
04 novembro, 2007
03 novembro, 2007
02 novembro, 2007
SERINGADOR

ISBN: 978-972-48-1854-2
Data da Publicação: almanaque anual
Formato: 16x23
Tipo de Publicação: Brochura
Nº de Volumes: 1
Páginas: 32
Peso: 50 gr.
Situação: Disponível
Fundado por Daniel Cardoso
29 outubro, 2007
28 outubro, 2007
27 outubro, 2007
26 outubro, 2007
Guernica (3,50X7,82m)

Picasso não ficou indiferente.
Teve necessidade imediata em traduzir nos seus desenhos, esse sofrimento por ele sensibilizado.
Como sempre foi pratica comum de Picasso, realizou dezenas de estudos e de esboços, antes da tela final.
Cada figura teve um percurso reflexivo e desenhado, próprio.
Guernica não é a soma de vários desenhos.
Guernica é um todo experimentado e vivênciado em cada detalhe.
Toda a composição é dominada pela luz de um olho-lâmpada, localizado superiormente, o piscar do momento de terror, o alarme que soa num dado momento e que funciona como charneira para o momento seguinte, onde tudo é negativamente diferente. Este será o pormenor mais marcante e que afinal é formalmente ausente de qualquer expressão de terror.
No centro um cavalo em pânico, descontroladamente aterrorizado, simbolizando a força da destruição. Junto a este, uma mão segura uma lamparina a óleo, acessório vulgar nas casas rurais, que se opõe em contrasrte com o olho- lâmpada.
Petrificado? Imóvel? Estarrecido perante o desespero de uma mãe com o filho morto no colo? A piéta picassiana. Um ser humano esquartejado compõe a parte infeiror da tela, numa morte recente de um lutador que empunha uma espada que subtilmente se transforma numa flor, tal qual a alma se desprende veladamente do corpo.
O tratamento dado às figuras, são resultado do processo cubista de representação. A ausência de cor, acentua ainda mais a mensagem.
O insuportável, a dor extrema, o horror, a violência, converteram esta obra em intemporal, ou seja, adequada a cada época que vive situações idênticas. A guerra o sofrimento por perda violenta, não tem moda, nem época…. É transversal ao tempo.
Sobre o enorme painel, Guernica, Picasso foi um dia questionado por um general, que lhe perguntou: "foi o senhor que fez isso?" A sua resposta foi afiada: "Não! Foi o senhor que fez isso".
(Esta obra só regressou a Espanha em 1981, após um exílio de mais de 40 anos em Nova Iorque – Picasso tinha decidido que ela só regressasse no fim do fascismo.)
25 outubro, 2007
Pablo Picasso

Como é que alguém nascido há dois séculos atrás teve uma genialidade tão grande e tão contemporânea?!!!!
Estou sem tempo para escrever, só quero assinalar a data. Voltarei mais tarde para comentar uma pintura dele, que ainda não escolhi. São tantas!
Vou pensar nisso durante a tarde.
24 outubro, 2007
23 outubro, 2007
ENCONTRO DE POLÍTICAS DA ARQUITECTURA E DA PAISAGEM

O primeiro Encontro de Políticas da Arquitectura e da Paisagem tem lugar na próxima sexta-feira, 26 de Outubro, no âmbito do programa de celebrações do Dia Mundial da Arquitectura 2007.
Esta é uma iniciativa importante para a reflexão e o debate de temas essenciais no decurso da implementação do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), aprovado pela Assembleia da República em sessão plenária de 5 de Julho de 2007. O PNPOT contempla as directrizes e orientações fundamentais de um modelo de organização espacial que terá em conta o sistema urbano, as redes, as infra-estruturas e os equipamentos de interesse nacional, bem como as áreas estratégicas em termos agrícolas, ambientais e patrimoniais, em relação às quais o papel dos arquitectos se afigura como essencial, em articulação com políticos e outros técnicos. O PNPOT deverá também servir de referência aos programas operacionais no âmbito do actual quadro de apoio comunitário, em vigor entre 2007 e 2013. No Encontro, os temas programados detêm-se no papel dos valores da arquitectura e da paisagem, designadamente, no desenvolvimento regional (painel 1), no território turístico (painel 2) e nas boas práticas de ordenamento por parte dos municípios portugueses (painel 3). Justifica-se a participação de diferentes responsáveis políticos e técnicos nestes painéis de discussão, sendo uma oportunidade de confronto sobre a necessária articulação entre os sectores que convergem no território nacional. Dirigido essencialmente a arquitectos, decisores políticos das administrações local e do Estado, é aberto também a outros técnicos, cidadãos e organizações públicas e privadas com interesse e actuação no território. A realização decorrerá no auditório da sede nacional da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa.
21 outubro, 2007
Novos tempos, novos provérbios

