As Vozes Búlgaras.
15 março, 2008
Negociar

Saber negociar é uma arte.
É necessário ter um raciocinio rápido e abrangente. É necessário aceitar o outro, analisar e compreender o ponto de vista do outro mesmo não concordando com ele.
É preciso realizar uma anailse bipolar e ter criatividade para acertar pontos em comum.
É preciso ser inteligente e criativo.
Quando há uma hierarquia de poder, é necessário descer dos tamancos, e aceitar-se como igual, e estabelecer-se e diferençar-se o que são desejos e o que são necessidades.
Mas, nem todos nasceram com esse dom.
Ser-se socióloga não é condição suficiente.
Negociar é um joglo duplo. Imagine-se a jogar xadrês, por si e pelo adversário. A dualidade da análise pode gerar os frutos na negociação.
Determinismo, inflexibilização, surdez demagógica, são absolutamente proibidos.
A sra Ministra tenta a todo o custo dividir para reinar. Pensa que descobriu o ovo de Colombo. Tentou dividir através da balda, do facilitismo, da desarticulação, mascarando-a de autonomia. O seu discurso já não convence, nem consegue dividir, e sabem porque? Porque continua a achar que os profs são uns totós, irresponsáveis e incompetentes, e que cairiam na ratoeira do fácil.
Os profs querem uma avaliação digna, rigorosa e exequível.
Os profs não querem nadar em papeis e burocracia, mas querem uma avaliação bem estruturada, uniforme e formativa.
Assim não vamos lá!
É necessário ter um raciocinio rápido e abrangente. É necessário aceitar o outro, analisar e compreender o ponto de vista do outro mesmo não concordando com ele.
É preciso realizar uma anailse bipolar e ter criatividade para acertar pontos em comum.
É preciso ser inteligente e criativo.
Quando há uma hierarquia de poder, é necessário descer dos tamancos, e aceitar-se como igual, e estabelecer-se e diferençar-se o que são desejos e o que são necessidades.
Mas, nem todos nasceram com esse dom.
Ser-se socióloga não é condição suficiente.
Negociar é um joglo duplo. Imagine-se a jogar xadrês, por si e pelo adversário. A dualidade da análise pode gerar os frutos na negociação.
Determinismo, inflexibilização, surdez demagógica, são absolutamente proibidos.
A sra Ministra tenta a todo o custo dividir para reinar. Pensa que descobriu o ovo de Colombo. Tentou dividir através da balda, do facilitismo, da desarticulação, mascarando-a de autonomia. O seu discurso já não convence, nem consegue dividir, e sabem porque? Porque continua a achar que os profs são uns totós, irresponsáveis e incompetentes, e que cairiam na ratoeira do fácil.
Os profs querem uma avaliação digna, rigorosa e exequível.
Os profs não querem nadar em papeis e burocracia, mas querem uma avaliação bem estruturada, uniforme e formativa.
Assim não vamos lá!
14 março, 2008
13 março, 2008
Esta comédia desumana
QUANTOS SEREMOS?
Não sei quantos seremos,
mas que importa?!
Um só que fosse,
e já valia a pena
Aqui, no mundo,
alguém que se condena
A não ser conivente
Na farsa do presente
Posta em cena!
Não podemos mudar a hora da chegada,
Nem talvez a mais certa,
A da partida.
Mas podemos fazer a descoberta
Do que presta
E não presta
Nesta vida.
E o que não presta é isto,
esta mentira
Quotidiana.
Esta comédia desumana
E triste,
Que cobre de soturna maldição
A própria indignação
Que lhe resiste.
Miguel Torga
12 março, 2008
Não se calam porque perdem a cabeça, o tino ... a razão já não a têm há muito!
Mário Crespo, Jornalista
Maria de Lurdes Rodrigues não tem condições para continuar a gerir o sistema de educação em Portugal. Porque já não é eficaz nessa função. Porque é um facto insofismável que o pessoal que ela administra não aceita a sua administração. Isso esvazia de conteúdo as suas funções. Já não está em causa a eficácia da sua política. A questão é que ela não vai conseguir implementar as boas ideias que tem, nem impor as más. O argumento de a manter no cargo para não "desautorizar" o Primeiro-ministro é falso e perigoso.
