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04 julho, 2015

Normal, normal


NORMAL, NORMAL

                Parece que temos a melhor colecção de coches do mundo. Não sei, mas o que temos é francamente belo e deslumbrante sem dúvida alguma, constituindo uma grande riqueza patrimonial. Já conhecia muitos dos exemplares expostos no novo museu, das visitas ao Museu dos Coches original e também do Palácio de Vila Viçosa. A maioria são peças sumptuosas, algumas barrocas, cheias de detalhes, viaturas de gala e de passeio com tracção animal, construídas essencialmente em madeira, entre o século XVI e XIX, para apoiar as deslocações da realeza portuguesa e dos seus visitantes.

                Sempre que me deparo com uma viatura destas, imagino a história da gata borralheira. Através da magia, a fada madrinha, voluntariosa, transformava rapidamente e apenas com a sua varinha mágica, uma abóbora, numa esplendida carruagem, sem perceber patavina de mecânica ou de marcenaria, sem fazer projectos, maquetes e protótipos e, sem programas 3D e sem caderno de encargos, sem estar muito preocupada com as leis do movimento, da aerodinâmica, da ergonomia e certamente analfabeta em álgebra, aritmética e geometria, pois o prazo de validade das suas criações nunca ultrapassava a meia-noite, prazo muito reduzido, quase equivalente ao leite sem lactose ou ao requeijão (eheheh). Depois regresso ao mundo real e sabendo que ainda não possuímos essa maravilha tecnológica, dos contos de fadas, que é a fabulosa varinha, situo-me, vejo e avalio o trabalho manual na construção de cada pormenor, com as ferramentas da época e agora as operações de restauro, que suponho serem realizadas em continuidade, por especialistas nestas coisas do carbono, da ferrugem, do caruncho e das térmitas mais estranhas que adoram estar e reproduzirem-se nestas reais velharias, expostas à humidade, à temperatura, à pressão atmosférica e à luz, gerando mofos, bolores e outros agregados familiares pouco recomendados.

                Desculpem as ironias, mas eu quero mesmo falar do edifício. Para mim foi uma decepção já anunciada pelo que se foi tornando visível durante a obra, semi-escondida e semi-visível. Nos dias de hoje, fazer uma edificação daquela natureza, dimensão e custo, sem que ela garanta também, para além da funcionalidade a que foi destinada, uma afirmação estética ao nível da arquitectura do seu tempo, capaz de ser uma mais-valia numa cidade, que marque a contemporaneidade de forma singular, é um verdadeiro tiro no pé. Este edifício concebido pelo arquiteto brasileiro Paulo Mendes da Rocha Prêmio Pritzker, em parceria com os ateliês dos portugueses Ricardo Bak Gordon e Nuno Sampaio integra o grupo de edifícios de Lisboa que não acrescentam nada à cultura arquitectonica portuguesa e espero que não seja outra socratice realizada nas entrelinhas. 35 milhões de euros previstos inicialmente para o custo da obra, ir-se-ão transformar entre 200 a 300 milhões de euros, quando ela for concluída. Entregaram-se projectos e obras a quem não sabe fazer orçamentos ou os minimiza.

                Um dos co-autores afirma que pretende "fazer cidade a partir da arquitetura" – pretende, mas não consegue. Fala bem, argumenta melhor, cria uma teoria estruturante entre o edifício e a envolvente, mas na prática, resolveu de forma vulgar, sem brilho, sem originalidade, sem genialidade, que a localização e o programa mereceriam.

                É pouco provável que alguém se desloque de propósito a Lisboa para ver este edifício, por isso não fará cidade, certamente. Há edifícios contemporâneos que fazem cidade ou já fizeram, levando apreciadores de arquitectura a Lisboa, na época em que foram construídos ou até mais tarde: o Centro Cultural de Belém, o Oceanário, a Torre VTS, o Teatro Camões, o edifício Vodafone, a Caixa Geral de Depósitos, o Franjinhas, a Torre do Tombo, a Gulbenkian, o Pavilhão de Portugal, o Adamastor, o Multiusos, o novo Estoril Sol (Estoril), a Fundação Champalimaud, a Mesquita de Lisboa, A Gare do Oriente; o Museu Paula Rego (Cascais), a Universidade Nova de Lisboa, a Torre Monsanto, o Centro Ismaelita, o Heron Castilho, as Torres das Amoreiras, o Castil, o Pavilhão do Conhecimento e a até aquela igreja louca, inacabada, do Troufa Real, esta pelas piores razões… Neste momento para fazer cidade (Lisboa) é preciso ultrapassar ou ombrear minimamente com Siza Vieira, Teotónio Pereira, Vittorio Gregotti, Eduardo Souto Moura, Peter Chermayeff, Gonçalo Byrne, Charles Correa, Tomás Taveira, Calatrava, Frederico Valsassina, Arsénio Cordeiro, Conceição Silva e outros. Lisboa já tem uma coleção de boa arquitectura contemporânea e portanto é preciso merecer para fazer cidade, não basta querer.