20 outubro, 2007
19 outubro, 2007
Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar
Esta pintura coloca muitas interrogações para quem a observa.
Para já o nome, “Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar” - looooongo, complicado de memorizar, muitas vezes trocando-se a abelha com a romã… depois, a pintura é belíssima, a composição é fantástica, mas equilibrada, a representação é perfeita, o conjunto emite uma mensagem enigmática, mas marcante…. carregada de simbolismos, que se perdem na memória da história. É uma pintura que nunca mais se esquece – grande característica de Salvador Dali.
Para quem conhece a obra de Dali facilmente deduz que a mulher deitada será Gala. Deitada, mas levitando num sonho que lhe pertence. ou não! Só os homens/mulheres serão capazes de sonhar?
O observador consegue, viajar em dois tempos e em duas dimensões: O tempo do real e o tempo do sonho, a dimensão da romã circundada pelo voo da abelha e a dimensão da romã reproduzindo-se sucessivamente passando do vegetal ao animal, do ar, ao fogo, passando pela água e pela terra. Uma viagem que é desenhada do pequeno ao grande, da calma à agressividade, do feminino ao masculino, da subtileza à pujança. Apreciem o diálogo subtil entre as gotas de orvalho ou pérolas de Vénus e o elefante de Bernini, carregando uma forma fálica, completamente indiferentes à tal multiplicação onírica, que termina numa espingarda com baioneta, que apenas pica o braço direito de Gala, tal e qual um ferrão de abelha. …. esta passeia-se…. passeia-se em torno de uma romã, com sombra de coração que afinal, mais não é que a grande paixão de Dali por Gala.
Uma romã fechada e uma romã esventrada, vertendo apenas duas sementes comestíveis, simbolizando a fecundidade, o amor, o afrodisíaco… e que levitam também elas sobre um mar excessivamente calmo, que se deixa penetrar pelas patas gigantescas de um elefante de diversas rótulas…
… e a abelhinha calmamente circulando.
Quem sonha?
Seremos nós?
15 outubro, 2007
...e agora?
O que se faz com um amigo de longa data e que ainda por cima não é virtual???
sim porque eu conheço mesmo o Pena!
VERDADE! em carne e osso, desde que ele vestia um carro preto todas as manhãs.
Cruzo-me com ele, xingo-lhe a cabeça, partilhamos lugares e experiências .... um dia destes até lhe peço para me fazer uma acta (malandramente me sorrio).
A tia Milú que não nos leia, mas somos especialistas em filosofia da educação!
Ah pois é! altas notas as nossas! o Rousseau e o bom selvagem vêm para nós de carrinho!
Ele é um crake no jogo do sapo, eu nos apanhados.
... e agora o que é que eu faço?
14 outubro, 2007
Atletismo mental

Ser mãe, obriga a isto!
A iniciação à Filosofia, como área do saber que nasce do colocar questões sobre a existência do Homem e de tudo que o rodeia. A única área do saber que não tem princípio nem fim, tal qual uma recta e que pretende ir à raiz das questões, inserida numa problemática universal. Diria, incorrectamente, que é uma área do saber que começa onde as outras terminam; isso seria uma semi-recta: com princípio, mas sem fim. De facto a filosofia não tem limites e envolve todo o tipo de operações, as concretas e as abstractas, e a própria filosofia tem dificuldade em se definir.
Os jovens adolescentes revelam alguma dificuldade e resistência em transitar dum ensino muito estruturado ora em dogmas, ora em experiências, para uma outra dimensão, tipo 3ª via, que não tem limites, que é valida pelo exercício e não pelas conclusões, e onde a testagem cientifica não existe, é uma procura. Têm dificuldade em sair do seu mundo lúdico, de casulo de playstation, limitado aos pontos, níveis e graus de dificuldade e, entrar pela porta das questões universais subjectivas, que vertiginosamente lhes retira o tapete dos pés.
Portanto, hoje entrei em treinos de atletismo mental. Ficamos ainda pelo período de aquecimento, mas já se adivinham grandes provas de teimosia, de desconstrução de certezas e de implantação de enorme áreas de dúvidas, de angústias e de interrogações. De onde vim? para onde vou? o que ando aqui a fazer?
São 23, 27! Boa noite. Darei notícias se sobreviver.
11 outubro, 2007
FRIDA KAHLO