Mantendo-a nas funções que desempenha a desautorização do governo de Sócrates é constante. Chegou a altura de ver que isso é mau para os alunos.
Só podem ser eles quem está em causa. Não pode haver razões de defesa de imagem política que justifiquem esta intransigência porque a manutenção de um percurso de imposição administrativa começa a ser um risco de segurança nacional. É péssimo para o quotidiano escolar ter um sistema totalmente desautorizado com professores a desafiarem o governo e o governo a desautorizar-se em frémitos de afirmação de voluntarismo vazio.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito.
Da necessidade de reformas sabe-se com fundamento científico desde o trabalho de Ana Benavente que denunciou que um quarto dos portugueses mal sabia ler e que só dez por cento da população é que entendia completamente aquilo que está escrito.
Mas esse estudo tem década e meia e nada de substancial foi feito no entretanto. Por isso, o que está em questão não é a avaliação de professores.
Apreciações de desempenho são meros pormenores de gestão de pessoal. O que é preciso, como consta de uma lúcida reflexão dos docentes da Escola Rainha D. Amélia, é fazer a escola cumprir com as suas funções na socialização de crianças e jovens. É promover a criação de hábitos de disciplina interiorizados que se multipliquem depois na vida adulta.
Entre Cavaco Silva, o governante confrontado com o estudo de Ana Benavente, e José Sócrates, este processo de calamitosa estupidificação do país não foi interrompido por um projecto lúcido.
O governo actuou agora como se o problema estivesse nos docentes e não no sistema de docência e nos curricula. Actuou como se o problema único de Portugal fosse o do excesso de privilégios e não o do defeito de cultura. E assim as frágeis construções da demagogia política trouxeram, mesmo com a intimidação de PSPs à paisana e processos disciplinares da DREN, uma centena de milhar para as ruas de Lisboa.
E o Primeiro-ministro mostrou a sua fibra assistindo em silêncio ao martírio de Maria de Lurdes Rodrigues que se desdobrou nas TVs a tentar demonstrar o indemonstrável axioma socrático que a sua política é infalível e o défice de compreensão é do país. A resposta de Sócrates foi a de marcar uma manifestação de desagravo para o Porto.
Primeiro era para ser na rua, depois numa praça, depois num pavilhão e vai sempre soar a falso no clamor sem fim das turbas dos indignados.
Foi um contra-ataque ridículo no meio de muito comportamento bizarro. O Professor Augusto Santos Silva protagonizou o momento de infelicidade quando em Chaves quis assinalar os três anos de governação numa espécie de estágio para o anunciado comício do desagravo. Foi vaiado. Ripostou tentando conjurar os seus Manes. Invocou os nomes dos pais fundadores, dos velhos companheiros que diz serem os seus da luta que diz ser a sua. Salgado Zenha, Mário Soares e Manuel Alegre. E nenhum lhe respondeu. Tentou depois o exorcismo, amaldiçoando os seus demónios pessoais, os grandes e os mais pequenos. Álvaro Cunhal e Mário Nogueira. E nenhum lhe respondeu. Ouviu vaias cada vez mais altas e a voz embargou-se e disse: "eu não me calo...eles calam-se primeiro que eu." Depois repetiu, baixinho como que a querer convencer-se "...eles calam-se primeiro que eu". E não se calaram.
Ao ouvir na Antena 1 este terrível registo de desgovernação só me ocorreram as sábias palavras de Juan Carlos para o tiranete venezuelano: "por que no te callas".
Mário Crespo escreve no JN, semanalmente, às segundas-feiras (10.3.08)
11 março, 2008
Olhem nós todos ali!!!!!
Só dois pormenores, desde a Fontes Pereira de Melo até ao Terreiro do Paço demorei mais de 3h e 30 m, e fomos mais de 100.000, e os que não compareceram estiveram sempre connosco.
Jactos dos executivos

POR ONDE ANDA A DEMOCRACIA?
