08 outubro, 2007

Faz-me falta a música dos motores


Despertei com um barulho potente de arranque de carro, pelas oito da manhã, seguido de outro e mais outro.
Que saudades desta sinfonia automobilística.

Escancarei as janelas, um nevoeiro rasante ao padoque, instalou-se à frente da minha janela. Deixei entrar aqueles sons, que me desfiam memórias, que passam que nem cinema na minha cabeça.
Fechei os olhos e respirei aqueles sons coloridos.
Abri outra janela, e outras se seguiram.
Que pena não os ver passar mesmo em baixo da minha janela, como acontecia antigamente. Hoje tenho que me deslocar um pouco, para o novo traçado.
Habituei-me a ver corrida de automóveis desde criança. Eu diria que já vi mais competições destas, dentro de cidade, que jogos de futebol. Sim tenho a certeza que vi.

Via os treinos, uma manga, duas mangas….voltas de reconhecimento, finais, e semi-finais…. E sempre o som do acelerar, o cheiro do aquecimento dos motores, o cheiro da partida, eles a desaparecerem sem os ver, e começava a vê-los lá bem longe, com uns binóculos numa recta em Abambres, mais a descida da Araucária e rapidamente surgiam na estação. Tirava os binóculos….e via-os a entrar na ponte metálica, desapareciam por uns segundos escondidos pelos telhados das casa da rua da ponte e eis que apareciam com toda a velocidade a ter que fazer uma curva a 90º, a famosa curva do sinaleiro, mesmo debaixo do meu nariz. Reduções e mais reduções.
Nem sempre a curva que desenhavam tinha sucesso.
A traseira normalmente raspava o rail, era necessário corrigir trajectória, ter unhas para evitar o peão, e os rails faíscavam, e voltavam a acelerar numa grande recta que dava para as boxes e a zona da partida.
Normalmente aqui, eram fortemente aplaudidos, pois concentrava imensa gente eufórica, dada a dificuldade do traçado se acentuar precisamente nesta curva.
A quanto despistes eu assisti, com o bater apressado do coração? N+ N! Perdi-lhe a conta. Normalmente ferimentos de pouca gravidade, mas os apara-choques voavam. A ambulância sempre a ali à mão, as bandeirinhas amarelas e vermelhas também, pois davam-lhe imenso uso.
Assisti a 3 décadas de competições.
Quando era criança, as corridas constituíam a oportunidade para disfrutar de sorvetes da olá que apareciam em todo o lado. Nesses dias o meu progenitor esquecia as amigdalites, as faringites e as congestões, ou nem prestava atenção no o que eu xatamente pedia e repedia!
Vi muita derrapagem, muito “ronco”, muito peão, muito rail amassado, muito carro “empandeirado” como aqui se diz… , muita chicane, muito óleo derramado...
Houve corridas que me ficaram na memória: motas especialmente, com os cavalinhos da última volta após corte de meta, e as competições de 73 e 90/91 de automóveis. Nestas últimas vibrei com o Chevrolet Camaro Z28 de Pêquêpê e com o Volvo de António Rodrigues. IMPARÁVEIS!
Vila Real acolhe sempre bem as competições e os visitantes que partilham o gosto por este cheiro, por este ronrorar.
È uma semana de festa, em que ninguém reclama do barulho, e de toda a perturbação que envolve a cidade.

Até há 16 anos atrás, a festa da noite sucessedia à competição do dia de sábado. E a festa adentrava noite fora até de madrugada. Os verdadeiros pilotos durante a noite, descansavam. A noite pertencia aos maus pilotos armados em aceleras, que toda a noite faziam competições estapafurdias na rua, com espectadores de bancada e tudo, até a policia ser obrigada a intervir.

Vivemos um luto de 16 longos anos!

De vez em quando davam-nos um cheirinho com desfile de ferraris e outros, mas competição a sério não houve mais.
As competições voltaram. A populaça está fortemente motivada, com auto-estima em alta. As condições de segurança para o publico não tem nada a ver com o antigamente das protecções à base de fardos de palha.
Espero que desta vez seja para continuar, pois... faz-me falta esta música dos motores que ainda me desperta alguma adrenalina neste outono que teima em se instalar.