                Dizem-me que a obra ainda não está concluída, que faltam grandes painéis multimédia nas paredes nuas interiores. Quanto a mim animará e enriquecerá o conteúdo, mas não o edifício em si. Sorrio-me com as características apontadas pelos comentadores e jornalistas, utilizando as palavras, geometria, brutalismo e minimalismo, como se isso justificasse a pobreza estética do edifício e a falta de genialidade manifestada pelos seus autores.

78 peças - coches, berlindas,  carruagens, cadeirinhas, carrinhos, liteiras, seges... expostas num edifico normal, normal (imitando Ricardo Araújo Pereira no seu boneco de calceteiro), que bem precisaria de uma varinha mágica com efeitos especiais e permanentes.

Vale a pena visitar, pelos coches. O resto funciona, mas não surpreende.

AQ – publicado em Revoltando os dias  no NVR 1/07/2015

18 setembro, 2014

Portugal está um país feio


Portugal está um país feio

                Uma circunstância infeliz da minha vida forçou-me, a passar estas férias circunscritas ao local onde vivo. Passei pelos mesmos sítios de sempre, repeti fotos, descobri novas realidades que por vezes se apresentam invisíveis, estendi olhares sem pressa, associados a reflexões outras vezes construídas, ou seja aproveitei a imobilidade de forma criativa e como sempre obedecendo ao meu espirito critico.

                O gosto educa-se? Aquela questão com que muitas vezes trunfamos para justificar erros e alarvidades visuais, voltou a emergir na minha cabeça, onde as questões estão armazenadas em abundância.

                Portugal está um país feio. MESMO FEIO! Acho eu e os outros.

                Esta é uma verdade incontornável.

                A arquitectura que invade o nosso horizonte, seja em que sítio for, é de péssimo gosto.

                Os amantes da fotografia devem sempre ter o cuidado de confirmar os enquadramentos, para eliminar ou esconder o que está a mais, os erros arquitectónicos e as aberrações que nascem no meio da arquitectura popular.

                A desordem urbanística é uma verdadeira anedota.

                Quem são os responsáveis? Os arquitectos e os engenheiros? Não.

                Os proprietários? Seria fácil dizer que sim, confirmar a sua culpa já que são eles os agentes activos. Mas não são. Os proprietários só constroem o que lhes deixam construir.

                Os grandes culpados são os autarcas deste país. Demoraram anos e anos para criar e aprovar PDMs e entretanto iam aprovando atrocidades, dentro e especialmente fora das cidades. Todos os autarcas deveriam ter uma política de organização do território e aplica-la com rigor. Já sabemos que a maior parte dos autarcas não tem formação nessa área, mas têm equipas e técnicos dentro das câmaras municipais. Tiveram inclusivamente gabinetes de apoio técnico, os GATs que não foram rentabilizados como deveriam ser, os técnicos estavam lá. Seria difícil seguir o princípio da não invasão dos solos agrícolas com construção?

                Cada um fez a sua casa onde quis. As redes de abastecimento de água são redes irracionais, dispersas, em que todos nós pagamos ao metro linear. Criar redes de esgotos para esta maluqueira urbanística é uma utopia e assim cada construção tem uma fossa que vaza os detritos para os terrenos adjacentes.

                Os autarcas assobiaram para o lado, durante 40 anos, têm fechado os olhos à sua própria incompetência. Foram 40 anos de asneiras sucessivas, somadas e multiplicadas, com ou sem PDMs.

                E a arquitectura?

                Quem domina o território são projetos de engenheiros sem qualquer formação estética. Aquela afirmação, “Gostos não se discutem”, tem servido para viabilizar a construção de edificações sem serem concebidas pelos profissionais que têm esse saber e direito. Esta situação que se chama falta de ética profissional, foi alastrando sobre a forma de vírus pelas cidades, aldeias e a natureza que as rodeiam. Hoje temos um Portugal feio, muito feio. As aldeias estão descaracterizadas, os solos agrícolas e as veigas entre montanhas estão pulverizadas por construções que assumem o mau gosto dos proprietários, dos seus autores e dos seus autarcas. Qual integração? Qual valor patrimonial? Qual valor arquitectónico? Existe por vezes um excesso de rigor nas cidades e uma permissividade catastrófica nos aglomerados rurais que definitivamente comprometem a paisagem deste país. As construções novas surgem desintegradas da paisagem e também não valem por si, porque arquitectonicamente são umas nódoas.