Mário Crespo. Lisboa
Pronto! Finalmente descobrimos aquilo de que Portugal realmente precisa: uma nova frota de jactos executivos para transporte de governantes. Afinal, o que é preciso não são os 150 mil empregos que José Sócrates anda a tentar esgravatar nos desertos em que Portugal se vai transformando. Tão-pouco precisamos de leis claras que impeçam que propriedade pública transite directamente para o sector privado sem passar pela Partida no soturno jogo do Monopólio de pedintes e espoliadores em que Portugal se tornou. Não precisamos de nada disso. Precisamos, diz-nos o Presidente da República, de trocar de jactos porque aviões executivos "assim" como aqueles que temos já não há "nem na Europa nem em África".
Cavaco Silva percebe, e obviamente gosta, de aviões executivos. Foi ele, quando chefiava o seu segundo governo, quem comprou com fundos comunitários a actual frota de Falcon em que os nossos governantes se deslocam.Voei uma vez num jacto executivo. Em 1984 andei num avião presidencial em Moçambique. Samora Machel, em cuja capital se morria à fome, tinha, também, uma paixão por jactos privados que acabaria por lhe ser fatal. Quando morreu a bordo de um deles tinha três na sua frota.
Um quadrimotor Ilyushin 62 de longo curso, versão presidencial, o malogrado Antonov-6, e um lindíssimo bimotor a jacto British Aerospace 800B, novinho em folha. Tive a sorte de ter sido nesse que voei com o então Ministro dos Estrangeiros Jaime Gama numa viagem entre Maputo e Cabora Bassa. Era uma aeronave fantástica. Um terço da cabina era uma magnífica casa de banho. O resto era de um requinte de decoração notável. Por exemplo, havia um pequeno armário onde se metia um assistente de bordo magro, muito esguio que, num prodígio de contorcionismo, fez surgir durante o voo minúsculos banquetes de tapas variadíssimas, com sandes de beluga e rolinhos de salmão fumado que deglutimos entre golinhos de Clicquot Ponsardin.
Depois de nos mimar, como por magia, desaparecia no seu armário. Na altura fiz uma reportagem em que descrevi aquele luxo como "obsceno". Fiz nesse trabalho a comparação com Portugal, que estava numa craveira de desenvolvimento totalmente diferente da de Moçambique, e não tinha jactos executivos do Estado para servir governantes.Nesta fase metade dos rendimentos dos portugueses está a ser retida por impostos. Encerram-se maternidades, escolas e serviços de urgência.
O Presidente da República inaugura unidades de saúde privadas de luxo e aproveita para reiterar um insuspeitado direito de todos os portugueses a um sistema público de saúde. Numa altura destas, comprar jactos executivos é tão obsceno como o foi nos dias de Samora Machel. Este irrealismo brutalizado com que os nossos governantes eleitos afrontam a carência em que vivemos ultraja quem no seu quotidiano comuta num transporte público apinhado, pela Segunda Circular ou Camarate, para lhe ver passar por cima um jacto executivo com governantes cujo dia a dia decorre a quilómetros das suas dificuldades, entre tapas de caviar e rolinhos de salmão.
Claro que há alternativas que vão desde fretar aviões das companhias nacionais até, pura e simplesmente, cingirem-se aos voos regulares. Há governantes de países em muito melhores condições que o fazem por uma questão de pudor que a classe que dirige Portugal parece não ter.Vi o majestático François Miterrand ir sempre a Washington na Air France. Não é uma questão de soberania ter o melhor jacto executivo do Mundo. É só falta de bom senso.
E não venham com a história que é mesquinhez falar disto. É de um pato-bravismo intolerável exigir ao país mais sacrifícios para que os nossos governantes andem de jacto executivo. Nós granjearíamos muito mais respeito internacional chegando a cimeiras em voos de carreira do que a bordo de um qualquer prodígio tecnológico caríssimo para o qual todo o Mundo sabe que não temos dinheiro.
Mário Crespo - Lisboa
Mas tudo bate certo! Ainda ontem Cavaco Silva se congratulava com o seu mandato de presidente da estabilidade pública,.... dizendo que tem contribuido para um clima de confiança, mobilizando os portugueses para grandes causas!
Ora, como parece, uma das grandes causas são os jactinhos executivos!
Bate a letra com a careta!