03 outubro, 2007

30 setembro, 2007

29 setembro, 2007

Casas hidráulicas(Cont)

Vai ser pior que batalha naval!
- Casa pintada de verde alface, com grandes águas furtadas à francesa!?
- Um tiro num submarino de dois canos!
- Maison com fênetres de alumínio…
- Um porta aviões no fundo!
No entanto….
- Um prédio “pato bravo” com localização afastada do mar….
- ÁGUA!

Bem nem tudo é perfeito!

Mas supondo que esta ideia virá a solucionar muitos problemas nas zonas costeiras, vejamos…
vai ser um descanso para as autarquias. Assim já se poderá construir em todo o lado, basta ter o elevadorzito operacional, e quanto mais perto da água melhor! E mais, quando as casas propostas são feias, muito feias, horríveis, os técnicos municipais poderão esquecer o artigo da estética e aprovar os projectos sob condições - de esconder a casa, no dia de Portugal ou no dia internacional da arquitectura.
Esta ideia genial abre um campo de acção tremendo. Até que enfim que as antenas de televisão poderão afundar de vez, proponho eu.
E não pensem que isto se esgota na preservação da paisagem.

Veja em relação a visitas indesejaveis:
Imagine que você esta lá na sua maison de vacances, muito sossegado a dormir a sesta e um amigo bem xato, telefona-lhe a dizer que o vai visitar no fim de semana, para gozar o bem bom da praia.

O que é que você faz?

Diz-lhe que a sua maison foi demolida… e nos dias seguintes, caso o seu amigo seja de facto persistente, a solução é accionar o elevador, afundar e pronto!
Nem na Gerra do Golfo conseguiram artes miméticas tão eficientes!

Imagine que as suas férias acabaram, já arrumou as malas no carro, resta pouco espaço para levar as crianças e muito menos a sogra… pede à sogra para ir ver se esqueceram algo no frigorifico e … a sogra ficará lá até ao ano seguinte a praticar espeleologia.
Durante a noite, acciona o elevador, e os amigos do alheio ate ficam “embaralhados”! Ah pois é!
Depois poderá brincar às escondidas com os vizinhos, …. 1, 2, 3, 4, 5, 6, 7, 8, 9, 10 …ora se vê, ora se não vê e toca a procurar. Quem deixar a chaminé de fora e for detectado, já sabe fica a procurar os outros – um game play urbano fixe! Qual SimCity?!.
Só tem um problema.
Estas casas de férias afundadas, vão dar uma trabalheira para as encontrar no ano seguinte, no meio das ervas, das giestas….
Algum rabo tem que ficar de fora para sinalizar.

28 setembro, 2007

Casas hidraulicas


A Irlanda e os irlandeses nunca geraram em mim grandes motivações.
Mas vejam do que eles se lembraram:
Dado que as casas de férias estão a proliferar e muitas delas tem a capacidade de descaracterizar a paisagem, e muitas vezes altera-la definitivamente, os arquitectos inventaram um sistema de esconder as casas quando estas se encontram desabitadas.
Passe de mágica?
Não.
Inventaram um sistema baseado em elevadores hidráulicos, aproveitando a força das marés, que permite afundar as “maisons”, para que não fiquem a estragar a paisagem rural.
Assim, as cabrinhas e as ovelhinhas poderão pastar à vontade, e as nossas consciências poderão tranquilizar-se.
Eu estou a adorar a ideia!
Para já, vou de imediato fazer uma lista daquilo que quero afundar! … pois para as casas já existentes, provavelmente se poderá colocar um elevador postiço para resolver o problemas delas.
Vai ser pior que batalha naval!

(cont.)

23 setembro, 2007

21 setembro, 2007

RUA DAS COUVES






Em Várzea de Meruge - Seia , Serra da Estrela - a população cansou-se de
pedir ao presidente da Junta que reparasse o piso de uma rua. Vai daí,
decidiu plantar couves nos buracos... e agradecer ao presidente.


