25 julho, 2017
21 março, 2017
Sendo dia de poesia
19 março, 2017
04 março, 2017
Há brancos que invadem as noites
11 dezembro, 2016
14 novembro, 2016
06 dezembro, 2015
22 setembro, 2015
Bom dia, cassiopeia espera-nos!
28 março, 2013
11 janeiro, 2013
24 novembro, 2011
Me encanta a dança
Aos sons das chávenas e das colheres
em compasso aleatório
soma-se o aroma dos cimbalinos
que circulam entre iguais
numa dança
desenhada sobre bandejas.
Aprecio a dança.
Não aprecio o sabor,
Sou de uma anormalidade genética
de não apreciar café.
Sofro de ausência de sensibilidade
para apreciar o precioso liquido.
Liquido marron de tingimento de café,
liquido fumegante
que obriga a rituais e dependências após almoços e jantares,
geração após geração,
acompanhados de conversa sobre coisa nenhuma
gravada nas madeiras,
nos espelhos,
nas mesas dos cafés da baixa do Porto.
Não aprecio,
mas me encanta a dança
E a dependência.
A. Quelhas
20 novembro, 2011
Reflexo dos espelhos
Num reflexo dos espelhos
Espreito a alma
De alguém que se silencia a meu lado:
Um ilustre desconhecido.
Divirto-me pensando no acaso
Que me permite aproximar daquilo
Que não conheço
Observar o que nunca vi
Desnudar a intimidade
Do quotidiano de alguém
Que nunca mais encontrarei.
Dentro de minutos voará
Para outras dimensões urbanas
Transportando essências únicas
E in codificáveis
Ignorando-me.
Eu olharei os espelhos novamente
Espreitarei de novo
E saborearei o chá entretanto arrefecido.
Doce
E aromatizado com limão.
Filigrana
Foto: A. Quelhas ( Confeitaria do Bolhão)
17 abril, 2011
ESTILHAÇOS DE CESARINY POR LUXÚRIA CANIBAL
Estava preparada para assistir a um registo punk à Mão Morta com muita luxúria e pitadas de canibal à mistura.
Arrastei uma amiga comigo.
À entrada pensei que talvez ela não apreciasse, fiquei na dúvida se iria ser seca para ela, mas…
Fomos presenteadas com um espectáculo de altíssimo nível.
Caramba fazem-se espectáculos tão bons em Portugal!
É um espectáculo de poesia, de leitura de textos, a maioria de Mário Cesariny, mas também de música. Adolfo Luxúria Canibal, declama calmamente sentado à mesa no centro do palco, iluminado por um candeeiro de mesa e os músicos acompanham. Não sei quem concebeu a parte musical, mas eu achei de altíssima qualidade. Já procurei na net alguns dos registos, mas não aparece nada. Não não imaginem que foi o seguimento dos registos musicais dos Mão Morta, pois imaginarão errado. Que pena não poder partilhar convosco! A voz de ALC a percorrer as palavras de Cesariny, com o timbre e entoação características só dele e aquela musica de fundo única, absorvente....adorei.
"Os poetas não passam de aprendizes dos mistérios do infinito"
20 novembro, 2010
18 novembro, 2010
29 setembro, 2010
17 janeiro, 2009
Quase um poema de amor
Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor.
E é o que eu sei fazer com mais delicadeza!
A nossa natureza
Lusitana
Tem essa humana
Graça
Feiticeira
De tornar de cristal
A mais sentimental
E baça
Bebedeira.
Mas ou seja que vou envelhecendo
E ninguém me deseje apaixonado,
Ou que a antiga paixão
Me mantenha calado
O coração
Num íntimo pudor,
--- Há muito tempo já que não escrevo um poema
De amor
Miguel Torga
23 novembro, 2008
10 setembro, 2008
01 agosto, 2008
AUTOPSICOGRAFIA

O poeta é um fingidor.
E os que lêem o que escreve,
E assim nas calhas de roda
28.02.1929