10 março, 2008
09 março, 2008
As minhas manifs
Já participei em algumas manifs ao longo da vida. Não em tantas como devia. A interioridade, dá razões apaziguadoras ao meu subconsciente, e que justificam a minha estática, sentada no meu estirador. Comodamente, opto mais facilmente pela greve, do que em deslocar-me até à capital do reino.
Das manifs em que já participei, esta é 3ª digna de registo.
Em Maio de 1975, eu ouvia os adultos dizer, que a manif do PRIMEIRO 1º de Maio de 74, após a revolução dos cravos, tinha sido marcante e irrepetível. Essa é que tinha sido boa!
No meu percurso estudantil, no tempo em que MEC era a sigla de Ministério da Educação e Cultura e não de Miguel Esteves Cardoso, lembro-me duma manif de estudantes, que inundou a praça da Batalha do Porto, contra Sottomaior Cardia, Ministro da Educação, que nunca conseguiu conciliar a sua vivência de contestatário do sistema fascista, com a escola democrática que dava os primeiros passos, e que sofreu os primeiros golpes com este senhor.
Nessa altura, eu era jovem, e uma manif que parásse o trânsito, irritásse os policias e envolvesse uma série de RGAs, já estava bom! Esta manif contra Cardia, teve como saldo, um colega de arquitectura preso, ainda por cima menor, que experimentou na pele a dinâmica de alguns “extra longos”.
A 2ª manif digna de registo, passou-se na década de oitenta.
Já não consigo precisar o ano, talvez 1982.
Estava no poder, o sr. Pinto Balsemão e o seu ministro das polícias (administração interna talvez), era o inesquecível e actual dito democrata, Ângelo Correia.
Das manifs em que já participei, esta é 3ª digna de registo.
Em Maio de 1975, eu ouvia os adultos dizer, que a manif do PRIMEIRO 1º de Maio de 74, após a revolução dos cravos, tinha sido marcante e irrepetível. Essa é que tinha sido boa!
No meu percurso estudantil, no tempo em que MEC era a sigla de Ministério da Educação e Cultura e não de Miguel Esteves Cardoso, lembro-me duma manif de estudantes, que inundou a praça da Batalha do Porto, contra Sottomaior Cardia, Ministro da Educação, que nunca conseguiu conciliar a sua vivência de contestatário do sistema fascista, com a escola democrática que dava os primeiros passos, e que sofreu os primeiros golpes com este senhor.
Nessa altura, eu era jovem, e uma manif que parásse o trânsito, irritásse os policias e envolvesse uma série de RGAs, já estava bom! Esta manif contra Cardia, teve como saldo, um colega de arquitectura preso, ainda por cima menor, que experimentou na pele a dinâmica de alguns “extra longos”.
A 2ª manif digna de registo, passou-se na década de oitenta.
Já não consigo precisar o ano, talvez 1982.
Estava no poder, o sr. Pinto Balsemão e o seu ministro das polícias (administração interna talvez), era o inesquecível e actual dito democrata, Ângelo Correia.
As pessoas têm a memória curta e o tempo é o melhor bálsamo branqueador que existe.
A direita instalada no poder começava a sentir a força dos trabalhadores, e utilizou uma das forças sindicais, para criar clivagens entre a onda contestatária que se desenvolvia e ampliava em poucos meses.
A Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade da baixa da cidade do Porto, tradicionalmente utilizada pelos trabalhadores para festejar o 1º Maio, converteu-se ridiculamente,no motivo de conflito entre as duas centrais sindicais, prodigiosamente trabalhado nos bastidores pelo poder.
O poder tentava desesperadamente travar o direito de reunião e contestação de todos. No último dia de Abril de 1982, Ângelo Correia montou na baixa do Porto um aparato policial, armado de metralhadoras e com ordem para disparar, perante o olhar estupefacto dos portuenses.
Os tripeiros não queriam acreditar que a policia de choque do 24 de Abril tinha voltado às ruas.
Pois voltou!
Voltou com o nome de policia de intervenção.
As carrinhas chegavam, e iam estacionando em pontos estratégicos e pouco iluminados: atrás da Câmara Municipal, na rua da Fábrica, S. Bento, Rua 31 de Janeiro,…Rua das Flores, etc, etc. Os reforços ficaram nos Leões e praça da Batalha.