Que espectáculo!
E não me venham dizer que o presidente foi apanhado de surpresa! Quanto tempo demora uma couve a crescer?

Nunca a frase: «atirou com o carro para as couves» fez tanto sentido...

17 setembro, 2007

Para quem já não se lembra

Portugal, um retrato social

Para ver os 7 pequenos filmes de, Portugal, um retrato social, procure aqui.

15 setembro, 2007

Arte da Terra

Às vezes penso que o meu amigo Mauro Gentz anda distraído, mas aquela cabeça está a sempre a trabalhar, e de vez em quando surpreeende-me com coisas bonitas. Só que esquece-se que eu não entendo alemão! Vou partilhar convosco o que me enviou, e referir que isto se chama Land Art ou Earth Art ou Earthwork: É uma arte em grandes dimensões cujo suporte é o próprio terreno natural, onde ele mesmo pode ser trabalhado e interligado com a intervenção artística.
A Land Art surgiu em finais da década de 60, "em parte como conseqüência de uma insatisfação crescente em face da deliberada monotonia cultural pelas formas simples do minimalismo, em parte como expressão de um desencanto relativo à sofisticada tecnologia da cultura industrial, bem como ao aumento do interesse às questões ligadas à ecologia. O conceito estabeleceu-se numa exposição organizada na Dwan Gallery, Nova Yorque, em 1968, e na exposição Earth Art, promovida pela Universidade de Cornell, em 1969.
É um tipo de arte que, por suas características, não é possível expor em museus ou galerias (a não ser por meio de fotografias). Devido às muitas dificuldades de colocar-se em prática os esquemas de land art, suas obras muitas vezes não vão além do estágio de projeto. Assim, a afinidade com a arte conceitual é mais do que apenas aparente.
Dentre as obras de land art que foram efetivamente realizadas, a mais conhecida talvez seja a Plataforma Espiral (Spiral Jetty), de Robert Smithson (1970), construída no Grande Lago Salgado, emUtah, nos Estado Unidos da América." (wikipédia)

Obrigada Mauro (vê se me traduzes o inicio do video), até 2ª.
Kornkreise




14 setembro, 2007

Contentores




visitem este endereço, interessante... apesar que, se alguém conclui que passa por aqui a resolução do problema habitacional..... não me vejo a viver em cidades de contentores!


13 setembro, 2007

in

Fui e gostei. Contactei com um sonho tornado realidade, e que tem asas para voar. É um projecto grande demais, para esta cidade e para o in (interioridade) que vos enche de orgulho. É muito bom ver alguns de vocês a crescer ao longo destes últimos anos. Vão ter alguns problemas. È difícil arranjar espaços com boas condições acústicas, para actuarem 25 pessoas. Mas é um movimento lindo que vai crescer e crescer convosco.
Outro assunto: hoje este blog completa um a ano.

12 setembro, 2007

ACROLAT'in


Há pessoas que teimam em fazer aquilo que gostam, não contabilizando horas, nem ansiedade.
BRAVO VITINHO!
Lá estarei a aplaudir!

11 setembro, 2007

GOSTO DE +

Kiluanji Kia Henda


10 setembro, 2007

09 setembro, 2007

Hoje só quero preguiçar!




HOJE SÓ QUERO PREGUIÇAR!

08 setembro, 2007

Os algarismos

Os números árabes tem características interessantes, vejam o nº de ângulos da sua expressão gráfica, que coincide exactamento com o conceito numérico.

