Que saudades desta sinfonia automobilística.
Habituei-me a ver corrida de automóveis desde criança. Eu diria que já vi mais competições destas, dentro de cidade, que jogos de futebol. Sim tenho a certeza que vi.
A quanto despistes eu assisti, com o bater apressado do coração? N+ N! Perdi-lhe a conta. Normalmente ferimentos de pouca gravidade, mas os apara-choques voavam. A ambulância sempre a ali à mão, as bandeirinhas amarelas e vermelhas também, pois davam-lhe imenso uso.
Assisti a 3 décadas de competições.
Quando era criança, as corridas constituíam a oportunidade para disfrutar de sorvetes da olá que apareciam em todo o lado. Nesses dias o meu progenitor esquecia as amigdalites, as faringites e as congestões, ou nem prestava atenção no o que eu xatamente pedia e repedia!
Vi muita derrapagem, muito “ronco”, muito peão, muito rail amassado, muito carro “empandeirado” como aqui se diz… , muita chicane, muito óleo derramado...
Houve corridas que me ficaram na memória: motas especialmente, com os cavalinhos da última volta após corte de meta, e as competições de 73 e 90/91 de automóveis. Nestas últimas vibrei com o Chevrolet Camaro Z28 de Pêquêpê e com o Volvo de António Rodrigues. IMPARÁVEIS!
Vila Real acolhe sempre bem as competições e os visitantes que partilham o gosto por este cheiro, por este ronrorar.
È uma semana de festa, em que ninguém reclama do barulho, e de toda a perturbação que envolve a cidade.
Vivemos um luto de 16 longos anos!
De vez em quando davam-nos um cheirinho com desfile de ferraris e outros, mas competição a sério não houve mais.
As competições voltaram. A populaça está fortemente motivada, com auto-estima em alta. As condições de segurança para o publico não tem nada a ver com o antigamente das protecções à base de fardos de palha.
Espero que desta vez seja para continuar, pois... faz-me falta esta música dos motores que ainda me desperta alguma adrenalina neste outono que teima em se instalar.



