Por volta da meia noite, a policia recebeu ordem para atirar sobre as pessoas que se encontravam pacificamente a festejar o dia do trabalhar, no local autorizado meio ano antes pelo sr. Governador Civil da cidade Invicta.
Atiraram para matar.
Não atiraram para o ar, não atiraram para as pernas, nem com balas de borracha. Atiraram para matar, com balas verdadeiras e à altura do coração.
Dois jovens foram baleados e mortos, junto à esquina da rua Mouzinho da Silveira e subida para a Sé.
A violência policial estendeu-se pela noite fora, cobrindo a cidade do Porto de sangue e de luto, com dezenas de feridos no hospital.
No dia seguinte, as pessoas desceram em massa à rua de várias cidades, para se manifestar contra a violência brutal exercida pela polícia e o poder, sobre pessoas desarmadas que festejavam pacificamente. Não sei se foi em massa, pois o medo perturba a vontade das pessoas.
Esperei pela manif na rua Passos Manuel, em frente ao Coliseu.
Os manifestantes cobertos de luto desceram lentamente esta rua da cidade do Porto. Na linha da frente segurando uma faixa, vinham as figuras histórias da nossa cultura e da luta anti-fascista. Recordo-me destas, Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves, Virginia Moura, dirigente da intersindical (não me recorda o nome), Octávio Pato, Arnaldo de Matos, e mais umas quantas….que se calhar já ninguém se lembra delas. Curiosamente, quase ninguém do PS! Eu não invento! não estavam lá e pronto!
A direita instalada no poder começava a sentir a força dos trabalhadores, e utilizou uma das forças sindicais, para criar clivagens entre a onda contestatária que se desenvolvia e ampliava em poucos meses.
A Avenida dos Aliados e Praça da Liberdade da baixa da cidade do Porto, tradicionalmente utilizada pelos trabalhadores para festejar o 1º Maio, converteu-se ridiculamente,no motivo de conflito entre as duas centrais sindicais, prodigiosamente trabalhado nos bastidores pelo poder.
O poder tentava desesperadamente travar o direito de reunião e contestação de todos. No último dia de Abril de 1982, Ângelo Correia montou na baixa do Porto um aparato policial, armado de metralhadoras e com ordem para disparar, perante o olhar estupefacto dos portuenses.
Os tripeiros não queriam acreditar que a policia de choque do 24 de Abril tinha voltado às ruas.
Pois voltou!
Voltou com o nome de policia de intervenção.
As carrinhas chegavam, e iam estacionando em pontos estratégicos e pouco iluminados: atrás da Câmara Municipal, na rua da Fábrica, S. Bento, Rua 31 de Janeiro,…Rua das Flores, etc, etc. Os reforços ficaram nos Leões e praça da Batalha.
Por volta da meia noite, a policia recebeu ordem para atirar sobre as pessoas que se encontravam pacificamente a festejar o dia do trabalhar, no local autorizado meio ano antes pelo sr. Governador Civil da cidade Invicta.
Atiraram para matar.
Não atiraram para o ar, não atiraram para as pernas, nem com balas de borracha. Atiraram para matar, com balas verdadeiras e à altura do coração.
Dois jovens foram baleados e mortos, junto à esquina da rua Mouzinho da Silveira e subida para a Sé.
A violência policial estendeu-se pela noite fora, cobrindo a cidade do Porto de sangue e de luto, com dezenas de feridos no hospital.
No dia seguinte, as pessoas desceram em massa à rua de várias cidades, para se manifestar contra a violência brutal exercida pela polícia e o poder, sobre pessoas desarmadas que festejavam pacificamente. Não sei se foi em massa, pois o medo perturba a vontade das pessoas.
Esperei pela manif na rua Passos Manuel, em frente ao Coliseu.
Os manifestantes cobertos de luto desceram lentamente esta rua da cidade do Porto. Na linha da frente segurando uma faixa, vinham as figuras histórias da nossa cultura e da luta anti-fascista. Recordo-me destas, Salgado Zenha, Álvaro Cunhal, Vasco Gonçalves, Virginia Moura, dirigente da intersindical (não me recorda o nome), Octávio Pato, Arnaldo de Matos, e mais umas quantas….que se calhar já ninguém se lembra delas. Curiosamente, quase ninguém do PS! Eu não invento! não estavam lá e pronto!
