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04 agosto, 2008
29 julho, 2008
Mercado de Weilheim
19 julho, 2008
O pintor catalão José Togores.


(clique para ampliar)Ilustração, nº 113 de Setembro de 1930.
Fonte: Blog ilustração portuguesa http://revistaantigaportuguesa.blogspot.com/
16 junho, 2008
Armanda Passos, pintora




















BiografiaArmanda Passos (Peso da Régua, 1944). Vive e trabalha no Porto. Faz o curso de Artes Plásticas da ESBAP. Entre 1977/1979 é monitora de Tecnologia de Gravura na Escola Superior de Belas Artes do Porto. É membro do grupo 'Série' Artistas Impressores. Expõe desde 1976. Está representada na Secretaria de Estado da Cultura do Porto; Centro de Arte Moderna; Fundação Calouste Gulbenkian, Lisboa; Museu Amadeo de Souza-Cardoso, Amarante; entre outros.
Não sei se Armanda Passos desenha/pinta mulheres acompanhadas de passarocos, ou se pinta passarocos com a mulheres a acompanhar.
Normalmente a mulher gorda contraria os preconceitos estéticos sobe a mulher. Nem sempre se aprecia uma mulher gorda numa tela. Nos desenhos de armanda passos, aprende-se a gostar.
As suas figuras femininas desmedidas, possantes, com pés robustos que nascem da terra, são bizarras mas são belas, ternas e doces. Emanam a força do feminino, através de uma pujança frequentemente vigiada por um bicharoco, passaroco por vezes. Esta é a forma terna com que trato as representações de animais sempre presentes, pois estes também são desenhados de uma forma estilizada como o são as mulheres "armandinas" (classificação minha também).
Tenho sempre curiosidade em conhecer as suas novas mulheres. A produção de Armanda Passos é regular, penso que é uma mulher construtora, que não pára. As suas mulheres são todas da mesma família, tem todas o mesmo padrão genético, mas são todas diferentes e inconfundíveis. Gosto de todas.
Normalmente a mulher gorda contraria os preconceitos estéticos sobe a mulher. Nem sempre se aprecia uma mulher gorda numa tela. Nos desenhos de armanda passos, aprende-se a gostar.
As suas figuras femininas desmedidas, possantes, com pés robustos que nascem da terra, são bizarras mas são belas, ternas e doces. Emanam a força do feminino, através de uma pujança frequentemente vigiada por um bicharoco, passaroco por vezes. Esta é a forma terna com que trato as representações de animais sempre presentes, pois estes também são desenhados de uma forma estilizada como o são as mulheres "armandinas" (classificação minha também).
Tenho sempre curiosidade em conhecer as suas novas mulheres. A produção de Armanda Passos é regular, penso que é uma mulher construtora, que não pára. As suas mulheres são todas da mesma família, tem todas o mesmo padrão genético, mas são todas diferentes e inconfundíveis. Gosto de todas.
29 abril, 2008
O objecto da arte não é ser moral nem imoral
O Objectivo da Arte não é ser Moral nem Imoral
A arte não tem, para o artista, fim social. Tem, sim, um destino social, mas o artista nunca sabe qual ele é, porque a Natureza o oculta no labirinto dos seus designios. Eu explico melhor. O artista deve escrever, pintar, esculpir, sem olhar a outra cousa que ao que escreve, pinta, ou esculpe. Deve escrever sem olhar para fora de si. Por isso a arte, não deve ser, propositadamente, moral nem imoral. É tão vergonhoso fazer arte moral como fazer arte imoral. Ambas as [cousas] implicam que o artista desceu a preocupar-se com a gente de lá fora. Tão inferior é, neste ponto, um sermonário católico como um triste Wilde ou d'Annunzio, sempre com a preocupação de irritar a plateia. Irritar é um modo de agradar. Todas as criaturas que gostam de mulheres sabem isso, e eu também sei.
Fernando Pessoa, in 'Sobre «Orpheu», Sensacionismo e Paùlismo'
14 abril, 2008
08 fevereiro, 2008
TROMPE d'OEIL





