A sua pintura mais conhecida é exactamente esta: "A coluna partida."
È um auto-retrato de Frida num dos momentos difíceis da sua vida, onde se representa cruelmente suportada por uma coluna jónica fracturada em vários pontos, compo
ndo uma estrutura onde o colete cirúrgico se transforma na peça de vestuário superior. As agulhas que se apresentam como pregos ou ataches ao corpo e que se prolongam pelo tecido branco, talvez um lençol, simbolizam o sofrimento a pintora que viveu numa série de episódios muito complicados ao nível da saúde.O olhar directo para o observador pontuado de lágrimas, numa expressão séria enquadrada nas sobrancelhas que se unem, adivinham uma paisagem fria e desértica, que é o cenário do desespero de abandonar a vida, é o vazio composto na falta de esperança num processo de consciência plena.
10 outubro, 2007
CHE

Ontem o meu dia teve mesmo 24 horas e não sobrou quase nada.
.
Quando me apercebi da sua existência, já ele tinha sido morto.
Conheci-o através da mais famosa foto do mundo de Alberto Korda que se observava às escondidas nas terras coloniais portuguesas. A imagem de um homem muito belo, com sinais de determinação e teimosia, invadia o imaginário dos jovens na viragem dos anos 60 para 70.
Hoje há pessoas que desvalorizam e tentam denegrir a sua imagem e o seu papel na América Latina.
Mas ele será sempre El Comandante!
Acima de tudo procurem sentir no mais profundo de vocês qualquer injustiça cometida contra qualquer pessoa em qualquer parte do mundo. É a mais bela qualidade de um Revolucionário. (Che Guevara)
08 outubro, 2007
Faz-me falta a música dos motores
Que saudades desta sinfonia automobilística.
Habituei-me a ver corrida de automóveis desde criança. Eu diria que já vi mais competições destas, dentro de cidade, que jogos de futebol. Sim tenho a certeza que vi.
A quanto despistes eu assisti, com o bater apressado do coração? N+ N! Perdi-lhe a conta. Normalmente ferimentos de pouca gravidade, mas os apara-choques voavam. A ambulância sempre a ali à mão, as bandeirinhas amarelas e vermelhas também, pois davam-lhe imenso uso.
Assisti a 3 décadas de competições.
Quando era criança, as corridas constituíam a oportunidade para disfrutar de sorvetes da olá que apareciam em todo o lado. Nesses dias o meu progenitor esquecia as amigdalites, as faringites e as congestões, ou nem prestava atenção no o que eu xatamente pedia e repedia!
Vi muita derrapagem, muito “ronco”, muito peão, muito rail amassado, muito carro “empandeirado” como aqui se diz… , muita chicane, muito óleo derramado...
Houve corridas que me ficaram na memória: motas especialmente, com os cavalinhos da última volta após corte de meta, e as competições de 73 e 90/91 de automóveis. Nestas últimas vibrei com o Chevrolet Camaro Z28 de Pêquêpê e com o Volvo de António Rodrigues. IMPARÁVEIS!
Vila Real acolhe sempre bem as competições e os visitantes que partilham o gosto por este cheiro, por este ronrorar.
È uma semana de festa, em que ninguém reclama do barulho, e de toda a perturbação que envolve a cidade.
Vivemos um luto de 16 longos anos!
De vez em quando davam-nos um cheirinho com desfile de ferraris e outros, mas competição a sério não houve mais.
As competições voltaram. A populaça está fortemente motivada, com auto-estima em alta. As condições de segurança para o publico não tem nada a ver com o antigamente das protecções à base de fardos de palha.
Espero que desta vez seja para continuar, pois... faz-me falta esta música dos motores que ainda me desperta alguma adrenalina neste outono que teima em se instalar.
05 outubro, 2007
03 outubro, 2007
30 setembro, 2007
29 setembro, 2007
Casas hidráulicas(Cont)
- Casa pintada de verde alface, com grandes águas furtadas à francesa!?
- Um tiro num submarino de dois canos!
- Maison com fênetres de alumínio…
- Um porta aviões no fundo!
No entanto….
- Um prédio “pato bravo” com localização afastada do mar….
- ÁGUA!
Bem nem tudo é perfeito!
Mas supondo que esta ideia virá a solucionar muitos problemas nas zonas costeiras, vejamos…
vai ser um descanso para as autarquias. Assim já se poderá construir em todo o lado, basta ter o elevadorzito operacional, e quanto mais perto da água melhor! E mais, quando as casas propostas são feias, muito feias, horríveis, os técnicos municipais poderão esquecer o artigo da estética e aprovar os projectos sob condições - de esconder a casa, no dia de Portugal ou no dia internacional da arquitectura.
Esta ideia genial abre um campo de acção tremendo. Até que enfim que as antenas de televisão poderão afundar de vez, proponho eu.
E não pensem que isto se esgota na preservação da paisagem.
Imagine que você esta lá na sua maison de vacances, muito sossegado a dormir a sesta e um amigo bem xato, telefona-lhe a dizer que o vai visitar no fim de semana, para gozar o bem bom da praia.
Nem na Gerra do Golfo conseguiram artes miméticas tão eficientes!

