Nem todos teremos o espírito red bull… alguns por fraqueza de estômago outros por fragilidade otorrínica, outros, mesmo por miufa, de andar lá no céu, aos trambolhões. Por isso ficamos com os pés bem assentes no chão, só a ver. Mirones assumidos e simpatizantes daqueles “Ganda malucos” das máquinas voadoras.
Cheguei ao centro do Porto às onze da manhã, admirada com o trânsito que fluía bem, porém a essa hora, já se via muita gente a caminhar de boné e mochila às costas, em direcção ao rio. Cheguei à praça da Republica e tive a noção que tinha chegado no tempo limite. Em Cedofeita, já havia fila, os parques de estacionamento já estavam cheios, e já se começava a estacionar nas ruas em qualquer lado. Tive que recorrer a um parque pouco conhecido na rua Miguel Bombarda.
Nos dias anteriores estive a relembrar em pormenor o traçado do rio. Existia apenas um espaço onde era visível todo o trajecto dos aviões. Dado que a margem de Gaia é mais côncava seria a margem ideal para a observação, no entanto por facilidade de vias de comunicação em cima da hora, optei pelos Jardins do Palácio de Cristal.
Paguei 10 € pela entrada, tinha acesso a bar, ambulância se fosse necessário, uma vasta área que dava para ver quase todos os insufláveis, muito sol e algumas sombras.
Acabei por ficar junto da casa Tait e depois junto das sete palmeiras gigantescas da Califórnia.
Muito calor, muita gente, muito entusiasmo, muito boné, muito telemóvel armado em máquina fotográfica, muito polícia, muitos sorrisos, muitos lanches, muitas famílias, muitas horas em pé!!!!!!!!! E muiiito calor!!!!!! Isso também foi espectáculo e não foi perceptível em frente ao televisor.






















