13 dezembro, 2006
Senhora Professora
12 dezembro, 2006
SALVADOR ALLENDE

Viajava de comboio, ainda não havia comboios alfa, a CP apenas dispunha de foguetes e rápidos. Era uma tarde quente de final de verão, e eu fazia a viagem Porto - Lisboa, de regresso a Luanda; permanecia em pé, no corredor junto à janela, a apanhar as lufadas de ar fresco, no meu rosto de adolescente.
Apercebi-me que o comboio desacelerou, entrou numa marcha cada vez mais lenta, até que se imobilizou.
Alguém que se deslocava rapidamente se cruzou comigo, e passou-me para a mão um panfleto, apelando para eu fazer um minuto de silêncio.
Surpreendida, seguindo com o olhar aquela personagem que rapidamente desaparecia no final do corredor, senti a mão do meu pai, a puxar-me delicadamente para dentro da cabine e a correr a porta de vidro.
Não foi preciso explicar nada a ninguém! Rapidamente escondi o panfleto e sentei-me.
Momentos mais tarde, quando dois indivíduos vestindo totalmente de preto se acercaram da nossa cabine e espreitaram, todos nós fingimos dormir.
11 dezembro, 2006
10 dezembro, 2006
Chema Madoz

Esta foto tem habitado o meu arquivo, sem identificação. Guardei-a para ilustrar um poema, mas acabei por não a utilizar, pois entendi que uma foto tão invulgarmente bonita como esta, deveria ser identificada com o seu autor. Hoje, recebo um mail em power point, de fotos surreais e cá está ela.
CHEMA MADOZ, o nome do autor, fotografo castelhano, possuidor de um vasto curriculum, curiosamente da minha idade.
Vão gostar de visitar.
06 dezembro, 2006
Que força é essa

Vi-te a trabalhar o dia inteiro
construir as cidades pr'ós outros
carregar pedras, desperdiçar
muita força pra pouco dinheiro
Vi-te a trabalhar o dia inteiro
Muita força pra pouco dinheiro
Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 3]
Não me digas que não me compr'endes
quando os dias se tornam azedos
não me digas que nunca sentiste
uma força a crescer-te nos dedos
e uma raiva a nascer-te nos dentes
Não me digas que não me compr'endes
(Que força...)
(Vi-te a trabalhar...)
Que força é essa [bis]
que trazes nos braços
que só te serve para obedecer
que só te manda obedecer
Que força é essa, amigo [bis]
que te põe de bem com outros
e de mal contigo
Que força é essa, amigo [bis 10]
Sérgio Godinho, in Sobreviventes
05 dezembro, 2006
António Gedeão
04 dezembro, 2006
03 dezembro, 2006
VAZIO em continuação

Convém distinguir entre o vazio, o nada e o vácuo – três “figurinhas” que nos dão cabo dos neurónios, quando acordamos à 4 horas da manhã, com a boca a saber a papel de música.
O vácuo é mais que vazio, e vazio é mais do que nada, o nada não existe.
Reparem,
- o vácuo é um espaço não ocupado por matéria, mas ocupado por energia e luz.
- o vazio é um espaço que nada contém mas existe como espaço.
- do nada nem se pode dizer que está esvaziado de tudo, porque no nada, nada existe, em sítio nenhum, assim o nada, fisicamente não existe pura e simplesmente, no entanto existe processado pela nossa mente.
António Gedeão referia que o Universo é feito de coisa nenhuma.
Heidegger e Sartre defendiam que o nada afinal seria uma entidade de existência real oposta ao ser.
Afinal, com tanta gente a reflectir sobre o vazio, leva-nos a ter a certeza que existe e deve ter um grande peso, para atrair tanto neurónio.
Já que se fala de vazio ou seja de quase nada, importa lembrar Gilles Lipovetsky que escreveu um ensaio sobre “A Era do Vazio”.
Talvez o vazio das mentes e das consciências nos diga mais, do que as experiências físicas de universos de electrões, protões e neutrões.
Toda a mediocridade produzida pelo capitalismo e pela sociedade consumista, empurra-nos para uma despersonalização humana, ausente de valores e traduzida numa apatia politica, autentica ditadura do vazio, que se expressa no dia a dia através do deixa andar, do não tomar partido, do não ser politico, do não discutir, do não questionar, do não votar,… do olhar apenas para o nosso umbigo instalado num espaço vazio.
01 dezembro, 2006
O VAZIO ou filosofia de sex ta-feira, postada numa 5ª, repescada num sábado e para reflectir em qualquer dia da semana
Quanto pesa o vazio?
...será?
Se tem essa função é porque estará implícito um espaço interior e outro exterior, que pode ou não ser vazio. Touché!!!
O que delimita, o que fará fronteira…???
Quanto pesa o vazio? Será que pesa zero?
Será que o vazio é igual ao vácuo?
A aceitação da existência do vazio implica a não aceitação de Deus. A omnipresença de Deus é insustentável com um espaço vazio….
Mas o vazio existe de facto?
O vazio é o oposto ao cheio, é o não ser que se opõe ao ser, ao existir… então o vazio não existe!!!???
(continua)
Dia mundial de luta contra a SIDA
30 novembro, 2006
mudar de página