06 setembro, 2007

Luciano Pavarotti


Nunca valorizei "afectivamente" a arte de cantar ópera, porque de facto nunca foi uma expressão musical, que interagisse decisivamente comigo.
Reconheço as capacidades daqueles que o fazem, o trabalho árduo que desenvolvem, as privações que sofrem, pois a sua arte é a prioridade das suas vidas.
Com Pavarotti foi diferente: passei a ouvir pelo menos aquilo que ele cantava como tenor.
Pavarotti conseguiu por a sua imagem ao serviço da ópera e conseguiu eleiminar algumas barreiras. Vestia-se de forma bizarra, os lenços, os cachecois, as toalhas à volta do pescoço davam-lhe um cunho popular, a que todos eram sensíveis. E depois aquele rosto expressivo! Nunca percebi bem onde acabava o natural e começava a maquilhagem das suas sobrancelhas. O seu sorriso, franco, despretencioso, abrigava aquela voz inconfundivel, poderosa onde cabiam todos os acordes musicais.
Sr. Luciano Pavarotti, muito obrigada!

04 setembro, 2007

Red Bull Race Porto 2007 (cont)



Enquanto os aviões não chegavam entretive-me a observar Gaia. Muitos edifícios degradados e ou abandonados, e um belo trabalho de arranjo de exteriores do Dr. Meneses, junto às caves do vinho do Porto, que aproximou Gaia ao seu rio.

O Convento da Serra do Pilar, sempre belo a marcar o extremo da ponte D. Luís.

As pessoas pareciam uma massa líquida que tinha “escorrido” para o rio. Recordei um trabalho de um colega arquitecto, que desenvolveu o seu percurso académico nas Belas Artes: teria que localizar o centro da cidade do Porto, respondendo ao desafio feito pelos seus professores.

Ele, de forma engenhosa, propôs a construção de uma maquete da cidade do Porto, com as ruas das Flores e Mouzinho da Silveira, vedadas em S. Bento, e verteria um liquido nas ruas localizadas na parte mais alta da maquete: Para onde o líquido escorresse e se acumulasse, definiria o centro urbano. Obviamente que era a Av. dos Aliados , onde o centro político por coincidência tem determinadas características morfológicas que permitem validar essa teoria mirabolante.

A certa altura, um helicóptero realizou um voo, a baixa altura delineando a margem de Gaia, por forma a movimentar a água do rio, refrescando com pequenas gotículas as pessoas que esperavam pacientemente pelas 13h da tarde.
A hora chegou e passados uns minutos os aviões também.
Todos vibraram com os parafusos realizados por um dos pilotos e, a meio da tarde com a exibição aérea dos aviões a jacto.

Steve Jones ganhou. Mas, isso que interessa?! O espectáculo foi muito para além do ganhador. Para os pilotos, não sei se eles tem oportunidade e tempo para apreciar os espaços por onde passam, correram num espaço de uma grande beleza. Para nós, foi emocionante. Voltarei nos próximos dois anos. Daqui até lá talvez o Red Bull me dê asas e me saia o totoloto para convidar os amigos a assistir, sentados num local fresco, mesmo junto ao rio, com direito a almoço, pela módica quantia de 600 € por cabeça.

02 setembro, 2007

Red Bull Air Race, Porto 2007


Red Bull dá-te asas, entrou no linguajar rotineiro de muitas pessoas, à custa duma campanha publicitária de qualidade e bem-humorada.
Nem todos teremos o espírito red bull… alguns por fraqueza de estômago outros por fragilidade otorrínica, outros, mesmo por miufa, de andar lá no céu, aos trambolhões. Por isso ficamos com os pés bem assentes no chão, só a ver. Mirones assumidos e simpatizantes daqueles “Ganda malucos” das máquinas voadoras.

E éramos muuuitos: 600.000 ou a passar!

A maioria concentrada nas margens do Douro, mas não existia uma pequena varanda, um recanto de rua, um quintal com vista para o rio que não tivesse sido ocupada. Os bombeiros avisaram sobre o perigo de concentração de pesos nas varandas antigas.

Cheguei ao centro do Porto às onze da manhã, admirada com o trânsito que fluía bem, porém a essa hora, já se via muita gente a caminhar de boné e mochila às costas, em direcção ao rio. Cheguei à praça da Republica e tive a noção que tinha chegado no tempo limite. Em Cedofeita, já havia fila, os parques de estacionamento já estavam cheios, e já se começava a estacionar nas ruas em qualquer lado. Tive que recorrer a um parque pouco conhecido na rua Miguel Bombarda.
Nos dias anteriores estive a relembrar em pormenor o traçado do rio. Existia apenas um espaço onde era visível todo o trajecto dos aviões. Dado que a margem de Gaia é mais côncava seria a margem ideal para a observação, no entanto por facilidade de vias de comunicação em cima da hora, optei pelos Jardins do Palácio de Cristal.