As pessoas envergavam o luto na roupa, nas bandeiras negras, no olhar e no coração.
Momento único e inesquecível.
Foi uma manif de horas, transversal a toda a sociedade.
O Porto ficou sentido e de luto por muitos anos, e eu, atenta às esquinas da vida, consciente que em qualquer momento podemos estar no sítio errado à hora errada, apesar dos nossos direitos de cidadãos.
Momento único e inesquecível.
Foi uma manif de horas, transversal a toda a sociedade.
O Porto ficou sentido e de luto por muitos anos, e eu, atenta às esquinas da vida, consciente que em qualquer momento podemos estar no sítio errado à hora errada, apesar dos nossos direitos de cidadãos.
Ontem em Lisboa, foi a 3ª manif que mais me impressionou.
Entendi que a melhor forma de chegar a Lisboa, seria integrar-me na estrutura do meu sindicato, para que as coisas corressem de forma organizada e serena.
Saí da zona norte por volta das 8 horas da manhã num autocarro.
Sei que da parte da manha, já tudo se encontrava preparado para dar entrada às centenas de autocarros. Existiu uma ordem para a entrada de tanto professor.
Os autocarros que se aproximavam do norte seriam os últimos a entrar em Lisboa.
As áreas de serviço foram servindo para espaço de espera. Logicamente, a maioria só tomava café e utilizava as instalações sanitárias.
Nem foi necessário avisar que cada um teria de levar o seu próprio lanche para passar o dia.
Os autocarros eram às dezenas em todas as áreas de serviço. Achei interessante como de uma forma natural e despreconceituosa, e com muita camaradagem, os profs homens e mulheres partilharam todas as infraestuturas sanitárias, evitando horas em filas para aceder às instalações femininas.
Ao longo da viagem, todos recebíamos constantes sms de colegas que se viram impossibilitados de nos acompanhar, uns porque estavam doentes ou os filhos, outros, os casais de dois profs, para ir um, teve que ficar o outro com os filhos, outros para não serem demasiado pesados para a família, já tão sacrificada ao longo do ano, assegurando o apoio de filhos de profs que tem a vida de saltimbancos.
Sms que nos desejavam boa viagem e força para não desistirmos nunca.
Estávamos todos ansiosos para chegar.
Os sindicatos não previram que o número de profs cresceria a olhos vistos, após a entrevista com a Ministra na RTP1!
Mas tudo se cumpriu organizadamente para chegarmos no momento certo.
Eram perto das 3 da tarde quando chegamos a Rua António de Aguiar. Seríamos a cauda da manifestação, o que nem por isso foi menos aguerrida e animada. As opiniões registadas nos canais de televisão eram constantemente comunicadas via telemóvel também pelas famílias.
Dos 50 mil esperados, rapidamente se transformaram em 60, 70, 80 e a passar dos 100.000.
O que eu vi?
Vi quase exclusivamente profs, de todas as idades, pessoas informadas, de todos os quadrantes politicos, pacificas e ordeiras, que sabem interpretar muito bem a politica do Ministério da Educação, ao contrário da mensagem que a Ministra tenta passar, que fomos 100.000 ignorantes a passear por Lisboa.
Ainda sobre os números, a policia contou 100.000, as televisões espanholas divulgaram 120.000, considerando a maior manifestação da escola na Península Ibérica. Mas nada disto é relevante para a sra Ministra.
Para quem viveu a manif da indignação por dentro, posso dizer que afinal a minha escola não estava exactamente na cauda. Portanto às 15h estávamos na rua Fontes Pereira de Melo, quando entramos na rotunda do Marques, olhei para trás e ainda havia muito manifestante a descer em massa a rua mencionada, a perder de vista, e já passavam das 18, 30h quando finalmente entramos no Terreiro do Paço.
Ou seja, foram mais de 3 horas e meia para descer até ao Tejo.