"Começava a escrever sem saber o que ia escrever. Acreditava que eram as palavras que se iam escrevendo umas às outras, cada uma trazendo consigo a seguinte, pois que a vontade e a premeditação me impediriam de atingir o meu objectivo, que desconhecia, que só se revelaria pouco a pouco conforme as frases, o parágrafos, se fossem escrevendo. Qualquer frase pensada antes de se escrever não prestava para nada, disso tinha a certeza. O que mais importava era o que transportava sem que pudesse saber para onde. Tinha também a superstição de que o tamanho da história que escrevia não podia ultrapassar um página, simplesmente porque o ter de mudar de página quebrava a magia de que ela, a história, precisava para viver. Eram, por isso, histórias do tamanho de uma mão."
Pedro Paixão, in " Asfixia"

29 novembro, 2006
28 novembro, 2006
INVESTIGAÇÃO INICIAL PARA PROJECTO DE ANEL



Shirley Bassey - Diamonds Are Forever
Diamonds are forever
They are all I need to please me
They can stimulate and tease me
They won't leave in the night, I've no fear that they
might desert me
Diamonds are forever
Hold one up and then caress it
Touch it, stroke it and undress it
I can see every part, nothing hides in the heart to
hurt me
I don't need love
For what good will love do me?
Diamonds never lie to me
For when love's gone
They'll lustre on
Diamonds are forever
Sparkling round my little finger
Unlike men, the diamonds linger
Men are mere mortals who are not worth going to your
grave for
I don't need love
For what good will love do me?
Diamonds never lie to me
For when love's gone
They'll lustre on
Diamonds are forever, forever, forever
Diamonds are forever, forever, forever
Forever and ever
MY NAME IS BOND,
JAMES BOND!
27 novembro, 2006
26 novembro, 2006
DE QUE É FEITO O SILÊNCIO?
De que é feito o silêncioque navega no mar?
… carrega certezas insuspeitas
deixando-se cruzar
mansamente com a solidão
e o frio da espuma das águas
de uma noite de Novembro…
será feito de poemas inacabados?
Poemas que se perderam no tempo
e no espaço de outros lugares?
Será feito com metáforas
de vazios imaginados
que sempre habitaram em nós?
Terá formas de olhares
trocados e escondidos
num jogo permanente
que se estenderá à eternidade?
Será uma explosão de sentidos
delineada a cores tropicais
cheirando a maresia de Outono?
Será um raio de luz
que persiste
apesar
dos obstáculos
e das distâncias?
Por trás das palavras
recebo o silêncio
que se interrompe por vezes,
onde tudo será nada,
onde o nada será sempre?
… as dúvidas do silêncio.
25 novembro, 2006
Fumando um cigarro e depois outro...



24 novembro, 2006
23 novembro, 2006
Já seeeiiii! quem procura.....

Ora aí vai:
Graz, Áustria possui uma nova referência na arquitectura mundial.
KunstHaus Graz, Centro Cultural e de Exposições, desenhado pelos arquitectos britânicos Peter Cook e Colin Fournier.
Uns chamam-lhe bolha azul, e assume completamente a tal integração por ruptura. Visualmente é uma forma orgânica, cheia de clarabóias, que se assemelham a olhos…
.”O conjunto arquitetônico està situado sobre um estacionamento que se une a Câmara da Áustria, um edifício restaurado e integrado ao conjunto. A concepção é muito simples, formada por um revestimento triangular de aço sobre a qual descansa uma lâmina do mesmo material sendo que sobre ela se situam os painéis de metacrilato, que é o acabamento que dá esta impressão de escamas e delimita a forma orgânica. Por baixo deste painéis, um sistema de iluminação computadorizada formada por lâmpada em forma circular criam imagens em movimento, dessa forma a fachada do edifício cr
ia um sistema de comunicação que se incorpora a cidade.”O espaço útil destinado a exposições é de 11.100 m2.
Visita virtual
Informações Técnicas:
Escolha do projecto de Cook e Fournier ocorreu em Abril de 2000, o início da construção em Julho de 2001 e finalmente o evento de ab
ertura no dia 27 de Setembro de 2003.Foram utilizadas 1068 placas de acrílico na cobertura, com dimensões de 2 x 3m e espessuras de 20 mm, todas moldadas individualmente em formas tri-dimensionais e presas à estrutura metálica por cerca de 6.000 suportes.
Outras 185 placas foram utilizadas no interior no prédio, também com dimensões de 2 x 3 m, porém, com 8 mm de espessura.
Possui 16 narizes, um deles destinado para saída de fumaça em caso de incêndio, outro oferece uma vista maravilhosa de Graz e os 14 restantes fornecem luz do sol ou luz artificial para os espaços superiores de exibição.
Toda a estrutura pesa 3,9 milhões de kgs. , sendo 225.000 kgs. da estrutura metálica.
22 novembro, 2006
olhar

principal objectivo foi criar uma ferramenta que possa vir a mostrar-se útil na medicina, nomeadamente em pessoas que não consigam verbalizar e tenham problemas motores ou que tenham sofrido acidentes que impliquem a incapacidade de usar as mãos" - Rui Formiga
lince,o olhar à volkswagen, o olhar convergente mais conhecido por, estrábico ou de umbigo, o olhar divergente conhecido por ver o canal um e dois em simultâneo, o olhar ramelado, o olha
r TS, o olhar à Garfield... estaria aqui toda a tarde a identificar olhares. 