Paguei 10 € pela entrada, tinha acesso a bar, ambulância se fosse necessário, uma vasta área que dava para ver quase todos os insufláveis, muito sol e algumas sombras.

A essa hora já lá estava muita gente, olhei para Gaia: Incrível, toda a margem estava sobrelotada! Tudo a apanhar aquele sol escaldante do meio dia. Apenas uma zona de sombra: acaso do ângulo de incidência do sol, num velho armazém de Gaia já sem cobertura, exactamente no espaço que referi atrás, de maior ângulo visual.

Acabei por ficar junto da casa Tait e depois junto das sete palmeiras gigantescas da Califórnia.
Muito calor, muita gente, muito entusiasmo, muito boné, muito telemóvel armado em máquina fotográfica, muito polícia, muitos sorrisos, muitos lanches, muitas famílias, muitas horas em pé!!!!!!!!! E muiiito calor!!!!!! Isso também foi espectáculo e não foi perceptível em frente ao televisor.

(cont.)

01 setembro, 2007

OPORTO Red Bull

Hoje o Porto estava assim:
Em Gaia também estava:




... até que chegou a hora!
Muito calor, muita gente, muito entusiasmo, muito carro, muito boné, muito telemóvel armado em máquina fotográfica, muito polícia, muita ambulância, muitos sorrisos, muitos lanches, muitas famílias, muitas horas em pé!!!!!!!!!
RED BULL dá-te asas!!!!! Todos queriam uma asa para voar ou para fazer sombra!!!

30 agosto, 2007

Para reflectir sobre as assimetrias



Este mail já deu várias voltas ao mundo, mas devemos reflectir mais uma vez.

Se a população da Terra fosse reduzida à dimensão de uma pequena cidade de 100 pessoas, poderia observar-se a seguinte distribuição:


57 Asiáticos
21 Europeus
14 Americanos (norte e sul)
8 Africanos

52 mulheres
48 homens

70 pessoas de côr
30 caucasianos

89 heterosexuais
11 homosexuais

6 pessoas seriam donas de 59% de toda a riqueza e todos eles seriam dos Estados Unidos da América
80 pessoas viveriam em más condições

70 não teriam recebido qualquer instrução escolar
50 passariam fome
1 morreria
2 nasceriam
1 teria um computador
1 (apenas um) teria instrução escolar superior

29 agosto, 2007

Darwin


Vamos lá a ler, para conhecer os grandes pecados do autor da evolução das espécies, através da selecção natural.

02 agosto, 2007

Roseta

Roseta em desacordo com o acordo, que afinal já não o é, ou seja antes de o não ser, já o não era.
Acordos fazem-se antes das eleições, para que os eleitores possam dar o uso correcto ao seu voto.
“Na campanha eleitoral, disse que teria só uma palavra e não faria coligações nem com o PS nem com [o ex-presidente da Câmara] Carmona Rodrigues mas estaria disponível para aprovar medidas do interesse da cidade. Lugares em troca de compromissos, não", afirmou Helena Roseta.
"Fomos eleitos com base num programa, é ele que vai nortear a nossa acção", acrescentou
"Não fazemos acordos que as pessoas não sabem, por baixo da mesa ou por cima da mesa, e não mudamos de opiniões ao sabor das oportunidades", declarou.
A arquitecta não vai lá com “disponibilizações” de pelouros, nem assina cheques em branco.
É assim mesmo!
Vamos lá ver como o Dr. António vai descalçar esta bota bem apertada!

01 agosto, 2007

31 julho, 2007

IMPERDÍVEIS, Roma (IV)

Então? O que falta? Quase tudo!!!!