                Costumo dizer que, daqui a uns milénios, quando as gerações futuras ou então os ETs que desaguem por aqui, avaliarem o Homem actual deste país chamado Portugal, deduzirão que temos diversas neuropatias, entre as quais aquela que impede o Homem de se expressar arquitectonicamente com uma linguagem própria do seu tempo, e assertiva com todas as outras formas de arte suas contemporâneas.

                Os meus caros e amigos engenheiros que me desculpem, mas projectam com um papel milimétrico dentro da cabeça, sem qualquer sensibilidade ao espaço, à volumetria, à composição, à envolvente, à história e aos utentes. Projectam à engenheiro como é o seu dever. Para eles, linguagem arquitectónica ou fruição estética são verdadeiros palavrões. Temos que reconhecer que todos nós saberemos desenhar uma casa, só que uns fazem-no melhor do que os outros.

                O resultado é este, é tudo aquilo que invadiu a paisagem portuguesa e nos faz entristecer. Projectar bem é conciliar de forma criativa, a forma com a função, assumindo com dignidade e orgulho a linguagem arquitectónica de cada tempo. As construções fazem-se grandes e caras. Alguns proprietários fazem questão de dar visibilidade à ostentação e ao seu poder económico, e estão no seu direito, mas fazem-no tão mal! recorrem a técnicos, não a arquitectos. Surge por vezes um maior cuidado em certos projectos, que infelizmente se resume a umas molduras de granito, em cópias mal feitas do tempo de Raul Lino. Estamos no século XXI, temos tecnologia do século XXI, aplicada em projectos do século XIX - uma neuropatia de 2 séculos.

                De quem é a culpa?

                Dos autarcas. Desculpem eu insistir na acusação. Por vezes basta um conselho, basta mostrar novas tipologias, basta até criar regulamentos municipais com indicações claras sobre as intervenções, basta seguir as orientações de um arquitecto e basta não misturar poder autárquico com lobbies, com especulação, com tráfico de influências… é também da competência dos autarcas a educação estética dos munícipes, e o exemplo tem que vir de cima, obviamente.

                Houve uma época, e não foi há muito, que as autarquias dispensavam o cargo de arquitecto no seu quadro de técnicos, pois normalmente colavam-lhe o rótulo de artista louco, incómodo e “pouco prático”, e quando o tinham, colocavam-no na “prateleira” destinando-lhe a toponímia das ruas da urbe, impossibilitando que opinasse na definição de linhas estratégicas de desenvolvimento. A única vez que me candidatei a um concurso para vaga de arquitecto numa câmara municipal, fui rejeitada por não ter telhados de vidro, ser interveniente, eventualmente não ser permeável a partidarites e por ser mulher. Já foi depois de Abril!

                Estamos a pagar uma factura elevada desta falta de visão, desta inoperância e inércia autárquica global que afecta a todos. Cumprir regulamentos não chega, mas nunca é tarde para mudar, apesar que praticámos erros incorrigiveis… pelo menos agrada-me que peçam desculpa pela perturbação que as obras municipais causam aos munícipes. A educação é sempre positiva e de sublinhar.   

In” Ensaios de escrita, um projecto sempre adiado”

Anabela Quelhas (aprendente e anotadora de espaços)

Sem acordo ortográfico
Publicado em NVR set 2014

14 junho, 2014

Zaha Hadid

ENCONTRO IMEDIATO DE 3º GRAU
Zaha Hadid
Londres
Serpentine
 



 
Reencontro com outro mito

15 setembro, 2012

Miranda do Douro - não chega

Miranda do Douro


A 12 de Junho de 2011 publiquei aqui no facebook um pequeno texto, denominado "Como matar uma esquina" sobre Miranda do Douro. Passado um pouco mais de um ano, recebi de mão amiga estas fotografias. Parece que surtiu efeito a rede social. Retiraram as persianas. O recado chegou lá. A digestão de alguém parou com aquela reflexão.
Disseram-me: continua a ter umas janelas meio ranhosas, mas já está um pouco melhor.
Confirmei que sobre os sinais de transito, retiraram um, o outro sobrevive como fungo parasita e a ligação electrica tipo fio pendurado que vai de algures para nenhures, continua viva.
A janela que não é janela, continua janela.
Não chega!!!!
 