A manif era compacta, por diversas vezes foi filmada pelo helicóptero, ainda não vi via tv, mas se passaram, verificaram que tenho razão.
Quando o meio da manif chegou ao Éden, ainda nós estavamos a entrar na rotunda do Marquês.
Bem, foi uma manif grande, fomos mais que muitos, não há duvida que ninguém ficou insensível a isto. Não vale a pena dizer que as escolas estão muito felizes a trabalhar nesta avaliação, porque não estão.
Ao longo da manif acenaram-nos com cravos, bateram-nos palmas, recebemos apoio de algumas associações de pais que não se revêm na CONFAP e que entendem que pais, alunos e professores estão sempre unidos. Não se pode esquecer que 150 mil profs tem filhos que utilizam o ensino público.
A chegada aos Restauradores e o percurso da rua do Ouro, foram pontos altos, onde a voz dos profs cantavam em uníssono: Está na hora, está na hora, da Ministra ir embora!
Quando chegamos ao terreiro do Paço, já Mário Nogueira estava a terminar o seu discurso, e ainda a rua do Ouro estava completamente cheia.
Contei quilómetros de autocarros estacionados na 24 de Julho: filas duplas, triplas, quádruplas… nunca tinha visto tanto autocarro junto.
Cheguei a casa muito cansada às 3 horas da manhã.
Fico com a sensação que participei numa manifestação histórica!
Histórica em números, em organização e em civismo.
Talvez nunca mais se volte a repetir.
Felicito os professores por estarmos unidos; é daí que vem a nossa força. Mas a luta vai ser difícil.
A Ministra continua a rotular esta classe como ignorante e pouco trabalhadora. Este é um discurso que vende bem aos pais que acham que os profs são uns previlegiados, porque têm pausas lectivas, esquecendo-se que é necessário momentos de descompressão no ritmo lectivo, e que esse tempo é utilizado para realizar tarefas de avaliação e reorganização académica, não correspondendo a férias.
A maioria dos docentes são mulheres.
A exploração deste facto como fragilidade já está a ser considerado: Não duvidem!
O suposto imprevisto da polícia ir as escolas na semana passada, é uma tentativa intimidatória perante as mulheres professoras. As mulheres não gostam de andar com os policias atrás!
A ministra sabe bem, que as mulheres têm pouco tempo para andar nestas coisas de manifestações de rua, pois infelizmente além da profissão de docente tem as famílias para apoiar em casa: cozinhar, apoiar os filhos, organizar as rotinas domésticas.
A ministra pensa que se insistir levará a sua vontade para a frente.
A ministra sabe que nos casais de professores, as greves são protestos difíceis de aguentar no orçamento familiar.
A ministra sabe que a classe dos profs tem imenso orgulho em ter o seu registo biográfico irrepreensivelmente limpo.
A ministra sabe que pode puxar a corda cada vez mais, pois as mulheres têm uma capacidade de trabalho imensa, e conseguem abdicar de muitos princípios para não lesar as famílias, as delas e as dos alunos.
Mas lembrem-se que temos também uma grande capacidade de resistência, e a pressa é inimiga da perfeição.
Isto está para durar. É preciso resistir!
Ninguém quer saber se está do lado do SPN, se está do lado ANP,ou de outro…. A indignação não se mede politicamente. É importante estar unido e contem que esse facto será um dos pontos que o poder vai atacar certamente. Vai ser um “dejá vu”, e será importante que sejamos inteligentes e não cedermos à divisão.
Não é por acaso que lembrei as manifs do Porto!
Quando é que o poder consegue perceber que é necessário fazer uma reforma no ensino, séria e participada por todos, e que os profs estão dispostos a isso, independentemente das suas opções politicas? Não aproveitem não! Este momento é único!
«Vou continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções, tal como tenho feito e é o que vou continuar a fazer. Compreendo muito bem as razões da manifestação e tenho consciência que se está a pedir às escolas mais esforço e mais trabalho», referiu em declarações à «SIC» a Ministra da Educação.
- Trabalhe sim, sra Ministra! É para isso que lhe pagam e reveja como trabalho de casa a noção de diálogo, escola democrática, escolaridade obrigatória… e já agora se não for pedir muito, horário de trabalho, igual aos outros cidadãos, e local de trabalho adequado, já que tenho uma assoalhada aqui em casa, que é o prolongamento do Ministério de Educação, sobre o qual nunca me foi pago aluguer. Obrigada. (acrescento, com criatividade pf).
