10 novembro, 2007
09 novembro, 2007
Para mim é tudo igual
Para mim é tudo igual. Os efeitos são os mesmos:
1 .Tenho que comprar rapidamente um super pack de lenços de papel.
2. Vou à farmácia com aquele olhar de cão comprar uns comprimidos.
3. Espirro a toda a hora.
3. Consulto o armário dos medicamentos para ver se ainda há bissolvon.
4. Procuro umas meias de lã para compensar o gelo dos pés.
5. A criatividade baixa ao nível zero.
6. A voz sai anasalada.
7. Embrulho-me num edredon, deito-me em frente à televisão, com o caixote do lixo mesmo ao lado.
8. Adormeço a pensar qual teria sido a causa de tudo isto.
Quando saio de casa, porque afinal não será assim tão grave para faltar ao trabalho, encontro sempre alguém daquele clube contra a vacina da gripe.
- Ah tás doente? Tás com gripe! Não me digas que tomaste a vacina da gripe?! Toda a gente que conheço que tomou a vacina, ficou com uma valente gripe!
Como me pedem para não dizer, eu não digo. Limito-me a sorrir.
Há um grupo instituído, e patrocinado não sei por quem, contra a vacina da gripe.

Tomo vacina da gripe há 15 anos, sim senhor! Ainda ninguém me convenceu a não fazê-lo!
Também não vou na conversa do mel e chá do limão. Isso é outro clube!
06 novembro, 2007
05 novembro, 2007
04 novembro, 2007
03 novembro, 2007
02 novembro, 2007
SERINGADOR

ISBN: 978-972-48-1854-2
Data da Publicação: almanaque anual
Formato: 16x23
Tipo de Publicação: Brochura
Nº de Volumes: 1
Páginas: 32
Peso: 50 gr.
Situação: Disponível
Fundado por Daniel Cardoso
29 outubro, 2007
28 outubro, 2007
27 outubro, 2007
26 outubro, 2007
Guernica (3,50X7,82m)

Picasso não ficou indiferente.
Teve necessidade imediata em traduzir nos seus desenhos, esse sofrimento por ele sensibilizado.
Como sempre foi pratica comum de Picasso, realizou dezenas de estudos e de esboços, antes da tela final.
Cada figura teve um percurso reflexivo e desenhado, próprio.
Guernica não é a soma de vários desenhos.
Guernica é um todo experimentado e vivênciado em cada detalhe.
Toda a composição é dominada pela luz de um olho-lâmpada, localizado superiormente, o piscar do momento de terror, o alarme que soa num dado momento e que funciona como charneira para o momento seguinte, onde tudo é negativamente diferente. Este será o pormenor mais marcante e que afinal é formalmente ausente de qualquer expressão de terror.
No centro um cavalo em pânico, descontroladamente aterrorizado, simbolizando a força da destruição. Junto a este, uma mão segura uma lamparina a óleo, acessório vulgar nas casas rurais, que se opõe em contrasrte com o olho- lâmpada.
Petrificado? Imóvel? Estarrecido perante o desespero de uma mãe com o filho morto no colo? A piéta picassiana. Um ser humano esquartejado compõe a parte infeiror da tela, numa morte recente de um lutador que empunha uma espada que subtilmente se transforma numa flor, tal qual a alma se desprende veladamente do corpo.
O tratamento dado às figuras, são resultado do processo cubista de representação. A ausência de cor, acentua ainda mais a mensagem.
O insuportável, a dor extrema, o horror, a violência, converteram esta obra em intemporal, ou seja, adequada a cada época que vive situações idênticas. A guerra o sofrimento por perda violenta, não tem moda, nem época…. É transversal ao tempo.
Sobre o enorme painel, Guernica, Picasso foi um dia questionado por um general, que lhe perguntou: "foi o senhor que fez isso?" A sua resposta foi afiada: "Não! Foi o senhor que fez isso".
(Esta obra só regressou a Espanha em 1981, após um exílio de mais de 40 anos em Nova Iorque – Picasso tinha decidido que ela só regressasse no fim do fascismo.)
25 outubro, 2007
Pablo Picasso

Como é que alguém nascido há dois séculos atrás teve uma genialidade tão grande e tão contemporânea?!!!!
Estou sem tempo para escrever, só quero assinalar a data. Voltarei mais tarde para comentar uma pintura dele, que ainda não escolhi. São tantas!
Vou pensar nisso durante a tarde.
24 outubro, 2007
23 outubro, 2007
ENCONTRO DE POLÍTICAS DA ARQUITECTURA E DA PAISAGEM