Outros casos de Janelas/varandas de ângulo:




Viseu

Santarém


07 janeiro, 2012

16 junho, 2011

Casa de Ofir

Há obras que são as referências de uma série de indivíduos que pertencem a gerações que viveram a ESBAP e a FAUP, onde eu me incluo. Obras que marcaram a nossa entrada para o mundo da arquitectura e que permanecerão sempre na nossa memória.

A conhecida casa de Ofir é uma delas. Localizada em 41°31'7.00"N 8°47'1.11"W. projectada por Fernando Távora, nosso mestre, foi visitada por todos nós, porque ela era uma aula viva da arquitectura moderna.

Casa de Férias de Ofir (1957-1958)
«Uma das mais elementares noções de química ensina-nos qual a diferença entre um composto e uma mistura e tal noção parece-nos perfeitamente aplicável, na sua essência, ao caso particular de um edifício. Na verdade, há edifícios que são compostos e edifícios que são misturas (para não falar já nos edifícios que são mixórdias) e, no caso presente desta habitação construída no pinhal de Ofir, procurámos, exactamente, que ela resultasse um verdadeiro composto».Fernando Távora.

Naveguei na página de Alexandre Araújo e deparei-me com fotos desta habitação destruída parcialmente por um incêndio.

http://www.facebook.com/media/set/?set=a.185606991464622.43133.100000459668462

Fiquei triste, apeteceu-me chorar! Fluiram todas as imagens que ainda tenho memorizadas de 2 ou 3 visitas que fiz à casa acompanhada uma das vezes com o mestre e autor.

Espera-se que se gere um movimento no sentido da sua correcta e rápida recuperação, pois ela é um marco na arquitectura moderna portuguesa.



12 junho, 2011

Como matar uma esquina - Miranda do Douro




Miranda do Douro

Como se mata uma esquina em 9 passos apenas:

1. 1- Olha-se para uma varanda de ângulo e pensa-se: grande complicação! Quero “simplificar”, “melhorar” e “modernizar”.

2. 2 - Duas portas em ângulo não servem para nada, janelas é melhor!

3. 3 - Elimina-se o gradeamento que faz de guarda e parapeito -menos um elemento para atrapalhar!

4. 4 - Constroem-se 2 panos de parede de 0,90m, convertendo as portas em janelas e pintam-se de branco.

5. 5 - O carpinteiro desenrasca duas janelas.

6. 6 - Para proteger da luz, não há nada melhor que duas persianas exteriores.

7. 7 - Chama-se o técnico das persianas. Este apresenta uma solução sem complicação nenhuma, persiana exterior com caixas salientes.

88 - Consciência tranquila do proprietário pois deu resposta às suas exigências actuais de habitabilidade e segundo ele preservou o património não mexendo nos elementos de granito, cumprindo assim o seu dever de cidadão.

9 - 9 - Permitir também que pendurem no cunhal um sinal de transito e uma placa identificadora da rua - fica sempre bem à autarquia!

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As janelas e varandas servem para assegurar o arejamento e a iluminação do interior dos edifícios, até aqui todos estamos de acordo.

A sua função alarga-se para a ligação entre interior e exterior, permitindo utilizar esse rasgo nas paredes para observar o exterior, estender o olhar até à linha do horizonte ou até onde as barreiras exteriores permitirem, criando a ilusão, que estamos ligados ao meio envolvente, que fazemos parte de uma comunidade ou que estamos em comunhão com a natureza.

Parece-me que aceitar isto e compreender é pacífico.

Utilizá-las como canal de comunicação oral para o exterior, também será possível. Nem todos gostam de falar pela janela ou pela varanda… mas é aceitável.

Também ninguém tem dúvidas que são elementos arquitectónicos que imprimem características únicas nos edifícios onde se inserem, ajudando a definir estilos arquitectónicos.

Uma janela é muito mais que um vão, que um espaço vazio de parede… As padieiras, as ombreiras e os peitoris organizam-se numa geometria simples, mas podem assumir formas, volumes e texturas diversas, que imprimem quase um BI a cada janela. A inspiração do arquitecto combinada com a mestria do pedreiro, podem gerar uma obra de arte, que se convertem eventualmente num sinal da cultura de um povo.

Passeei por Miranda do Douro, dentro das muralhas medievais, do tempo de D. Dinis, ficando muito agradada pelo esforço desta comunidade em manter e conservar diversas edificações.

Dobrei uma esquina e vi o resultado de um assassinato arquitectónico e cultural – varanda de ângulo “moderninha”.