No Diário falei do Coliseu, no Palatino, no Fórum Romano. Nessa zona ainda há as termas de Caracalla, as Catacumbas para quem não sofrer de claustrofobia, e a Via Àppia.


Para Norte ainda temos a igreja de Santa Maria Maggiore que também tem uma capela Sistina, e S. Pietro de Vincoli. A primeira, o tecto de João Sangalho, foi dourado pelo primeiro ouro vindo das Américas… desconfio muito, que alguma parte dele, trazido por quem?????? Ahmmm? Ver a estória desta última, S. Pietro….algo relacionado com as correntes que acorrentaram S. Pedro na prisão de Mamertina….

Aqui o que é mundialmente conhecido é o túmulo de Júlio II executado por Miguel Ângelo. Isso mesmo, aquele do possante Moisés, que parece ter dois chifrinhos.



Ainda falta a via Venetto, a fontana del _Tritone,…. E MAIS E MAIS.

30 julho, 2007

Homenagem a Bergman


Vi poucos filmes, mas todos eles marcantes.

27 julho, 2007

IMPERDÍVEL, em Roma (III)









Procurem pelo Panteão, procurem estudá-lo e percam algum tempo por ali, pois é o mais belo e o mais conservado monumento da antiguidade que restou em Roma, 27 A. C.
É considerado a expressão máxima da arquitectura/engenharia da Roma Antiga.
No século VI passou de monumento pagão (templo romano de todos os deuses) a cristão.
O pórtico tem 16 colunas monolíticas que conservam as marcas dos desentendimentos entre os homens. Teve várias intervenções ao longo dos 20 séculos, mas as portas em bronze são as originais. O espaço interior é circular, e a cúpula é aberta por um oculus, faça chuva ou sol, com optimo arejamento e luminosidade.
Penso que é aí que está "la madona negra" (afinal a memória já não está assim tão fresca!).
Nesta cidade, o pagão e o cristão fundem-se e baralham-nos.
Por ali perto ainde se pode ver a Igreja Madalena com fachada rócocó, o obelisco dedicado a Minerva na praça do mesmo nome, ligeiramente atrás do Panteão (uma base em forma de elefante de Bernini), e a igreja de Sto Inácio de Loyola que tem um tecto sublime com uma pintura do Andrea Pozzo.
Tomando a Via del Corso, reparem nos palacetes principescos que por ali abundam, cada qual o melhor, descubram à esquerda o Mausoléu de Augusto, parece abandonado, cheio de ervas daninhas e silvas, talvez não consigam entrar, e noutro troço à direita, por uma rua estreita vai-se dar à Fonte Trevi.

Preparem-se que aquela monumentalidade da Trevi tem um espaço envolvente pequeno, é o unico senão... porém é a fonte pui bella. Projecto de Nicola Salvi (sec. XVIII). É a escola de Bernini no seu melhor, não há adjecivos para a elogiar e descrever. Perante tamanha beleza esquecemos que é uma das fachadas dum palácio. Está tudo lá: o Neptuno, os tritões, o cavalo alado... tudo isto tem uma simbologia relacionada com os estados do mar.
Convém deixar uma moeda na fonte para voltar de novo a Roma. Só eu deixei várias, por causa das coisas!!!(inspiração em Felinni) o complicado será chegar até lá... bué de gente, sempre!!!! Quando se tira uma foto de certeza que vem um japonês lá no meio... OLOLOLO

Esta fonte ainda hoje é abastecida pelo aqueduto de Agrippa projectado em 19 a. C.

Bem, em relação a fontes, Roma é a cidade delas, dava para fazer um roteiro só com este elemento decorativo.
Ciao amicos.

26 julho, 2007

IMPERDÍVEL em Roma (II)


Piazza di Spagna - sentem-se na escadaria a apreciar a animação (de noite ou de dia, de preferência ao por do sol)que vai por ali, quem tiver folego vá subindo a escadaria para ter uma bela vista de Roma e Vaticano. Esta escadaria barroca tem um contorno irregular, mas perfeitamente simétrico - espectacular- dificil de desenhar, e muito mais de construir.