Imagine que as suas férias acabaram, já arrumou as malas no carro, resta pouco espaço para levar as crianças e muito menos a sogra… pede à sogra para ir ver se esqueceram algo no frigorifico e … a sogra ficará lá até ao ano seguinte a praticar espeleologia.
Durante a noite, acciona o elevador, e os amigos do alheio ate ficam “embaralhados”! Ah pois é!
Depois poderá brincar às escondidas com os vizinhos, …. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 …ora se vê, ora se não vê e toca a procurar. Quem deixar a chaminé de fora e for detectado, já sabe fica a procurar os outros – um game play urbano fixe! Qual SimCity?!.
Só tem um problema.
Estas casas de férias afundadas, vão dar uma trabalheira para as encontrar no ano seguinte, no meio das ervas, das giestas….
28 setembro, 2007
Casas hidraulicas

Mas vejam do que eles se lembraram:
Dado que as casas de férias estão a proliferar e muitas delas tem a capacidade de descaracterizar a paisagem, e muitas vezes altera-la definitivamente, os arquitectos inventaram um sistema de esconder as casas quando estas se encontram desabitadas.
Passe de mágica?
Não.
Inventaram um sistema baseado em elevadores hidráulicos, aproveitando a força das marés, que permite afundar as “maisons”, para que não fiquem a estragar a paisagem rural.
Assim, as cabrinhas e as ovelhinhas poderão pastar à vontade, e as nossas consciências poderão tranquilizar-se.
Eu estou a adorar a ideia!
Para já, vou de imediato fazer uma lista daquilo que quero afundar! … pois para as casas já existentes, provavelmente se poderá colocar um elevador postiço para resolver o problemas delas.
Vai ser pior que batalha naval!
25 setembro, 2007
23 setembro, 2007
21 setembro, 2007
RUA DAS COUVES




Em Várzea de Meruge - Seia , Serra da Estrela - a população cansou-se de
pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua. Vai daí,
decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente.
Nunca a frase: «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...
20 setembro, 2007
19 setembro, 2007
17 setembro, 2007
Portugal, um retrato social
15 setembro, 2007
Arte da Terra
Às vezes penso que o meu amigo Mauro Gentz anda distraído, mas aquela cabeça está a sempre a trabalhar, e de vez em quando surpreeende-me com coisas bonitas. Só que esquece-se que eu não entendo alemão! Vou partilhar convosco o que me enviou, e referir que isto se chama Land Art ou Earth Art ou Earthwork: É uma arte em grandes dimensões cujo suporte é o próprio terreno natural, onde ele mesmo pode ser trabalhado e interligado com a intervenção artística.
A Land Art surgiu em finais da década de 60, "em parte como conseqüência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova Yorque, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969.
É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto. Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente.
Dentre as obras de land art que foram efetivamente realizadas, a mais conhecida talvez seja a Plataforma Espiral (Spiral Jetty), de Robert Smithson (1970), construída no Grande Lago Salgado, emUtah, nos Estado Unidos da América." (wikipédia)
Obrigada Mauro (vê se me traduzes o inicio do video), até 2ª.
Kornkreise
14 setembro, 2007
Contentores
13 setembro, 2007
in
Fui e gostei. Contactei com um sonho tornado realidade, e que tem asas para voar. É um projecto grande demais, para esta cidade e para o in (interioridade) que vos enche de orgulho. É muito bom ver alguns de vocês a crescer ao longo destes últimos anos. Vão ter alguns problemas. È difícil arranjar espaços com boas condições acústicas, para actuarem 25 pessoas. Mas é um movimento lindo que vai crescer e crescer convosco.12 setembro, 2007
ACROLAT'in
11 setembro, 2007
10 setembro, 2007
09 setembro, 2007
08 setembro, 2007
07 setembro, 2007
06 setembro, 2007
Luciano Pavarotti