O denominado Trompe d’ Oeil é uma técnica de representação artística, que tenta criar ilusões de óptica sobre objectos e espaços que parecem reais mas não o são.
Traduzido grosseiramente por “Engana olhos” é utilizado essencialmente na arquitectura e na pintura e adquire uma linguagem cenográfica ou um ilusionismo pictórico.
Na Antiguidade já se utilizava o Trompe d’ Oeil, no entanto é no período do Renascimento, com a descoberta da perspectiva rigorosa, que esta forma de expressão artística revela a sua grandiosidade, explorando ao máximo a fronteira entre o real e o imaginário.
A pintura conjugada com a arquitectura, conseguem representar a profundidade, zonas de sombras, de luz e a cor parecem dar continuidade à situação real que se vive junto ao espaço pintado.
As cúpulas de algumas igrejas, exploram esta técnica até à exaustão, com o objectivo de acentuar ainda mais a sua altura, criando espaço para além dos limites reais, abrindo-se para um céu virtual.
O grande desafio é representar a tridimensionalidade, criando a ilusão da profundidade conforme os nossos olhos a vêem, num suporte bidimensional, e utilizar truques de mimetismo e de ilusão óptica para que essa representação pareça a continuação do espaço real, enganando assim o observador mais desatento.
O Trompe d’Oeil é utilizado tanto nos espaços interiores como nos exteriores. Paredes vazias parecem ser o sítio ideal para se localizar um engana olhos, e normalmente tem como objectivo beneficiar estéticamente o espaço.
É uma técnica rigorosa e laboriosa, que nem todos os artistas a conseguem fazer com sucesso, por isso, dispendiosa, a coordenação da escala real com a escala imaginária tem que ser perfeita.
A sua utilização nos espaços religiosos tem como objectivo acrescido, dar uma nota de grandiosidade à envolvente, nos espaços civis, podem constituir uma nota de romantismo, de humor, de tapa misérias, de atracção turística, etc.
Veja-se que actualmente as zonas urbanas socorrem-se com alguma frequência desta técnica para esconder obras degradáveis à vista, melhorar o efeito estético de empenas vazias de edifícios e muros, animar o espaço urbano.
Não se confunda Trompe d’Oeil com Grafitt. Os grafitters, têm-se apoderado da ilusão do Trompe d’Oeil nas usas sprayzadas urbanas, no entanto a filosofia do grafitt não tem nada a ver com isto, grafitt é outra estória!
Existe uma derivação do Tromp d’Oeil aplicada nas soluções mais domésticas, muito utilizadas no final do séc. XIX princípio do séc. XX, que são as imitações de matériais, da sua textura: encontramos frequentemente, frisos de parede com pintura marmoreada ou imitando outros materiais nobres e caros, madeiras exóticas, e outros.
Na Antiguidade já se utilizava o Trompe d’ Oeil, no entanto é no período do Renascimento, com a descoberta da perspectiva rigorosa, que esta forma de expressão artística revela a sua grandiosidade, explorando ao máximo a fronteira entre o real e o imaginário.
A pintura conjugada com a arquitectura, conseguem representar a profundidade, zonas de sombras, de luz e a cor parecem dar continuidade à situação real que se vive junto ao espaço pintado.
As cúpulas de algumas igrejas, exploram esta técnica até à exaustão, com o objectivo de acentuar ainda mais a sua altura, criando espaço para além dos limites reais, abrindo-se para um céu virtual.
O grande desafio é representar a tridimensionalidade, criando a ilusão da profundidade conforme os nossos olhos a vêem, num suporte bidimensional, e utilizar truques de mimetismo e de ilusão óptica para que essa representação pareça a continuação do espaço real, enganando assim o observador mais desatento.
O Trompe d’Oeil é utilizado tanto nos espaços interiores como nos exteriores. Paredes vazias parecem ser o sítio ideal para se localizar um engana olhos, e normalmente tem como objectivo beneficiar estéticamente o espaço.
É uma técnica rigorosa e laboriosa, que nem todos os artistas a conseguem fazer com sucesso, por isso, dispendiosa, a coordenação da escala real com a escala imaginária tem que ser perfeita.
A sua utilização nos espaços religiosos tem como objectivo acrescido, dar uma nota de grandiosidade à envolvente, nos espaços civis, podem constituir uma nota de romantismo, de humor, de tapa misérias, de atracção turística, etc.
Veja-se que actualmente as zonas urbanas socorrem-se com alguma frequência desta técnica para esconder obras degradáveis à vista, melhorar o efeito estético de empenas vazias de edifícios e muros, animar o espaço urbano.
Não se confunda Trompe d’Oeil com Grafitt. Os grafitters, têm-se apoderado da ilusão do Trompe d’Oeil nas usas sprayzadas urbanas, no entanto a filosofia do grafitt não tem nada a ver com isto, grafitt é outra estória!
Existe uma derivação do Tromp d’Oeil aplicada nas soluções mais domésticas, muito utilizadas no final do séc. XIX princípio do séc. XX, que são as imitações de matériais, da sua textura: encontramos frequentemente, frisos de parede com pintura marmoreada ou imitando outros materiais nobres e caros, madeiras exóticas, e outros.
Sempre que aprecio um Trompe d’ Oeil, lembro-me de uma solução ingénua que se encontrava na cidade do Porto nos anos setenta, junto à livraria da Imprensa Nacional: um edifício já velho e degradado que possuía 4 janelas viradas para o largo junto da rua das Oliveiras. Essas janelas possuíam um ritmo de repetição entre elas, só que uma era falsa, apenas eras pintada na fachada.
Recentemente aparecem no mundo da net imensas imagens ilusórias, mas muitas delas já não são pintadas, mas sim tratadas em computador e mais ainda, sem o suporte do espaço real. Sem o espaço real, não existe Trompe d'Oeil, pois a transição para a ilusão é fundamental.
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