As varandas / janelas de ângulo que existem no nosso país são poucas, talvez menos que 50 exemplares. São elementos arquitectónicos utilizados durante o Manuelino e Renascimento, normalmente enquadrados em molduras em granito, com mais ou menos requinte, mas que os convertem em fenestrações muito especiais, de construção mais elaborada, permitindo a visualização para duas ruas em simultâneo e assumindo uma faceta estética única. Estes exemplares são pequenos pormenores, que reforçam a nossa identidade cultural e deverão encher de orgulho os seus proprietários.

Olhei a esquina e apeteceu-me chorar!

Outro exemplar, este, felizmente, ainda não "modernizado"


30 maio, 2011

PASSEIO FOTOGRAFICO



INAUGURAÇÃO DA EXPOSIÇÃO PASSEIO FOTOGRÁFICO
19-05-2011
inauguração: 6 de Junho, 14h30 (NOVA DATA)
patente até 20 de Junho das 10h às 17h30
Sede Nacional Ordem dos Arquitectos
Lisboa
O Passeio Fotográfico nasce da vontade que o CONHECER tem em desenvolver um trabalho que valorize a importância da participação pública na vida urbana. Um trabalho que envolva a escola, comunidades locais e público em geral nas questões da arquitectura e cidadania, motivando-as para a importância das suas responsabilidades, deveres e direitos na organização e gestão das cidades e espaços públicos.

CONHECER mais, CONHECER melhor. CONHECER as questões da arquitectura, dos espaços públicos e da cidadania.
CONHECER as nossas responsabilidades, CONHECER os nossos deveres e os nossos direitos na organização e gestão das cidades e espaços públicos.


É com grande satisfação que expomos as fotografias, desenhos e trabalhos feitos pelos alunos das escolas de todo o país que participaram no Passeio Fotográfico.
O que começou por ser um projecto do programa educativo CONHECER, rapidamente se transformou num projecto de mais de 400 crianças de todo o país.

Queremos agradecer à Santa Casa da Misericórdia de Lisboa pelo apoio, e a todos os que participaram neste desafio, quer na organização quer na sua implementação. Não podemos deixar de manifestar o nosso agradecimento aos professores, educadores, auxiliares, núcleos e delegações da Ordem dos Arquitectos, e aos arquitectos envolvidos.
O apoio, profissionalismo, colaboração e empenho de todos neste projecto foi fundamental para o sucesso desta iniciativa.

Por fim, um especial agradecimento às crianças, foi para elas e por elas que a equipa do CONHECER desenvolveu este projecto, é assinalável o interesse e alegria com que participaram no Passeio Fotográfico. É assinalável o trabalho final.

29 abril, 2011

trios

CONFESSO, EU AMO ESTES TRIOS!
olhó genaral lá na parede!!!!!!!!!!

26 março, 2011

Mode Gakuen Spiral



Arquitectos Nikken Sekkei

Localização na rua principal em Nagoya, no Japão

Programa: 3 escolas (moda programação e informática)

Data: 2008

Pisos: +36

-3

Altura: 177m

Três torres com salas de aula são chamadas de ASAS . As torres “asas” criam uma curva orgânica, transformando a rotação. As torres em espiral aparentam mudar a sua fachada quando vista de diferentes ângulos, dando uma elegante impressão dinâmica.

As torres são emaranhadas de diversos aparatos ecológicos, como vidros duplos, e ventilação central natural. A estrutura central do prédio é uma estrutura cilíndrica e rígida. Como o pilar central de uma casa, esta estrutura proteje as torres contra ciclones ou terremotos.

15 março, 2011

Orange Club



Lyon, France
Projecto de Arquitectura: Jakob+Macfarlane
Ano de Construção: 2011





13 janeiro, 2011

06 janeiro, 2011

Contertainer




Contertainer, edifício projectado pelos arquitectos dpavilion de Surabaya - Indonésia,
é um amálgama de duas palavras: recipiente e entertainer. No seu aspecto exterior identifica-se de imediato contentores de várias cores, combinando-se entre si de forma escultórica capaz de atrair o observador.


Localização: Batu, Oriente Jawa, na Indonésia.
Função: policlínica e biblioteca, onde ordinária
Utilização: Gratuíta
Ano de construção: 2008

Esta peça de arquitectura desperta a reflexão sobre a distinção cada vez mais acentuada entre ricos e pobres no sistema da economia global, onde a arquitectura liga a parte social, económica e cultural e lhe dá expressão, goste-se ou não.
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