É aqui, que frequentemente as grandes griffes italianas realizam os seus desfiles (houve uma modelita que já contou alguns degraus). Vejam o contraste entre a monumentalidade desta escada e da escultura com forma de barco que existe na base, Fontana della Barcaccia, projectada pelo pai de Bernini.
Por esses lados, haja euros para gastar, é Versage, é Valentino, é S. Laurent ....
Em frente à escadria procurem a via Condotti, e o café Greco - o piolho lá do sitio, antigamente frequentado pelos escritores e artistas como Wagner, Liszt, Goethe, Byron.
Vão em direcção à villa Borghesi, passem na villa Medici.
Na villa Borghesi, procurem por um lago onde tem um templo a Esculápio (+), belíssimo, e já agora a estatua de referência a Moisés situada no terraço Pincio. Este terraço está a uma cota mais elevada pode-se ter outra panorâmica de Roma.

Desçam até à Piazza del Popolo e vejam a porta del popolo, junto à Igreja de Santa Maria del Popolo, esta porta tem a fachada interna feita por Bernini, e foi por aqui que se deu a cerimónia de entrada de Carlo V e Cristina da Suécia no se. XVI.
As igrejas gémeas S. Maria de Montesanto e S. Maria dos Milagres e a primeira que referi, que faz parte da trama de Anjos e Demónios, valem a visita.
Piazza del Popolo é o local onde se fazem as grandes manifs, ou começam ou terminam aqui - como desenho urbano é complicada.

Uffff cansei de novo! Ciao!

25 julho, 2007

IMPERDÍVEL em Roma (I)



Para quem tem pouco tempo para a visita, não vale a pena andar a entrar em museus, exceptuando o museu do Vaticano, será melhor andar a pé e conhecer as ruas e os edificios, do centro, porque a própria cidade é um monumento. A arquitectura civil é valiosíssima.
Para quem leu Anjos e Demónios, já tem um roteiro traçado!!!! aquilo tudo existe, não é ficção!!!!
Lista dos Imperdíveis:

Praça de S. Pedro e o Obelisco.
Basílica de S. Pedro (atenção especial para a Pietá de Miguel Angelo, a cúpula, tumulo de S. Pedro, Trono de S. Pedro de Bernini e o baldaquino(+)).

Museu do Vaticano - escolher o itinerário que interessar mais, e começar por aí: Atenção, depois de 2 horas de visita,a vossa memória já não retem mais informação, por isso detenham-se apenas naquilo que vos interessa muito. Não perder a capela Sistina, se forem bem cedo pode ser que tenham sorte, e não apanhem muita gente na visita. Se chegarem de manha cedo, começem por aqui e depois vão à basilica - atenção que a entrada é bem afastada da praça. E tomem uma atenção muito especial á escada (+) de saída em caracol, que é do Miguel Angelo, e é lindissima. Descubram porque o ritmo da escada é um pouco desencontrado em relação à passada.

Na saída do Vaticano ver a imponência do castelo de Sant Angelo, refugio dos pápas e ligado por uma tunel para permitir as suas fugas. Cenário de montes de literatura sobre os pápas.

Ponte S. Angelo (+), lindissima, barroquíssima, da escola de Bernini, atravessa o Tibre.


(reparem em toda esta zona, quando os niveis de poluição do ar estão elevados, o trânsito é cortado. Bravo Roamanos!)
Piazza Navona - antigo estádio do sec. I - ver as fontes e o diálogo das estátuas de Bernini e Borromini e respectivos edifícios. Consultar os books para ver como era na antiguidade.

