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20 setembro, 2006

SONHO



Acendo um sonho,
Inflamado de nuvens de cetim,
Neste areal sem princípio...
e sem fim...
No encalço do possível,
Na penumbra do desejável,
Escuto o mar,
Desenho o horizonte,
Espreito o tempo,
Acompanho a brisa.
Invento dimensões impossíveis,
Preencho vazios incalculados.
Imagino o infinito......
à procura de mim mesma.
Reinvento o arco-íris,
em cada um,
que passa por aqui.
Cheiro a maresia das palavras!

Ana d'Or


14 setembro, 2006

Quando o meu amor morrer em ti

Desconstrução



Com régua e esquadro
me desconstruo;
de sonho,
de azul,
de mar,
numa espiral de espuma

e de todos,
do tudo e do nada.
Disperso fragmentos de mim,
inatingíveis noutras dimensões,
e que aqui,
adornam esta praia,
desenhada por todos no infinito,
e na imaginação de cada um.
Todos os dias,
e sempre.

Ana d'Or

Praia dos afectos


Nesta areia onde às vezes me escrevi,
eu me sentei,
e fui ficando...
chegou um após outro.....
Emily
Fernando
China Blue
Lili
JVB
Lena
Fifer
Gabi
Aninha
Goiaba
Mardez
Kapofy
Vila Alice
Lourdes...
Uns registando palavras de comunhão,
alguns re... escrevendo os poetas,
...e muitos mais,
apenas lendo,
só Zulmarinho conhece todo o mundo.
Fui ficando...
descodificando as ideias,
irmanando os sentidos,
clarificando as emoções,
na eterna pergunta
"quem somos nós?

"Fui ficando...
senti vertigen,
senti-me azul,
senti-me embalada,
pelas palavras mornas
dum contador de estórias,
capaz de configurar o coração de todos nós.
Ana d' Or