P. S. Não esqueça também de fazer tudo de forma organizada, pois nunca se viu implementar uma avaliação e só passado dois meses é que publica a filosofia do que pretende, tirada um pouco a ferros de duas senhoras da Universidade de Lisboa. Só por isto, um qualquer professorzeco levaria com um insatisfaz.
CONTINUAREMOS DE LUTO! Já que continuaremos professores!
Felicito os professores por estarmos unidos; é daí que vem a nossa força. Mas a luta vai ser difícil.
A Ministra continua a rotular esta classe como ignorante e pouco trabalhadora. Este é um discurso que vende bem aos pais que acham que os profs são uns previlegiados, porque têm pausas lectivas, esquecendo-se que é necessário momentos de descompressão no ritmo lectivo, e que esse tempo é utilizado para realizar tarefas de avaliação e reorganização académica, não correspondendo a férias.
A maioria dos docentes são mulheres.
A exploração deste facto como fragilidade já está a ser considerado: Não duvidem!
O suposto imprevisto da polícia ir as escolas na semana passada, é uma tentativa intimidatória perante as mulheres professoras. As mulheres não gostam de andar com os policias atrás!
A ministra sabe bem, que as mulheres têm pouco tempo para andar nestas coisas de manifestações de rua, pois infelizmente além da profissão de docente tem as famílias para apoiar em casa: cozinhar, apoiar os filhos, organizar as rotinas domésticas.
A ministra pensa que se insistir levará a sua vontade para a frente.
A ministra sabe que nos casais de professores, as greves são protestos difíceis de aguentar no orçamento familiar.
A ministra sabe que a classe dos profs tem imenso orgulho em ter o seu registo biográfico irrepreensivelmente limpo.
A ministra sabe que pode puxar a corda cada vez mais, pois as mulheres têm uma capacidade de trabalho imensa, e conseguem abdicar de muitos princípios para não lesar as famílias, as delas e as dos alunos.
Mas lembrem-se que temos também uma grande capacidade de resistência, e a pressa é inimiga da perfeição.
Isto está para durar. É preciso resistir!
Ninguém quer saber se está do lado do SPN, se está do lado ANP,ou de outro…. A indignação não se mede politicamente. É importante estar unido e contem que esse facto será um dos pontos que o poder vai atacar certamente. Vai ser um “dejá vu”, e será importante que sejamos inteligentes e não cedermos à divisão.
Não é por acaso que lembrei as manifs do Porto!
Quando é que o poder consegue perceber que é necessário fazer uma reforma no ensino, séria e participada por todos, e que os profs estão dispostos a isso, independentemente das suas opções politicas? Não aproveitem não! Este momento é único!
«Vou continuar a trabalhar para encontrar as melhores soluções, tal como tenho feito e é o que vou continuar a fazer. Compreendo muito bem as razões da manifestação e tenho consciência que se está a pedir às escolas mais esforço e mais trabalho», referiu em declarações à «SIC» a Ministra da Educação.
- Trabalhe sim, sra Ministra! É para isso que lhe pagam e reveja como trabalho de casa a noção de diálogo, escola democrática, escolaridade obrigatória… e já agora se não for pedir muito, horário de trabalho, igual aos outros cidadãos, e local de trabalho adequado, já que tenho uma assoalhada aqui em casa, que é o prolongamento do Ministério de Educação, sobre o qual nunca me foi pago aluguer. Obrigada. (acrescento, com criatividade pf).
P. S. Não esqueça também de fazer tudo de forma organizada, pois nunca se viu implementar uma avaliação e só passado dois meses é que publica a filosofia do que pretende, tirada um pouco a ferros de duas senhoras da Universidade de Lisboa. Só por isto, um qualquer professorzeco levaria com um insatisfaz.
CONTINUAREMOS DE LUTO! Já que continuaremos professores!
Góticos? Não, de luto mesmo!.
Fotos: Portugal diário
07 março, 2008
06 março, 2008
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