05 setembro, 2007
04 setembro, 2007
Red Bull Race Porto 2007 (cont)
As pessoas pareciam uma massa líquida que tinha “escorrido” para o rio. Recordei um trabalho de um colega arquitecto, que desenvolveu o seu percurso académico nas Belas Artes: teria que localizar o centro da cidade do Porto, respondendo ao desafio feito pelos seus professores.
A certa altura, um helicóptero realizou um voo, a baixa altura delineando a margem de Gaia, por forma a movimentar a água do rio, refrescando com pequenas gotículas as pessoas que esperavam pacientemente pelas 13h da tarde.
A hora chegou e passados uns minutos os aviões também.
Todos vibraram com os parafusos realizados por um dos pilotos e, a meio da tarde com a exibição aérea dos aviões a jacto.
Steve Jones ganhou. Mas, isso que interessa?! O espectáculo foi muito para além do ganhador. Para os pilotos, não sei se eles tem oportunidade e tempo para apreciar os espaços por onde passam, correram num espaço de uma grande beleza. Para nós, foi emocionante. Voltarei nos próximos dois anos. Daqui até lá talvez o Red Bull me dê asas e me saia o totoloto para convidar os amigos a assistir, sentados num local fresco, mesmo junto ao rio, com direito a almoço, pela módica quantia de 600 € por cabeça.
02 setembro, 2007
Red Bull Air Race, Porto 2007
Nem todos teremos o espírito red bull… alguns por fraqueza de estômago outros por fragilidade otorrínica, outros, mesmo por miufa, de andar lá no céu, aos trambolhões. Por isso ficamos com os pés bem assentes no chão, só a ver. Mirones assumidos e simpatizantes daqueles “Ganda malucos” das máquinas voadoras.
Cheguei ao centro do Porto às onze da manhã, admirada com o trânsito que fluía bem, porém a essa hora, já se via muita gente a caminhar de boné e mochila às costas, em direcção ao rio. Cheguei à praça da Republica e tive a noção que tinha chegado no tempo limite. Em Cedofeita, já havia fila, os parques de estacionamento já estavam cheios, e já se começava a estacionar nas ruas em qualquer lado. Tive que recorrer a um parque pouco conhecido na rua Miguel Bombarda.
Nos dias anteriores estive a relembrar em pormenor o traçado do rio. Existia apenas um espaço onde era visível todo o trajecto dos aviões. Dado que a margem de Gaia é mais côncava seria a margem ideal para a observação, no entanto por facilidade de vias de comunicação em cima da hora, optei pelos Jardins do Palácio de Cristal.
Paguei 10 € pela entrada, tinha acesso a bar, ambulância se fosse necessário, uma vasta área que dava para ver quase todos os insufláveis, muito sol e algumas sombras.
Acabei por ficar junto da casa Tait e depois junto das sete palmeiras gigantescas da Califórnia.
Muito calor, muita gente, muito entusiasmo, muito boné, muito telemóvel armado em máquina fotográfica, muito polícia, muitos sorrisos, muitos lanches, muitas famílias, muitas horas em pé!!!!!!!!! E muiiito calor!!!!!! Isso também foi espectáculo e não foi perceptível em frente ao televisor.
01 setembro, 2007
OPORTO Red Bull
30 agosto, 2007
Para reflectir sobre as assimetrias

57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (norte e sul)
8 Africanos
52 mulheres
48 homens
70 pessoas de côr
30 caucasianos
89 heterosexuais
11 homosexuais
6 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
80 pessoas viveriam em más condições
70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 passariam fome
1 morreria
2 nasceriam
1 teria um computador
1 (apenas um) teria instrução escolar superior