Igreja de Santa Maria della Passe - frescos de Rafael

(por hoje chega, amanhã haverá +)

24 julho, 2007

Roma


Diário de viagem
Roma, Abril 2001

Saída do metro no Coliseu.
Deparei-me com os centuriões, um pouco ridículos, que se passeiam em volta desta maravilha romana e fazem-se para a fotografia dos turistas, para cobrarem no fim.
Passei o arco de Constantino, arco de Tito e embrenhei-me pelos vestígios da Roma antiga, Fórum. Sinto que tenho pouco tempo para me perder por aqui. Há imensa coisa para ver numa área bem extensa. Respira-se uma atmosfera diferente desta cidade antiga, que coexiste com Roma moderna, dentro dela. Olhando toda aquela extensão em ruínas, senti-me a regressar ao passado, e isso perturbou-me um pouco.
Estabeleci um percurso de travessia, mas sempre a olhar para o relógio. Preciso de três dias à vontade, para fazer os diversos percursos possíveis. Registo o essencial, com o objectivo de voltar mais tarde. Pavimentos, bases de colunas, arquitraves, e… colunas altas, elegantes, lindíssimas… templo de Antonino e Faustina, Casa das Vestais, templo de Saturno, pouco sobrou do templo de Castor e Pólux, Tribuna dos Oradores, arco do Septímio Severo… o Palatino fica para o lado direito, e não há tempo para ir até lá.

Fui andando pois o meu sentido de orientação estabeleceu como prioridade primeiríssima uma praça renascentista, localizada mais à frente.
É interessante aceder pelas traseiras dos edifícios que formam a praça. Começar a observar os edifícios pelo lado que ninguém vê. Escolhi uma ruela, na esperança de não me ter perdido no meio de tanto calhau e tanta ruína. Consultei diversas vezes as minhas plantas.
Nunca ninguém entende os caminhos que escolho, mas já desistiram de teimar comigo. Um dia se me engano!!!!::::
Romano, romano, não encontrei ninguém. Só gente em calções e sandálias, com ar de congestionamento cultural, overdose arquitectónica e câmara fotográfica na mão.
Chegamos.
- É isto mesmo! Aqui estão os traços urbanos de Miguel Ângelo, bem perto do monumento a Vittorio Emanuel II, erguido para assinalar a Italiana unificada. O monumento parece o bolo da noiva, muito grandioso, muito neoclássico, muita coluna, muita escada, muito baixo relevo: o neoclássico mais esplendoroso que poderá haver, até chega a enjoar.
Voltemos ao Miguel Ângelo. Desenhou o pavimento e as fachadas da Piazza del Campidoglio(Palazzo Nuovo+ Pallazzio Senatorio + Museu Capitolino), uma das sete colinas de Roma- antiga acrópole, e a cordonata, encimada pelas estatuas de Castor e Luxor, em 1534. Conheço a praça de vista superior, é uma construção geométrica – exploração da estrela de 12 pontas, de grande efeito visual, que possui no centro uma das poucas estátuas equestres que sobreviveu à antiguidade, de Marco Aurélio – esta será um cópia talvez.
Ao contrario do monumento ao Vitorio Emanuel, esta praceta tem uma escala muito humanizada, e a sua grandiosidade resulta do bem estar que provoca, da subtileza das volumetrias das fachadas, dos tons ocres reforçados pelos mármores e que se interligam com o rendilhado da roseta do pavimento da praça.
Ufffa, valeu a pena vir até aqui. Uma verdadeira jóia do renascimento.
A cordonata é uma rampa de um só troço, com peças transversais por forma a impedir o escorreganço dos cavalos, e que esse pormenor acaba por dar originalidade ao acesso. Desci por ela.

22 julho, 2007

20 julho, 2007

HOJE


A bombar desde o cedo da madrugada, feito em 6 horas da manhã, mal aclarou o dia.

Chamaram à minha ida ao dentista, de coisa sensual. Ele há coisas!

Nas idas e vindas, passei no Piolho, e espiolhei as esculturas do Gerardo Rueda, e sobraram-me dedos das mãos, na contagem.

Publicidade maior que a obra!
A publicidade na fachada da reitoria do Porto, está óptima; entrando se valoriza ainda mais, dado que as pequeninas maquetes se perdem… só mesmo perguntando.

Parabéns aos finalistas do Instituto Politécnico do Porto. Take Away, está de +!

A tarte de cereja do museu Soares dos Reis, estava deliciosa.

Para terminar, livraria Lello, sempre!