O primeiro Encontro de Políticas da Arquitectura e da Paisagem tem lugar na próxima sexta-feira, 26 de Outubro, no âmbito do programa de celebrações do Dia Mundial da Arquitectura 2007.
Esta é uma iniciativa importante para a reflexão e o debate de temas essenciais no decurso da implementação do Programa Nacional da Política de Ordenamento do Território (PNPOT), aprovado pela Assembleia da República em sessão plenária de 5 de Julho de 2007. O PNPOT contempla as directrizes e orientações fundamentais de um modelo de organização espacial que terá em conta o sistema urbano, as redes, as infra-estruturas e os equipamentos de interesse nacional, bem como as áreas estratégicas em termos agrícolas, ambientais e patrimoniais, em relação às quais o papel dos arquitectos se afigura como essencial, em articulação com políticos e outros técnicos. O PNPOT deverá também servir de referência aos programas operacionais no âmbito do actual quadro de apoio comunitário, em vigor entre 2007 e 2013. No Encontro, os temas programados detêm-se no papel dos valores da arquitectura e da paisagem, designadamente, no desenvolvimento regional (painel 1), no território turístico (painel 2) e nas boas práticas de ordenamento por parte dos municípios portugueses (painel 3). Justifica-se a participação de diferentes responsáveis políticos e técnicos nestes painéis de discussão, sendo uma oportunidade de confronto sobre a necessária articulação entre os sectores que convergem no território nacional. Dirigido essencialmente a arquitectos, decisores políticos das administrações local e do Estado, é aberto também a outros técnicos, cidadãos e organizações públicas e privadas com interesse e actuação no território. A realização decorrerá no auditório da sede nacional da Ordem dos Arquitectos, em Lisboa.
21 outubro, 2007
Novos tempos, novos provérbios

20 outubro, 2007
19 outubro, 2007
Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar
Esta pintura coloca muitas interrogações para quem a observa.
Para já o nome, “Sonho causado pelo voo de uma abelha em torno de uma romã um segundo antes de acordar” - looooongo, complicado de memorizar, muitas vezes trocando-se a abelha com a romã… depois, a pintura é belíssima, a composição é fantástica, mas equilibrada, a representação é perfeita, o conjunto emite uma mensagem enigmática, mas marcante…. carregada de simbolismos, que se perdem na memória da história. É uma pintura que nunca mais se esquece – grande característica de Salvador Dali.
Para quem conhece a obra de Dali facilmente deduz que a mulher deitada será Gala. Deitada, mas levitando num sonho que lhe pertence. ou não! Só os homens/mulheres serão capazes de sonhar?
O observador consegue, viajar em dois tempos e em duas dimensões: O tempo do real e o tempo do sonho, a dimensão da romã circundada pelo voo da abelha e a dimensão da romã reproduzindo-se sucessivamente passando do vegetal ao animal, do ar, ao fogo, passando pela água e pela terra. Uma viagem que é desenhada do pequeno ao grande, da calma à agressividade, do feminino ao masculino, da subtileza à pujança. Apreciem o diálogo subtil entre as gotas de orvalho ou pérolas de Vénus e o elefante de Bernini, carregando uma forma fálica, completamente indiferentes à tal multiplicação onírica, que termina numa espingarda com baioneta, que apenas pica o braço direito de Gala, tal e qual um ferrão de abelha. …. esta passeia-se…. passeia-se em torno de uma romã, com sombra de coração que afinal, mais não é que a grande paixão de Dali por Gala.
Uma romã fechada e uma romã esventrada, vertendo apenas duas sementes comestíveis, simbolizando a fecundidade, o amor, o afrodisíaco… e que levitam também elas sobre um mar excessivamente calmo, que se deixa penetrar pelas patas gigantescas de um elefante de diversas rótulas…
… e a abelhinha calmamente circulando.
Quem sonha?
Seremos nós?
15 outubro, 2007
...e agora?
O que se faz com um amigo de longa data e que ainda por cima não é virtual???
sim porque eu conheço mesmo o Pena!
VERDADE! em carne e osso, desde que ele vestia um carro preto todas as manhãs.
Cruzo-me com ele, xingo-lhe a cabeça, partilhamos lugares e experiências .... um dia destes até lhe peço para me fazer uma acta (malandramente me sorrio).
A tia Milú que não nos leia, mas somos especialistas em filosofia da educação!
Ah pois é! altas notas as nossas! o Rousseau e o bom selvagem vêm para nós de carrinho!
Ele é um crake no jogo do sapo, eu nos apanhados.
... e agora o que é que eu faço?
14 outubro, 2007
Atletismo mental

Ser mãe, obriga a isto!
A iniciação à Filosofia, como área do saber que nasce do colocar questões sobre a existência do Homem e de tudo que o rodeia. A única área do saber que não tem princípio nem fim, tal qual uma recta e que pretende ir à raiz das questões, inserida numa problemática universal. Diria, incorrectamente, que é uma área do saber que começa onde as outras terminam; isso seria uma semi-recta: com princípio, mas sem fim. De facto a filosofia não tem limites e envolve todo o tipo de operações, as concretas e as abstractas, e a própria filosofia tem dificuldade em se definir.
Os jovens adolescentes revelam alguma dificuldade e resistência em transitar dum ensino muito estruturado ora em dogmas, ora em experiências, para uma outra dimensão, tipo 3ª via, que não tem limites, que é valida pelo exercício e não pelas conclusões, e onde a testagem cientifica não existe, é uma procura. Têm dificuldade em sair do seu mundo lúdico, de casulo de playstation, limitado aos pontos, níveis e graus de dificuldade e, entrar pela porta das questões universais subjectivas, que vertiginosamente lhes retira o tapete dos pés.
Portanto, hoje entrei em treinos de atletismo mental. Ficamos ainda pelo período de aquecimento, mas já se adivinham grandes provas de teimosia, de desconstrução de certezas e de implantação de enorme áreas de dúvidas, de angústias e de interrogações. De onde vim? para onde vou? o que ando aqui a fazer?
São 23, 27! Boa noite. Darei notícias se sobreviver.







